Acordei disposta a conseguir esse emprego. Me arrumei, cheguei lá e todos me olhavam estranhamente, como se eu fosse de outro planeta. Eu não sou de outro planeta, só estou sem dinheiro! Me guiaram até um escritório, onde eu fiz a minha entrevista e obtive êxito – o que foi estranho, não me deixaram na espera, me contrataram ali mesmo! Mas eu só trabalharia no dia 12! Cassy, minha melhor amiga, disse que daria uma festa como “despedida de desempregada” pra mim! Seria demais! Seria, porque quando fui me arrumar, ao me olhar no espelho, vi um vulto. Achei que era coisa da minha cabeça e fechei os olhos por uns 5 segundos, mas quando abri ouvi uma voz sussurrar: “Não aceite este emprego!”. Convenci a mim mesma que era pura imaginação. Ora essa, o que um hospital singelo como aquele poderia oferecer em questão de perigo a mim, mulher feita e forte?

Daí pra diante tudo só piorou. O vestido pra festa foi escolhido, mas eu não pude levar, logo pedi pra entregarem. Me entregaram um vestido preto, horroroso! Tive de usá-lo, de qualquer forma, não podia dar o dinheiro como gasto inútil assim. A festa foi o caos! Nada deu certo, apesar da boa vontade da Cassidy. Ela decidiu que porque eu iria trabalhar num hospital psiquiátrico, seria uma “boa” fazer uma temática de terror! Quanto mau gosto! Sem contar que eu me assustei um pouco com tudo aquilo. O Apartamento dela estava todo coberto por uma atmosfera sombria, uma luz vermelha e pessoas que eu nunca vi na vida. Ela chamou um cara idiota, chamado Anthony, o Tony, que resolveu fazer a brincadeirinha idiota de desaparecer. Até agora ninguém sabe onde o sujeito está. Isso lá é brincadeira que se faça? Os pais do garoto já ligaram umas quatrocentas vezes pro celular da Cassy, mas o que podemos fazer? O garoto acha divertido se esconder por aí e preocupar os outros. Parece que ele tem algum problema. Já procuramos em todos os cantos. Espera. Aquilo, na banheira. Pingando do chuveiro. Era sangue?