Lança-de-vento

3 Capítulo 3-Contratempos


O forte já estava quase pronto, apenas alguns metros de muro faltavam para que Dário finalmente se visse livre de todo aquele serviço, livre para voltar a Ergellion e para sua amada Sarah. Já havia mais de seis meses desde sua partida e ele esperava vê-la grávida e quem sabe até mesmo poder presenciar o nascimento de seu filho ou filha.

Dário estava perdido em pensamentos dentro de seu quarto na casa de comando quando Hoth bateu à porta.

_ Sim? _ Perguntou Dário, despertando de seu momento de transe.

_ Senhor, os homens já informaram, as obras terminam amanhã pela noite... mas temo que também haja uma má noticia... _ Respondeu Hoth.

_ Má noticia? Diga logo qual é.

_ Senhor, o rei ordena que fique no forte por mais um mês. Ele recebeu notícias de que o reino de Argor enviou um exército a algum lugar ainda desconhecido e passará pela floresta de Dunilan. Ele quer que você entre em contato com o líder deste exército e obtenha todas as informações que puder. Se eles se recusarem a te passar qualquer informação, o senhor tem ordens de não deixá-los passar pela fortaleza.

_ Não... Minha linda esposa! Sinto muito não poder vê-la mais. _Sussurrou Dário, baixo o suficiente para que Hoth não ouvisse. _ Obrigado pelas noticias, Hoth, já pode se retirar. _ Disse dessa vez para que Hoth ouvisse.

_ Sim, senhor. _ Disse Hoth fazendo uma reverência, como se Dário pudesse ver, e então se retirou.

Dário então foi para a janela ainda aberta e se debruçou sobre o parapeito, observando o vazio escuro que estava a sua frente. A única coisa visível era a muralha, que se erguia a cinco metros de altura iluminada fracamente por tochas distantes. Dário não podia acreditar que o rei estava lhe privando do direito de retornar a sua cidade e a sua esposa, mas não havia opção, ele tinha que obedecer.

Onze dias depois da má noticia, Dário fiscalizava a construção de um dos pequenos alojamentos que ele ordenara que fossem erguidos ao longo do forte, para abrigar seus homens. Já era a terceira casa erguida em seis dias e isso, de certa forma, fazia com que Dário esquecesse seus problemas e preocupações por algum tempo. O que lhe propiciava alguns momentos de relaxamento enquanto esperava pela chegada do exercito que se aproximava.

Dário também havia ordenado que algumas hortas fossem feitas para que o forte tivesse uma certa independência. Depois que os últimos vagões de suprimentos de Ergellion atrasaram em mais de uma semana, Dário havia ficado mais atentos a essas coisas. Ele já havia separado alguns grupos de homens para serviços mais civis como a caça, a pesca e a coleta de diversos recursos.

Quando os oficiais ordenaram uma hora de descanso para os “operários” Dário resolveu dar um passeio pelo exterior do forte. Uma estrada primitiva havia sido feita para que os vagões de suprimento e os novos soldados pudessem chegar ao forte e Dário gostava de passear por esse caminho sempre que tinha um tempo de sobra. Ele corria com o máximo de velocidade que conseguisse pelo máximo de tempo que seu corpo suportasse, como se fosse uma forma de treinamento já que ele quase nunca tinha tempo para treinar com seus soldados. Sua marca já havia melhorado em cerca de trezentos metros desde que iniciara seu novo treinamento, uma semana atrás. Os homens se preocupavam com a hipótese de que Dário estivesse pretendendo lutar na linha de frente com seus homens e que seu treinamento fosse para a carga inicial dos combates.

Ao terminar sua corrida, Dário se sentou em uma pedra para recuperar o fôlego e pôde ouvir uma conversa entre duas pessoas. Dário rapidamente se esgueirou para trás de um tronco morto próximo à estrada para ver quem eram aquelas pessoas. Ao se aproximarem, Dário pôde perceber que eram Hoth e Tegon, seus oficiais e amigos e então saiu de seu esconderijo.

_ General. _ Disseram ambos, enquanto faziam uma reverência.

_ Pois não, algum motivo em especial para virem aqui? Ou querem treinar comigo neste lindo dia.

_ Meu senhor... _ Tegon se adiantou. _ Uns dos nossos exploradores trazem noticia, eles avistaram um enorme exército com grande parte de seus homens portando lanças e escudos. Eles têm pouca cavalaria e apenas um número médio de combatentes de longa distância.

_ São os Argores, a que distância estão de nós?

_ Cerca de dois dias, senhor. _ Respondeu Hoth.

_ Então vamos nos preparar para a chegada deles, mandem os homens cessarem as obras e começarem a afiar suas espadas. Algo me diz que haverá sangue. Vamos para o forte. _ Disse Dário.

Naquela noite, os homens quase não dormiram, fazendo os preparativos para um combate que nem sabiam se teriam. Mas depois de tanto tempo sem combate, os homens estavam sedentos de sangue e não podiam esperar por muito mais tempo. Apesar de organizado quase ao extremo, o exercito Aenoriano tinha uma queda por combates longos e sangrentos que era conhecida apenas pelos poucos que entraram em guerra contra eles e sobreviveram. Eram um povo com grandes capacidades quando se tratava de poderio militar.

Dário havia enviado cerca de dez batedorespara o exercito que se aproximava, ele queria informações constantes sobre os Argores e a cada três horas, ele tinha todas as informações de que precisava sobre o movimento deles.

Já devia ser meio-dia quando o exercito Argore chegou. Uma comitiva de onze cavaleiros se destacou do exército principal e seguiu em direção ao portão do forte que se encontrava ainda aberto. Dário esperava em cima do portão por qualquer palavra do general que se aproximava. E teve.

_ Salve general Dário, de Aenor! Eu me chamo Ragarth, sou general de Argor e gostaria ter livre passagem por suas terras. Eu não farei nada ao seu povo, eu me dirijo a um inimigo antigo de Argor, os Tévios, em uma missão para acabar de vez com essa ameaça. As terras conquistadas deles serão dadas como presente de agradecimento para Aenor e seu povo.

_ Me desculpe, general Ragarth. Suas palavras podem ser educadas e suas promessas favoráveis. Mas marcha sobre um inimigo que não nos é comum e nunca será pois o povo de Tévia é nosso aliado, portanto devo lhe pedir que volte para suas terras e peça a seu rei que envie emissários para eles para resolver este assunto de outra forma, caso contrário seremos obrigados a destruir-lhes se tentarem passar por nossas terras para atacar nossos aliados. _ Disse Dário, já na expectativa de um combate.

O general Argore se virou para o homem da esquerda, que Dário julgou ser seu conselheiro, e discutiu com esse por alguns instantes. O general então se voltou novamente para Dário e disse:

_ Sinto muito meu senhor, mas nossas ordens são claras. Ou destruímos de vez os Tévios ou seremos exilados de nosso reino. O ultimato já foi dado ao povo da floresta e eles se negaram a colaborar conosco.

_ Se negaram sob que condições? _ Perguntou Dário, ficando impaciente, pois agora já sabia que um combate aconteceria em breve.

_ Eles deveriam se render e se tornar um reino vassalo de Argor ou seriam destruídos. E a resposta claramente foi não. _ Disse o general Argore, com um tom um pouco sarcástico na voz.

_ Então eu espero que saibam que têm duas opções agora, ou voltam e são exilados pelo bem de seu povo, ou serão todos mortos aqui hoje e seu reino será considerado inimigo de Aenor. Eu tenho permissão de meu rei de destruí-los se necessário. _ Disse Dário, já sorrindo de espectativa.

_ Então preparem-se para serem destruídos junto com aqueles animais imundos que vocês chamam de amigos!

A comitiva voltou a galope para as linhas de frente do exército Argore, que rugiu ao saber que haveria derramamento de sangue. Não demorou muito para que, de trás dos homens surgissem várias torres de sítio e escadas, juntamente com um aríete reforçado.

Dário corria feito um louco pelas muralhas do forte, dando ordens a seus homens enquanto estes assumiam suas posições e se preparavam para um dos combates mais brutais que Aenor já teria travado.

As torres de sítio foram mandadas sem homens, para que pudessem ser arrastadas com mais velocidade pelo campo, enquanto as escadas eram carregadas às pressas por entre elas. Nenhuma flecha foi disparada pelos Aenorianos por ordem de Dário que estava -empunhando sua lança-de-vento e correndo em direção a um dos lugares que seriam alvo das escadas.

Quando a primeira escada foi posta sobre o muro, milhares de Argores correram, rugindo seu grito de batalha para as muralhas Aenorianas. Dário finalmente autorizou que a retaguarda começasse a atirar e todos dispararam viciosamente sobre o inimigo que vinha para o forte como uma onda. Vários Argores morreram, mas logo que a segunda leva de flechas foi disparada, os primeiros Argores chegaram sobre a muralha e os primeiros Aenorianos caíram. A vanguarda não estava ali para ajudá-los, pois Dário havia deixado-a defendendo pontos onde um número maior de inimigos chegaria, atrás dos portões e sobre os muros, onde as torres se atracariam.

A retaguarda logo sacou suas espadas onde as escadas estavam e várias lutas se iniciaram em diversos pontos do muro. As espadas duplas da retaguarda Aenoriana estavam causando muitas baixas no exército Argore, que não podia usar a formação de falange, que era sua especialização, em pequenos números. Dário já havia ordenado que os homens ao seu redor sacassem suas espadas também e poucos segundos depois, o primeiro inimigo chegou sobre o muro mas antes que este pudesse usar seu escudo, a lâmina de Dário já havia quase arrancado sua cabeça, num golpe certeiro em seu pescoço. O homem caiu sobre o que vinha logo atrás e ambos caíram no chão duro sob as muralhas do forte. Vários homens chegaram em seguida e novamente a lâmina de Dário foi sentida. Ele arrancou a perna de um deles com tão pouco esforço que parecia que ela já estava solta, e cravou-a no crânio de outro. Seus homens, pasmos e ao mesmo tempo empolgados se uniram finalmente à luta.

A especialidade da retaguarda, que era o combate individual se tornara indispensável naquele combate em que os Argores, especialistas em falanges apenas, estavam enfraquecidos. Vários caiam antes que um Aenoriano se ferisse, o que nem sempre era uma ferida fatal, mas que rapidamente lotou a enfermaria do forte.

Dário já se alegrava ao ver que tinha a vantagem naquele combate mesmo com a diferença de números quando três de seus homens passaram por ele voando, atravessados pelo mesmo arpão, disparado por uma balista que Dário viu ao longe. Eles seriam destroçados se ele permitisse que aquela balista continuasse disparando. Era muito cedo mas ele não tinha outra opção.

_ Agora! _ Gritou Dário a plenos pulmões e, de cada torre, um arqueiro disparou uma flecha de fogo.

O fogo logo se alastrou pelo campo de batalha e por pouco atingiu a balista, que foi abandonada enquanto se incendiava.

A batalha já se seguia de forma violenta quando finalmente as primeiras torres começaram a cuspir homens que avançavam lentamente em pequenas falanges. Os soldados da vanguarda sorriram ao ver aquilo e logo dispararam suas bestas que já estavam apontadas para os inimigos. Parte das falanges desmoronava das plataformas das torres antes mesmo de chegar ao muro, onde um combate muito mais lento era travado, falange contra muralha de escudos. Duas formações defensivas e duas infantarias especializadas. A princípio, as forças Aenorianas estavam em vantagem nesse combate, mas como esse tipo de combate era mais lento, as forças Argores cresciam rapidamente com o número de homens que chegava das torres.

Quando o fogo se dissipou, parecia que o número de Argores havia se multiplicado. Milhares de homens correram em direção ao forte e entre eles estava um pequeno grupo com os escudos mais cerrados, protegendo o aríete que se aproximava tranqüilamente agora que não haviam mais armadilhas incendiárias para detê-lo. Dário agora havia mudado seu rosto tranqüilo para um preocupado e raivoso.

Lentamente, enquanto o combate se prosseguia nos muros, o aríete se aproximava e, junto com ele, centenas de arqueiros e escaramuçadores que já disparavam e lançavam seus projéteis sobre os Aenorianos. Hoth lutava com uma fúria descomunal junto com seus homens contra a falange que insistia em crescer na frente deles quando sentiu uma fisgada forte na perna e, ao olhar para o local da dor, viu que uma lança Argore havia atravessado sua coxa e num momento de muita fúria e dor ele esmagou a cabeça do dono com sua marreta e esquecendo da formação de combate, se enfiou em meio aos inimigos, girando a marreta. Por pouco não foi morto por outra lança, que se dirigia a seu coração, mas que foi bloqueada por um escudo Aenoriano. Hoth pôde então ver que seus homens já não estavam mais em formação e lutavam como acrobatas em meio à falange inimiga que se dissolvia. Rapidamente eles destruíram as forças que haviam conseguido subir no muro e em um momento de frenesi, todos subiram na torre de sítio, matando quem quer que entrasse em seu caminho, logo estavam na base da torre impedindo que mais inimigos entrassem com sua muralha de escudos refeita.

Tegon estava a espera de sua vez no combate quando finalmente ouviu a primeira batida no portão. O aríete repetidamente bateu contra o portão do forte que começou a rachar. Duas equipes de vanguarda e uma de retaguarda, liderada por Tegon estavam à espera do inimigo, com suas armas prontas e apontadas para o portão. Após mais algumas pancadas o portão finalmente ruiu num estrondo ensurdecedor e então, vários cavaleiros passaram pelas laterais do aríete, que era puxado de volta para dar espaço aos soldados Argores. Muitos deles caíram por causa dos projéteis dos arcos e bestas Aenorianos. Finalmente o combate havia começado e as flechas de Tegon já haviam matado sete homens e sua retaguarda atirava como atiradores de elite enquanto as duas equipes de vanguarda agüentaram a carga da cavalaria com poucas perdas, devido à sua formação.

Dário, que já havia conseguido quebrar a escada que despejava inimigos sobre seus homens uniu alguns deles e se dirigiu a uma das torres, vendo que seus homens estavam quase cedendo lá. Ao chegar, novamente sua lâmina tomou a vida de vários homens enquanto os soldados de retaguarda que ele havia trazido novamente mostravam sua vantagem, flanqueando a pequena falange que avançava.

Durante muito tempo o combate se seguiu equilibradamente. Assim que os homens presentes nos muros se livravam das escadas eles miravam seus arcos sobre os inimigos que chegavam pelos portões ou seguiam para perto das torres para flanquear as falanges.

Mesmo com apoio vindo de vários lados, as tropas presentes no portão estavam sendo esmagadas pelo número gigantesco de Argores que chegava e Tegon já tivera que usar sua espada diversas vezes.

Hoth, mesmo depois de ter improvisado bandagem para sua perna já estava ficando fraco devido à perda de sangue, mas vendo que grande parte dos inimigos estava se dirigindo ao portão e que a vantagem na batalha sobre os muros voltou a ser Aenoriana, decidiu que era hora de tentar algo mais ousado e partiu com seus homens em direção ao general inimigo. Ao ver Hoth e sua equipe avançando, vários homens se jogavam contra os escudos Aenorianos, mas eles não conseguiam impedir o avanço daquele grupo. Vários outros Aenorianos seguiram o exemplo de Hoth e desceram pela mesma torre formando quadrados perfeitos em formação de muralha de escudos. Os homens que ainda tinham munição, disparavam contra os inimigos, que eram poucos do lado de fora dos muros mesmo que a batalha estivesse sendo ganha pelos Argores do lado de dentro. Logo, Hoth e mais três capitães de vanguarda conseguiram atingir a guarda do general inimigo, que já os aguardava em formação de falange. Hoth rapidamente pensou em uma estratégia e mandou que deixassem buracos na formação, o que dobraria as falanges Argores e permitiria que seus homens os cercassem. Mesmo que as falanges pudessem fazer o mesmo, não tinham a mesma facilidade em usar esta vantagem pois as lanças não podiam ser giradas para atingir vários ao mesmo tempo como as espadas Aenorianas e então foram rapidamente subjulgadas e destruídas.

Ragarth viu o resto de suas forças sendo despedaçado e não pôde fazer nada para impedir. Não pôde e não queria, ele já sabia de seu destino e resolveu aceitá-lo. Pouco depois, Hoth veio em sua direção, correndo e com sua marreta derrubou com facilidade os dois homens que ainda restavam entre ele e o general inimigo. Mas antes que Hoth pudesse alcançar o general, uma lança cruzou os ares, atingindo o general em cheio e derrubando-o de seu cavalo, uma lança vinda de um dos capitães. Hoth rapidamente pegou uma espada do chão e a usou para arrancar a cabeça do general.

As forças Aenorianas estavam em grande desvantagem e sofrendo enormes perdas dentro do forte mesmo depois que Dário em pessoa se uniu ao combate, destroçando vários homens. A esperança se esvaía dos corações dos Aenorianos quando Hoth e os outros capitães chegaram flanqueando as forças inimigas. Mas os Aenorianos ainda perderiam se não houvesse mais nenhuma ajuda. Mas Hoth usou sua arma secreta. Ele levantou a cabeça do general morto e deu um hurro, chamando a atenção de quem estava próximo. Vendo que seu líder estava morto, vários Argores derrubaram suas armas. Mas vários outros continuaram a lutar. Porém, com sua formação comprometida pelos que não queriam mais lutar, estes outros foram mortos ou se renderam aos poucos. A batalha fora vitoriosa, mas com gosto de derrota. De mais de quatro mil Aenorianos, menos de seiscentos sobraram.

Enquanto os homens cuidavam dos feridos e cremavam os mortos Dário, entristecido pela perda de tantos compatriotas vagava pelo forte, desnorteado quando Hoth, saindo da enfermaria, o encontrou.

_ Dário, eu sei que o momento não é de felicidade para ninguém mas eu acho que encontrei no campo de batalha, algo que lhe pertence. _ E então Hoth entregou a Dário o elmo que Ragarth usou em batalha. Um elmo bem detalhado em um mineral esverdeado e adornado com uma pluma azul e longa.

Dário mais se surpreendeu do que se alegrou com a noticia de que havia encontrado o primeiro de seus artefatos.

_ Fique com ele, Hoth. Você merece. _ Disse Dário.

_ Não fui eu quem matou Ragarth, meu senhor. Eu não acho que mereça tanto.

_ Então, se quiser, não fique com ele. Basta que eu saiba que está nas mãos de alguém em quem posso confiar. Mas mesmo que não tenha sido você, eu acho que você merece sim, uma recompensa. A partir de hoje você será meu segundo em comando, Hoth. _ Disse Dário, e então, começou a andar novamente.

Hoth, um pouco chocado nem fez reverência a Dário, que já ia longe. Somente foi em direção às piras e entregou o elmo a Eldion, o cego, capitão de vanguarda, que só pôde olhar para Hoth com o seu único olho vermelho de lágrimas derramadas e assentir em agradecimento. Juntos, os dois olharam as piras que lavariam as carnes de milhares de Aenorianos de volta ao vento.

Notas finais
Deixem reviews... eu preciso de criticas...