Last
1 One
Notas iniciais
~ One
Quando somos crianças acreditamos que todo o mal existente na Terra se acumula debaixo das nossas camas e lá moram horripilantes monstros que esperam chegar a noite para começar sua vida noturna e exercerem seu trabalho. Puxar nossos pés e nos deixar amedrontados, gritando por nossas mães.
Porém, crescemos. E fomos induzir a acreditar que esses monstros horripilantes não se passava de coisas da nossa imaginação e que eram usadas para passar medo em crianças que se comportavam mal.
E eu era uma dessas crianças.
Nunca me comportei muito bem e nunca via graças em fazer coisas gentis ou fazer coisas boas com as pessoas. Não que eu fosse a criança mais malvada de todos os tempos, pelo contrário, era sempre elogiada por ser calada e quase nunca me exaltar.
Mas sempre que eu fazia algo ruim, como xingar um amiguinho da escola ou bater na metida do jardim de infância por ela ter zombado do meu cabelo, eu me sentia bem.
Eu sei, eu sei. Essas não eram ações que me ditavam como malvada. Mas cada uma dessas pequenas ações realizadas durante toda minha vida me trazia um bem enorme. Era como se fazer o mal fosse minha verdadeira natureza e que eu tinha que ser assim, e não me escondendo como a “doce Melanie Carter”.
O tempo passou e eu realmente cheguei a uma conclusão.
Não existiam monstros debaixo da cama e nem coisas que me faria algo maléfico enquanto dormia.
Não existiam, porque eu era um deles.
Eu era a pessoa que faria algo mal para as pessoas.
Eu seria na verdade, uma psicopata.
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