Notas iniciais
Consegui, eu terminei. E Juh, essa tem lemon como você pediu. Eu sei que eu poderia ter explorado melhor as coisas, eu estava tão atolada com as o colégio que acabei deixando para última hora o desafio de Natal. Comecei hoje e terminei hoje. Vou dedicar esta fanfic para duas pessoas: Kah e Juh. Sei que gostam muito desse casal, e como eu prometi, está aí o presente de vocês. haha ♥ Para o Dohko e o Rada do fórum.
E Kah, se tiver um Rada muito OOC pode me xingar, você sabe que o meu nunca será como o seu, eu não sei interpretá-lo, não dá. Foi muito complicado fazer esse POV. hahaha
Eu mudei a idéia inicial, ela me veio quando revi a lutinha entre o Rada e o Kan. E cara que vergonha postar isso, sério. HSAUAHSUASHAUSHAUS
Anyway, falei demais, espero que vocês curtam.

Radamanthys POV

Passo a mão sobre minha testa ajeitando minhas madeixas alouradas, de um modo totalmente impaciente, em plena véspera do feriado natalino e ainda permaneço neste maldito lugar, já passavam das dez. Bufei. É estressante e maçante. Não sou de comemorar Natal, é uma data como qualquer aos meus olhos, criada para aumentar o capital dos comerciantes, não sou religioso e nunca fui, detesto esta data e toda a hipocrisia contida nela. Só quero um descanso, mas decidi embrenhar neste caso. A morte abrupta de uma jovem; existiam várias evidencias e suspeitos, o único que poderia ter a assassinado, possuía um forte álibi.

Deixei transparecer em meu semblante o descontentamento pela demora do caso se findar, os outros agente haviam sido dispensado aquele dia. Enquanto mexia e relia os registros feitos no computador, ouvi a forma ruidosa que a porta se entreabrir, naquele ranger estridente e irritante, nossos orbes se encontram lestamente. Kanon. Meu companheiro no trabalho e neste caso, detetives do mesmo distrito e funções similares, mas de companheirismo não temos nada. Meu intento é desvendar aquele crime com o mínimo de ajuda deste grego maldito; ele permanecia com seu costumeiro ar resoluto e altivo quando acercava minha mesa, fixei minha atenção integralmente nele. Não compreendo por qual motivo ainda estava aqui. O que ele queria agora?

- Parece que vamos passar o Natal juntos aqui. – Seus passos cessaram quando chegou a poucos metros de distância do local em que eu me mantinha sentado. Respirou fundo, e ele nota que aquela notícia não me agradou. Devolveu com acrimônia pelo brilho atingido em seus globos oculares azuis-celestes e o modo como seu rosto se crispou com seriedade – não é do meu agrado estar aqui com você também. Agora faça alguma coisa útil, onde estão os relatórios?

Agora ele queria dar-me ordens? Kanon era simplesmente o ser mais insuportável que conheci, achava que todos se envergariam diante as suas idéias e planos, tudo deveria ser do modo que ele dizia. Mas não, não seria assim. Lanço-lhe um olhar furioso, demonstrando que não o ouviria, e antes de dirigir minha atenção ao monitor, ele sorri de um modo sensual. Simplesmente odeio seus joguetes.

Tornei a digitar de um modo maçante, nosso escritório estava vazio e o distrito policial, era ocupado por poucos, que resolveram passar as festas no trabalho e seriam remunerados por isso. O silêncio foi mútuo, eu estava integralmente concentrado em minha tarefa que não notei as ações sorrateiras de Kanon, até que prontamente minha linha de pensamentos é interrompida de rompante, quando sinto a fragrância doce que não identifico, mas bastante afável e instigadora, seguido pelos braços do loiro cingir meu pescoço, seus longos cabelos caem perto do meu rosto.

- Kanon... o quê – não concluo o resquício de fala, tento sem muito sucesso manter-me sério, e retirar os braços dele envolta de mim, mas ele os aperta mais, suspirei brandamente por senti-lo tão próximo.

- Você me quer, não é? – A pergunta sai mais como uma afirmação, lânguido, faz um dos braços descerem por minha blusa, e abriu um dos botões da minha camisa pólo, sinto um arrepio passar por minha espinha e se estender pelo meu corpo quando os dedos deles vão de encontro direto com minha tez. Eu não esperava algo assim vindo dele. Nossa relação sempre foi de inimizade, e outrem só estava satisfeito em ver a derrota de um dos dois. Descubro que eu o desejo, e me censuro por isso. Segurou com força a mão dele, e de modo brusco me levanto do meu lugar, mas eu estava rígido e não poderia negar o anseio que começava a emergir; isso não passou despercebido pelos olhos aguçados de Kanon, sua compleição facial era desenhada em uma máscara maliciosa – já está duro? Posso dar um...

- Não – meu tom foi alto, enfadonho, certamente minha face estava rubra porque o vi rir, mas me mantive estático, minha mente negava, porém meu corpo demonstrava que eu o desejava.

- Eu sabia. Você não me agüenta e tem medo, não passa de um merdinha, realmente – ele me olha, em uma provocação, encostando-se sobre minha mesa, de um modo insinuante. Maldição! Tenho que pensar em outra coisa. Fecho lestamente os olhos, mas a imagem dele me instigava e parecia se prender em minha mente de tal forma que ignorei integralmente sua fala, mas em meu âmago aquilo fulminava quando a revi de forma rápida.

- Veremos quem é que não agüenta. – Redargüi, e em passos decisivos decidi me aproximar. Seria simplesmente delicioso fazê-lo engolir tudo que disse. Mas quando o acerco, ele se levanta, e de forma lesta, empurra meu corpo onde antes se apoiava, me prensando contra o objeto lenhoso.

- Mostre-me o que sabe fazer, Radamanthys. Quero um pouco de diversão. E não se preocupa, a porta está trancada e desliguei as câmeras... – Cada palavra pronunciada, ele pressionava ainda mais seu corpo contra o meu, e aquela ação me arrancou um gemido quase inaudível.

Quando vou abrir a boca para retorqui-lo, ele me faz calar, com um beijo, sôfrego, imperioso ditando o ritmo a seu gosto, sua língua invade minha boca com uma urgia similar. Kanon seguram com força minha camisa. Qualquer pensamento é totalmente assolado, e eu me submeto ao ósculo fazendo minhas mãos deslizarem até sua cintura, pressionando meus dedos por cima de suas veste. Nossas línguas se enlaçam e eu demonstro todo o meu desejo reprimido, e como uma provocação, inverto as posições, interrompendo aquela carícia, ele me olha, com um desagrado aparente em seu rosto. O controle seria meu.

- Não, Radamanthys – ele fez menção de que retornaria ao domínio da situação, seria um jogo, e eu não perderia. Adorava desafios, especialmente propostos por aquele grego. Quando pensei que a situação estava terminada, sou surpreendido novamente, Kanon sem ser gentil, trocou os papeis quando impulsionou seu corpo para frente e neste ínterim, me fez virar. Um sorriso de vitoria pendia delineava seus lábios, e eu o fito de um modo mais acurado, notando o modo tentador em que sua boca era desenhada.

- Seu... maldito... – Falo estridente, insatisfeito de estar em desvantagem. Ele colocava uma força similar a de antes, sinto o modo como me aperta. Kanon ri de uma maneira totalmente sádica perfeitamente sincronizada com o brilho dos seus olhos azulados, que possuíam um magnetismo envolvente banhado de sensualidade o que me faz estremecer, aquele homem tinha o dom de encantar e eu já havia caído em sua rede há tempos, mas era difícil eu admitir o que sentia.

Repentinamente leva uma das mãos até meu zíper, o abre parcialmente, não o impeço, e adentra com os dedos para o interior de minha calça; ele massageava meu sexo, por cima da peça que tampava minha intimidade, fazendo uma pressão quase hostil naquela carícia arrojada, meu gemido é em uma escala alta, odeio estar tão submisso assim e ele captou com perfeição isso, mas eu não conseguia evitar, minhas exclamações de prazer vinham em tons variados, era quase impossível reprimi-los.

- Você gosta, não é? Gosta de ser domado assim, fica todo duro. – A carícia era mantida na mesma medida bruta e contra minha vontade, meus gemidos pareciam concordar com a afirmação feita, mas demonstro minha insatisfação quando segurou seu pulso, fazendo-o interromper o que fazia, agora era minha vez de agir, a brincadeira já havia ido longe demais.

- Vamos ver quem é que gosta de ser domado, quando eu te comer. – Não permito que ele se desvencilhe, gosto de ser bruto e ele iria ver o que acontecia com os que decidiam me provocar. Kanon fecha o punho com a intenção de me acertar, mas ainda com ele em meu domínio, giro seu pulso acima de sua cabeça, o fazendo ficar de costas, ainda esticava seu braço em um ângulo incômodo, o escuto reclamar, me desferindo alguns palavrões, eu sabia que estava o machucando, mas era um pormenor, também sei ser sádico, grego – agora as coisas estão divertidas.

Abro sua braguilha, parando de segurá-lo daquela forma, mas empurro meu corpo contra o de Kanon, ele geme e eu sorrio, demonstrei que o queria rapidamente sem sua calça, e ele pareceu cooperar, permitindo sem resisti que eu o desnudasse das vestes inferiores. Como é sentir-se em meu poder, Kanon?

Aqueles pensamentos me deixavam mais excitado, meu membro lateja rogando algum tipo de alívio. Minha destra segurava seu ombro, meus orbes rolaram pelas partes expostas do seu corpo, mantendo minha atenção especial em uma, dou-lhe um tapa em uma das nádegas, marcando levemente em carmesim o desenho de meus dedos, sinto a reação dele ante aquela provocação e sei que ele se excitou, mesmo após novas palavras grosseiras.

Desfaço-me minha calça, com uma das mãos, a outra ainda permanecia me auxiliando a mantê-lo preso, pressionando seu ombro e reclinando seu corpo contra a mesa, se não fosse seus braços como apoio, já havia o feito deitar-se. Livre de minha roupa inferior e acaricio-me antes de tomá-lo, com a demora, Kanon deixa seu rosto pender levemente para um dos lados com o intento de me fitar, em seus orbes demonstrava sua impaciência quando nossos olhares se cruzaram. Eu estava amando tudo aquilo.

- Anda logo, ou eu não vou permitir... – ele tenta sem sucesso se soltar, pois eu já usava a outra mão para mantê-lo preso. Agora quero torturá-lo, acabar com seu orgulho, nunca iria esquecer isso, cada pedaço estava tatuado em minha mente, principalmente quando consegui o controle da situação.

- Sim, mas quero ouvi-lo implorar – agora eu que iniciava um caminho até seu sexo, o estimulando de um modo similar que ele. Gemidos e mais gemidos, eu estava amando isso.

- Vá logo – entre os grunhidos de deleito, ele quase grita já impaciente com meu jogo.

- Seja mais educado, Kaninho. – Retorqui, apertando seu membro.

- Kaninho é o caralho. Pára com isso e me come de uma vez! – Não, eu ainda não estava satisfeito, mas era delicioso coagi-lo a falar aquilo.

- Ainda não. Com mais educação, Kanon. – Não dei uma pausa na massagem em seu sexo.

- Radamanthys... você me paga... desgraçado... agora, vá logo. – Notei que ele arfava, e decidi parar com a carícia. Um silêncio foi seguido, mas não se estendeu e Kanon completou, em um rumorejo – por favor...

- Eu não ouvi – murmurei.

- Por favor! Continua. – O tom em que me respondeu, foi moderado e poderia ver que ele estava sem jeito. Desisti de brincar, mas foi agradável e excitante.

Ajeite-me atrás dele, fazendo minhas mãos tocarem em ambas as partes de sua cintura e sem qualquer preparação, adentrei, de uma vez, o grito de Kanon foi incitante – que bom que aquelas paredes selavam o barulho que fazíamos, ou já teríamos sido interrompidos e advertidos –, e então iniciei as estocadas. Foram rápidas e urgentes. Subi com a mão até as madeixas alouradas dele, as puxando com força. Ele era delicioso, simplesmente, se eu soubesse já teria o tomado antes.

Mantive o ritmo dos meus movimentos consecutivos, alguns pingos de suor se formaram em minha testa e minha respiração alterou o ritmo. O prazer que eu sentia era ingente, seus gritos se mesclavam com meus gemidos. Entreguei-me aquele ato, e a linha entre a razão e o delírio se rompeu, Kanon se apoiava com força na mesa e a cada investida notei que apogeu estava próximo. Não demorou muito e o clímax me faz parar, vindo juntamente com o do grego e minha essência verteu em suas entranhas.

Sai de dentro dele, e ajeitei minha calça, um não fitava o outro. Vi que Kanon seguia meu exemplo e decidi voltar a sentar, eu precisava de um banho, estava suado e com cheiro de sexo.

- São meia noite – Kanon cessa aquele ínterim em que estivemos isentos de palavras – já é natal.

- E daí? – Respondi em um tom quase grosseiro, estava cheio das pessoas lembrarem isso.

- Que ganhei meu presente, já faz dois natais que eu o pedi, aquele maldito velhinho está extremamente atrasado – Kanon ignorou o timbre usado, escorou sobre minha mesa e consegui ver ternura em seu novo semblante – podemos passar outros assim.

Aquelas palavras me tocaram de uma forma profunda e meu coração se acelerou, a resposta veio direta do meu âmago. De um jeito peculiar, Kanon se declarava e eu repensava o que eu sentia. Nossas provocações, brigas, desafios e minha obsessão em ser melhor que ele; mascarava meus reais sentimentos, estava apaixonado.

Ele tocou em meu rosto, e em puxei para sentar em meu colo, demonstrando que aquiesci a seu pedido. Trocamos beijos carinhosos e nos mantemos um nos braços de outro, sabendo que achariam estranha nossa demora.

Só tenho uma última coisa para acrescentar, eu retiro o que disse quando mencionei que odiava o natal.

Notas finais
É, o título é a música do meu George lindo. ;)
E foi complicado escrever sem o Saga, muito.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!