Las Noches

2 A preocupação


Notas iniciais
Nunca é demais...

Estava sentada aos pés do dono daquele lugar imenso. A sala era escura, alguns fiascos de luz que clareavam o trono. Orihime olhou de soslaio para o homem, que parecia entediado com o nada ao seu redor. Segurando o queixo em sua mão direita, olhando fixamente para a pequena luz vinda de algum lugar.

Ela segurou a barra do longo vestido branco que usava, pensando em algo para fazer. O tédio era mesmo grande. O que os grandes vilões faziam em suas horas de folga? Ficavam sentados, entediados, até algo interessante acontecer?

Hime estava curiosa e agora entediada, sem as respostas de suas perguntas.

E quem sabe se ela puxasse algum assunto? Mas o que iria falar para Aizen?

Poderia elogiar o canelo dele! – Foi um pensamento idiota, mas convenhamos que estamos vendo as ações e pensamentos de uma jovem que não sabia realmente o que estava fazendo naquele mundo. – Talvez ele esteja com fome!

Orihime se pegou pensando agora no bem estar da pessoa que queria matar a todos? Achou-se tão estúpida. Mas continuou a pensar. Até que a voz grossa e máscula soou por toda aquela sala, fazendo-a sobressaltar do chão, como se ele estivesse ouvindo seus pensamentos.

– Inoue Orihime, você é sempre tão quieta assim? Ou está pensando em algo muito constrangedor?

Aizen a viu dar um pulo pelo susto. Talvez estivesse mesmo pensando em algo constrangedor. Sorriu, mesmo que pouco, imaginando o que poderia ser.

– Hai... digo, Iie. Eu só estava imaginando como deve ser o resto desse lugar. Não sei nem onde fica a cozinha. – Ela permanecia em pé, entrelaçando os dedos, na altura da cintura.

– Cozinha? E você sabe cozinhar? – ele pareceu surpreso, e até tirou a mão do queixo. – Tenho então uma jovem multi-talentosa na minha frente e não sabia?

– Acho que sim. – Hime se envergonhou, o olhar daquele homem dizia que ela não poderia ser tão Orihime. Mas já era tarde demais tentar pensar nisso. – Poderia me falar onde fica...

– Ulquiorra!!! – Ela não precisou dizer mais nada, somente se calou quando viu o Espada depressivo aparecer do nada. – Leve-a aonde ela quiser ir, e seja um pouco paciente.

– Hai! Aizen-sama. – O arrancar olhou para a humana. Não havia qualquer afinidade ali. Ela o seguiu quieta. Ambos caminhando um ao lado do outro sem trocar palavras, olhares... nada.

Havia uma cozinha ali. Hime até se surpreendeu. Ali estava alguém que ela realmente não conhecia e nem imaginava conhecer. Outra mulher, não como aquelas abusadas que a maltratou logo no começo. Mas uma mulher séria, misteriosa. Os cabelos loiros, e a roupa extravagante.

– Essa é o novo brinquedinho de Sousuke-sama? – ela perguntou, cruzando os braços, deixando os seios ainda mais empinados. – Que milagre esse você aqui. Ulquiorra!

A voz da loira era firme, e ameaçadora. Hime deu um passo para trás, pensando se realmente queria continuar ali, com aqueles dois estranhos.

– Milagres... essas coisas não existem. Eu apenas cumpro ordens. – Ulquiorra olhou para Orihime, com o mesmo vazio de sempre em seu semblante. – Aqui estamos, mulher. Faça o que quiser. Eu esperarei lá fora. Venha Halibel.

– Ora essa, você não manda em mim. – A mulher saiu batendo o pé firme.

Tudo surpreendia Orihime. Tudo era algo novo para ela. Mas nada pareceu tão estranho quando voltou aquela escura sala, e se deparou com mais gente que esperava ver.

Ao lado de Aizen, que ainda parecia entediado, estava o homem dos cabelos brancos e de rosto mais do que expressivos. E sentado nas escadas, outro de cabelos até os ombros e castanho. Logo mais abaixo estava a loira que encontrara na cozinha.

– Ah! Ela voltou. Até que não demorou. – Aizen escorregou as mãos para o encosto do seu trono.

– Quem espera cem anos, espera cinco horas. – Gin sorriu, fechando seus olho ainda mais. Se isso é possível.

– Agora que ela chegou, acho que posso voltar a minha vida. – Halibel descruzou os braços caminhando para outro lado.

– Não. Fique, Halibel. – A ordem foi acatada no mesmo instante.

– E eu? Posso voltar a minha vida?

– Você não faz nada além de dormir, Stark. – Mais uma vez Gin contemplou a todos com seu sorriso.

– Calados, todos! Quero saber o que a senhorita Inoue fez.

Suas mãos tremiam, estava segurando uma bandeja. Não havia feito nada demais, biscoitos. Com o que tinha pra ser usado, e não eram assim tantas coisas comuns. Viu ingredientes que nunca imaginou ver na vida.

Houve um momento em que achou que iria derreter pelo calor que sentia. Os olhares de todos, em especial o da mulher. Ameaçadores e mortais.

Hime jogou a bandeja para o alto e saiu correndo para onde nunca deveria ter saído, o quarto. Enquanto todos olhavam para Aizen.

– Ela se assustou com vocês tão sérios. – Voltou a mesma posição de antes, encarando o lado escuro da sala.

Notas finais
Uma fic inusitada mesmo. Meu humor é refinado u.uBeijos,Kori Hime