Notas iniciais
Capitulo grande em? pois é, mas esse teve que ser grande porque eu tinha que pelo menos apresentar o cara da sinopse pra vocês hehe, Aqui vocês vão ver tudo pela visão da Alice, que foi inspirada na minha amiga Ali, desculpem pelos erros e boa leitura :)

Alice estava aterrorizada, de todas estranhas coisas que ela sentiu ao longo de sua vida aquela era pior, ela olhava atentamente os olhos de todas as meninas que tinham a mesma expressão que ela. Ela tentou chamar algum daqueles “pressentimentos” que tia Sara havia ensinado tantas vezes a ela. “Concentre-se Alice, foque no futuro, você pode sentir, sabe que pode” Sua tia dissera isso tantas vezes, e ela quase sempre sentia. Mas não conseguia sentir nada ali, nem uma leve impressão do que estava por vir, nada. Enquanto caminhava para dentro do estranho “hospital” ela sentiu a sensação mais horrível de sua vida, era como sentir o gosto mais amargo do mundo na língua, aquele lugar estava cheirando a enxofre e ela teve a certeza naquele instante que aquele era a presença da morte, não havia outra explicação para aquela sensação no corpo, aquele cheiro horrível que estava quase fazendo seus olhos arderem, ela encarou um espelho grande que cobria toda a parede e mesmo que só conseguisse ver seu reflexo nele ela sentia a presença de algo muito ruim por ali. Aquilo era bem pior por dentro, lustres enormes estavam pendurados clareando com uma luz bem fraca quase apagada, paredes e janelas com pinturas descascando, móveis que pareciam nunca terem sido nem sequer reparados, e grandes quadros com pinturas de rostos desfigurados, que droga onde a haviam enfiado? Aquilo parecia inabitável, a defesa civil não deveria saber da existência de um lugar tão podre e acabado. Seus pensamentos forma interrompidos. A voz da mulher que as guiava dava calafrios, ela gesticulava para Louis soltar as meninas das algemas dizendo que deveria se apressar ela se perguntou onde estava os outros policias que a trouxeram, não havia ninguém.

_Ai devagar ai cara! Uma das garotas, de pele escura e cabelos negros protestava enquanto o homem tentava sem delicadeza nenhuma, abrir as algemas.

Quando chegou na vez de Alice ele segurou seus pulsos e colocou o rosto inclinado bem no pescoço da garota, ela sentiu um suspiro em sua nuca fazendo seu corpo se arrepiar, ele a estava cheirando? Ela paralisou, porque diabos esse homem estava a cheirando? Para onde tinha sido mandada afinal? A colocaram ali para matá-la? Aquilo era assedio, pensou em gritar mas sabia que se o fizesse só a achariam mais louca, poderia acabar em uma daquelas solitárias e sozinha, e a casa por si só já era assustadora demais pra que ela fosse largada em um quarto, afinal o que ela fez deveria ser mesmo muito ruim para a justiça decidir colocá-la ali.

_Boa noite minhas jovens eu sou Matilda, bem vindas a Hilmarsnorf, seu mais novo lar. A mulher encarava uma a uma e mantinha a expressão mais severa que alguém poderia ter, Alice pensou que se a madrasta da branca de neve existisse e estivesse na forma de bruxa velha ela seria Matilda. _ Este será o quarto de vocês. Ela apontou para uma enorme porta de madeira pintada de azul escuro.
_ Vocês tiveram uma viagem longa e cansativa, lá dentro ficaram juntas, e ouçam bem esse local não tolera brigas, se acaso estiverem pensando em arrumar alguma confusão por aqui desistam, Louis ficará de guarda na porta e nós aqui não temos a mania de poupar alguém mesmo que não tenha tanto conhecimento. Se acomodem e descansem, amanhã o diretor irá apresentar-se a vocês. Boa noite.
Com um sorriso leve mostrando todas as rugas Matilda se retirou enquanto Louis destrancava a porta. Ele ainda a encarava, ela então se apressou a entrar, seja lá o qual for o problema daquele homem ela queria distância dele.

As doze garotas se acomodaram em suas camas era um quarto enorme com treze camas de casal, o quarto era bem melhor que toda a casa, elas se olhavam desconfiadas, Alice colocou a mala em cima da cama, era melhor desfazê-la antes que a aquela velha estranha resolva aparecer, enquanto desfazia a mala ela colocou o pequeno livro com a capa preta e as folhas azuis que Sara a havia dado quando fez cinco anos. O pensamento a deixou triste sentia muita falta da tia. De repente alguém gritou

_ Ai meu Deus você tem um canivete!
Uma garota pequena olhava assustada para a garota cujo Louis tinha machucado tentando tirar as algemas. _Eu não posso ficar em um quarto onde uma ex presidiária atual residente de um sanatório possui um canivete, você pode matar todas nós enquanto dorme, eu vou chamar aquele homem, como ele se chama? Sim Louis.

_ Ei, pirralha qual o seu problema? A garota se levantou fazendo um gesto para que o resto das meninas permanecessem em silêncio _Acho que não sei se você percebeu florzinha mas estamos aqui pela mesma condição, e isso eu tenho certeza de que não pareceu estranho só pra mim, isso é um sanatório então onde estão os enfermeiros? E não á ninguém acho que a metros daqui, e eu não vou aumentar meu tempo nesse inferno matando você sua idiota, isso aqui é só auto defesa. Meu nome é Beatriz a propósito. Ela sorriu se sentando na cama enquanto escondia o canivete dentro da bota. Uma das garotas se levantou também e se apresentou.
_ Sou a Leticia. Ela fez um sinal com as mãos.

_Giulia. A garota que havia gritado com o caso do canivete

Alice levantou as mãos.
_Sou Alice

E de repente todas elas começaram a se apresentar, uma por uma

_Samantha

_ Victoria

_Lissa

_Savannah

_Maria

_Suenen

_Carolina

_ Camila

_ Julia.

_ Não é estranho isso tudo, Carolina disse. O fato de estarmos em um mesmo quarto e cercadas uma da outra. Quer dizer poderiámos nos matar
_Eu esperava por remédios e camisas de força, Lissa completou.

Alice também sentia o mesmo, mas preferiu ficar em silêncio. Ela estava entre as camas de Samantha e Leticia. Ela queria ler antes de tentar dormir, mas sabia que o dia seria cheio. Então apenas fechou os olhos até que amanhecesse.

Elas foram despertadas por batidas ferozes na porta, Matilda estava gritando para que todas se apressassem e estivessem prontas em menos de vinte minutos. Não a deram nenhum uniforme então ela se vestiu com as coisas que trazia na mala, sua calça jeans seus velhos all stars, e um moletom. Quando estavam saindo do quarto todas elas pararam pra observar uma das garotas, Samantha. Bem todas elas estavam de calça devido ao frio, mas Samantha usava uma blusa de decote fundo e um short curto. Ela pode ver alguma das meninas revirando os olhos.
Seguiram para o corredor e desceram para a estranha sala de jantar onde tomaram o café, o sol não estava lá fora, ou era um dia nublado ou ainda não amanhecera.
Após o café foram guiadas para uma grande sala. Alice não acreditou, aquilo era uma piada? Bem julgando pelo quadro negro e as carteiras em fileira, aquela era uma sala de aula.

_ Sentem se e esperem pelo senhor Harvey, ele chegará em um momento, e quando ele chegar presumo que não estejam em desordem.

Elas se entreolharam agora mais desconfiadas do que nunca. Até que uma das garotas se aproximou de Alice. Samantha ela reconheceu.

_Qual é a sua de ficar andando com esse livro? Isso é tipo um livro diabólico? Eu nunca li nada que tivesse uma capa preta e folhas azuis.

_ Hum, isso não é um livro diabólico e mesmo que fosse, não é da sua conta.

_Alguém ficou nervosinha. Samantha mantinha um sorriso debochado nos lábios.

_Isso parece um livro de feitiços. Disse Giulia se aproximando das duas. _É serio, eu li varias vezes sobre isso, eu acho até interessante você pratica voodoo?

Antes que alguém se pronunciasse em mais alguma coisa, a porta bateu. Um homem alto e magro entrava, seus cabelos castanhos estavam grisalhos em umas partes, aparentava ter mais ou menos quarenta e poucos anos, Alice sentiu a mesma sensação de quando entrou naquele lugar. Os olhos verdes dele, quase cristais a encaram por um breve momento antes dele se sentar na mesa no centro da sala. Ela estava arrepiada e paralisada.

_Bom dia a todas, eu sou o Charlie Harvey, senhor Harvey para vocês é claro, sou o diretor do lugar e sejam bem vindas ao nosso primeiro de aula na Hilmarsnorf, tiveram um bom descanço? Seu sotaque era inglês, e ele mantinha um sorriso triunfante nos lábios.

_Com lincença, isso é algum tipo de piada? Beatriz se levantou. Acho que fui mandada ao lugar errado, porque me disseram que minha sanidade mental era abalada e eu precisaria de cuidados médicos ao invés de limpar banheiros e viver em uma cela, e agora estou sentada em uma sala com um cara velho me dizendo que estamos em uma aula? Que porra é essa?

Charlei se levantou, Alice sentia sua cabeça girar com o medo descendo pela espinha, ele foi em direção a Beatriz que estava ao seu lado, ela podia agora mais do que nunca sentir o medo crescente e a sensação de puro ódio e maldade que ele tinha. Em uma reação que nenhuma delas esperava, ele girou a mão no rosto de Beatriz com toda a força que podia. Todas estavam em choque, elas se entreolhavam completamente horrorizadas, Beatriz ainda estava inclinada com o rosto pra baixo então ele puxou o rosto dela com as mãos em forma de garra.

_Da próxima vez que usar seu vocabulário sujo perto de mim eu farei você engolir insetos em frente a todas da classe.

Todas estavam arfando, onde estavam? O que esse homem era? Porque ele bateu em Beatriz? ele não tinha esse direito, tinha? Quem as protegeria? Louis olhava no canto da sala sem se mover, ele certamente não era um policial. Então ela sentiu um par de olhos verdes a encarando, ela não queria olhar.

_Alice Morgan. Ele gesticulou para que ela se levantasse.

Ela o fez, mesmo que todo seu corpo dissesse que ela deveria estar no mesmo lugar em que estava, segura e quieta, ela caminhou em direção ao homem. Seus olhos lacrimejando e seu coração apertado. Parecia que estava caminhando em direção ao diabo. Ele folheava um arquivo e depois ergueu o queixo para que ela olhasse para a sala.

_Jovem Alice, diga -nos um pouco de sua historia, conte para nós qual foi a sensação de assassinar seu pai na frente de toda sua família?


Notas finais
hahaha JURO que no proximo capitulo vocês vão saber o que cada uma fez pra ter sido presa, e elas vão começar a pesquisar mais sobre aquele lugar. beijos e desculpem se não gostarem, beijos Sam :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!