“Eu gostaria de prender o teu amor,
para nunca mais perdê-lo de vista”

– O que devo escrever?

– O trabalho é sobre esconder um segredo que você acha que será mal julgado pela sociedade então acho que agora você deve entender.

Tony pegou o papel e começou a escrever. Maxxie estava deitado na cama lendo um historia em quadrinho quando reparou nas mãos de Tony que tremiam. Max se levantou e segurou na mão dele.

– Algo errado?

Tony ergueu os olhos.

– Talvez eu não tenha coragem suficiente pra contar, talvez um amanha “nosso” não exista, então me deixe aproveitar o agora.

Tony empurrou Maxxie na cama, e tentou tirou sua camisa, mas Max o impediu, Tony então tirou a dele, deixando amostra sua barriga perfeita, a única vontade que Max tinha era de beijá-lo por completo.

Tony beijou-o no pescoço, e passou a mão pelo corpo de Max que pareceu acender como um pisca-pisca no natal. Ele começou abrir o zíper da calça e novamente Max o parou, desta vez ele ficou sem entender, mas foi surpreendido com um sorriso malicioso de Maxxie.

– Meu quarto, minhas regras.

Ele trocou de lugar com Tony, assim tirou a bermuda dele, e pode ver o grande volume que guardava em sua cueca, ele queria mais não sabia se podia, ou se deveria.

– Me desculpa, acho que não consigo fazer isso.

Tony abaixou os olhos, com o rosto triste.

– Não tem problema.

– Pelo menos posso fazer isso.

Maxxie passou a tocá-lo lentamente, e manteve a boca ocupada junta com a de Tony, que soltava alguns gemidos enquanto entre um beijo e outro.

Após acabarem eles se sentaram na cama.

– Posso fazer uma pergunta?

– Eu não já deixei claro que você pode fazer o que quiser comigo??!!

Tony riu.

– Queria saber se doeu...

– O que?

– Me amar.

– Pra cacete, mas ainda sim foi um prazer.

– E... quais seus planos pra o futuro?

– Eu posso viver sem você, agora falta eu descobrir como.

Tony gargalhou e o beijou novamente.

– Nos vemos amanhã no colégio.

Ele bagunçou o cabelo de Maxxie pegou a mochila e saiu do quarto.

A aula já havia começado quando Maxxie chegou na sala, baterá na porta e procurara uma cadeira na qual de sentar, ele viu com o canto do olho Tony abrir um sorriso.

– Maxxie, aproveitando o ditado de “Os últimos serão os primeiros” gostaria de apresentar seu trabalho agora?

Max pensou em recusar, mas sabia que aquilo não era um convite.

– Olá, em relação ao tema, eu resolvi pegar um poema que escrevi quando tava gostando de alguém e como era algo perigoso optei por omitir este amor, mas a pessoa acabou descobrindo no final. E aqui esta o texto.

Meus olhos, encontram os seus

Fico perdido, sem rumo

Você sorri, eu esqueço tudo

Você fala, meu nome em sua boca faz mais sentido

Não sinto raiva, nem ódio

Eu sei o final dessa historia.

Incontrolável e sem sentido.

Me encontro em um limbo eterno que é amar você.

Quando ele acabou de ler os olhares vacilaram entre ele e Tony, todos sabiam, como não saber, depois do que tinha acontecido no dia anterior.

Ele se sentou de volta no lugar, outras pessoas apresentaram, Effy comentou alguma coisa mas ele não ouviu estava muito concentrado em algo... Ou melhor, em alguém.

Durante bastante tempo Maxxie e Tony trocaram olhares, um em cada canto da sala, não sabiam se era assim que terminava, mas Max tinha certeza que era assim que eles haviam começado.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!