Lamentos de Um Bardo

18 Pergaminho Desgastado XVIII


[...] A cada passo em minha jornada me pergunto porque devo prosseguir ao próximo...

A cada passo procuro um motivo, procuro forças que me guiem...

Acabo de achar uma razão, um motivo, uma força...

Não sei o seu nome, nem de onde veio ou mesmo para onde vai...

Não sei do que gosta, ou do que não gosta... Do que deveria ou não gostar...

Não sei a causa, a razão ou consequência que a fez cruzar o caminho deste reles poeta...

Não sei se ela sabe que sequer cruzou o meu caminho...

Tive o prazer de vislumbrar os encantos de seus olhos por um ínfimo momento, mas desejaria dize-la o quanto aquele olhar, apesar de ínfimo, transformou a ínfima vida deste bardo...

Nem mesmo por notas, acordes, sonetos, ou canções saberia descrever o que vi... Nem mesmo escribas seriam capazes de formular, criar novas palavras para que definissem a magnitude daquele olhar... ...a magnitude da mudança feita por eles em minha jornada...

Ela sorriu para mim.

O dedilhar pára. A voz se cala. O coração suspira.

Desejaria que o tempo poupasse a minha mente, que permitisse me lembrar daquele sorriso para sempre...

Desejaria que o tempo poupasse meu coração, que permitisse sentir aquilo que seu olhar me despertou para sempre...

Desejo que o tempo me permita admirar aqueles olhos outra vez... Que possa vislumbrar aquele sorriso outra vez...

... Que me permita perguntar o seu nome, e ouvir a sua voz... Ao menos uma vez. [...]