Lara Horcrux
6 Capitulo 6 - Balanço de 360º
Notas iniciais
Era um dia comum para família Mark. Sr. Mark sempre fazia questão de ele mesmo acordar as crianças, enquanto Sra. Mark preparava o café da manhã. Logo depois disso, todos sentavam na mesa e comiam, e Landon sempre brincava com as crianças na mesa. Era sempre uma piada, ou reclamava da comida de Amélia. Um pai adorável.
Depois do café da manhã, Sra. Mark levava as crianças para escola, e era a pior parte para Lara. Não só a escola, mas também como as frases comuns de sua mãe.
– Lara, a sua professora ligou e disse que vocês continuam muito calada na escola. Tem algo... tem alguém te incomodando, meu anjo? – Sra. Mark olhava pelo espero do carro para sua filha que estava no banco de trás.
–Não... ninguém mamãe. – Lara sempre evitava olha para ela quando se tratava desse assunto, seus olhos que trocavam de cor sempre a entregava.
–Raphel? Você está sempre com a sua irmã, certo?
–Sim mamãe... São as crianças da escola... Acham a Lara estranha por causa do seus olhos e... sobre coisas estranhas que acontecem com ela e comigo também, mas sempre mexem mais com Lara...
–Estranhas? Como assim? Lara, você tem que me contar as coisas, filha, eu fico tão preocupada com vocês! – Sra. Mark dá um olhar distante, como se ela já soubesse que tudo isso aconteceria.
– Eu não sei como isso pode acontecer, as vezes que só penso e acontece, eu juro. – Lara olha para sua mãe com cara de choro. – Raphel sempre tenta ficar comigo, ele me ajuda.
– Eu quero conversar com vocês depois da aula, certo? O pai de vocês vai vir busca-los. – Sra. Mark estaciona o carro em frente à escola, e dá um beijo em Lara e Raphel.
–A gente te ama mamãe. – Raphel sai e Lara sorri com seus olhos cor de mel para a mãe.
–E a gente pode ir pro parquinho não é? Depois da escola...
–Podem, mas cuidado, ok?! Agora vão. – As crianças saem do carro. – E eu também amo vocês.
O dia ocorre normalmente na escola, e logo depois da aula os gêmeos vão para o parquinho que fica do outro lado da rua, onde se encontra várias crianças da mesma idade e da mesma escola. Principalmente Enrico. O menino mais alto da turma e o mais idiota também, desde pequeno ele sempre gostou de mexer com as crianças mais quietas, e todas aquelas que se denominavam “estranhas” ou não amigos dele.
Lara estava brincando com seu irmão no balanço, quando Enrico, chegou na frente dela, e ela teve que parar o balanço com os pés depressa.
–Desculpe, Enrico, quase te machuquei. – Lara estava com seus olhos azuis, quando olhava para ele.
–Olhem só! O olho dela está azul agora! Que menina estranha! – Ele estava com mais 4 amigos, que riam do que ele falava. – E agora? Você vai fazer alguma coisa flutuar?
–Para Enrico, não mexa com a minha irmã! – Raphel levanta do balanço e fica na frente de Enrico.
–Ou o que? Você vai chamar a mamãe? Ou vai fazer que nem a sua irmã estranha me fazer flutuar? Sai da frente sua idiota. – Enrico empurra Raphel, e vai em direção a Lara. – E você, saia do meu balanço, pequena idiota! – Enrico tira Lara do balanço com força e joga ela no chão.
Enquanto Enrico balançava Lara virou para trás e começou a sentir muita raiva. Raphel foi ajudá-la a se levantar, e Lara olhou para trás e Enrico ria apontando o dedo para os dois.
–Não seria nada mal você flutuar. – Lara olhou para Enrico e ele parou de rir.
Conforme o balanço ia para frente e para trás, ele começou a pegar mais velocidade, e mais, e quanto mais o balanço pegava velocidade, quase dava uma volta de 360º, e Enrico começou a gritar socorro, e todas as crianças e os pais delas, pararam o que estava fazendo para olha-lo. Quando o balanço começou a dar voltas, e voltas, Raphel percebeu o que estava acontecendo.
– Lara! Para! Lara, olha para mim! – Raphel começou a balançar Lara, mas nada acontecia, era como se ela estivesse em transe, e seu rosto estava relaxado, parecia até que estava se divertindo com tudo aquilo. Quando Raphel percebeu que não era ela, pois seus olhos estavam azuis, tão azuis... – Lara! Ele vai se machucar!
–Socorro! Socorro! – Enrico virava várias vezes no balanço, não conseguia nem ver ele, e sim vultos da sua blusa vermelha.
Quando uma multidão já estava ao redor, alguém apareceu gritando para sair da frente. Era ele.
–Lara! Olha para mim, Lara! – Snape abaixou a altura dos olhos de Lara, e começou a balança-la. – Olhe para mim!
Aos poucos os olhos de Lara voltaram a ficar cor de mel, caramelizados, tão serenos que nem parecia ser capaz de fazer algum mal. No mesmo momento, o balanço parou de dar voltas, e Enrico foi atirado até uma arvore onde ficou pendurado por um galho. Todos olharam para a pequena Lara, e ela começou a olhar pelos lados, procurando alguém, ou algo. Ou estava apenas vendo quanta gente tinha ao seu redor olhando para ela, até que todos saíram correndo para resgatar Enrico, e algumas crianças rirem.
Snape ainda estava segurando ela pelos braços, até que ela olha para ele e o abraça.
–Obrigado Sr. Severus. – Raphel diz com as mãos no ombro de Lara. – Será que eles vão contar pro nosso país?
– Bem provável. – Lara se afasta dele, com cara de choro. Snape levanta e fica de pé em frente aos dois. – É bom vocês se cuidarem, isso não pode mais acontecer.
–Não vai, eu prometo. – Lara começa a chorar, e seus olhos cor de mel marejados dão apertos no coração a qualquer um. – É que eu estava com muita...
–Não interessa mais Lara. – Snape olha severamente para ela. – O importante é que você não pode deixar isso acontecer. Você tem que se acalmar.
Os três ouvem uma buzina e viram que era o Sr. Mark estacionando o carro, quando ele sai do carro, seu rosto está com uma aparecendo de preocupado, tenso.
– Lara, Raphel, vamos para casa.
– Por que você é tão duro? – Raphel olha para Snape, e espera uma resposta, mas desiste. – Vamos Lara, para de chorar antes que o papai perceba. – Raphel pega a mão dela e a puxa para ir até o carro.
Enquanto os dois andavam em direção ao carro, Lara não conseguia para de olhar para Snape, mesmo estando de costas. Snape não tira os olhos dos dois, e também não para de pensar em como vai ser difícil daquele ano para frente. Ele se sentia na obrigação de ter que ficar cuidando dos dois, já que era sua obrigação ter matados.
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