Lamentos de Um Bardo
22 Pergaminho Desgastado XXII
[...] Posso ver o brilho, posso sentir o medo... Ele fede... tem cheiro de martine gelado... A prata reluzente não é real, é mera ilusão... O punhal amolado banhado com sangue inocente não é real... Permita-me crer nisto, princesa imunda! O punhal que penetra meu peito não é real, assim como a dor que sinto... O seu sorriso me chama, me tenta, põe meu coração em sua mão... E ela o esmaga... Seu sorriso não é real, seu corpo não é.... O mesmo que ja tive em minha cama por diversas vezes não é real... O prazer não fora real... O sabor, o cheiro... Uma ilusão! Esta ilusão dói... Faça parar... Mesmo sendo uma ilusão é cruel arrancar o coração de um ser com tal frieza... Pare de dizer que me ama, meu coração ja está morto... Pare de dizer que me ama... Meu sangue em suas mãos não é suficiente? Quero viver, me solte... Me liberte destas correntes ilusórias... Solte meu coração... O odor nunca fora tão azedo, as esperanças jamais se esvaíram tão rapidamente... Escorriam como o sangue que escorre em gotas escarlates por sua pele clara e macia... Pare de dizer que me ama, retire o punhal de meu peito, me deixe viver. Misericórdia princesa sanguinária... Devolva meu coração à sua caixinha de vidro. [...]
Fale com o autor