Last Time
1 Seven O'Clock
Notas iniciais
Bom, tenho que admitir que corri com a One, mas gostei do resultado e do final. Amo um drama e espero que vocês apreciem também.
Bonne Lecture!
Seven O'Clock
Ao abrir os olhos, além de fitar os galhos secos da árvore acima de si, notou que o céu estava escuro sem nenhuma estrela ou a luz da Lua para deixar aquela noite mais agradável. Era de noite, concluiu e passou a pensar onde estava. Sentou-se naquele gramado e encostou suas costas naquele tronco, será que era uma árvore de flor de sakuras? Não sabia, ela estava seca, sem vida nenhuma, entretanto sentia uma estranha nostalgia e naquele instante percebeu que não sabia onde estava. Parecia um topo de uma colina, onde mais a frente poderia avistar uma vila.
Levantou-se e olhou ao redor, o céu estava coberto por nuvens espessas, como se a noite já não fosse escura o suficiente, ainda iria chover. Notou que algo caiu no momento em que havia se levantado, e ao olhar no chão viu que era um pequeno relógio de bolso prata, abaixou-se para pegá-lo, segurando em sua corrente assim que o pegou, abriu, assim franziu ao notar que os únicos números marcados eram 12 e 7, não tinha os outros números e muito menos os minutos. Entretanto sabia que quando os ponteiros marcassem sete horas algo importante aconteceria, porém não lembrava-se. Naquele momento, que horas eram? Poderia deduzir, que era meia noite, já que os dois ponteiros estavam no doze. Não lembrava-se do porque estar deitado debaixo daquela árvore, sobre aquela colina. Sua mente estava um branco e para piorar a chuva começou a cair sobre si... Suspirou pesadamente, não sabia onde estava, entretanto tinha uma sensação estranha de que precisava fazer alguma coisa, que tinha algum objetivo.
Resolveu que não ficaria mais ali, afinal, ficar parado em um lugar, à noite, sozinho e na chuva, não iriam resolver suas duvidas e só naquele instante passou a pensar e em quem era e o que estava fazendo? O que ele tinha que fazer? E neste instante sentiu um desespero. Quem era?
Correu até a vila passando por árvores, sem se importar se deixava sim ou não de pisar em poças da água, sujas pela terra. Ainda mais com o seu traje, um quimono branco, que deixava o seu peito masculino desnudo. Porque estava vestido daquele jeito e ainda mais, porque estava deitado debaixo daquela árvore de flores de sakuras? Tinha um objetivo, mas não lembrava-se qual era, muito menos de quem era. Parou por alguns instantes, fitou o céu, vendo as gotas de chuva caírem e ainda mais, ver as copas das árvores com suas folhas molhadas, algumas até deixando que a chuva fosse menos pesada ao cair sobre si.
Parado sozinho no meio daquele lugar, não iria chegar onde precisava, mas onde precisava ir? Não sabia se era pior estar perdido ou confuso sobre quem era e o que tinha que fazer, porém, sabia que ao chegar à vila adiante encontraria as suas respostas.
Logo que saiu daquela floresta viu o imenso portão daquela vila e só assim reparara, que ela era cercada por um espesso muro. Realmente as pessoas que viviam ali, estariam protegidas. Notou que dois guardas estavam de vigia no portão, sempre atentos e com postura ereta, como se estivessem prontos para atacar, não saberia se conseguiria entrar, mas para sua surpresa, os cumprimentou sem ter resposta, e entrou na vila.
Pelo horário deveria saber que estaria deserto, sem ninguém nas ruas, mas o clima naquele lugar estava tão melancólico, e não era por causa do tempo. As luzes das casas estavam apagadas, uma hora ou outra passava por algum poste de luz aceso, mas nada mais que aquilo, nem mesmo um gato noturno se via ali. Também pudera, estava chovendo.
Seus pés automaticamente o levaram até uma região da vila, parecia abandonada, sem vestígio de que alguém morasse ali. Era um distrito, havia um símbolo sobre o arco da entrada, parecia um leque oriental, tipo ventarola. Vermelho em cima e branco em baixo, duas cores. Aquele símbolo era nostálgico para si, fazia o seu estômago revirar de emoção. Mas porque seria?
Adentrou naquele restrito e imaginou como se fosse uma pequena vila dentro de outra, mas era diferente, começou a seguir um caminho, que no seu interior era conhecido, sabia, sabia que iria há algum lugar, algum lugar que lhe daria respostas e naquele momento sentiu uma imensa vontade de correr, foi o que fez. Correu por aquelas ruas, por meio daquelas casas, passando por lugares que tinha certeza que conhecia, mas seu único objetivo era chegar há uma casa, há uma única casa que lhe trairia respostas e logo alcançou.
Passou pelos portões, dando de cara com um extenso jardim, onde jazia um pequeno lago. Pode notar que aquela casa estava sim bem cuidada. Alguém morava ali. Entretanto aquela casa parecia mais vazia e triste do que as outras, mas recordava-se dela e aos poucos suas memórias retornavam.
Era morador daquela vila, morava naquele distrito com os seus familiares, entrou na casa e disse um suave “tadaima” como se alguém fosse respondê-lo, mas sabia que seria impossível. Aos poucos suas lembranças preenchiam os vácuos. Lembrava das pessoas daquela vila, lembrava aos poucos dos seus familiares, e do que havia acontecido com eles, o que o seu ni-san havia feito e o motivo. Dos anos carregando o ódio só para si, por ser o único sobrevivente com um propósito, apenas vivia por vingança.
Lembrava-se dos seus anos de sofrimento por ser o único a viver sozinho, sem sua família e ainda mais sempre procurando ser forte, no meio do caminho encontrou pessoas que o ensinaram e muitos que o ajudaram a seguir o caminho errado, mas por um lado não se arrependia, porque não seria uma ninja forte se não tivesse feito tudo o que se precisava, entretanto ainda pensava no por quê? Ainda não tinha valido apenas, poderia dizer que foi uma imensa lição de vida, onde aprendeu e perdeu, onde não poderia esquecer de nenhum lembrança, nem das pessoas.
Lembrava-se do seu amigo irritante que nunca desistiu de si, do quanto ele corria atrás de seus sonhos e nunca deixava de cumprir uma promessa, lembrava-se do seu sensei que tentou diversas vezes aconselhá-lo a não ir para o caminho errado, e mesmo assim deixou o seu ódio falar mais alto.
Agora poderia lembrar, poderia lembrar da pessoa que nunca o havia esquecido, que sempre o amou com todos os defeitos, que sempre ou amou e o esperou por tanto tempo...
Precisava correr, seu tempo era curto. Amaldiçoou-se mais de uma vez, mentalmente. Como pode perder tanto tempo? Como pode ficar sem se lembrar do seu objetivo? Mas aquele era o trato, se tudo fosse importante para si, ele iria recobrar-se a tempo, entretanto demorou demais. Claro que tudo era importante para si, tudo era, principalmente ela e agora recebera uma única e última chance para falar o que nunca tinha dito, para agradecê-la e havia perdido tempo. Precisava encontrá-la antes que o relógio de bolso acusasse sete horas da manhã. Se não, não a veria mais, nunca mais.
Lembrava-se dos contos do seu clã, de quando seu irmão falou sobre uma antiga lenda. Em que os espíritos que um dia foram vingativos, no dia de sua morte receberiam uma única chance, para se redimirem e fazerem aquilo que nunca poderiam ter feito.
Sorriu amargurado, claro que não tinha mais o que se redimir, entretanto precisava fazer uma coisa que nunca havia feito antes. Se soubesse que o seu fim seria daquele jeito, nunca teria escolhido o caminho da escuridão, do rancor, do ódio. Agora sabia o porquê de estar deitado sobe aquela árvore de cerejeira. Se tivesse reparado mais, teria visto que em seu tronco estava o símbolo do clã Uchiha e em baixo o seu nome e o de Sakura. Como pode esquecê-la? Como pode esquecer-se de tudo?
Lembrava-se nitidamente. Passou a lembrar de tudo. Desde a morte de seus pais, até como havia chegado aquele estado. Mas lembrava-se nitidamente dos últimos acontecimentos.
Deveria ter agradecido Sakura a todo instante por tê-lo esperado, ela somente ela, o entendia, mesmo com o seu mau humor e monossílabas. Ela o havia esperado, e antes disso até mesmo tentado o impedir, porque simplesmente com todos os seus defeitos e escolhas erradas ela o amava, que até lhe doía.
Depois que a guerra havia terminado, o Jinchuuriki da Juubi fora exterminado, assim como Madara. Claro que os seus pensamentos nebulosos de exterminar todos os bijus se esvaíram, principalmente ao notar que não poderia fazer aquilo com o seu melhor amigo, que nunca desistiu de si, que nunca pode esquecê-lo. Não poderia colocar Naruto em mais uma maneira de se vingar, e apesar de tudo, apesar de seus erros e de ter matado o seu irmão sem ao menos saber a verdade, não sentia a necessidade de se vingar, não mais. Tudo estava feito. Poderia reconstruir o seu clã, poderia começar do zero e esquecer todo o seu passado obscuro para trás, mas como suspeitava não seria tão fácil assim.
Mesmo com sua colaboração na guerra, foi preso pela policia anbu de Konoha, mesmo com Naruto no encalço de Tsunade para deixá-lo livre, não pode escapar das conseqüências de seus atos, entretanto passou cinco anos, longos cinco anos preso entre quatro paredes, um cubículo. Onde somente recebi visita do seu ex sensei, de Naruto e principalmente de Sakura.
Pode perceber que ela não era mais aquela garota fraca e irritante de antes, ela crescera, se tornara uma grande mulher. Forte e dedicada, não esperava que ela um dia iria acabar por ultrapassar Tsunade em suas habilidades, e apesar de todas as mudanças seu amor por si continuava o mesmo. Ela sempre o visitará depois que o seu turno acabava no hospital, sempre levava obento para o jantar. Ela sabia o quanto a comida da prisão poderia ser ruim, e ele ficava grato por isso.
Não sabia como começou, porém a admirava de longe, gostava quando ela contava como estava sendo as coisas atrás daquelas quatro paredes e sempre sentia que ganhava o dia toda vez que a via sorrir, poderia ser um pequeno ou singelo sorriso, mas o importante era que estava lá e ele sentia o quanto era sincero. O quanto Sakura realmente o considerava.
A cada dia que se passava algo dentro de seu interior era preenchido, aos poucos Naruto contava que ele e Sakura estavam tentando manter o distrito do clã Uchiha para ele e quando aqueles cinco anos tortuosos na prisão se foram, a única coisa que pensava era viver, viver ao lado de seus amigos e principalmente ao lado de Sakura.
Kami... como pudera esquecer do tempo em que passavam juntos, dos festivais em que foram e principalmente no ultimo, o que estava mais vivido em sua mente. Fora o festival que não deveria esquecer.
Já sabia que Sakura tinha um lado infantil, aquilo o irritava, mas ela era a sua irritante e naquela noite estava determinado a dizer o que sentia para ela, queria que a rosada ficasse ao seu lado pelo resto da vida. A queria como esposa, como mulher de seus filhos.
Não era um festival apropriado para uma declaração de amor, afinal era um festival de Halloween. Naquele dia nunca achou que veria tantas pessoas fantasiadas, cada clã com uma história para passar. Entretanto Sakura se divertia, principalmente com Naruto brincando com as criancinhas que era a Kyuubi, bom realmente ele era e não entendia o motivo dele ter usado uma fantasia ridícula sendo que ele mesmo poderia usar o chakra dela para fazê-lo. E Sakura, apenas vestia um quimono tradicional, branco com pétalas de rosas vermelhas, lembrava que naquela noite ela estava linda e o quanto ela o fazia comer aquelas guloseimas, das tendas. Odiava doces, mas tinha que admitir que o suco de tomate o agradou. Ao lembrar-se do sorriso dela naquela noite seu coração se preenchia, Sakura era tudo para si, ela havia tornado-se a sua vida e naquele dia, foi quando que debaixo daquela árvore de flor de cerejeira, a beijou sem aviso, sem nada. Não precisava dizer, Sakura compreendia muito bem os seus gestos e ela não repudiou, nem ao menos ficara insegura. Era como se esperasse por aquilo, a vida toda. A viu ficar com a face corada e em silêncio, e logo pode dizer as palavras. Que amava ela, não sabia ao certo, talvez tenha sido o seu jeito irritante, o quanto ela se importava consigo, o quanto ela sempre tentou o compreendê-lo e salvá-lo de sua própria escuridão. Não sabia quando começou, mas não poderia mais viver sem ela.
Conforme os dias passavam, notava o quanto a felicidade dela aumentava, aquela paixão e sempre sentia emoção ao vê-la no final da tarde. Estava tudo ocorrendo bem, e além do que esperava. Aos poucos restaurava a confiança das pessoas da vila em si, e logo arrumou um emprego na policia de Konoha. Queria que tudo estivesse perfeito, e cada dia mais seu sonho parecia se realizar.
Mas porque tudo que é belo parece ser bom demais para ser verdade? Por que simplesmente não poderia viver o seu sonho em paz de tentar se redimir e construir sua família? Todas essas perguntas foram reformuladas quando Madara resolver renascer das cinzas, não sabia como, mas deixaram escapar. Enganaram-se por pensar que ele havia morrido junto com Obito, um grande erro e parece que ele esperou sua vida entrar nos eixos para poder atacar a vila da folha novamente. Assim como ele havia encontrado a paz, porque Madara não poderia ter feito isso? Era pedir demais? Era, teve que ir novamente ao campo de batalha, mas estava contente, sentia-se confiante, afinal estava ao lado de seus amigos e sabia que sua esposa estaria segura em sua casa, protegida. Lembrava-se do quanto Sakura esperneou, fez birra e gritou para poder ir junto dele, mas ela não poderia, não poderia arriscar a vida dela e de seu filho, não. Não iria colocar vida das pessoas que mais amava em jogo, não iria colocar ninguém no meio de algo que ele mesmo teria que resolver:
— Sakura... — a chamou, pode encontrá-la no cemitério, enfrente ao um tumulo, o seu tumulo. Ela estava trajando um vestido preto, que mostrava a saliência de sua barriga. Não pode evitar de sorrir, queria muito poder acompanhar aquilo de perto. Notou que ela mantinha a expressão vazia e pelo jeito deveria ter passado a noite inteira ali. Sozinha. Não queria deixá-la, mas não poderia fazer nada a respeito para evitar sua partida.
Ao escutar aquela voz chamando pelo seu nome, pensara que estava ficando louca. Passou-se uma semana desde que Sasuke fora morto por Madara, mas não permitiu-se morrer sozinho. Foi um confronto final onde os dois perderam, na verdade ela considerava que havia perdido muito mais que o seu inimigo. Pensava que perdera o amor de sua vida que tanto esperou e agora como poderia cuidar de seu filho sozinha? Sentia-se totalmente sem rumo.
— Sakura... — escutou novamente, aquilo não poderia ser verdade. Virou a sua face para o lado e assim pode vê-lo. Parecia mais vivo do que nunca, vestia um quimono branco, deixando o seu peitoral exposto. Não pode deixar de evitar que suas lágrimas rolassem por sua face, se estava ficando louca, iria abraçar aquela loucura só para poder tê-lo de volta.
Levantou-se da onde estava, o vendo esboçar um leve sorriso. Era a primeira vez que o via daquele jeito, ele parecia bem, na verdade, a única imagem que atormentava as suas noites de sono era do seu corpo sem vida. Colocou suas mãos sobre a boca, tentando conter o grito, queria tanto se aproximar, mas notava que algo estava errado. Era uma ilusão, só poderia:
— Sasuke-kun... — murmurou, não poderia acreditar e novamente o viu sorrir.
— Sakura não tenho muito tempo — notou pela altura do sol, com certeza logo seriam 7h00min da manhã, a hora que ele desapareceria para sempre.
— Como...? — não pode evitar, lembrava-se do relatório de Naruto, ele havia testemunhado a luta de perto, os Susano’os entrando em combate, um destruindo o outro e consequentemente, prejudicando aqueles que invocaram o justsu. Sasuke conseguiu destruir o Susano de Madara, em troca do seu, mas acabou por ficar sem chakra e com guarda baixa, não esperava que até mesmo antes de morrer, poderia levar um golpe de seu inimigo que o afastaria de todos para sempre.
— Sakura... — caminhou a passos lentos até ela, e por mais que soubesse que ela não sentiria. Tocou nas maçãs de seu rosto. — Arigatou... — e mais uma vez naquela manhã o viu sorrir novamente.
— Sasuke — era como na vez em que ela tentara impedi-lo de deixar a vila, mais uma vez não conseguiria evitar a sua partida — Sasuke-kun onegai, fique. Eu preciso de você. Isso é tão injusto...
— Eu estarei com você... Com vocês... — mais uma vez naquele dia o viu sorrir, apesar de tudo ele estava satisfeito. — Aishiteru...
Ela arregalou os seus olhos, Sasuke sorria, sorria e chorava, ele estava chorando. Ele estava feliz porque pode desfrutar de uma boa vida ao lado dela, pode por um curto tempo ter uma família e saber o que era ser amado novamente, mas suas lágrimas eram de tristeza, porque no fundo também achava injusto. Queria ver o seu filho nascer e crescer, queria ensiná-lo muitas coisas. Queria ficar com Sakura, com sua família até o fim, queria que os dois fossem juntos embora. Mas não seria assim:
— Se pudesse teria feito diferente, mas não podemos prever o futuro, mesmo assim sou grato a você por tudo que passamos, por tudo que fez por mim e desculpe por ter ficado todo esse tempo sem dizer o quanto eu amo você.
Sakura apenas ficou com a boca entre aberta, agora entendia o porque, lembrava-se no dia do Halloween, sobre o teatro que Sasuke ajudou as crianças da vila fazerem, era sobre depois da morte, o que acontecia com um espírito e a chance que ele poderia ter se o seu coração fosse puro, e a chance do Sasuke fora aquela. A ver pela ultima vez:
— Sasuke-kun, se eu pudesse teria feito de tudo para estar naquele lugar! Para poder salvá-lo! Eu preciso de você. Nós precisamos...
— Eu estarei com vocês... Aqui... — colocou a sua mão contra o tórax dela, no lugar em que ficava o seu coração, onde ficava o seu amor e suas lembranças. — viu que as lágrimas de Sakura ficaram mais intensas, mas não havia nada para fazer. Estava sumindo aos poucos, eram sete horas. A hora em que partiria de vez.
— Sasuke... — tentou inutilmente segurar a mão dele junto da sua, tentar senti-lo mais uma vez, mas não conseguia. Sentia frustração a cada instante em que sua mão passava pela dele. Não poderia tocá-lo e logo percebera que Sasuke estava sumindo, ele estava indo embora. Mais uma vez estava deixando-o ir, sem ao menos conseguir impedi-lo. Mais uma vez... — Ashiteru, Sasuke-kun! — e novamente ele sorriu, Sakura nunca deixou de falar o quanto o amava, e nunca cansava de ouvi-la, de ouvir de seus lábios o quanto ela o amava.
Só pode sorrir, sorria de felicidade enquanto sumiu, enquanto via sua rosada aos prantos querendo que ele ficasse, desejando do fundo de sua alma que ele pudesse ficar, mas não havia nada a ser feito, teria que se conformar, fez tudo o que podia, o que deveria e o que não deveria, e apesar de tudo não se arrependia, porque mesmo imerso em sua própria escuridão Sakura veio e o salvou, e mostrou para ele o verdadeiro lado da vida, o lado das coisas boas, da felicidade, do amor.
Viu a silhueta do moreno sumir aos poucos, e por mais que ele desaparecesse de sua vista, continuava com um sorriso no rosto. Era o mais belo que vira, sentia-se realizada por ter proporcionado aquilo para ele. Faria de tudo para que sua vida e a vida de seu filho fosse a melhor de todas, queria deixar Sasuke orgulhoso e certamente nunca o esqueceria, nunca, e como sempre fez esperaria para que chegasse o momento em que o encontraria novamente e só assim os dois pudessem viver juntos, e para sempre.
Naquele mesmo dia uma árvore de flores de cerejeiras que estava morta no topo de uma colina, voltou a ficar viva e cheia de flores e em seu tronco ainda estava marcado com o símbolo do clã Uchiha e os nomes Sakura e Sasuke, algo que namorados fazem, porém é uma assinatura de que o amor é eterno e que nunca morre, mas sim, que renasce.
Notas finais
Então o que acharam? Deixem as suas críticas, são bem vindas.
Beijos!
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