Lamentos de Um Bardo

20 Pergaminho Desgastado XX


[...] Diante de Amaterasu eu estremeci. Porém a humana me lembrou quem era a minha dona agora.

- Saia da minha frente, Amatsu! Este coração não pertence mais as suas rédeas!

Para sempre o seu sorriso imortalizaria aquela feição doce, aqueles olhos amendoados e profundos.

Estremeci pela segunda vez.

- Saia da minha frente , deusa-raposa! Este aqui não é mais um de seus servos!

Ela me tentava. O seu toque me jogava em uma teia de lembranças tão calorosas e confortáveis...!

Meu olhar estava lângido... Minha respiração fraquejava.

Estremeci pela terceira vez.

- Saia da minha frente, Amaterasu! Saia da minha realidade! Saia ou a rasgarei sem clemência! Me deliciarei com

o seu sangue morno, com as suas entranhas imundas!

Sequer fora preciso que um músculo meu respondesse ao ínfima desejo de ataca-la.

Minha humana segura minha pata.

Um som estridente ecoa. Um tlintar metálico anuncia as palavras que jamais saíram de sua boca:

Eu sou a sua dona agora.

Obrigado.

Obrigado minha dona. Minha humana.

Sua frieza me aquecia. Seu desdém inundava meu peito de felicidade.

A protegerei de seus temores... Porém tenha sempre seu rifle á mão para que me proteja dos meus. [...]