Absorta em meus pensamentos,
Lá eu caí, sem poder me levantar,
Fugindo de um destino incerto,
Perseguindo aquilo que é certo.
Estava perdida, mas quem poderia me mostrar o caminho?
Pois mesmo com o sol iluminando minhas costas
E o mar envolvendo meus pés, na minha infantil inocência,
Eu ainda não sabia para onde ir.

O tempo passou, eu cresci.
Minhas alegrias passadas não me satisfaziam mais.
Precisamos ser mais, ter cada vez mais.
Ser ou não ser já não eram mais suficientes.
Ter tudo, e ao mesmo tempo ser nada?
Ser tudo, e ao mesmo tempo ter nada?
Ainda sem caminho, sem rumo,
Sem destino, sem partida, sem chegada.

Vagamos lentamente, lado a lado,
Tão juntos, mas ainda tão separados...
Pois mesmo formando uma única massa,
Ainda não me sentia parte dela,
Ainda sentia que podia pensar por mim mesma,
Ainda sentia que, tão desvairadamente,
Estava lentamente sumindo,
Confundindo-me com a multidão.

Aos poucos, deixei de ser uma, para ser parte de todos.
Meus planos, meus sonhos, pouco a pouco foram evaporando.
Porque de que adiantava a alegria, se não possuía o dinheiro?
De que adiantava a amor, se não possuía fortunas?

Anos mais tarde, eu faleço
Tendo renegado todos os sentimentos,
Me entregando somente à futilidade.
Mas ninguém compareceu ao meu funeral,
E nunca mais serei lembrada,
Pois nada fiz nessa vida mundana.

Pobre alma...
Antes tivesse visto o que todos eles não vem,
Antes tivesse notado que o real não é só o material,
Antes tivesse exercitado minha mente,
E tivesse deixado minha criatividade livre para voar,
Para assim criar meu próprio mundo,
Meu mundo livre de Futilidades.

Alice Mary.

Notas finais
Espero que gostem ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!