Lances da Vida
5 CAPÍTULO 5 – Rei e Rainha???
Notas iniciais
Título: Lances da Vida
Autora: Nina Malfoy
Beta: Samantha Tiger
Fandom: Harry Potter
Casal: Draco x Harry
Classificação: + 16
Gênero: Romance Colegial, Realidade Alternativa, Slash (Homem com Homem, entenderam???)
Resumo: Harry e Draco são namorados há pouco mais de três meses e mantêm o relacionamento deles em segredo. Ocorre que numa noite os dois são flagrados aos beijos... Situações fortes e conflituosas. Bullying, preconceitos e injustiças. Seriam os sentimentos deles grande o suficiente para sobreviver a tudo?
Avisos: Yaoi. Menção de Violência Física e Sexual, Estupro.
Disclaimer: Essa história é baseada nos personagens e situações criadas e pertencentes a J.K. Rowling, várias editoras e Warner Bross. Não há nenhum lucro, nem violação de direitos autorais ou marca registrada
Dedicatória: Dedico essa Fanfiction para minha grande amiga Samanta Tiger, que sempre me incentivou a escrever e sempre teve muita paciência para me ajudar e orientar. Minha primeira fic publicada é pra você Samie!! E é de Coração!!
LANCES DA VIDA
CAPÍTULO 5 – Rei e Rainha???
— Harry! Vai com calma que meu corpo tá todo dolorido – disse Draco empurrando Harry de cima de si. Os dois haviam acabado de subir para o quarto após o jantar. Draco deitou-se na cama e Harry praticamente se atirou sobre o garoto.
— Desculpe – pediu Harry deitando-se ao lado do loiro. — Eu só piorei as coisas não foi?
— Foi sim. Mas você também não tem culpa do pai que eu tenho. Além disso, tem uma grande chance dele nem ficar sabendo sobre o vídeo.
— Você está certo, mas ainda assim me sinto culpado, não só pelo vídeo, mas também pelos novos machucados, pois eu insisti para que você fosse ao jogo.
— Não se culpe por isso, Harry. Eu provavelmente teria ido de qualquer forma. E eu admito que foi muito bom ver a lavada que vocês levaram. Além disso, a senhora Pomfrey disse que não ficarão marcas e meu rosto continuará lindo e perfeito como sempre.
— O que acha de tomarmos um banho juntos? – sugeriu Harry após um beijo quente e insinuante com segundas intenções.
— Eu adoraria – respondeu roubando outro beijo do namorado — Mas acho melhor não.
— Por que não? Você não quer fazer?
— Claro que quero. É só que seus pais estão lá embaixo e acordados, sem contar que ainda estou todo dolorido. Vamos deixar para outro dia?
— Tudo bem, mas ainda assim podemos tomar banho juntos. Prometo que não te provoco.
— Você não precisa fazer nada para provocar Harry. Você nu já é provocante o suficiente.
— Então você não vai tomar um banho comigo? – perguntou Harry que já havia se levantando da cama e tirado a camiseta que usava, deixando a mostra o peito levemente marcado por alguns músculos, devido à prática de esportes.
— Eu vou sim! – disse Draco seguindo Harry até o banheiro.
*** Drarry ***
“Ding Dong — Ding Dong — Ding Dong”
— Quem pode ser uma hora dessas? – perguntou Lilian que estava sentada junto ao marido assistindo televisão na sala.
— Eu vou lá ver quem é.
— Onde está meu filho? – perguntou Lucius sem nem ao menos cumprimentar o dono da casa.
— Lucius Malfoy! Boa noite!
— Só se for para você. Draco está em sua casa ou não?
— Está sim. Ele e Harry já foram se deitar.
— Fazer safadezas, isso sim eles foram fazer.
— Escuta aqui Lucius: já está tarde e os garotos estão cansados. O dia hoje foi muito agitado – disse James se controlando para não partir para cima do homem parado na sua porta — Então porque você não volta amanhã para buscar seu filho?
— Eu vim buscar meu filho, Potter, e vou levá-lo comigo agora. Então vá chamá-lo de uma vez, sim?
— Eu já disse que ele está dormindo.
— Então o acorde. Estou com pressa.
— Não acho que seja uma boa ideia.
— Potter, o filho é meu. Quem decide o que é melhor para ele sou eu. Não quero arrumar confusão, mas se não chamá-lo serei obrigado a ligar para a polícia, já que não autorizei meu filho menor de idade a dormir fora de casa.
— James? O que houve? – perguntou Lilian indo até a porta para saber o motivo da demora do marido. — Lucius Malfoy?
— Lucius veio buscar o filho, Lilian. – disse James.
— Você poderia chamá-lo para mim senhora Potter, ou terei que ligar para polícia? – disse Lucius já sem paciência.
— Não será necessário. Vou chamá-lo. Aguarde só um momento.
— Garotos? – chamou Lilian batendo na porta
— Sim, mãe. – disse Harry após abri-la.
— Draco, seu pai está lá embaixo. Ele veio te buscar – disse a mulher vendo o garoto ficar ainda mais branco do que já era.
— Meu… meu pai está aqui?
— Sim. Sinto muito. James fez o possível para convencê-lo a deixar você ficar aqui hoje, mas não houve jeito. Lucius inclusive ameaçou chamar a policia se não o chamássemos.
— Está tudo bem, senhora Potter. – disse Draco o mais convicto que pôde — Eu agradeço muito, mas não precisa se preocupar. Eu vou com ele.
— Tem certeza querido?
— Sim. Avise-o fazendo favor que já vou descer. É só o tempo de me trocar. – pediu vendo Lilian assentir e sair do quarto.
— Draco? Você vai ficar bem? – perguntou Harry preocupado. Draco, que já trocava de roupa de forma apressada, apenas assentiu com a cabeça sem dizer nada. — Me promete que vai ligar assim que puder para mandar noticias? – Pediu.
— Prometo. – disse abraçando Harry.
— Me desculpe por isso, por favor? Eu só piorei as coisas. – pediu Harry quase chorando com medo do que Lucius pudesse fazer ao filho, recebendo um beijo em resposta.
— Já disse que não é culpa sua. Não se preocupe, vai ficar tudo bem. – disse após o beijo.
— Eu amo você! – declarou Harry
— Também amo você! Agora preciso ir. Te ligo assim que puder
— Eu vou ficar esperando e não vou dormir até você mandar noticias. – falou vendo Draco concordar.
Draco desceu acompanhado de Harry e despediu-se de Lilian e James. Lucius o olhava de forma assassina enquanto ele se despedia. Ele sabia que estava ferrado, mas nada adiantava fazer. Era apenas esperar que a surra acabasse e ligar para Harry dizendo que estava tudo bem. Com sorte estaria bem para ir a aula na segunda feria.
*** Drarry ***
Domingo de madrugada
— Alo? Draco? – Harry atendeu ao primeiro toque, quase surtando de preocupação.
— Harry… – disse o loiro num sussurro de voz.
— Draco, você está bem? – perguntou Harry entrando em pânico devido ao som da voz do outro rapaz que mal dava para ser ouvida.
— Me ajuda…— pediu.
— Draco?
— Harry… me ajuda!— pediu deixando o telefone cair da mão.
— Draco? Draco? – ainda chamou Harry antes de desligar o telefone e sair correndo acordar os pais.
— MÃE, PAI!! – Chamava Harry aos gritos — ACORDEM!!
— O que Houve? – perguntou Lilian assustada.
— O Draco…
— O que tem ele? – indagou agora preocupada.
— Ele precisa de ajuda.
— Como assim precisa de ajuda? O que aconteceu? – foi a vez de James perguntar.
— Eu não sei o que aconteceu. Ele só ligou e pediu ajuda. Temos que ir imediatamente.
— Se acalme Harry. Vamos ligar para a polícia… – falou Lilian tentando acalmar o filho.
— Não dá tempo. Ele mal conseguia falar no telefone. Acho que ele está machucado!
— Será que ele fez de novo? – indagou Lilian se referindo ao estupro.
— Eu não sei. – disse Harry quase chorando só de imaginar. — Por favor, temos que ir logo.
— Tudo bem Lilian. Eu vou com o Harry. Qualquer coisa, ligo para polícia de lá – disse James.
— Sim querido. Me mantenha informada. Vou ficar pronta caso precisem de ajuda.
*** Drarry ***
— Alô! – disse Harry assim que o telefone foi atendido.
— Potter, você tem noção de que horas são? Já passa das 3 da manhã. – disse Blaise mal humorado.
— Draco ligou. – informou.
— Como assim ligou? Ele não ficou na sua casa?
— Lucius apareceu para buscá-lo, por isso estou ligando. Preciso entrar na casa dele.
— Mas o que aconteceu?
— Eu não sei. Draco só ligou e pediu ajuda.
— Droga! Isso é mau. Draco não é de pedir ajuda.
— Por que você acha que te liguei à uma hora dessas Zabini?! Tem como me ajudar ou não?
— Claro que tem. Tenho uma cópia da chave da casa. Onde você está?
— To indo para casa dele. Tem como você vir para lá?
— Eu dou um jeito. Vou falar com minha mãe e chegou lá em 10 minutos.
— Vem rápido, Blaise! – falou desligando.
—--------- DM & HP ----------
— Graças a Deus você chegou! Abra logo essa porta! – disse Harry aflito.
— Calma Potter! Não queremos acordar Lucius caso ele esteja em casa. – respondeu Blaise já destrancando a porta.
James achou melhor entrar com os garotos, já a senhora Zabini, que havia levado o filho, ficou lá fora aguardando com o telefone na mão caso precisasse chamar a polícia.
Assim que entraram, os três foram direto para o quarto de Draco encontrando o garoto caído no chão, muito machucado e praticamente desacordado, sem forças para levantar-se. Além disso, Draco estava sem a parte de baixo da roupa, demonstrando claramente o que havia acontecido mais uma vez.
— Draco! – chamou Harry entrando no quarto ao ver o namorado no chão.
— Harry… – disse sem forças ao ouvir a voz do namorado, já que mal podia ver o rapaz que agachou a sua frente devido ao olho machucado que já estava inchado.
— Draco! Meu Deus! Você está bem? Draco? – perguntou Harry apavorado sem conseguir obter respostas.
— Harry, ele precisa de cuidados médicos! Precisamos levá-lo ao hospital. – disse James constatando o óbvio.
— Sim. – concordou Harry chorando.
James agachou para pegar Draco no colo e este, ao ser erguido, deu um grito de dor.
— O braço dele está quebrado – falou James ao notar a fratura. — Draco, você está me ouvindo? – perguntou James.
Draco assentiu de forma debilitada.
— Nós vamos te levar para um hospital. Tudo bem pra você?
Mais uma vez o garoto fez que sim com a cabeça sem forças para responder verbalmente.
— Ótimo! Então vamos.
Blaise decidiu colher algumas provas do que havia acontecido para o caso de precisar usá-las no futuro. Quem sabe uma chantagem para Lucius deixar Draco em paz? Por isso ficou para trás enquanto tirava fotos do local e filmava tudo possível com seu celular.
— Onde pensa que vai com meu filho, Potter? – disse Lucius assim que James e Harry chegaram à sala, bloqueando a passagem deles.
— Levá-lo a um hospital, seu doente! – disse James — Agora saia da minha frente antes que eu chame a polícia.
— Eu acho que não. – respondeu Lucius apontando um revolver para James. — Agora solte meu filho e passe-o para cá antes que eu atire em vocês.
— Você ficou louco de vez? Olhe o que você fez para seu filho! Ele precisa de um hospital.
— Eu admito que exagerei um pouco, mas Draco é um garoto forte. Ele ficará bem sem ter que ir a um hospital.
— O braço dele está quebrado! – disse Harry que estava ao lado do pai.
— Obrigado por me informar sobre isso garoto. Nesse caso, em alguns dias, assim que retornarmos da nossa casa de campo, eu o levarei até uma clinica particular para que seja engessado.
— Você está fugindo! Levando o garoto e voltando depois de um tempo não haverá provas do estupro.
— E as marcas sempre podem ser atribuídas a uma briga, ou no caso do meu filho, um linchamento por motivos homofóbicos. Ninguém duvidaria de mim, principalmente com aquele lindo vídeo que nossos filhos protagonizaram hoje após o jogo na quadra de basquete da escola.
— Não adianta se esconder Lucius! Eu vou te denunciar assim que você sair por essa porta.
— E quem vai acreditar em você? Quando me acharem já não haverá mais vestígios de violência sexual, ao menos não encontrarão meu sêmen nele, e Draco jamais me denunciará. Agora, me dê meu filho que estou com muita pressa.
Sem alternativas e com a arma pontada para si, James entregou o garoto quase desacordado para o pai, pedindo para que ele pensasse direito e não fizesse nenhuma besteira, porém, assim que Lucius pegou o filho no colo, deu três tiros e saiu pela porta, em direção a seu carro, levando Draco consigo, sem notar que Blaise havia ficado para trás e filmara toda a cena sem ser visto.
O tiro não acertou nenhum dos presentes que chamaram a polícia em seguida, e essa, após ver o vídeo feito pelo rapaz negro e constatarem que se tratava de um sequestro, acionou todas as unidades.
— Ele vai ficar bem! – disse Lilian que havia ido até o local para dar apoio ao filho que chorava desesperado.
Blaise também chorava, um pouco mais contido que Harry enquanto sua mãe prestava depoimento do que havia visto, assim como James.
O carro de Lucius acabou sendo localizado meia hora depois, por uma das viaturas que pediu reforços, porém ele tentou fugir e houve uma perseguição por vários quilômetros até que ele perdesse o controle do carro em uma curva e capotasse o veículo que deu três capotadas e só parou ao chocar-se com um poste que caiu por cima do carro.
*** Drarry ***
Domingo de tarde
Draco acordou totalmente desorientado, abrindo os olhos aos poucos para se acostumar à claridade do local. Pelas paredes totalmente brancas e pelo cheiro que sentia só podia estar em um local: no hospital. E pela primeira vez na vida ficou feliz em constatar isso. Tentou se mexer na cama chamando a atenção do outro ocupante do quarto, que aguardava ansioso por esse momento.
— Draco? – perguntou se aproximando da cama onde o loiro estava.
— Oi, Harry! – cumprimentou.
— Graças a Deus você acordou! – disse com os olhos brilhando de lágrimas contidas. — Eu fiquei tão preocupado.
— O que houve?
— Você não se lembra?
— Não de tudo e algumas imagens são vagas.
— Bem, você acabou de acordar e eu tenho que chamar a enfermeira para te examinar primeiro. Depois eu conto tudo o que aconteceu, tudo bem?
— Sim, mas onde está o Lucius? Ele deve estar uma fera por você ter me trazido para o hospital. Qual foi a desculpa para eu repetir para enfermeira, tombo ou briga?
— Draco, não teve desculpas dessa vez… – disse vendo o garoto fechar os olhos e negar com a cabeça.
— E o que acontece agora? Meu pai será preso ou algo assim? E eu fico com minha tia até ele sair da cadeia?
— Draco, seu pai não vai ser preso. Ele tentou fugir levando você junto para esconder o que havia feito e acabou capotando o carro com vocês dentro. Você deu sorte e saiu ileso, mas seu pai não. Ele morreu no local do acidente. – contou.
— Você está me dizendo que Lucius está... morto?
— Sim.
— Lucius está Morto! Morto! Eu deveria chorar por saber que ele está morto, mas não consigo. Eu estou feliz com isso. Ele nunca mais vai encostar as mãos em mim. Nunca mais vai me machucar. Nada de surras, castigos, nada…
— E você ainda vai poder escolher a universidade para a qual você quiser ir, afinal você é o herdeiro de toda a fortuna que ele deixou.
— Mas quem vai administrar isso tudo? Como vai ser? Com quem vou ficar? Não quero ficar com minha tia Belatrix.
— Com isso você não precisa se preocupar. Sua Tia Andrômeda Tonks entrou com o pedido para ficar com sua guarda e ela pareceu ser bem legal. Inclusive ela vai se mudar para a casa do lado da minha que estava à venda só para que você continue perto dos seus amigos e principalmente, perto de mim. Ela será responsável por cuidar do seu patrimônio juntamente com meu padrinho Sirius. Eles são primos e ela o encarregou de cuidar desse assunto. Isso não é o máximo!!.
— Eu nem to acreditando que minha vida vai mudar desse jeito! Ta parecendo um sonho! To até com medo de acordar!
— Não é um sonho Draco, tanto que a vida real ainda continua e ainda temos um colégio inteiro para encarar e eu vou estar sozinho amanhã, sem você ao meu lado para me ajudar. Se bem que eu mereço isso por ter deixado você sozinho quando você precisou.
— Você é corajoso Harry e vai tirar isso de letra. Além disso, você pode contar com seus amigos e eu acredito que o Blaise também vai estar lá caso você precise junto com meu pessoal. E assim que eu puder eu vou estar lá com você também.
— Você acordou! – disse uma enfermeira entrando no quarto. — Por que não me chamou rapaz? – perguntou a Harry
— Me desculpe, senhora. Eu ia fazer isso nesse exato momento.
— E como você se sente? – perguntou a enfermeira a Draco
— Com dor no corpo todo.
— E seu braço?
— Também dói um pouco.
— Ok. Eu vou chamar o médico para te examinar e depois te daremos remédio para dor. Eu volto logo. Se comportem garotos.
— Harry? – chamou após a enfermeira sair.
— Diga.
— Quem sabe sobre o que aconteceu comigo?
— Acho que todos. Passou no jornal sobre o acidente.
— Mas e sobre aquilo? Também passou no jornal?
— Não tudo. Mas disseram que Lucius era um pai violento e que ao ser descoberto tentou fugir levando você junto.
— Então sabem que ele me batia?
— Sim. Sinto muito.
— E quanto à outra coisa, quem sabe?
— Os médicos que te atenderam, a policia, a assistente social, meus pais, Blaise e a mãe dele, mas não se preocupe. Isso será mantido em segredo para proteger você e sua integridade.
— Já é alguma coisa. Não quero que as pessoas sintam pena de mim.
— Draco, nunca conheci ninguém tão digno e integro quanto você. Além de caráter, você possui muita força de vontade. Nem nos piores momentos você desistiu ou se entregou. Ninguém vai sentir pena de você, mas sim orgulho.
— Obrigado Harry!
— Eu quem tenho que agradecer, por tudo! Eu amo você!!!
— Também amo você Harry!!
*** Drarry ***
UM ANO DEPOIS
— Eu nem acredito que ganhamos o campeonato!!! – falou Dean.
— Nós vamos disputar o Estadual!! – comemorou Neville.
— Alguém viu o Harry? – perguntou Seamus
— Ele e o Draco devem estar em algum canto dando uns amassos. Nunca vi igual àqueles dois. Até parece que começaram a namorar ontem – Respondeu Neville
— Se não fosse eles terem voltado ao time não teríamos nem passado da primeira fase, quanto mais ganhado o campeonato. – comentou Dean.
— E o melhor de tudo foi que calamos a boca do Ronald e McLaggen que não quiseram permanecer no time – disse Seamus.
— Falando em Ronald, depois que a Hermione terminou com ele, ele não namorou mais ninguém. Nem mesmo a Lilá que era apaixonada por ele e vivia correndo trás dele conseguiu fisgá-lo. E olha que ela é bem bonita. – Falou Neville
— Deixa só a Luna ouvir você falando assim de outra garota – falou Dean.
— Eu amo minha namorada, Dean. Mas isso não impede que eu ache outras garotas bonitas. Eu não vou traí-la por isso.
— Eu acho que o Ronald ainda não superou o fora que levou. Afinal, ser trocado por Zabini não deve ter sido nada fácil. – comentou Seamus.
— Eu admito que fui pego de surpresa com essa. Eu nunca imaginei que a nerd certinha da Hermione pudesse namorar um bad-boy assumido como Zabini. – foi a vez de Dean falar.
— Os opostos se atraem. Olha o Draco e o Harry. Quem um dia diria que ficariam juntos? Os dois viviam brigando! – comentou Neville.
— Sabe o que eu acho? Que aquelas brigas todas não passavam de tensão sexual acumulada entre eles. Era só encostar que saia faísca – disse Seamus arrancando risadas dos outros dois que concordaram com ele.
— Falando em surpresa, eu não acredito até agora que foi a Cho quem tirou aquelas fotos ano passado. – disse Dean.
— E tudo por vingança porque Harry e ela não deram certo. – acrescentou Neville.
— O pior foi Ginny, que filmou a briga entre o Harry e o irmão dela e jogou na internet. – falou Seamus.
— Acho que foi bem feito a suspensão que ela levou, embora acho que ser expulsa das cheerleaders foi a pior punição para ela.
“— Atenção, alunos!!! – chamou a Professora Minerva McGonagall de cima do palco — Chegou a hora mais aguardada do baile. – deu uma pausa — Vamos anunciar o rei e a rainha do baile da primavera. – outra pausa — O Rei e a Rainha são….”
oOo
Não! – Risos da autora – Harry e Draco não foram escolhidos para serem o rei e a rainha, ou rei e rei do baile como alguns alunos queriam (e vocês, leitores, queriam também, que eu sei...), mas isso não é importante. Depois das reviravoltas da vida, o que realmente importava era que estavam bem e felizes, se divertindo como deveriam fazer os adolescentes em um baile da escola, cujo ponche havia sido batizado...
Fim
Jogadores do time
Titulares
Harry Potter – ala/amador
Ronand Weasly – pivô
Draco Malfoy – armador/ala
Cedric Diggory – pivô (terceiro ano)
Blaise Zabini – ala
Reservas
Neville Longbottom – pivô
Dean Thomas – ala
Cormac McLaggen – pivô
Seamus Finnigan – ala
Oliver Wood – ala/pivô (terceiro ano)
Fred Weasley – ala (terceiro ano)
Jorge Weasley – ala (terceiro ano)
Treinador
Senhor Hooch (aqui madame Hooch é homem)
Fale com o autor