Notas iniciais
Esse é o maior capítulo, eu acho.Escrevi com a ajuda da Cali-chan.Esperamos que vocês gostem!;)Hade-chan e Cali-chan.

Annie PDV

“Esvazie a sua mente. Sinta o poder fluir, seus sentimentos podem ajudar, mas não devem te guiar.”

Parece que foi ontem que Tsukori nos ensinou isso. A força de todos vem pelos sentimentos. São eles que nos movem e que nos dão razão para continuar.

- Mary, pronta? – virei-me pra ela, que estava com dois machados em punhos.

- Vamos nessa. – ela respondeu.

Saímos correndo na direção daquele vulto que estava correndo por cima dos telhados, se afastando de nós. Subimos em cima dos telhados. Uma de um lado da rua a outra no outro. Gray e Lyon seguiam pelo chão, um pouco atrás de nós.

O vulto parou de correr quando chegou no meio da cidade, em uma praça grande e com uma igreja no meio. Quando nós entramos na praça, um círculo mágico surgiu. Impedindo que saíssemos daquela cidade.

- Quem diria, quem diria... – Era uma voz masculina, forte e com um tom irônico. – Mandaram crianças para tentar me prender? – Ele retirou a capa que o cobria. Ele aparentava ter por volta de 25 anos. Tinha o cabelo curto, de um tom esverdeado. Era bem musculoso. Quando a capa desceu mais um pouco, pude ver que tinha uma katana presa nas costas.

- Não importa quem somos e sim o porquê de estarmos aqui! – Eu falei. – Não há uma pessoa no mundo que tenha o direito de fazer o que você fez!

- Você pagará pelo o que fez. – Mary complementou.

- Duas garotas de atitude. Gostei disso. – Ele tinha um olhar malicioso. – E o que são esses dois garotos? Eles vão atrapalhar a minha diversão.

Merda, meeerda. Ele não quer lutar conosco. Ele quer outra coisa de mim e da Mary.

- Nós quatro vamos te derrotar Kiutso! – Lyon berrou.

- Boa sorte, se vocês nem conseguem sair de onde estão, como que vão fazer isso? – ele deu uma risada arrogante.

Olhei para trás e vi que Gray e Lyon estavam numa prisão mágica. Isso tirava os dois de campo, fazendo com que eu e Mary tivéssemos que lutar sozinhas.

- E agora garotas? O que fazem sem seus guarda-costas?

- Simples, fazemos o que sempre fizemos até hoje. – Eu falei.

Ele retirou o sorriso e fez cara de desentendido.

- Lutamos. – Mary falou.

Saímos correndo na direção dele. Kiutso desembainhou a katana e se preparou para um ataque direto. Nossa vantagem: ele não sabe as nossas técnicas.

Eu pulei para trás dele e Mary o atacou de frente.

- Kōri no tsume*! – Mary gritou.

- O que? – Kiutso não entendeu o que estava acontecendo.

Mary acertou em cheio a face dele, que caiu para trás. Eu peguei e o lancei para cima. Saltei e comecei a socá-lo. Quando começamos a perder altitude, dei um chute na barriga dele, jogando-o para baixo. Antes de ele alcançar o chão de cabeça, Mary meteu um chute no peito dele, fazendo com que caísse de costas. Nós duas nos afastamos dele com um pulo.

- Nada mal para duas garotas. – Ele disse, se levantando com um pouco de dificuldade. – Minha vez.

Ele pegou a katana e correu em nossa direção. Os ataques dele eram limpos e rápidos, tivemos que usar nossas armas para nos defender. Num momento em que ele focou seus ataques em mim, Mary meteu uma rasteira nele. Ela tentou acertá-lo com o machado, sem muito sucesso. Ele se apoiou no chão com as mãos e nos chutou para trás. Eu dei uma cambalhota e me apoiei com as mãos.

- Acham que só com isso vão me vencer? – Ele perguntou, voltando a nos atacar.

Criei uma espada de gelo para me defender. Mary ficou atrás de mim, apenas esperando a hora certa para atacar. Ele abaixou a guarda por um momento, e isso foi o suficiente. Meti um soco na barriga dele, a ponto de se curvar de dor. Larguei a espada e parti para uma sequencia de socos estrondosos. Direito, esquerdo, queixo, joelhada, chute, jab, jab. Bati até deixa-lo atordoado. Pulei para o lado e foi a vez da Mary atacar. Ela meu um chute no ouvido dele, que cambaleou para trás. Aproveitei esse deslize da parte dele e soltamos uma das nossas magias de Dragon Slayer.

- Kōri ryū no hōkō**! – Dissemos juntas.

Ele foi empurrado por um vento que tinha lascas de gelo que cortavam a pele. Ele continuava de pé, protegendo o rosto com as mãos. O gelo fez cortes nas roupas deles.

- Nós somos fortes, temos que ter apenas um bom motivo para lutar. – eu falei – parar alguém que já fez tanto mal me é um bom motivo.

Mary correu para atacar antes de mim. O ódio estava a controlando mais que a razão. Ela foi atacar cegamente ele, que não teve dificuldade para defender e revidar. Ele começou a espancar a Mary. Kiutso não queria matá-la, porque estava batendo com o lado cego da katana. Ela já estava cuspindo sangue. Quando cheguei perto dele, meti um soco forte no rosto dele, que foi um pouco para trás. Mary caiu sentada no chão.

- Mary, você tá bem? – perguntei indo pra perto dela.

- Cuidado! – ela berrou.

Não tive tempo de me esquivar, Kiutso meteu um chute na minha cara. Rodopiei no ar e caí no chão.

- Annie! – Escutei Gray gritando. Ele estava tentando loucamente quebrar a parede mágica, junto com Lyon.

Ele tentou chutar meu rosto novamente, mas defendi com as mãos.

- Cadê toda aquela força, maldita? – Kiutso berrou, enquanto me chutava.

- Está aqui! – Mary berrou, acertando uma martelada na cara dele. Ela me estendeu a mão pra me ajudar a levantar.

- Que bonitinho! Uma irmã ajudando a outra. – Ele disse rindo. – Bom era o tempo quando meu irmão estava do meu lado me guiando para o bom caminho.

- Vai para o Inferno, de onde você nunca devia ter saído. – Eu disse com uma expressão séria, que normalmente assustava as pessoas.

Dessa vez eu criei também uma katana e fui atacá-lo. Não me dei muito bem, porque ele sabia lutar com aquilo melhor que eu. Acabei levando um chute nas costelas e caindo para trás.

“Se você sentir que está perdendo, procure seu elemento, dentro de si, e do lado de fora. Concentre-se. Sua vantagem, minhas flores, são seus corações que são puros. Não pensem que podem fazer tudo sozinhas, amigos servem para ajudar.”

É isso! Me levantei e puxei a Mary comigo. Tsukori, suas palavras são a luz do meu caminho.

- Não conseguem lutar, então tentam fugir? – Ele não correu atrás de nós, ele caminhou, estava rindo.

- Lyon! Gray! Tentem usar magia de gelo e joguem na gente!

- O que? Você tá louca? – Gray berrou.

- Annie está certa! Elas são Dragons Slayers do gelo!

Mary PDV:

- Lyon! Tenta fazer gelo e joga na gente! – Eu berrei, correndo na direção deles.

Ele criou um bloco de gelo que quebrei com uma martelada. O bloco se transformou em vários fragmentos. Eu peguei dois ainda no ar e enfiei na boca. Senti uma energia subindo e descendo no corpo. Aquilo me revigorou. Annie fazia o mesmo. Aparentemente ela já estava melhor.

- Mary, se prepara porque ele tá chegando. – Ela colocou uma das mãos na frente do rosto e a outra na frente do peito e fez uma adaga de gelo(ela adora essa posição). Eu criei um machado de duas mãos e segurei-o em posição de ataque.

- Do que adiantou vocês comerem gelo suas retardadas? – Kiutso berrou.

- Você é muito tapado sabia? Somos Dragons Slayers do gelo seu babaca!

- Como? Os dragões desapareceram há quase uma década!

- Tsukori nos ensinou tudo isso antes de desaparecer! – Annie falou indo para o ataque.

Eu fui em seguida dela. Meus ataques eram meio lentos, mais fodidamente fortes, então ele tinha que se focar na defesa dos meus ataques, enquanto Annie com a adaga atacava extremamente rápido. Ele conseguia se esquivar, mas não totalmente, então a pele dele já estava cheia de cortes. Kiutso tentava atacar com a katana, mas tinha que parar para se defender de nossos golpes.

- Vocês estão começando a me irritar. – Kiutso falou quando fomos um pouco para trás pra recuperar o fôlego. – Acho que vou ter que parar de querer brincar com vocês duas, o que é uma pena. Porque vocês têm belos corpos. – Ele disse com um olhar muito pervertido. Ele pulou em cima do telhado da igreja que estava dentro do círculo mágico, praticamente no centro da praça. Nós fomos atrás dele.

Senti uma mudança súbita na energia que ele emanava. A expressão dele se tornou séria, concentrada. Ele pegou a katana e a posicionou na frente do rosto. Olhei para Annie, fizemos um aceno de cabeça e ela foi na direção dele.

Eu fiquei parada. Preparando a magia que Tsukori nos ensinou, que devíamos apenas usar se a situação estivesse crítica. Isso ia consumir muita da minha magia, mas a Annie ainda está aqui. Vou deixar o resto com ela. A energia já cintilava em volta do meu corpo. No chão, eu pisava em cima de um círculo mágico.

Annie prendia a atenção dele com os ataques mais rápidos que os de um assassino.

- AGORA! – Eu gritei pra ela, que no mesmo instante saiu da frente com um pulo. Meu punho estava sendo cercado com correntes de gelo.

- Draco Glacies Catenas***! – Joguei uma ponta da corrente em Kiutso. Ela se prendeu nele. Puxei-o com toda a minha força e soquei-o no rosto. A corrente se quebrou um pouco e os pedaços de gelo entraram na pele dele, sugando a magia que ainda restava em Kiutso. Com isso, a prisão mágica do Lyon e do Gray foram desfeitas.

Mas o desgraçado escondia uma carta. Ele pegou uma adaga da cintura. Ela era curva, com ranhuras que rasgariam a pele se ele encostasse-a em mim.

- Sofra com a dor da Vahalla! – ele disse encravando a arma na minha barriga. Arregalei os olhos, surpresa. Não ficaria consciente por muito tempo. Não sei da onde, tive forças ainda para chutá-lo, depois cedi à dor.

Annie PDV

Olhei minha irmã ser esfaqueada. Não sei da onde, ela ainda tirou forças para chutar ele. Foi um chute que o fez cambalear para longe dela, mas foi fraco para o padrão de Mary. Seus olhos se tornaram desfocados e ela caiu, desacordada. Como estávamos no telhado, ela começou a cair, já que não tinha mais controle sobre o corpo.

Lyon correu até ela, como não podia mais impedir que ela caísse, pulou no telhado, abraçou ela e ficou em baixo para amortecer a queda. Eu estava em choque, não conseguia me mexer ainda.

- Annie... – disse Gray vindo até mim. Não tinha percebido, mas chorava, e muito. Me virei para Kiutso.

- MALDITO!! – corri até ele. – Você vai sofrer por ter feito isso. Não posso mais deixar que você saia inteiro daqui!

Afastei um pouco as minhas pernas, para ficar com mais equilíbrio. Deixei que minha força se multiplicasse pela dor que eu estava sentindo pela Mary. Sentia meu cabelo esvoaçar com tanta energia.

- Gray, está pronto? – Perguntei, já focando meu olhar em Kiutso.

- Sim. Ice Make Lance!

Fui correndo em direção do maldito que feriu minha irmã. Senti as lágrimas queimando meu rosto. Comecei a soca-lo com tanto ódio, que sequer deixava que ele caísse no chão.

- Não desmaie maldito! – Eu gritava enquanto puxava a blusa dele para que não caísse. – Pague pelo que fez! – Joguei-o para cima.

- Ice Make Hammer! – Gray pulou por cima de mim e jogou Kiutso no chão com uma martelada.

Ele caiu no chão. Ele ainda se levantou.

- Você é fraca garota fútil. Você não merece viver.

- Se eu não mereço, muito menos você! – gritei correndo na direção dele. Meti um soco com tanta força que ele caiu no chão. Caí sentada na barriga dele e continuei a meter vários socos na cara dele. – Maldito, maldito!

- Annie! – Gray gritou.

Senti uma pontada no coração. Eu tinha que parar. Saí de cima do Kiutso, que estava com a boca sangrando e deitei-me no chão.

- É, você não é fraca. – Kiutso disse.

- Morra e apodreça no Inferno. – Foi a minha resposta. Deixei as lágrimas saírem. Gray chegou do meu lado e me levantou. Dei um abraço muito forte nele.

- Você tá bem? – Gray perguntou.

- Não. Cadê minha irmã?

Soltei-me dos braços dele e corri na direção da Mary. Lyon estava com ela nos braços.

- Ela tem que voltar pra Magnólia. Gray você a leva já que está mais inteiro? – Eu perguntei a ele.

- Claro. Vou levá-la agora mesmo. – Ele a pegou dos braços do Lyon e ele foi em direção à saída.

Eu e Lyon fomos amarrar Kiutso.

- Você vai com a gente até Lugeon, onde vai pagar pelo que fez. – O amarramos com uma corrente de gelo.

Fomos para a saída. Lyon ia empurrando a moto e eu o Kiutso. Andamos por uma meia hora até acharmos a entrada para Lugeon. Era uma cidade grande, com aparência medieval. Não achamos nenhum guarda na entrada, o que foi estranho. As pessoas das ruas nos olhavam como se fôssemos aberrações. Tá certo que a gente tava tudo ferrado e com os braços cortados, mas somos humanos!

- Por que que eles nos olham assim? – Eu perguntei.

- Eu sei lá. – Lyon deu de ombros. – Nunca devem ter visto guerreiros.

Nós chegamos numa ruazinha bem estreita. Escutamos passos de alguém que usava armadura. Ah, beleza. Achamos os guardas. Eles estavam apontando lanças pra nossa cara.

- Alto lá! Quem são vocês?

- Somos membros da guilda Fairy Tail. Nós aceitamos a missão que vocês pediram. Mas no meio do caminho encontramos Kiutso e lutamos contra ele. – Lyon foi rápido pra responder.

- Mostrem os símbolos.

Virei-me de costas para mostrar o meu símbolo no pescoço e Lyon levantou a blusa para mostrar o dele.

Dois guardas cochicharam entre si. Acho que eles deveriam ser generais ou algo do tipo.

- Acompanhem-nos. – Um deles disse.

Seguimos bem quietinhos. Eles nos levaram para uma espécie de castelo. Subimos até um dos últimos andares.

- Esperem aqui. – Um guarda disse quando chegamos perto de uma porta gigante. Deixamos a moto na entrada do castelo.

- O que será isso aqui? A sala do chefe de Lugeon? – Eu cochichei para Lyon.

- Provavelmente Annie.

- Os dois! – Demos um pulo com a voz masculina que nos chamou. – Entrem.

As portas foram abertas e vimos um homem que aparentava ter por volta de 50 anos. Cabelo preto e não muito musculoso.

- Só foi preciso de dois membros para executar essa missão? – O homem perguntou surpreso.

- Não, havia mais dois membros, só que eles voltaram por um estar gravemente ferido. – Falei em tom triste.

- Desculpem-me a indelicadeza. Me chamo Dio. Bom, vocês conseguiram completar a missão pelo menos.

- Eu sou Lyon e essa é Annie. Os outros dois membros são Gray e Mary. – Lyon disse.

- Bem, obrigada por cumprirem essa missão. Kiutso estava se tornando uma ameaça para nós. E nossa cidade não tem nenhum clan para ajudar a defender. – Ele virou de costas e pegou uma maleta. – Aqui está a recompensa de vocês. – e nos entregou a maleta.

- Muito obrigada. – Eu agradeci.

Nós estávamos saindo do castelo. Lyon subiu na moto.

- Você se importa se eu me segurar na sua cintura? – Eu perguntei com um pouco de vergonha.

- Não, desde que a Mary não fique se matando de ciúmes depois. – Ele disse rindo.

Subi na moto e ele começou a acelerar. Talvez chegamos em umas duas horas. Céus. Como a Mary deve estar?

Kaito PDV

Eu estava com Sherry e Juvia em um canto da guilda (conversando, tá? Pervertidos), os gatos estavam com Wendy e Charles, Natsu e Lucy estavam em uma mesa conversando, Cana estava bebendo como sempre, Mira limpava o balcão e Levy lia um livro, sozinha em um canto. Fora isso, a guilda estava totalmente vazia. Juvia e Sherry começaram a conversar entre si e eu fiquei olhando para o nada, perdido em pensamentos. Ouvi um barulho vindo do lado de fora e vi a porta sendo aberta. Um Gray machucado entrou com uma Mary ensanguentada no colo.

Engasguei.

- Mary... – eu disse, totalmente surpreso.

- Wendy, eu preciso de ajuda. – foi a única coisa que ele disse.

Notas finais
Kōri no tsume = Garras de gelo Kōri ryū no hōkō = rugido do dragão de gelo Draco Glacies Catena = Correntes do dragão de gelo Galerinha.Vou repetir que estamos terminando essa fic, se vcs querem que continuemos, coloquem nos reviews.Agradecemos a todos que acompanham a fic desde sempre. ^^