Latrop - Hospital Psiquiátrico
7 10 de Fevereiro
Cassidy só podia estar ficando louca. Eu e aqueles amigos malucos dela carregamos ela do melhor jeito possivel pro meu apartamento — que felizmente estava aparentemente normal — e eu tratei de expulsá-los de lá rápido. Eu já tinha uma louca que valia por todos eles lá.
Quanto Cassy dormia o sono dos justos em minha cama, eu fui observar a pena do corvo que havia sobrado daquele incidente. Incidente, sonho. Meu Deus, será que eu estou começando a acreditar? É claro que não. Resolvi deitar ao lado de Cassy, sabe como é. Tentar dormir um pouco. Já era quase dia.
De repente, num estado meio dormindo meio acordada, eu tive o vislumbre de Cassidy sentada ao meu lado, me observando dormir. Não como uma amiga. Como um animal devorador. Ela me olhava com olhos famintos, olhos de fera, de psicopata. Percebi que havia adormecido com a luz acesa. Então, um vulto que eu pude captar com o canto dos olhos — sem me desviar do olhar faminto de Cassidy — correu até o interruptor e apagou a luz. E a ultima coisa que eu ouvi antes de apagar completamente foi Cassidy cantarolar pra mim "Você podde correr, mas não pode se esconder, porque eu sempre estarei lá...vigiando você..."
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