Last Time
10 Epílogo
Notas iniciais
Violetta sentiu o vento se intensificar e observou a mesma mulher de capa vermelha e botas um pouco distante, calmamente se aproximar dela,por um momento sentiu temor, talvez fosse uma psicopata mas de certa forma estava em paz. Logo a mulher esteve a frente de Violetta mas infelizmente a mesma não conseguiu ver a face coberta pelo capuz da capa vermelha.
–Por que não me mostra sua face ? –Indagou claramente curiosa ela conseguia ver os lábios daquele mulher que formavam um sorriso.
Violetta ficou estática enquanto observava aquela mulher levar as mãos ao capuz e lentamente retirou o capuz e deixando suas longas madeixas negras se soltarem e serem balançadas pelo vento.
–Francesca ? –Violetta indagou ao ver sua dúvida sanada, ela tinha tantas perguntas.
Violetta não compreendia o porque da sua amiga não proferir nada e apenas a fitava, Violetta não sabia exatamente o porque dela a fitar daquela forma, mas, quando tentava dizer algo a voz de Violetta simplesmente sumia, sua garganta estava seca e sua voz era inexistente, tudo que Violett viu foi um grande clarão e após isso apenas ouviu algumas vozes, despertando-a para a realidade.
–Violetta ! –Ela ouviu seu próprio nome ser proferido automaticamente abriu seus olhos encontrando uma forte luz a incomodando, automaticamente olhou para todos os lados atordoada, e sentiu seu coração parar ao se deparar com quem estava a sua frente.
–Angie ? –Indagou negando com a cabeça enquanto podia escutar seus batimentos cardíacos voltarem a ativa.
–Sim, sou eu, meu Deus com o que você estava sonhando ? Você está chorando, gritando e esperneando nessa cama a quase uma hora, nada te acordava –Angeles parecia estar realmente preocupada em choque Violetta levou sua mão direita até sua testa.
–Que dia é hoje ? –Indagou tentando compreender o que havia acontecido.
–Quinze de agosto –Esclareceu e Violetta suspirou.
–De que ano ? –Continuou suas indagações enquanto sentia Angie afagar sua mão que estava tremendo.
–2013 –Esclareceu e Violetta fechou seus olhos.
–Foi tudo um sonho –Murmurou baixinho enquanto suspirava, foi então que observou o lugar em que ela se encontrava –Onde estou ? –Indagou observando aquelas paredes sem vida, algumas máquinas, sentia algo em seu braço e escutava alguns pequenos barulhos irritantes.
–No hospital, você passou mal no Stúdio, a 2 dias e Leon e Federico lhe trouxeram até aqui –Esclareceu acariciando as loiras madeixas da sobrinha.
Em meio a um turbilhão de pensamentos, Violetta encostou sua cabeça no travesseiro atrás de si e fechou os olhos, não compreendia, tudo parecia ser tão real, cada lágrima, cada carta, cada reencontro, cada dor, cada carinho, cada sentimento, ela não sabia o que pensar ou o que desejar, apenas sentia um grande alivio em saber que seu sofrimento não passou de uma grande ilusão, uma brincadeira de muito mal gosto de seu inconsciente que havia lhe atingido mas, sentia um grande vazio, dentro de si.
O silencio tomou conta do recinto e logo a porta foi aberta por um homem de jaleco branco – que como qualquer pessoa deduziu ser o médico – atrás dele entraram algumas pessoas que Violetta conhecia muito bem, Leon que ela tinha certeza que se lembrava dela, Ludmila que ela sabia que continuava como sempre, Federico que estava bem parecido ao no seu grande pesadelo mas com certeza não estava na Itália e estava namorando Ludmila, Camila hippie como sempre, Broduey que estava com a mão entrelaçada com a de Camila, Francesca e Diego juntos e vivos, Andrés confuso como sempre, Naty viva e Maxi andando e feliz, e por fim seu pai com um olhar afetuoso e cheio de vida.
–Que bom que você está melhor, Vilu –Afirmou Francesca aproximando-se da amiga.
–Que bom que você está bem, Fran –Violetta suspirou agarrando as pequenas mãos de Francesca que na verdade tinham quase o mesmo tamanho que as dela.
Violetta observou Francesca sorrir confusa, claramente ela não compreendia o porque de Violetta está feliz por vê-la bem mas, ela precisava proferir aquilo, que era a mais pura verdade por sinal. Em meio a um suspiro frustrado, Violetta pode sentir um toque quente em seu braço, rapidamente virou-se encontrando Leon com um sereno sorriso.
–Você não sabe o susto que me deu meu amor –Leon afirmou acariciando a bochecha de Violetta enquanto a depositava um leve beijo na testa dela.
–Você se lembra da vez em que quase morremos naquele passeio de balão não é ? –Violetta indagou com um olhar de súplica.
–Foi um passeio inesquecível –Leon afirmou, observando o “nada” e soltando uma sonora gargalhada que se escoou pelo ambiente. Naquele instante Violetta suspirou aliviada como se um peso saísse de seus ombros.
–Eu te amo muito, me promete que não se esquecerá disso e que jamais iria arriscar sua vida para salvar a minha ? –Violetta o mirou enquanto rapidamente pegava as mãos de Leon.
–Eu te amo, prometo que jamais irei me esquecer que você correspondeu esse sentimento mas, caso eu tenha que me arriscar para salvar sua vida não tenha dúvidas que morreria por você –Leon afirmou em um tom firme e fitando Violetta ternamente.
–Se eu não estivesse com diversos aparelhos ligados a mim, eu juro que daria um abraço e você, precisaria que você me desse o melhor abraço do mundo, aquele que só você sabe me dá –Revelou seu desejo brincando com os dedos de Leon, ela por mais que estivesse calma estava com um certo temor dentro de si, não sabia constatar se estava novamente sonhando ou vivendo apesar que aquelas agulhas que estava “conectadas” em si traziam um incômodo que a fazia sentir estava fazendo com que ela julga-se que aquilo era bem real.
–Estou com fome ! –Exclamou Andrés acariciando a própria barriga e dissimulando uma careta.
–Que novidade... –Murmurou Maxi revirando os olhos enquanto passava seu braço pelos ombros de Natália.
–Quando irei ter alta ? –Violetta indagou deixando de fitar Leon e voltando sua atenção para o médico que acabara de adentrar naquela sala hospitalar.
–Amanhã mesmo se seu quadro continuar estável –Afirmou o médico enquanto anotava algo em sua prancheta que se encontrava em suas mãos.
Seis dias após
–Vocês gostaram ? –Violetta indagou aos amigos em geral de ambos dos gêneros que pararam de falar no instante que ela adentrou a garagem de Leon enquanto dava um giro e mostrava o novo vestido que Angeles havia comprado-lhe na noite anterior.
–Está lindo Vilu –Ludmila afirmou enquanto penteava as próprias madeixas loiras.
–Está linda como sempre –Leon afirmou puxando-a para um abraço.
–Por que isso agora ? –Ela indagou ficando na pontas dos pés e encostando sua cabeça no ombro de Leon e sorrindo enquanto desfrutando o momento.
–Eu estava devendo-lhe um abraço, não estava ? –Ele indagou colocando uma mecha de Violetta atrás da orelha.
–É, você estava –Recordou-se rindo e apertando ainda mais o namorado contra si.
Violetta fitou os olhos de Leon e sorriu, e então observou os amigos assim como na hora em que acordou no hospital, só que ao contrário daquele momento este eles estavam sendo eles mesmos – e Violetta não estava tão em choque e confusa como antes – era verão então talvez fosse esse motivo de Federico estar com uma mangueira na mão e a apontando para Ludmila que automaticamente gritou pegando um balão de água que estava perto dela e mirando em Federico que desviou-se e fazendo o balão de água ir em direção a Francesca, Camila e Maxi que revidaram em Diego e Andrés que até então estavam quietos em seu canto, logo os outros juntaram-se e Violetta seguiu ao lado de Leon sorrindo e rindo da situação dos amigos, mas logo sentiu seu cabelo molha-se e rapidamente virou-se para fitar Leon que estava rindo, ele havia tirado um balão de água nela, Violetta riu ironicamente e fazendo o mesmo em Leon que a olhou frustrado certamente não esperando revanche. Logo eles juntaram-se aos outros e lá estavam todos os amigos juntos, sem nada que os impedia de “continuar” eles estariam juntos para sempre e sempre claramente eles acabaram encharcados porem todos jogaram-se no chão rindo, sorrindo e felizes, os problemas ocasionados pelo pesadelo de Violetta foi apena um pesadelo nenhum deles estava mal ou sofrendo, simplesmente estavam juntos, unidos e esperando o que viria pela frente que assim para nós para eles é um grande mistério, o futuro talvez não fosse tão catastrófico quanto o que o subconsciente de Violetta indicou, mas isso era esperar para saber o que viria a acontecer.
Fale com o autor