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Percorri vastos planos, atravessei fronteiras...

Físicas e espirituais...

Arames farpados socumbiram á minha fé, assim como muralhas se curvaram.

Perguntas carentes de respostas, perguntas sequer balbuciadas ou imaginadas...

Respostas tão tangíveis quanto a minha razão de existir.

Uma jornada para algo que não sei o que é.

Uma jornada para algo que sequer sei se vou encontrar.

Seja minhas perguntas, e eu serei as tuas respostas.

Jamais a vendetta fora tão amarga, tão indesejada.

Jamais o prazer fora tão menosprezado, a luxúria tão rebaixada.

Jamais o delírio fora tão real, e os sonhos mais palpáveis.

Riqueza inimaginaveis eram posse de seres iluminados que viviam nas sombras,

felicidades inalcançáveis serviam humildes para aqueles que a esbanjavam.

Sonhos extasiantes de mãos dadas á luz brilhante da morte.

Instrumentos eram usados contra os residentes das sombras,

intrumentos opostos á sua imponente graciosidade.

A vida rendeu-se ao amargo sabor da derrota,

agora o que brilha não é mais o olhar...

Vinho e sangue, sangue inocente...

Lamento coexistir em meio ao caos, e a ordem...

Lamento ser julgado pela ordem, e abençoar o caos...

Lamento pecar pelo ínfimo valor do prazer de continuar vivo...

Hoje busco pelo que entoar...

Para onde foi a minha melodia?

Para onde foi aquele brilho esquecido no olhar...?

Para onde foi o sopro de vida? Onde será que ele esteve um dia?

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