Last Moment With You.
7 Just Can't Get Enough
Notas iniciais
Lyon PDV
Ela fechou a porta e eu cruzei os braços. Olhei todas as suas curvas, as que eu já tinha visto, e as que o curto vestido revelou. Ela me olhou e eu encarei seus olhos tempestuosos. Fui até ela, prendendo-a na porta. Ela colocou uma mão na minha cabeça, brincando com meu cabelo. Coloquei as duas mãos nas costas dela, no final da coluna. Ela tirou os sapatos com o pé e os tacou longe, busquei sua boca com a minha e a beijei de modo como se aquele fosse nosso ultimo momento e nunca mais pudéssemos ficar juntos. Paramos o beijo, ofegantes. Nesse meio tempo, Mary levou a boca até o lóbulo da minha orelha e mordeu de leve, isso me fez delirar. Ela percebeu isso e disse, com a boca no mesmo lugar:
- Gostou? – pude ver o sorriso na voz.
- Você nem imagina o quanto. – eu sussurrei. Vi ela se arrepiar. A sensação de que eu causava isso nela, me fez delirar novamente. Tirei a blusa e taquei longe. Ela me puxou para outro beijo, um beijo cheio de paixão e vontade, com direito a mordidas, suspiros e provocações. Passamos da porta para parede, da parede para o armário e estávamos indo para a cama. Quando vi o rumo que as coisas estavam tomando, parei o beijo e me afastei dela, colocando as mãos na cabeça. Pude ouvi-la reclamar.
- Eu fiz alguma coisa errada né? – ela choramingou. Me virei para ela.
- Não, é só que eu não quero que você pense que eu sou um pervertido, tarado que só dormir contigo e depois te esquecer... – sentei ao seu lado na cama. – Eu não sou isso, eu gosto mesmo de você, eu... Acho até que te amo... Mas quero que isso aconteça com quem você ame também... – balancei a cabeça e fui em direção a porta, ficando de costas para ela.
- Espera. – ela segurou meu braço. – Quem disse que eu pensava isso de você? Quem disse que eu não amo você?
Isso foi o suficiente para mim, andei até ela de novo e recomecei o beijo. Dessa vez foi mais urgente, foi mais intenso que o primeiro, toda a perversão de antes virou necessidade, nossos corpos ansiavam um pelo outro e nem percebemos. Cada parte do meu corpo gritava por ela, e era correspondido. Ela podia ter uma irmã que tem o mesmo corpo, mas eu quero ela, somente ela conseguiu me dominar, somente ela mexeu comigo desse jeito. Minhas mãos correram pelas suas costas procurando o zíper do vestido, quando achei, olhei seus olhos em uma pergunta silenciosa, ela assentiu. Quando o vestido caiu em seus pés eu olhei para seu corpo. Ah, alguém me segure. Ela estava com o mesmo short e um sutiã sem alça quadriculado. Ela contornou a tatuagem em meu peito com a unha. Deitei-a na cama e deitei por cima, o hálito frio dela me atingindo como uma brisa de inverno. Levei meu rosto até seu pescoço e beijei o símbolo da Fairy Tail. Ela suspirou e me puxou para mais perto.
- Isso é amar? – ela sussurrou no meu ouvido.
- Se for eu não quero parar de amar nunca. – eu respondi sorrindo, ela sorriu também. Tratamos de tirar qualquer pedaço de tecido que teimava em ficar em nosso caminho. Nossos olhos observavam um ao outro, famintos. E as marcas em minhas costas, deixadas por suas unhas junto com as marcas em seu pescoço deixadas pela minha boca não só mostrariam a todos a enorme lista de motivos para deixar-nos acordados até o amanhecer, como também nos lembraria daquela noite por um booooom tempo.
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