Las Vegas, Bitches!

4 Aquele em que Cherrie brota e encontramos um bode


Dias haviam se passado e o dia do nosso embarque tinha chegado, todos já estavam na plataforma, menos é claro, Nolla.

Pelo que ficamos sabendo mais tarde, quando o garoto chegou, o pneu, desculpe, OS pneus, do seu carro, dois deles, haviam furado no meio da avenida. Mas isso não era problema, todos já estávamos embarcando quando ouvimos um som estranho vindo da bolsa de Marina.

– Ai meu deus! – espantou-se Marina — Cherrie!

– O QUE?? – dissemos todos

Cherrie era uma dos gatos de Marina, e pelo jeito havia se escondido na bolsa da garota sem que ela percebesse.

– Então é por isso que sua bolsa estava tão pesada quando eu fui te ajudar com as malas! – falou Victor

– Isso explica muita coisa – disse Nolla.

– E agora ? – perguntou Marina – Não dá tempo pra que eu a deixe em casa.

– Faz assim... – começou Dindy

– Aí vem – disse Agnelli e Harumy riu

– Espera parça, deixa eu falar – Respondeu Ingrid

– DIZ LOGO – reclamou Codo.

– Calma aí – disse Dindy, e então nos contou seu plano: — O Bruno coloca a Gata debaixo do moletom, não podemos deixa-la na bolsa, por causa do raio-x mas acho que em nós mesmos ninguém vai perceber.

– Tá mas essa gata é enorme! – disse May

– Não vai caber – Disse Bruno

– AH VAI SIM – respondeu Marina

– Ok Ok vamos logo – eu disse – o voo sai daqui a dois minutos

Deu tudo certo, por mais incrível que pareça, o mais estranho de tudo talvez não tenha sido a gata, mas a mala extra que o Agnelli e o Marcos estavam levando, não estava pesada mas também não estava lá muito leve, e nós não fazíamos a mínima ideia do que eles haviam colocado lá dentro. Todas as vezes que perguntamos eles respondiam com um sorriso “ vocês vão ver “.

O voo foi tranquilo, parece que Cherrie dormiu no moletom de Bruno, May ficou com um pouco de agonia no começo por causa da altura, mas ficou bem, Dindy Comeu a refeição dela inteira e a da Hari que havia adormecido ao seu lado. Nathalia estava lendo e Nolla estava tretando com Codo por um motivo que eu ainda não sei. Marcos e Agenelli Jogavam videogame e Marina dormia com Victor. Giulia estava vendo um filme, e eu, bem, eu estava ouvindo Música, com May ao meu lado.

Quando chegamos em Las Vegas era Madrugada, e todos estávamos exaustos ( menos Agnelli e Marcos, mas isso vai ser explicado depois ) . Tiramos muitas fotos antes de chegarmos no Hotel.

– “ Hotel e Cassino Lótus” – Leu Victor

– Cara, isso existe mesmo!? – Surpreendeu-se May

– Claro que sim pessoas, a diferença é que não ficamos presos ou hipnotizados por anos sem envelhecer – eu respondi

– Ah, isso seria divertido! – disse Dindy

– Ah Super! – disse Nathalia em deboche

– Entrem Logo – Reclamou Codo

– Calma Jovem! – disse Dindy

– Vamos – eu disse, e todos entramos no hotel.

Basicamente aquele era o lugar onde você poderia ter certeza que se o inferno existisse, você iria parar nele, só pela possibilidade da quantidade de “pecados” que você cometeria naquele lugar. Resumindo, era todo iluminado com pessoas para todos os lados, um cassino imenso e incrível e tudo o que você imaginasse.

– YAY CHEGUEI LILITH! CHEGUEI PARA VOCÊ! – disse Nathalia e nós rimos

Assim todos fizemos o Check-in e subimos para nossos quartos.

Acabamos descobrindo que eram apenas dois quartos gigantescos na cobertura do hotel, e quando eu digo gigantescos eu realmente quero dizer que poderia dar lugar para duas cavernas lotadas de Dragões.

As garotas foram comigo para um dos quartos, o maior dos dois, claro, enquanto os garotos se dirigiram para o quarto ao lado.

Quando entramos no quarto, olha, eu posso jurar que aquele lugar parecia um mundo dentro de um cômodo, camas enormes, papéis de paredes divinos, tapetes, sofás e uma piscina, PISCINA AQUECIDA.

– UM FRIGOBAR! Gente já posso morrer aqui – declarou Dindy nos fazendo rir

May colocou algumas músicas para nos animar enquanto nos arrumávamos e arrumávamos nossas coisas, enquanto Giulia ganhou no pedra-papel-tesoura de quem tomaria banho primeiro.

Um tempo depois ouvimos um grito. Era Giulia no banheiro. Naquele momento eu já estava imaginando um assassino em série a ameaçando ou um cadáver na banheira. Mas a cena que encontramos ao chegar no Banheiro foi bem diferente, e acredito que tenha sido a mais estranha da minha vida.

Giulia estava em pé colada na parede, de toalha enquanto um bode, repito, UM BODE, a encarava.