Lamentos de Um Bardo
34 Papiro Borrado V
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Percorri vastos planos, atravessei fronteiras...Físicas e espirituais...Arames farpados socumbiram á minha fé, assim como muralhas se curvaram.Perguntas carentes de respostas, perguntas sequer balbuciadas ou imaginadas...Respostas tão tangíveis quanto a minha razão de existir.Uma jornada para algo que não sei o que é.Uma jornada para algo que sequer sei se vou encontrar.Seja minhas perguntas, e eu serei as tuas respostas.Jamais a vendetta fora tão amarga, tão indesejada.Jamais o prazer fora tão menosprezado, a luxúria tão rebaixada.Jamais o delírio fora tão real, e os sonhos mais palpáveis.Riqueza inimaginaveis eram posse de seres iluminados que viviam nas sombras,felicidades inalcançáveis serviam humildes para aqueles que a esbanjavam.Sonhos extasiantes de mãos dadas á luz brilhante da morte.Instrumentos eram usados contra os residentes das sombras,intrumentos opostos á sua imponente graciosidade.A vida rendeu-se ao amargo sabor da derrota,agora o que brilha não é mais o olhar...Vinho e sangue, sangue inocente...Lamento coexistir em meio ao caos, e a ordem...Lamento ser julgado pela ordem, e abençoar o caos...Lamento pecar pelo ínfimo valor do prazer de continuar vivo...Hoje busco pelo que entoar...Para onde foi a minha melodia?Para onde foi aquele brilho esquecido no olhar...?Para onde foi o sopro de vida? Onde será que ele esteve um dia?[...]
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