Last Friday Night

1 Capítulo 1 - Meus vizinho são umas pragas


Notas iniciais
Yay, acho que é a primeira vez que consigo fazer uma fic inspirada em uma música.Espero que gostem, essa fic não vai ser linear. Essa capitulo é uma introdução, o segundo será um flashback do que aconteceu na festa e o terceiro será o final. Eu absolutamente não sei o que vai acontecer daqui para frente, mas queria postar algo para a semana LuNa (Nem sei se já acabou, mas antes tarde do que nunca).Para quem acompanha Ow, eu já terminei o capitulo, só quero adicionar umas coisas e revisar antes de postar, coincidentemente eu tenho uma prova importante agora e preciso correr então eu posto quando voltar õ/ *Sai correndo porque está atrasada para a prova*

Lá estava Nami em uma típica noite de sexta que se resumia a recostar-se em sua cama confortável e desfrutar de um belo livro de navegação e um suco feito com as laranjas do pomar de Bellemere.

Sua mãe havia saído com Genzo, o novo padrasto de quem ela gostava muito, como um pai, e Nojiko estava assumindo um plantão naquela noite.

Messes estavam inteiramente dedicados para a prova que aconteceria no dia seguinte de manhã, talvez seus olhos estivessem no livro a sua frente, mas não havia a menor chance de sua mente também estar. Pensamentos voavam longe com o futuro que havia criado para si e tudo aquilo poderia simplesmente se tornar realidade se fosse bem naquele teste.

Chacoalhou a cabeça para trazer-se de volta ao mundo real, se ela queria ser a primeira a desenhar um mapa do mundo inteiro, teria de se aventurar a ir para a misteriosa Grand Line.

Pedaços de terra a cercavam de todos os lados e de lá ninguém nunca havia voltado para contar a história, excerto é claro, pelo lendário Gold Roger que morrera misteriosamente através de uma doença incurável assim que conquistara esse feito, não tendo tempo de contar ao resto do mundo o que encontrara lá.

Satélites perdiam o sinal ao tentar, inutilmente fotografar aquele lugar, quase como se não existisse. Cientistas diziam que isso era causado pela energia eletromagnética contida na região que desregulavam o sistema dos satélites, controles de aviões, basicamente toda e qualquer tecnologia que entrasse lá, nem mesmo bússolas estavam isentas, ao mesmo tempo que os gases davam conta de afundar todo e qualquer navio que estivesse lá.

Essa era a explicação oficial, mas como tudo que acontece nesse mundo, haviam diversas teorias conspiratórias que contradiziam cada palavra proferida pelo governo. Robin ─ uma grande amiga e, provavelmente, a pessoa mais inteligente que conhecia, porém um grande defeito: ser adepta a essas teorias ─ lhe dissera uma vez que talvez o governo estivesse escondendo algo lá e tivesse apenas inventado tudo isso. Não era como se Nami se importasse.

Perigoso? É claro que sim, mas esse era seu sonho e chegaria lá não importasse o que teria de fazer. A prova seria apenas o primeiro passo de uma longa jornada que fora cuidadosamente planejada durante toda sua vida.

[...]

Com o livro finalmente terminado e revisado algumas vezes, ela sorriu se sentindo pronta, o horário ainda se aproximava de algo como 7 da noite, mas o cansaço lhe tomava conta depois de passar o dia lendo livros atrás de livros.

Estava indo para apagar a luz e receber seu merecido descanso quando sons de risadas altas e conversas tomaram conta do silêncio confortável da noite.

Sua reação não poderia ser diferente, mal humoradamente andou até a janela com passos pesados refletindo sua raiva apenas para encontrar os novos vizinhos recebendo animadamente os convidados para o que parecia ser uma festa.

“Pestes”, era exatamente a palavra que poderia usar para descrever os três adolescentes que se mudaram para a casa ao lado no dia anterior. Pouco sabia sobre eles, apenas que os três tinham idade próxima a sua, eram netos de alguém importante ─ o que sinceramente não lhe importava em nada ─, que morariam sozinhos dali para frente e a única informação importante entre as anteriormente citadas: Eram definitivamente muito barulhentos.

Aquela devia ser uma festa babaca para comemorar a nova casa e talvez fosse bom acostumar-se, pois pareciam gostar de uma boa festa tornando essa, uma situação frequente.

Já havia aturado seus barulhos diversos desde moveis sendo arrastados até coisas quebrando-se ao caírem das mãos descuidadas do mais novo, conversas, gritos e sons de filmes/videogames de ação. Tudo isso em apenas um dia que residiam a casa.

Mordeu os lábios repetindo frases em sua mente na tentativa de se acalmar. “Eles não podem ser tão barulhentos assim, não é? Vai acabar logo” mentiu para si mesma ao voltar para a cama.

No entanto, horas se passaram desde então e o barulho só aumentava mais e mais a cada segundo, mesmo três horas depois do começo daquela maldita reunião de delinquentes barulhentos que aqueles três idiotas insistiam em chamar de festa, pessoas continuavam a chegar cada vez mais.

Nami começou a perguntar-se quanta gente poderia caber naquela casa, pois pelo que vira nas últimas horas, 1/3 da cidades estava ali.

Fogos de artificio, música alta, show de lasers, dançarinos de todos os tipos. Adolescentes, adultos e até mesmo um cara vestido de esqueleto. Roupas estranhas, fantasias, chapéus. Gritos, cantorias, conversas altas.

E a paciência da ruiva fora para o espaço quando sua última esperança ─ os outros vizinhos irem até lá colocarem ordem naqueles malditos adolescentes. ─ resolveu juntar-se ao “inimigo”.

Temendo não ir bem na prova do dia seguinte e estragar a chance de sua vida por causa daquelas pestes, decidiu que era a hora de parar com aquela palhaçada.

[...]

Suas roupas ainda eram as mesmas que trocara quando acordara, uma camisa vermelha de mangas curtas com a estampa de uma caveira usando coroa no peito e saia listrada preta e branca presa por um cinto rosa. Botas marrons.

No braço esquerdo estava a pulseira que ganhara de Nojiko em seu aniversário e desde então não se passava um dia em que não usara e uma réplica de um log pose que Bellemere havia lhe dado como incentivo para a prova do dia seguinte.

Os fios curtos e ruivos estavam presos em um rabo de cavalo para não atrapalharem seu desempenho nos estudos. (Roupa de Thriller Bark¹)

Dirigiu-se a casa ao lado apenas para encontrar a porta aberta para que toda e qualquer pessoa adentrasse e participasse daquela reunião de selvagens.

Pessoas dançando no chão, nas mesas, nas escadas, encima do sofá, no quinta, na sala e até mesmo no quarto. Salgadinhos, pizzas e todos os tipos de alimentos gordurosos que fazem mal à saúde, sendo devorados, em potes nas mesas ou mesmo esparramados por todo o chão.

Papel higiênico cobria os móveis. Videogame, luzes, música. Conversas, abraços e beijos por toda parte e esse não era nem o começo.

Seus olhos procuravam incessantemente um dos donos da festa para que ela pudesse arrebentá-lo até que os dentes estivessem fora da boca.

1 minuto. Apenas isso fora o suficiente para receber centenas de cantadas de bêbados que mal se aguentavam em pé ou convites para juntar-se à saideira. Nem se importara em responder.

Seus olhos se contraíram em ódio ao vislumbrar o mais novo dos irmãos dançando animadamente usando um abajur de chapéu em meio da multidão.

─Monkey D. Luffy, venha aqui agora! ─ Ela gritou ao se aproximar com passos pesados.

Ele tirou o abajur da cabeça para responder ao chamado.

─Ah! Você é a vizinha, né? ─ Ele sorriu lindamente. ─ Shishishi! Bem-vinda à festa Miona!

─Nami. ─ Ela corrigiu mal-humorada.

─Hm, tem certeza? ─ O garoto perguntou inocentemente.

─É CLARO QUE EU TENHO, SEU IDIOTA! É MEU NOME! ─ Ele só podia estar brincando, francamente...

Ele cerrou um punho e bateu contra a palma da outra mão como gesto de compreendimento.

─Yosh! Então você mudou! Eu gostei mais assim. Shishishi! ─ Ele sorriu novamente de orelha a orelha enquanto a ruiva batia a mão em sua própria testa com a estupidez daquele garoto.

Ignorando a aparência física ─ que, francamente, não era nada ruim uma vez que a camisa aberta do adolescente lhe dava uma boa visão do peito musculoso e o rosto que embora tivesse uma feição infantil poderia muito bem passar-se por 17 anos de idade. ─ ela mal poderia acreditar que suas idades eram separadas apenas por 1 ano.

─Não importa. ─ Ela murmurou quase que para si mesma. ─ Eu tenho uma prova importante amanhã e você, seu infeliz, ─ Ela se tornou novamente nervosa e agora lhe encarava como um leão faminto prestes a dilacerar sua presa andando em sua direção com o dedo em seu peito o que fez o garoto tropeçar para trás. ─ está atrapalhando meu sono com essa sua maldita festa dos infernos.

Ace entrelaçou seu braço entorno do ombro de seu irmão mais novo tendo um grande copo de cerveja espumando em mãos. Notava-se pela coloração das bochechas que esse certamente não era o primeiro copo.

─Oe, Ruffy, finalmente seguiu meu conselho e arranjou uma namorada? ─ Ele sabia que não era isso, mas não resistiu provocar um pouco o irmão mais novo.

Sabo se juntou ao grupo com um sorriso.

─Olha, é a filha da Bellemere, agradeça sua mãe pelas laranjas que ela trouxe para nós ontem. ─ Ele disse animadamente. Nami teria de admitir que Sabo parece ser o menos descabeçado daquela família. ─ Está gostando da festa, Miona? ─ Ou talvez não...

─Meu nome é Nami. ─ A ruiva voltou para a expressão entediada de antes como ele começou a rir do próprio erro. É, Sabo definitivamente era tão idiota quanto os outros dois. ─ Será que dá para vocês fazerem silêncio? ─ Ela voltou ao motivo que lhe levara ali em primeiro lugar.

A expressão de Ace mudou no segundo que ela tocara no assunto.

─Receio que não possamos fazer isso, essa festa tomou um ritmo próprio, não temos mais controle sobre ela. ─ Sua explicação era idiota, mas pareceu fazer sentido para os outros dois, isso fez Nami considerar a ideia de que os três dividiam um mesmo cérebro. ─ Só nos resta aproveitar, você entende?

─Não, eu não entendo. ─ Ela retrucou em todo seu mau-humor.

E à partir daí, tudo parecia um borrão escuro dentro da mente da ruiva...

[...]

Sua cabeça latejava, mesmo depois de horas deitadas os pés ainda se encontravam extremamente cansados, ela ouvira o celular tocar incessantemente na última hora e mensagens via Whatsapp fazendo o aparelho estremecer fazendo barulhos irritantes parecidos com cantos de pássaros.

Preguiça, era o que sentia ao pensar em se levantar de sua cama que se encontrava extremamente quente e confortável naquele momento.

Ela agarrou-se mais fortemente ao travesseiro quando o pensamento sobre a prova lhe veio à mente como seus olhos se abriram quase que no mesmo segundo.

Talvez tivesse sido melhor manter os olhos fechados do que enfrentar o constrangimento que viria ao notar sua situação atual. Seu travesseiro quente e confortável era na verdade o mais novo dos três vizinhos problemáticos.

Sua saía havia descido durante o sono deixando transparecer boa parte de sua calcinha, os cabelos ruivos bagunçados e em seu pescoço uma marca que ela não conseguia dizer se era um hematoma ou um chupão.

Seu quarto estava uma bagunça assim como, provavelmente, o resto da casa. Ela gemeu em desgosto ao ver a hora no relógio, sua prova estava perdida.

Mensagens como “Cadê você?”, “A prova está começando!” enchiam sua caixa de postal e dentre elas a mais assustadora “Nami, estou voltando para casa para o almoço. Bjs Bellemere”.

Notificações no facebook, curtidas e comentários nas fotos que não se lembrava e ter postado na noite passada. Estava dançando animadamente na pista de dança em algumas, bebendo em outras, mas as que mais se envergonhavam eram as que estava claramente se jogando para cima do vizinho de cabelos negros.

Marcações de Ace na foto de um beijo entre ela e Luffy que ela nem mesmo lembrava-se que havia acontecido.

Como as coisas haviam chegado a isso?

Notas finais
E ai? O que acharam? O que vocês acham que aconteceu no último capitulo? O que eu posso melhorar? Eu sai muito da personalidade dos personagens? Eu gosto muito de saber a opinião de vocês XDDesculpa aê os erros de português eu vou arrumar quando voltar õ/