Notas iniciais
Olá, tudo bem? Espero que gostem deste capítulo. Laura arranja um novo emprego... Edgar fica chateado...

Um emprego novo (Capítulo 25)

Na hora marcada cheguei ao escritório do Senador Laranjeira. Conversei com ele e me explicou que precisava de uma secretária e que eu tinha o perfil que procurava, a princípio foi bastante cortês comigo. Confesso que trabalhar com secretária não era o ideal para mim, eu precisava me manter e não queria pedir ajuda nem para Isabel e tão pouco para Edgar. Comecei naquele mesmo dia, arrumei algumas pastas com documentos e depois escrevi algumas cartas que o próprio senador me ditou.

Naquela noite, ao chegar a minha antiga casa, encontrei Edgar me esperando, com uma novidade que me deixou um tanto constrangida, sei que tinha a melhor das intenções, só que o que ele me sugeriu não cabia para mim.

– Laura, hoje eu estava pensando... Tenho tanto trabalho para fazer, são muitos processos que tenho trabalhado ultimamente, e como sei que você procura emprego... Imaginei que você poderia vim trabalhar comigo, como minha secretária, assim teria o emprego que tanto deseja e eu, finalmente, teria uma secretária que eu tanto preciso e sem contar que poderíamos passar mais tempo juntos durante o dia. Seria uma delícia trabalhar com você e pago muito bem. Não é uma boa idéia? – Edgar parecia um garoto de tão entusiasmado com a possibilidade de trabalhar junto a Laura e principalmente ficar a maior parte do dia na companhia dela.

Mas a proposta do Edgar me assustou. É claro que não a considerei ofensiva, ele não se dava conta que agora eu era uma mulher independente, que me mantenho sozinha agora e isso já duravam seis anos, não queria depender do Edgar, obviamente que nossa relação não seria como a relação de um patrão e de um empregado comuns, sempre haveria nossa história no meio e, de certa forma, era voltar a uma situação que experimentei no início do nosso casamento quando trabalhava como voluntária na biblioteca, não queria isso para mim novamente. A única coisa que poderia fazer era ser direta e consciente que iria magoá-lo.

– Edgar, eu consegui um emprego. – Fui direta.

– Um emprego? – Edgar se sente um pouco desapontado.

– Fica feliz por mim, por favor. – Insisti fazendo um pouco de manha para ele.

– Eu fico feliz por você, Laura. É que eu pensei por um momento que poderíamos trabalhar juntos, tive esperanças que pudesse aceitar minha oferta. Que bom que vai voltar a lecionar. – O desapontamento era nítido na expressão de seu rosto.

– Na realidade não, é outra função. – Sabia que o magoaria ainda mais.

– Desde que não seja de secretária... – Parecia adivinhar.

– É de secretária sim, vou trabalhar com o senador Laranjeira, em seu escritório em sua fábrica. – Fui honesta, consciente que ficaria chateado comigo.

O olhar de Edgar era de total decepção, o jovem se retirou da frente de Laura, sem dizer uma palavra sequer e foi em direção a escada que levava ao patamar superior da casa. Laura respirou profundamente e foi atrás dele. Ao chegar ao quarto, o advogado começava tirar o colete e a gravata.

– Não vai dizer nada? Está decepcionado comigo? É isso mesmo Edgar? – Eu me sentia também decepcionada com a atitude a atitude de meu namorado.

– Eu já disse Laura, tinha esperança que trabalhasse comigo. Eu ofereço um trabalho como secretária e você aceita um igual, porém com outra pessoa.

– Edgar, eu nem sabia que você me faria tal oferta, o que você quer que eu faça? Viva as suas custas? Edgar eu me sustento desde quando nos divorciamos. – Tentava argumentar.

– Laura, eu estou apenas lhe oferecendo um emprego. – Era mais nítida a decepção em seu rosto.

– Não é apenas um emprego, Edgar, nós estamos juntos agora, trabalhar para você é como voltar a ser sustentada novamente e eu não quero isso. Quero me sustentar, estando ou não com você.

– Laura você fala como se eu estivesse lhe fazendo um favor, é um trabalho renumerado como qualquer outro. – Tentava se justificar.

– Edgar, que tipo de patrão você seria? Nunca me demitiria e eu nunca pediria demissão. Não é isso que quero para nós dois. – Tentei argumentar novamente.

– Laura, já parou para pensar que é sempre as suas vontades que têm que ser acatadas por mim, você foi embora quando quis, você se separou de mim quando quis, você voltou para mim quando quis, eu não vou negar, começo a ficar um pouco cansado disso... Na realidade estou realmente cansado. Tive um dia difícil no fórum e agora esta discussão. – Seu semblante estava tão pesado.

– Edgar, você fala de um jeito. Como se eu fosse uma menininha mimada e cheia de vontades.

– Não disse isso. O que eu disse foi que apenas gostaria de ser ouvido ao menos uma vez por você. Sempre tem que ser do seu jeito, será que minha opinião não tem valor algum. — Não conseguia disfarçar a decepção.

– É claro que sua opinião tem valor, meu amor. Apenas não posso viver subjugada a você, Edgar.

– Eu não estou pedido isso e nem quero isso, ao contrário o que mais me encantou em você foi sua independência. Mas, às vezes, gostaria que minha opinião fosse levada em conta de vez em quando.

– Edgar, isso não é uma opinião, é praticamente uma imposição.

– Imposição Laura? Eu não quero impor nada a você, apenas gostaria de ficar um pouco mais ao seu lado. Pensei que fosse gostar da idéia, mas é óbvio que me enganei. Quer saber preciso de um banho, ficar sozinho.

– Você está pedido para que eu saia? – Confesso que a atitude de Edgar me surpreendeu.

– Se você quiser sair, ou se quiser ficar é uma decisão sua. É você que sempre diz que a casa não é sua, e do que adianta eu opinar, sempre é você que dá a última palavra. – Estava profundamente magoado.

– Edgar, você está me punindo por não aceitar seu emprego? É isso? Eu não estou acreditando nisso.

– Eu não estou punindo você, jamais faria isso, isso me machucaria bastante, se fizesse isso seria eu o punido. Apenas desejo tomar um banho e dormir, nada além disso. Estou cansado, realmente muito cansado. Com licença...

Edgar se retirou do quarto e foi para o quarto de banho, confesso que nossa discussão tinha me deixado decepcionada. Queria muito que Edgar ficasse feliz por mim, mas não era isso que havia acontecido, ao contrário, parecia decepcionado por não aceitar sua oferta de trabalho. Não queria deixá-lo sozinho naquela noite, quando ele voltou para o quarto eu já estava vestida com minha camisola, ele olhou para mim, não me impediu minha presença ali, deitou na cama e eu me deitei ao seu lado. Fiquei observando-o, seus olhos estavam fechados.

– Será que não mereço nem uma boa noite? – Tentava me aproximar.

– Boa noite. – Respondeu-me sem abrir os olhos. Coloquei minha mão sobre a dele e mesmo zangado comigo ele colocou a sua sobre a minha. Estava triste, ao menos não estava tão distante como temi por um momento. Percebi que demorou a adormecer... E eu não fui muito diferente dele.

Na manhã seguinte tomamos café juntos, mas não conversávamos. Edgar lia o Correio da República na minha frente, seu rosto estava atrás do jornal, não possuía o hábito de ler o jornal na mesa do café da manhã, sabia que o motivo disso era que ainda estava chateado comigo.

– Você sempre disse que achava falta de educação ler o jornal, na mesa do café da manhã, com a página aberta, na cara das pessoas. – Tentei conversar um pouco, aquele silêncio me deixava mais triste ainda.

Edgar fechou o jornal e o colocou de lado.

– Não vai dizer nada, sempre conversamos durante o café da manhã. – Tentei puxar alguma conversa.

– Nunca tínhamos tomado o café da manhã brigados antes. Vejo que a senhora quer conversar um pouco...

– Não seria má idéia. – Tentei amenizar o clima ruim.

– Então vamos conversar. A senhora começa quando em seu emprego novo.

– Na realidade comecei ontem. – Esbocei um sorriso que Edgar não retribuiu.

– Fico feliz pela senhora. Mas eu tenho um dia cheio e preciso ir para o fórum. Tenha um ótimo dia e boa sorte com seu novo emprego, espero que seja feliz nele. Vemos-nos mais tarde. Com licença. – Distante, Edgar se levantou da mesa e saiu.

Vi Edgar sair sem, ao menos, me dá um beijo, estava magoado e naquele momento era melhor deixá-lo quieto em seu canto, mesmo que isso doesse em mim. Fui para a casa de Isabel, ela tomava seu café da manhã, conversamos sobre meu novo emprego e ela ficou feliz comigo, também falei da reação negativa do Edgar. Não entendia porque agia daquele jeito. Mas ao conversar com minha querida amiga, alguns pontos começaram a ficar mais claros para mim.

– Ah Isabel, gostaria tanto que o Edgar me entendesse.

– Entendo você Laura, mas pensa comigo. O Edgar, agora que vocês voltaram, talvez... Não sei... Deseja ficar mais próximo de você. Reconheço que não é necessário oferecer um emprego para isso, por outro lado ele quer recuperar o tempo que vocês ficaram separados. Laura o Edgar te ama... Sempre amou... Talvez seja difícil para ele entender que nada é como antes, você não é mais aquela Laura que se casou sem amor, que se viu no meio de uma união indesejada por ambos e que se transformou em amor com o tempo. Aquela Laura que ele deixou no porto, não foi a mesma que encontrou na volta de Portugal. E tampouco é a Laura do pedido de divórcio. Ao contrário, agora você é outra mulher, mais madura, mais segura, mais independente ainda, em um primeiro momento, eu acredito, o Edgar deseja ter o que vocês tinham antes, só que não tem como ser como antes... Talvez seja difícil para ele entender tudo isso, porém, ao mesmo tempo, ainda é apaixonado, ele precisa redescobrir você, Laura. Talvez esteja apenas tentando isso...

– Eu queria tanto que entendesse isso. – Havia um pequeno ar de tristeza no semblante da professora.

– Laura dê tempo ao tempo. O Edgar é um homem inteligente, vai entender, principalmente porque não quer perder você novamente. Vocês se amam. – Isabel tentava a amiga.

– Só que minha experiência como o Edgar me mostrou que nem sempre basta o amor. É preciso mais. Se apenas o amor bastasse, não teria me separado do Edgar no passado.

– Como lhe disse, dê tempo ao tempo. – Insistia Isabel.

– Isabel, como que eu gostaria que a vida fosse mais simples.

– Talvez seja, talvez não. Lembre-se que muitas vezes complicamos a vida mais do que o necessário... Agora não posso mais ficar, preciso ir trabalhar, tenho mais um ensaio para supervisionar, Diva e Frederico em deixam louca... O teatro me espera... Não deixe de pensar no que lhe disse... – Isabel abraçou a amiga afetuosamente. — Tenha um bom dia Laurinha, mais tarde a gente conversa mais um pouco, tenho certeza que vai encontrar uma solução. — Isabel abraçou Laura mais uma vez e saiu deixando a amiga ainda cheia de dúvidas.

Naquele dia fui trabalhar normalmente, confesso que pensava na discussão da noite anterior com Edgar, mas o trabalho me relaxava. As horas foram passando e naquele dia resolvi não ir a minha antiga casa. Não era apenas o Edgar que merecia um tempo, talvez eu merecesse um tempinho para mim também. Estava com minhas leituras atrasadas, seria bom ler um pouco. Preparei uma xícara de chá e peguei o livro “A Intrusa” de Julia de Almeida Lopes, me deliciava com a leitura e com minha xícara de chá quando ouço batidas na porta, atendo e vejo Edgar na minha frente.

– Desculpa por vim assim, mas você não apareceu, pensei que estivesse ainda muito magoada comigo. Pensei em não vir, mas a idéia de ficar sem ver você me doeu mais ainda do que aquela briga de ontem, senti tanta a sua falta... Laura me desculpa por ter sido tão egoísta, é que queria tanto ficar mais tempo com você, sempre ter você por perto, saber de você... – Acariciava o rosto da professora.

Eu olhava para ele e parecia tão perdido e o abracei com tanto força. Ele me retribuiu com um beijo.

– Perdoa-me, eu não queira brigar com você, principalmente agora que estamos nos entendendo. A ideia te não ter novamente em minha vida... Eu...

– Não vamos pensar mais nisso, o que importa é que estamos aqui, juntos. – Queria muito amenizar as coisas entre nós.

– Foi horrível chegar em casa e não te ver ali, as horas passavam e você não dava nenhum sinal que apareceria, eu fiquei tão angustiado com a ideia que você tivesse magoada comigo novamente. Quando vi já estava batendo aqui, na sua porta... Senti saudades...

– Também... Agora, mesmo olhando para você, te tocado, ainda sinto saudades. – Disse a ele enquanto acariciava sua barba.

– Vamos para casa, por favor.

– Hoje não, prefiro ficar aqui um pouco e já está tarde.

– Você está me punido? – Edgar ainda tinha aquele olhar angustiado.

– Não, claro que não, apenas prefiro ficar aqui. E se você passasse a noite aqui comigo? Tenho certeza que a Isabel irá entender.

– Não sei, eu me sinto desconfortável.

– Não tem por que se sentir assim, a Isabel é bastante compreensiva, vai entender. Fica comigo aqui em casa. – Pedi a ele enquanto segurava suas mãos entre as minhas.

– Mas esta não é nossa casa. – Ele parecia mais triste ainda.

– Eu sei, é onde eu moro agora, não vamos pensar nisso neste momento, fica aqui comigo, estou lhe pedido, por favor. – Eu o abracei com tanto carinho.

– Está bem, por hoje eu fico. – Edgar olhou para mim, seu olhar ainda tinha uma tristeza que me machucava, além do mais, parecia realmente cansado.

Comemos alguma coisa na cozinha, deixei um bilhete para Isabel comunicando que tinha deixado Edgar passar à noite ali comigo, lhe expliquei o motivo e que conversaríamos melhor na manhã seguinte. E depois o levei para o meu quarto, naquela noite apenas dormimos abraçados, um com outro, e confesso que foi melhor assim, Edgar estava cansado e seu sono foi agitado, dormia profundamente, sem querer, me acordou algumas vezes, percebia que, mesmo dormindo, algo ainda o angustiava, eu o abracei e lhe beijei de leve a face, fiquei velando seu sono, sei que nossa briga tinha o deixado bastante chateado, apenas desejava tanto que entendesse meus motivos.

Na manhã seguinte, quando acordei, Edgar ainda dormia, me levantei e Isabel já estava na cozinha preparando do café da manhã.

– Bom dia... Pelo que vejo não passou muito bem à noite, está com olheiras. E Edgar ainda dorme?

– Bom dia, Isabel... – Laura estava um pouco desanimada. — Desculpe por deixar o Edgar ficar, mas ele estava tão angustiado, não queria que ficasse sozinho, já era tarde também não quis que ficasse sozinho na nossa casa.

– Eu entendo querida... Não precisa se preocupar com isso. O que importa são vocês dois, como vão as coisas entre vocês?

– Ele se esforça, mas não consegue entender porque não quis trabalhar com ele, não entende porque não voltei para nossa casa. Não entende que não quero depender dele... Queria tanto que as coisas fossem mais simples Isabel. – Estava mais desanimada ainda.

– E porque você não voltou a morar com ele? Não que eu esteja lhe expulsando, ao contrário, adoro morar com você, mas fica neste vai e volta, dorme lá, fica aqui, é natural o Edgar esteja confuso, até eu fico um pouco confusa... – Isabel tentava entender a amiga.

– Isabel, no fundo eu tenho tanto medo.

– Medo Laura? Mas de quê? – Isabel tentava compreender sua querida amiga, sem muito êxito.

– Eu fui tão feliz naquela casa, que tenho medo de voltar e aconteça algo que me faça ter que sair novamente e eu não vou aguentar me separar novamente do Edgar, eu fiz isso uma vez, eu não tenho forças para reviver tudo aquilo novamente.

– Mas vocês se amam tanto. – Isabel tentava questionar a sua amiga.

– Por isso mesmo, neste instante, ele está ali, no meu quarto, vi como seu sono foi agitado durante à noite. Algo o martiriza e eu sei que isso tem haver com nossa vida, com minhas escolhas, comigo. Sei que o Edgar me ama e não duvido disso, eu sinto tanto medo de perdê-lo novamente. Isabel, eu sei o quanto sofri, e nem sei de onde tirei forças para suportar todos aqueles anos, mas agora, com ele ali, a dez passos de mim, parece que existe ainda um abismo entre nós, eu tenho medo de perder, mas eu tenho medo de me perder. Eu quero muito o Edgar, e eu não quero abrir mão de mim mesma, entende isso. – Seus olhos se encheram de lágrimas

– Entendo Laura, então você precisa conversar com Edgar. – A dançarina tentava se solidarizar com sua querida amiga, mesmo sabendo que não havia muito que fazer.

– Mas eu já conversei, já falei mil vezes e ele ainda não entende. Ou não quer entender. – Laura se sentia mais angustiada ainda.

– Gostaria de lhe ajudar, mas não sei como... Sabe Laura, eu acredito que o Edgar precisa mais de um tempo, ele é um homem inteligente, em algum momento vai entender. Se ele está assim como disse, então ele está tão angustiado quanto você. Provavelmente ele entenda esta recusa de voltar para a casa de vocês como uma recusa a estar com ele.

Isabel abraça a amiga, queria dá a ela algum alento, porém sabia que eram eles que precisavam resolver suas questões, mesmo querendo muito ajudar. Laura podia contar com ela, e não sairia do lado de sua querida amiga.

– Mas que quero apenas um tempo para me acostumar com a idéia, quero namorar ele um pouco, redescobrir nós dois juntos novamente, eu quero me sentir segura para poder voltar.

– Eu entendo você, Laura. O problema é que os dois estão angustiados, cada um de um lado, estão infelizes. Talvez o Edgar também queira ter certeza de que você vai voltar. Pense nisso também. – Isabel se levanta da mesa e dá um beijo em Laura. – Acho que a melhor coisa que os dois têm que fazer agora é tomar um belo café da manhã, faça uma bandeja bem bonita e apetitosa para o seu amor... Eu preciso ir agora, marquei uma reunião com um fornecedor e como o Mário, não é nada fácil ser dona de teatro. Mais tarde vamos conversar um pouco mais, promete que vai ficar bem?

– Prometo que vou tentar... – Lancei um sorriso para minha amiga.

– É um bom começo... Agora vai vê seu amor... – Isabel abraçou mais uma vez Laura e saiu.

Aceitei o conselho de Isabel, fiz uma bela e apetitosa bandeja de café da manhã para mim e Edgar. Voltei para o quarto e Edgar continuava adormecido, eu o beijei no canto da boca e ele despertou em seguida.

– Bom dia. – Eu o beijei novamente de leve nos lábios. – Trouxe para nós uma bela bandeja de café da manhã... Dormiu bem?

– Bom dia. Mais ou menos, mas acordar com um beijo seu já melhora tudo.

– Tem certeza? – Sorri novamente para ele.

– Não, mas eu quero ter. – Respondeu pegando uma fatia de pão.

Peguei uma xícara de café e me servi, Edgar fez o mesmo. Estávamos ali, juntos, de certo modo ainda havia algo que nos separava. Temos um amor muito grande um pelo outro, disso não duvidava mais, ao mesmo tempo temos nossas diferenças que nos distanciava tanto e isso me angustiava, ao menos já me consolava em saber que Edgar estava ali, comigo, o queria tanto, o amava muito e sei que sentia o mesmo por mim. O contemplava buscando uma saída para nós, eu sei, também, que não era apenas uma dúvida minha... Será que era isso mesmo, o amor somente não bastava?

Notas finais
Espero que tenham gostado. Por favor comentem, assim saberei se estou no caminho certo... Um abraço e até o próximo capítulo...