Lamour de Ma Vie
4 Novo Lar - parte I
Notas iniciais
Por favoor deixem reviews e façam uma pesoa feliz!
A viagem foi mais uma vez tranqüila, um senhor, um pouco idoso e de terno preto, bem arrumado, foi nos buscar no aeroporto, deveria ser motorista, eu realmente não sabia que a Suelly era tão rica.
O carro que embarcamos era lindo, um uno amarelo forte, muito bonito e super espaçoso por dentro apesar de ser pequeno por fora. Klara resolveu que iria no meu colo.
Finalmente chegamos, eu estava muito nervosa, fazia anos que não via a Suelly, e se ela já era banda voou antes,imagina agora,será que ela estava chata?,mais legal?,menos sem noção?.
A casa permanecia do mesmo jeito, parecia maior, mas contei os aposentos e estava tudo normal como antes.
Klara saiu do carro e me puxou pelo vestido,quando virei para ver o que ela queria,ela me pediu um abraço, peguei minha pequena irmã e a apertei em um caloroso abraço, ela então cochichou em meu ouvido:
-Bella, eu to... commedo – iniciou-se um choro melancólico.
Senti tanta pena da minha irmã que tive vontade de chorar também.
Tentei tranqüilizá-la, apesar de estar mais assustada com tudo isso do que ela, nos acalmamos, e Klara pediu que eu a levasse no colo.
Toquei a campainha, uma mulher que aparentava ter uns quarenta e cinco anos atendeu a porta, ela usava uma roupa preta com avental de renda branco, deduzi que seria a serviçal, parecia tão educada. Ela nos cumprimentou, e perguntou quem éramos (com a função de perguntar o que queríamos ali),educadamente respondi,estranhei a reação dela, mordeu o lábio e deu um suspiro, já abrindo a porta, entramos.
Havia um homem semi-deitado no sofá, que parecia muito confortável, assistindo TV, em seu colo, havia uma menina adormecida, ela era bonita, tinha cabelos loiros e curtos, e usava roupa rosa brilhante e uma boina que já não estava em seu cabelo.
O homem nos olhou com cara de desgosto e desprezo, não gostei dele, nem Klara, ele deu um suspiro raivoso e berrou:
-Suelly, chegou!
Ela veio até nós, parecia a mesma mulher que eu conhecera a anos,me cumprimentou com um beijo na bochecha que retribui,com Klara ela foi mais simpática:
-Oi filha, quanto tempo — pegou minha irmã no colo e saiu, me deixando no vácuo.
Ela se tocou do que tinha feito e voltou, parecia confusa quando falou:
-Eeeeer, Isabella, vou te mostrar seu quarto — falou me guiando por uma larga escada de madeira, que ainda não tinha percebido, pois ficava bem no canto da sala.
Chegamos ao segundo andar, lá tinha três quartos e um banheiro, dois dos quartos ficavam lado a lado, tinha outro em uma ponta, além de uma pequena cozinha e um banheiro.
Suelly me levou (Klara ainda estava em seu colo), ao quarto da ponta, era enorme, tinha as paredes cor de salmão, duas camas brancas, uma com lençóis lilás e outra com lençóis rosa, tinha até um computador, que eu nunca havia visto “ao vivo” ela concluiu dizendo:
-Esse é o novo quarto de vocês duas – ela então abriu um armário, que tinha milhares de sacos cheios de brinquedos.
-E Klara isso é para você – deu um beijo em minha irmã e a colocou no chão.
Suelly saiu do quarto e nos deixou a sois.
Ficamos cerca de um minuto em silêncio olhando para o nada, resolvi sugerir a Klara que brincasse com seus novos brinquedos, ela me pediu que brincasse com ela, aceitei claro.
Castelos, pôneis, bonecas, bonecos, animais, fazendas, pelúcias... Era enorme a lista, mas o brinquedo que a Klara mais gostou,foi um pequeno coelhinho, escondido bem no fundo do guarda-roupas,ele tinha a orelha rasgada e olhos remendados,estava bem sujinho,parecia abandonada,com tantos brinquedos bonitos e caros ela se afeiçoou logo por esse coelhinho,apesar de que nos duas nunca ligamos para essas coisas de brinquedos caros,gostei do coelhinho também.
Eu queria muito saber quem era o homem semi-deitado no sofá, e a menina adormecida em seu colo, da última vez que visitara Suelly, esses dos não habitavam o lugar, nem nunca havia os visto, perguntei a Klara e ela também não sabia quem era, maior mistério.
Continuei a brincar com Klara, ela não desgrudava do coelhinho surrado, perguntei se ela se importava se eu saísse um pouco da brincadeira para conhecer o tal computador, ela, distraída com o coelho, disse que não e importava.
Tinha um botãozinho na tela que piscava, variando entre as cores azuis e lilás, o apertei, na tela surgiu a imagem de uma menininha, com cerca de quatorze anos, ela virava o rosto para não tirar foto, por isso não pude identificá-la, e também tinha um rapaz,de cabelos loiros e muito sorridente,me afeiçoei por ele.
Tinha pequenos ícones, que fui apertando um por um, fui para em tal de “Google” dentro de um negocio chamado “internet”.
Não gostei muito dessa coisa de computador não, mas o que eu realmente gostei foi a foto que encontrei nele, aquelas pessoas pareciam tão felizes, quem será que eram?
Quando sai do tal computador Klara estava dormindo, eu havia passado mais tempo do que imaginava “explorando” aquela coisa, deitei na cama ao lado e adormeci também, eram cinco da tarde.
Acordei às sete e meia, Klarinha ainda dormia. Resolvi não acordá-la.
Desci as escadas, a fim de comer algo ou simplesmente passear mesmo. Encontrei Suelly e o homem estranho e mal-educado jantando, em uma enorme mesa repleta de diversos tipos de pães, queijos, biscoitos, sucos e tudo que se pode imaginar, e aquela menina, a que eu tanto queria saber quem era, a loirinha que só usava rosa, ela mesma, estava sentada na cadeira da ponta da mesa, como se fosse a pessoa mais importante daquele jantar. O homem esquisito percebeu que eu estava ali, mas simplesmente ignorou, Suelly ainda não havia me visto e a tal garota assim que me viu, me fitou por um certo tempo, em seguida, se retirou da cadeira e direcionou-se a escada( eu estava em um degrau dela).
A garota mal educada, nem me cumprimentou (eu era nova ali e viveria o resto da vida naquela casa!),não ao invés disso ela me apontou, como se eu fosse uma coisa qualquer e com todo desprezo e desgosto pela vida possível falou:
-Ah! Então é essa coisinha a tal de Isabella, a irmã da santinha Klarinha, é essa garota tapada? Mi poupe esperava coisa melhor, pelo menos um pouco melhor.
Assustei-me plenamente com aquilo e tive vontade de socar a cara dela.
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