Laura - Uma História
3 Capítulo 2: Estranhó... o que?
Notas iniciais
39 anos depois...
Laura, em seu vestido vermelho, que ela mesmo fez pois o seu favorita que sua vó fez para ela não servia mais, continuou a andar pela longa estrada, a primeira casa da cidade ainda estava um pouco distante.
Ela estava completamente desorientada, não fazia ideia de onde ficava essa cidade, Estranhópoles, nunca em sua vida ela ouviu dizer desse lugar, mas obviamente ele existia e estava bem a sua frente, uma pouco distante ainda, mas estava ali, sua salvação.
A cidade exalava um ar muito estranho, algo totalmente fora do normal, as coisas ali com certeza não eram nada convidativa. A Sra. Caixão, olhou para uma placa, e as notícias não animaram. “ Você está trafegando na Rodovia Lugar-Nenhum”
“Ó céus, onde eu devo estar, só pelo nome já dar para sentir o isolamento desse lugar!” – pensou a pobre Laura que continuou a andar.
Durante a caminhada algo chamou a atenção dela, do alto de um morro, havia uma casa realmente estranha, era de um andar, mas os outros quatro ou três andares, eram varandas, e elas iam diminuindo. Definitivamente esse lugar é de maluco, pensou Laura com um medo aumentando ainda mais dentro dela.
Em fim chegou à cidade, já era provavelmente final da tarde, e não havia ninguém nas ruas, a não ser um garoto juvenil, com nada mais do que dezoito anos, com um cabelo preto moicano e uma pele clara, e ao seu lado uma mulher de cabelos ruivos, com óculos estranhos, e pele queimada, não era escuro, parecia que estava a um bom tempo no sol. Não era de se admirar, nesse deserto o sol deve ser escaldante.
Laura correu em direção aos dois, a mulher sentiu a movimentação da correria e olhou espantada para a mulher de vestido vermelho, cabelos pretos até o ombro, e pele morena. A mulher ruiva apertou algo parecido com um controle remoto, e um raio em volta do pescoço do garoto fez com que ele ficasse imóvel.
- Olá... Eu preciso de ajuda... Não sei o que aconteceu... Comigo direito... – dizia Luara ofegante.
- Claro, venha comigo, eu posso oferecer ajuda, meu nome é Circe Bicudo, moro logo ali na Praça Tesla, 1. – disse a mulher com um sorriso supostamente simpático no rosto. – Afinal, qual é o seu nome?
- Muito obrigado, meu nome é Laura, Laura Caixão, sou de Bela Vista! – Circe pegou a mão de Laura, e fez um carinho, e a olhou como se lamentasse algo.
- Venha comigo, vou fazer o jantar, quem sabe meu marido possa lhe ajudar!
Elas andaram um pouco até a calçada, Circe apertou novamente um botão, e o garoto começou a se mexer levemente, Laura acho isso muito estranho e repugnante.
- Quem é ele? – perguntou com uma voz suave e doce, como sempre.
- Nervoso Cobaia, ele é sempre assim, lerdo. – ao dizer isso, saiu um tom de nervosismo de sua voz, Laura ficou quieta, aquilo ela definitivamente anormal!
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