Lara Horcrux

2 Capitulo 2 - Sr. e Sra. Mark


Notas iniciais
Mais um capitulo no ar! Espero que gostem, esta um pouco maior que o primeiro. Claro que o começo é só pra deixar vocês sabendo como vai ser a historia. Boa leitura!

A noite estava mais sombria do que o normal naquela noite, não tinha nem uma coruja, ou qualquer som de insetos. A lâmpada do quarto estava piscando, fazendo com o que o quarto ficasse mais escuro conforme se passava o tempo. Ouvia-se gritos no corredor de uma pensão na periferia de New York. Vinha do último quarto, onde se encontrava duas mulheres.

–Vamos garota! Só mais um pouco! – Gritava uma mulher de cabelos grisalhos, na frente de uma mulher em parto, onde dela só podia ouvir gritos. – Falta pouco!

Depois de mais alguns gritos, nasce um menino. Enquanto ele chora a moça de cabelos grisalhos enrola em um lençol e o dá para a mãe. Ela não dá muita atenção e o coloca do lado dela, e volta a gritar. Depois de 2 minutos de sofrimento, nasce uma menina. Mas a menina não chora.

–Não pode ser...

–O que foi? O que aconteceu?

–A menina... Ela nasceu morta.

–Morta? Ela não pode nascer morta.

–Me desculpe, mas você demorou para poder tê-la. Ela perdeu...

A criança abre os olhos, sem choro nenhum. Seus olhos não parecem de um recém-nascido, mas sim de uma criança maior, olhos azuis grandes, tão azuis quando o azul do céu. Logo depois, ele se transforma em um mel, um olho mel tão lindo que qualquer pessoa poderia se apaixonar por eles.

–Ela... Ela ta viva.

–Me dê! Quero ver! – A mulher coloca a criança nas mãos da mãe. – Os olhos dela...Isso, finalmente!

–Os olhos dela... Mudou de cor, eu nunca tinha visto isso.

–E nunca verá, ela será única... Ela e ele.

–Você já sabe os nomes? – Ela pega o menino nos braços e começa a o limpar.

–Meu Lorde escolheu, Lara e Raphel. Um nome só.

–Lorde...Eles são lindos, parabéns. Mas você não vai cria-las aqui, nessa espelunca? Esse lugar não é para crianças.

–Lindos? Ele não tem cara de nada, são estranhos isso sim. Agora mesmo vou leva-los para os Marks. – Ela tenta levantar mas não consegue.

–Você está louca? Acabou de ter gêmeos e já quer sair andando? Precisa de pelo menos algumas horas, ou um dia para se recuperar. E porque dar eles para outras pessoas? Você é mãe...

–Amanhã, amanhã eu entregarei eles para os Marks. Não posso ficar com eles, não posso.

–Tudo bem, mas agora fique com eles, pegue...

–Não, tirem eles da minha frente, odeio bebes, só sabem chorar e comer. Só deixem eles arrumados, amanhã eu levarei essas pestes embora.

No dia seguinte a mãe pega os bebes e coloca em uma cesta grande o bastante para os dois. A noite estava mais sombria do que a passada, como se todos do mundo estivessem mortos.
Em um outro bairro de New York, a medida que a mulher arrastava sua saia preta, e andava com o seu salto, o barulho na rua ecoava. Até ela parar em uma casa com um jardim enorme. A faixada da casa parecia de boneca, com cores claras, com apenas um olhar sobre a casa poderia ver que as pessoas que moravam nela boas de vida.

A mulher andou até mais perto da porta e deixou a cesta no chão.

–Vocês são tão estranhos. Mas sei que são importantes para o meu Lorde. – Conforme ela falava para os bebes abaixada, eles davam leves sorrisos — Estão rindo, porque vão se ver livre de mim não é? Errado, vou estar de olho em vocês a cada passo que darem. Deveria dizer algo bonito e meloso para vocês se lembrarem... Bom, eu amo vocês, mesmo não sabendo o que isso significa ou que sentimento é esse...

–Posso ajudar? – Uma mulher loira sai da casa com um roupão, e caminha até o cesto e mulher de preto. – Senhora?

–Pode, claro pode Amélia Mark.

A mulher de preto tem uma conversa com sra. Mark, uma conversa de alguns minutos até que aparece um home de casaco preto.

–Veio dar um oi para as crianças? – A mulher de preto o olha e dá um leve sorriso.

–Depende, se o “oi” seria um novo feitiço de morte.

–Feitiço? – Amélia dá um paço para traz.

–Entre Amélia, e fique com as crianças e não esqueça do que eu te pedi.

–Não senhora, se eu fosse você nunca faria isso. Essas crianças são amaldiçoadas.

–Amaldiçoadas? Como assim?

–Não o escute! Ele é um mendigo bêbado.

–Essas crianças são bruxos. E eu posso ficar com eles...

–Amélia! Não os dê! Ele quer matar as crianças.

–Minha querida amiga, eu não faria isso, mas talvez o pai delas...

–Não fale dele!

–Sra. Mark, vamos, me dê! – Ele avança para frente, mas a mulher de preto e interrompe.

–Querida? O que está acontecendo aqui? – Aparece um homem na porta, moreno e alto.

–Nada, uma briga de mendigos... eles acharam isso meu amor, olhe... – Amélia entra dentro de casa, com o cesto na mão, e deixa os dois supostos mendigos para fora.

–Trouxas isso são o que eles são! – O homem de preto sai andando. – Mais cedo ou mais tarde eu mesmo pegarei essas crianças e os matarei.

–Eu estou de olho em você Snape, ninguém tocara nos meus filhos e do meu Lorde. Ninguém.

–É o que veremos, querida amiga.

Notas finais
Tã tã tãã!! Brincadeira kk, espero que tenham gostado. Comentários, sugestões, sempre bem-vindos! Obrigado por ler, até quinta que vem.