Laws of Attraction
2 Capítulo 2
Notas iniciais
– Não tenho culpa se Kate Harrison tem um QI baixo! – Disse Regina para a sua mãe que se encontrava do outro lado da linha telefônica, fazendo exercícios – Eu teria descoberto que ele deu as obras de arte. Por isso pedi adiamento. Só que a Swan se deu melhor nessa. – Disse a última parte relutante.
– Você a quer morta? – Cora perguntou ofegante enquanto continuava a pedalar em sua bicicleta spinning.
– Mãe! – A advogada falou revirando os olhos e abrindo a embalagem de salgadinhos.
– Quis dizer, socialmente. – Justificou-se.
– Não sei. – Regina respondeu confusa — Nunca enfrentei ninguém como ela. Ela é muito... – As palavras lhe faltaram. Nenhum adjetivo era capaz de descrever Emma Swan, pensou Regina – Sei-lá-o-quê. Não sei se ela deu sorte, ou se é realmente muito boa. – Sua voz saíra trêmula. A morena agora estava com a mão cheia de cheetos e os levava à boca.
– Talvez as duas coisas. – Rebateu Cora.
– Obrigada, mãe! – Regina falou irônica, ou melhor, agradeceu de boca cheia.
– O que está comendo? – Perguntou a mãe num tom intimidador.
– Hmm' Legumes! – Mentiu.
– Essa tal Emma Swan é bonita? – Cora parara de pedalar, e agora depositava 100% da sua atenção na conversa com a sua filha.
– Não notei. – Regina desconversou, mas com o rosto completamente corado — E ela não é o seu tipo. Além de ser mulher, ela tem idade para dirigir. – Brincou com a sua mãe, que deu uma risada sarcástica como resposta.
– Depressa, canal 6! – Exclamou Leslie, a secretária de Regina, arfando assim que surgiu na sala da advogada. E com a mesma velocidade que entrou, ela saiu.
Regina mais que depressa obedeceu ao aviso da garota. O jornal apresentava uma reportagem sobre o caso no qual estava trabalhando.
– Os argumentos iniciais do divórcio de Gary Harrison, hoje no tribunal... – Dizia a repórter da matéria.
– Canal 6, mãe! – Regina avisou a mãe, que logo também ligou a televisão.
– Em jogo, noventa e sete milhões de dólares. Falamos com a advogada de Harrison, Emma Swan, hoje em frente ao tribunal. – Continuou a mulher na tv, que agora desfrutava de toda atenção de Regina e Cora Mills.
– As exigências monetárias da Sra. Harrison são um ultraje! Afinal, são os produtos do Sr. Harrison que vêm com uma garantia, não o Sr. Harrison. – Falou Swan para a repórter.
Os olhos de Cora se arregalaram e a sua boca aberta assim que Emma surgiu na tv. Apesar de não fazer o seu gênero, ela não podia negar que a moça era bonita e incrivelmente atraente. Agora compreendia o motivo de todo o desconforto e rubor que Regina deixara transparecer só de ouvir a menção do nome de Emma.
– Incrível! Mal chegou à cidade e já está manipulando a imprensa! – Regina comentou, trazendo a sua mãe de volta a realidade.
– E você não reparou se ela é bonita? – Provocou a filha.
– Me liga depois. – Regina disse já desligando o telefone, mas ainda assim conseguiu escutar o último comentário de sua mãe: “Você puxou ao seu pai!”.
– O acordo pré-nupcial não será alterado. – Continuava Emma — E falando francamente, as chances de que a Sra. Harrison saia vitoriosa são nulas. – Após a última declaração, Emma fez um gesto que não passou despercebido pela advogada oponente.
A loira gentilmente passou uma de suas mãos pelo canto da boca, como quem queria limpar algumas migalhas. Fazendo Regina se recordar da cena que ocorrera mais cedo naquele mesmo dia.
– Tudo bem, Srta. Swan. Eu aceito! – Regina disse decidida em resposta ao ato de provocação feito pela outra mulher.

Regina caminhava no que parecia ser uma cidade oriental perdida no meio de Nova York. Ela trazia consigo um pedaço de papel no qual estava escrito o endereço do escritório de Emma. Por longos minutos, a morena caminhou, enquanto fugia de vendedores ambulantes que não falavam muito bem o seu idioma, até que finalmente encontrou o prédio. O escritório de Emma ficava logo acima do que parecia ser uma mercearia chinesa.
– Por que não estou surpresa?! – Disse Regina num tom superior.
Mills tocou a campainha e chamou por Emma. Ela tocou uma, duas, três vezes, mas ninguém apareceu. Quando a morena estava prestes a desistir um rapaz surgiu descendo as escadarias e logo saindo pelo portão, deixando o mesmo aberto. Aproveitando a oportunidade que surgira, Regina adentrou o edifício e foi analisando o interior enquanto subia as escadas. Em todo momento a expressão de desagrado se fez presente em sua face.
O lugar era um cubículo e um tanto simplório para o seu gosto. Quem via nunca iria imaginar ou supor que ali se encontrava o escritório de uma advogada bastante renomada, mas é claro que esse fato ainda era desconhecido para Regina. Ela subiu dois lances de escadas quando finalmente chegou ao primeiro andar, se deparando de cara com uma porta entre aberta. Ela se aproximou da mesma e confirmou as suas suspeitas quando viu uma pequena placa de bronze presa na porta. Dra. Emma Swan.
– Olá! Dra. Swan? Olá? — Mills chamou enquanto entrava na sala. Não obteve resposta.
Ao se dar conta que o lugar estava vazio permitiu-se deixar correr os olhos pelo ambiente. O lugar estava a mais perfeita zona. Havia caixas e mais caixas sem identificações espalhadas por todo canto. Diversas pilhas de arquivos se encontravam amontoados sobre duas mesas. Embalagens de salgadinhos e barras de chocolates espalhadas pelo chão. Claramente, organização não era o forte da Dra. Swan. Regina dirigiu a sua atenção para as paredes que estavam repletas de pôsteres de bandas de rock dos anos 80, 90. Ela se recostou na mesa para poder admirá-los um pouco mais, quando de repente ela escutou uma voz conhecida.
– Obrigada! Se chegar mais alguma coisa, deixe em frente à porta. – Disse a voz.
Regina levou alguns segundos para reconhecer a quem pertencia à voz: “Emma Swan”. E assim que fez o reconhecimento, a advogada sentiu todo o seu corpo se estremecer, foi como se uma corrente elétrica percorresse todo o seu ser. Isso ocasionou o derrubamento de algumas das pilhas de arquivos que se encontravam sobre a mesa.
Em um ato de pura nulidade e desespero, a morena tentou pegar todos os arquivos que se encontravam no chão, gerando assim a derrocada das pilhas restantes. Se dando por vencida, Regina tentou sair o mais rápido possível daquele escritório. Ela não podia ser pega ali pela outra advogada. O que Swan iria pensar? Não que ela estivesse espionando, ou fazendo algo semelhante, pelo contrário, ela queria apenas ter uma simples conversa com a sua oponente, conhecê-la melhor, ter uma breve noção de quem ela estava enfrentando.
Mills saiu do escritório de forma apressada, sem se preocupar em fechar a porta e deixando para trás a bagunça que fizera, ela correu em direção à escada, quando viu Emma subido a mesma. A loira estava entretida lendo o jornal e comendo algo e acabara nem notando a sua presença, ela recuou e correu em direção à porta que dava acesso a escada de incêndio. Assim que abriu a mesma o alarme disparou e mais que depressa ela aventurou-se pelos degraus, agora mais que nunca ela precisava sair dali.
Assim que abriu a última porta, Regina notou que estava dentro de mercearia. Ela olhou para os lados e viu uma senhora oriental que estava sentada com uma tigela de yakisoba sobre o colo e a olhava de forma indiferente. A Dra. lhe ofereceu um sorriso amarelo e correu pelos corredores da loja, passando por um, ela pegou na prateleira um pacote de salgadinhos e foi em direção ao caixa. Sem desacelerar os passos, a mulher enfiou a mão no bolso da calça e logo em seguida jogou uma nota para o rapaz do caixa e se dirigiu a saída.
– Desculpe! – Pediu Regina ao homem no qual ela havia esbarrado na saída da loja.
A mulher continuou a correr pela rua de forma agitada e desengonçada tentado a todo custo se equilibrar nos saltos.
SQ
– E gentilmente comparecendo ao nosso programa na última hora, uma das mais bem sucedidas advogadas de Nova York. Primeira da classe em Yale e sócia da Katz, Mills & Cohen. Regina Mills. – Disse o Dr. Robert Colin ao apresentar a Dra. Mills a todos os presentes no congresso. Arrancando uma salva de palmas dos mesmos que se encontravam na plateia.
Regina permaneceu sentada em seu lugar na mesa que estava no palco, ela apenas deu um sorriso como forma de agradecimento pelos aplausos. Aplausos esses que cessaram quando barulho de uma porta batendo se fez audível no auditório.
Emma Swan entrou no salão de maneira única e peculiar, cambaleando nas próprias pernas, roubando risos de todos.
– Desculpem-me. – A loira pediu assim que subiu ao palco e tomou o seu lugar ao lado de Regina. – Que mundo pequeno, hein? – Comentou com a mulher ao seu lado que a olhava incrédula.
– E outra advogada fez a gentileza de comparecer na última hora. – Disse o Dr. Robert Colin num tom sarcástcio, agora se referindo a Dra. Swan. – Para alguns, há métodos em sua loucura. Para outros, loucura em seu método. Ela advogou em Chicago, Boston, Los Angeles, e acho que isso a leva à perfeição, porque ela nunca perdeu uma causa. A retardatária... Emma Swan. – Finalizou.
Ao contrário de Regina, que sobressaltou-se e estremeceu ao escutar que sua oponente nunca havia perdido um caso, Emma levantou-se da cadeira e agradeceu aos aplausos, enquanto bebia um copo com água.
– Você sempre parece uma cama desarrumada? – Regina alfinetou a colega ao reparar os trajes da mesma. A loira estava com um terno cinza todo amarrotado, camisa branca com um botão a menos, um rabo de cavalo bagunçado e os óculos meio inclinados.
– Ou sentiu imediata antipatia por mim por alguma inexplicável razão. – Emma ignorou a pergunta. — Ou está me paquerando, qual dos dois? – Perguntou em meio a um sorriso descarado.
– Vou dar uma dica. A primeira está quente. – Regina respondeu sem desviar o olhar da plateia e em meio a um sorriso falso.
– Qual era mesmo a segunda? – Brincou Emma fingindo alienação.
– O que faz aqui? – A morena perguntou meio sem paciência.
– Deus! Podia ao menos ser mais grata. – Rebateu revirando os olhos.
– Grata por quê? – Perguntou curiosa.
– O meu amigo Colin precisava substituir um advogado. – Swan justificou — Ele me perguntou se eu conhecia alguém interessante. E eu acho você muito interessante. – Ela disse a última frase olhando diretamente nos olhos da morena, permitindo-se perder-se por completa naquelas íris castanhas.
– Você...? – gaguejou — Por quê? – Sussurrara enquanto mergulhava naquele oceano de águas esverdeadas que eram os olhos de Emma.
– Nossos aplausos a Regina Mills. – A voz do Dr. Colin chamou as duas mulheres de volta a realidade.
– É você. – Disse Emma levantando e iniciando uma salva de palmas para sua colega.
A loira sentou-se assim que Regina tomou lugar em frente ao microfone e iniciou o seu discurso. Ela tentou prestar atenção em cada palavra dita pela morena, mas não conseguiu, pelo menos não muito.
Emma olhava para aquela mulher a sua frente e se perdia naquele rosto com traços fortes e delicados ao mesmo tempo. Aqueles olhos castanhos que lembravam uma cascata de chocolate. E os lábios... “Uma perdição” pensou a loira. Ela queria tocá-los, beijá-los, queria tê-los apenas para si. Poder abraçar e sentir aquele corpo esbelto, cheio de curvas, colado ao seu... “Se concentra Emma”, disse para si mesma.
– Assim, meu conselho é: não torne o divórcio uma agonia. Encarem como uma chance de examinar o complexo labirinto emocional que é o relacionamento humano. – Regina finalizou o seu discurso.
O som dos aplausos soou por todo o auditório.
– Obrigado, Srta. Mills. Muito esclarecedor. – Disse Swan para Mills que já se encontrava sentada ao seu lado.
A morena deu apenas um sorriso de lábios cerrados em agradecimento.
– Uma mordida? – Emma perguntou oferecendo um pedaço de um cupcake que acabara de tirar da pasta, a outra mulher apenas a olhou sem expressar nenhuma reação. — Não? – Deduziu que logo depois abocanhou o bolinho.
– E agora, vamos ouvir Emma Swan. – Chamou o Dr. Colin.
– Sou eu. Algum farelo ou glacê? – Perguntou para a morena enquanto passava as mãos pelos cantos da própria boca.
– Não. – Respondeu balançando a cabeça em negativa.
– Muito obrigada, senhoras e senhores. – Agradeceu as palmas já de pé em frente ao microfone. — Ótimo discurso, Srta. Mills! Mas... A minha opinião é a seguinte. Os advogados são a escória. E os especializados em divórcios são o fungo que cresce sob a escória. – O comentário de Emma causou um burburinho nos ouvintes — O divórcio é o pós-morte de um casamento morto. Defendemos os interesses de pessoas que descobriam uma paixão pela luta que elas não sabiam que tinham. Onde estavam essa paixão e essa luta quando eram necessárias para salvar o casamento? Não respondam! Não é a nossa função. – Continuou.
Regina escutava o discurso da colega de forma atenta. Ela viu surgir naquele momento uma oportunidade de descobrir um pouco mais sobre a sua rival. Após escutar os comentários ditos pela loira de cabelos bagunçados, a perplexidade se fez presente em sua face. Como ela ousou rotular os advogados com tal termo? Na verdade, ela mesma acabara de se insultar. E a cada nova frase dita por Emma, Regina torcia os lábios, revira os olhos em sinal de desagrado, discordando evidentemente das opiniões da mulher. Mas uma coisa ela se viu obrigada a admitir, a mulher tinha força, sabia se colocar, acreditava naquilo que falava, defendia os seus conceitos. Apesar do jeito desleixado e inconsequente Emma era inteligente, tinha uma personalidade peculiar e até mesmo interessante. E tudo isso estava guardado dentro de um corpo atlético, escultural... “Chega, Regina”, advertiu a si mesma.
– Toda mundo gosta de aparelhos. E do jeito que anda o divórcio, todos vão poder usá-los! – Swan continuava com o discurso. — O que há de mais sofisticado para rastrear o marido paquerador ou a esposa infiel. – Emma tirou do seu bolso um pequeno aparelho tecnológico que cabia perfeitamente na palma da sua mão. — Por exemplo, uma máquina fotográfica pequena assim, pode tirar uma foto deste tamanho.
Swan apontou para um telão que ficava no palco, imediatamente todos voltaram a sua atenção para o objeto, exceto a Srta. Mills. Fotos estavam sendo exibidas, mais precisamente, fotos de uma bela mulher morena que estava xeretando o escritório da advogada. Derrubando arquivos, recolhendo os mesmos, derrubando outros. Emma tomou cuidado em preservar o rosto da invasora, mas um pequeno detalhe estava prestes a entregá-la.
– Surpreendente, não? Não acham a nitidez fantástica? – Questionou a loira — Aposto que aí atrás podem ver as rosas na echarpe da suspeita.
Por mero tédio, Regina virou-se para o telão e deparou-se com as fotos dela tiradas no escritório de Emma. Automaticamente ela sentiu o seu rosto corar, ela havia sido pega. Quando deixou o seu olhar cair, em sinal de vergonha, percebeu que ainda estava usando echarpe que usara naquela manhã, a mesma echarpe que a “suspeita” estava usando. Rapidamente, ela desfez o laço da peça que se encontrava no seu pescoço, aguardando-a em seguida. Ela tentava esconder o rosto, o cabelos com as mãos, mas era inútil. Vergonha, humilhação, constrangimento, era tudo o que sentia naquele momento.
– Não precisamos mais depender do vídeo da loja de conveniência. – Emma prosseguiu enquanto as fotos de Regina continuavam a passar no telão. Agora a morena já estava correndo pelos corredores da mercearia. — Com capacidade digital, podemos descartar sistemas de circuito fechado e obter qualidade de fotos. Tenho certeza de que a pessoa não sabia que estava sendo pega com a mão na massa. Lembre-se, nenhum de nós se especializa em divórcio por amor.
Todos levantaram e aplaudiram Emma Swan de pé. Ela agradeceu humildemente com um sorriso no rosto. Quando estava caminhando de volta ao seu lugar notou que Regina já não estava ali. Uma expressão triste tomou conta do seu rosto.
SQ
– Eu acho que você se sente atraída por ela. – Cora disse para sua filha enquanto estava deitada no sofá. A mulher retirou os óculos escuro que estava usando e começou a se olhar num pequeno espelho.
– Atraída por ela? Você é louca? – Gritou Regina andando de um lado para o outro na sala da sua mãe.
– Claro! Mas também sou a sua mãe, quando não estamos em público. – Olhou diretamente para a filha.
– Ah, meu Deus! – Regina parou em súbito assim que encarou os olhos da sua mãe, uma expressão de pavor e náusea surgiu na face de Regina.
Os olhos de Cora estavam inchados. Suas pálpebras eram uma mistura entre roxo e vermelho. Sob os olhos, olheiras tão escuras como uma noite sem luar. Não era uma visão nada agradável.
– Dói um pouco, mas já dá para ver os resultados. – Disse a mulher mais velha passando os dedos delicadamente ao redor dos olhos. — Eu tenho pálpebras de uma adolescente. É claro que de uma lançada pelo para-brisa. Mas uma adolescente! – Sorriu.
– Não dormi um instante por causa dessa mulher. – Falou revirando os olhos e caminhando até o bar, lá ela preparou dois copos de uísque, duas pedras em cada copo, e três dedos da bebida. Caminhou em direção à mãe e os entregou a mulher. — Pode deixar, quando ela baixar a guarda, eu vou acertá-la de jeito. Pode acreditar! – Falou nu tom confiante.
– Cuidado, você nunca perdeu uma causa importante. – Precaveu enquanto repousava o fundo dos copos sobre os olhos.
– E nem ela. – A morena disse mais baixa que um sussurro.
– Isso é irresistível.
– Mãe! – Bufou.
– Desculpe.
– É isso... – Uma luz se acendeu no olhar de Regina — Eu vou pedir desculpas.
– A Swan? Por quê? Você não fez nada de errado. – Cora disse confusa.
– Exatamente! – Disse convencida e com um sorriso genuíno no rosto — É a última coisa que ela espera. Uma estratégia perfeita. Sinceras desculpas, uma tática manipuladora, como o perdão ou a generosidade. Ela vai cair nessa. Ela não é de Nova York.
– Você é adorável quando parte para o ataque! – Falou orgulhosa da filha.
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