Meu pai e Charles conversaram com os médicos e eles conseguiram me liberar um dia antes, na segunda à tarde eu estava saindo do Hospital, meu pai me levou pra casa e foi pra casa da minha mãe em seguida segundo ele, ele queria matar às ‘saudades’... Sei, ele ia mandar Sammy e Andersom pra casa da Samara isso sim.

Bill e Vanessa apareceram em casa um pouco depois pra saber como eu estava, Vanessa me levou doce fazendo Bill fica bravo com ela.

A relação dos dois estava por um fio pelo jeito, ele que não cuidasse pra ver a onde ele ia parar.

Vanessa foi pegar remédio pra tirar a dor do corpo e eu encarei Bill.

– Acho que ela vai pedir divorcio. – Bill disse me olhando.

– Pela cara dela ela vai atirar em você. – Olhei pra ver se ela não tava vindo. – Bill dá um jeito nisso, eu não apresentei você a ela pra termina em divórcio.

– Eu sei... – Vanessa voltou e me entregou os comprimidos.

– E Karla como está? – Ela perguntou me olhando.

– Tive que mandá-la pra casa ontem à noite, ela estava sem dormir mais de vinte e quatro horas, não aguentava com ela. – Respondi.

– Fiquei sabendo que dormiu por horas...

– Eu fiquei drogado por horas foi bem diferente. – Balancei a cabeça em um não.

– Melhoras Allan, eu vou pra casa, preciso arrumar umas coisas... – Vanessa foi em direção a porta.

Fiz sinal pra Bill ir junto.

– Eu vou te ajudar. – Bill disse se levantando.

– Se quiser ficar...

– Eu vou com você. – Vanessa sorriu e abriu a porta.

– Oi Karla...

– Oi Vanessa, oi Bill...

– Tá largado no sofá. – Vanessa apontou pra mim.

– Grande novidade. – Karla revirou os olhos e entrou depois que Bill e Vanessa saíram. – Como tá? – Ela fechou a porta e veio na minha direção.

– Bem. – Respondi me levantando ficando de frente pra ela, passei o braço pela sua cintura e a aproximei mais de mim.

– E o braço?

– Roxo. – Respondi a beijando.

– Tadinho de você. – Ela mordeu meu lábio inferior. – Quer que eu cuide de você?

– Uhum. – Concordei beijando seu pescoço. – Só que na cama...

– Seu safado. – Ela deu um tapa em cima do braço baleado, fiz cara de dor e ela ficou desesperada. – Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa... – Ela ficou repetindo varias vezes sem parar e me abraçou. – EU tinha esquecido, não foi de propósito juro, me perdoa?

– Porque não bateu no outro braço? Ele não tá bom ainda! – Falei me sentando no sofá. – Mulher tu acabou com a graça do dia.

– Tá doendo muito? – Ela perguntou preocupada.

– Tá...

– Muito, muito? – Ela fez bico e se sentou no meu colo.

– Muito, muito. – Concordei.

Ela se aproximou e me beijou.

– O que posso fazer pra melhorar? – Ela perguntou mordendo minha orelha.

– Você podia fica em cima de mim... – Sussurrei no seu ouvido. – Ou de quatro...

– Seu pervertido. – Ela me beijou novamente. – Não faz nem três dias que você saiu de uma cirurgia e você já tá animadinho...

– Você me provocou na sexta e eu acabei ficando ansioso pelo fim de semana. – Passei a mão pela sua perna.

– Eu ainda não acredito que foi ela... – Karla olhou pro chão.

– É não vai ser hoje. – Respirei fundo.

– Desculpa. — Ela beijou minha bochecha e me mordeu. – É só que ela era minha melhor amiga e ficou com raiva de mim por uma coisa que eu não tive culpa, ela estava bebendo por minha culpa só que não fui eu quem a empurrou.

– A gente pode conversar sobre isso depois? – Perguntei beijando seu pescoço.

– Poxa Allan... – Ela fez bico.

– Não vem fazendo bico não, você provoca! – A encarei.

– Culpa mais sua do que minha, quem me lembrou dos acontecimentos de sexta? – Ela disse me olhando.

– Eu! – Respirei fundo.

– Eu só estou chateada, nunca imaginei que ela estivesse viva e que estava tentando me matar... Será que foi Mart que a empurrou? – Ela cursou a boca.

– Não sei, mas quando descobrir eu te falo. – Mordi sua orelha.

– Para Allan. – Ela pediu se levantando.

– De você não. – Revirei os olhos. – Eu vou embora quarta feira então da pra aproveita?

– Eu sei que vai embora quarta não precisa ficar lembrar, só que... Tudo que aconteceu tá rodando na minha cabeça. – Ela deixou os ombros caírem. – Eu não quero que vá embora, eu não quero ficar lembrando-me de sexta... Meu pai quer que eu passe por um psicólogo, não sei se é boa idéia...

– Deveria ir... Você não tem só esse problema então acho que seria bom. – Dei de ombros.

– Um desses problemas foi ter nascido...

– Eu vou ter que te dar mais uma bronca por fica falando desse jeito? – A encarei. – Olha eu tomei dois tiros por você, então para.

– Para de ficar jogando isso na minha cara... Já é chato o suficiente eu saber disso por conta própria e você jogando cada coisa que fez por mim na minha cara não tá ajudando. – Ela me encarava séria.

– Karla volta aqui e termina o que começou... Eu não sei quanto tempo eu vou ficar longe então volta aqui. – Pedi.

Ela me olhou e se aproximou voltando a se sentar no meu colo.

– Se fizermos isso agora não vai ser bom...

– Se não fizermos agora, não vamos fazer por alguns longos meses. – A encarei.

– Eu vou ficar aqui até amanha à tarde. – Ela sorriu. – Temos vinte e quatro horas pra isso.

– Karla duas semanas, duas semanas, eu vou ter surto de abstinência. – Revirei os olhos.

Ela começou a rir e eu a encarei.

– Calma. – Ela beijou meu rosto.

– Calma nada...

– Calma sim. – Ela beijou minha boca e me largou se levantando de novo.

– É hoje. – Revirei os olhos.

– O que você tem aqui pra tomar? – Ela perguntou indo pra cozinha.

– Procura na geladeira que você acha. – Disse olhando a TV.

Ela voltou pra sala segurando uma lata de cerveja e se sentou ao meu lado.

– Mais uma que vai acabar com minha cerveja. – Disse pra mim mesmo.

– Tem um monte lá. E outra você vai embora quarta lembra? – Ela sorriu sem humor.

– Eu vou embora quarta e você nem pra me da uma despedida descente. – A encarei.

– Depois a gente resolve isso. – Ela colocou a perna por cima da minha.

– Depois... – Coloquei a mãos em cima de sua perna e fiquei puxando a meia calça fazendo com que ela ficasse prestando atenção.

– Já fez as malas? – Karla perguntou me olhando, balancei a cabeça em um não. – Quer ajuda?

– Quando mais rápido eu fizer as malas mais rápido vou ir embora... — A olhei. – Eu não sei por quanto tempo vão me manter lá. Eu não quero ir, você é nova pode se envolver com qualquer um por ai, e eu longe as coisas se dificultam...

– Allan. – Ela segurou meu rosto com as duas mãos. – Eu deveria tá falando isso pra você, você é homem vai se envolver com qualquer vadia lá estando ou não comigo, suas necessidades vão falar mais alto querendo ou não.

– Você esta tentando dizer alguma coisa...

– Acho melhor a gente manter uma relação aberta, por mais que eu tenha ciúmes disso, você vai tá longe, se conhecer alguém ótimo eu não preciso saber, assim se eu souber por algum acaso eu não vou me sentir traída. – Ela desviou o olhar pro chão.

– Você tem consciência do que você tá falando? – Perguntei a olhando.

– Tenho e acho melhor assim, você não precisa termina comigo, eu não preciso termina com você e quando você voltar, você é todo meu e esse papo de relacionamento aberto acaba a partir do momento que você pisar em Illinois. – Ela voltou a me encarar séria.

– Não tô gostando dessa idéia... Se você tá me dando liberdade eu também tenho que te dar essa liberdade, e eu não quero te dividir com ninguém...

– E você acha que eu gosto dessa idéia, é melhor do que terminar ou ser traída. – Ela olhou pros dedos.

– Tá Karla se você quer assim... Mas é o seguinte se eu ficar sabendo de qualquer um, qualquer um, eu volto exclusivamente pra matar o infeliz. – Avisei.

Ela deu risada e me abraçou.

~*~

Nós estávamos deitados no sofá, Karla estava tomando um cuidado dobrado com meu braço por ter me batido pela segunda vez no mesmo lugar. Cada vez que ela se mexia me olhava preocupada com medo de ter acertado meu braço novamente.

– Vou sentir falta de ficar abraçada com você no sofá...

– Karla tá perecendo que eu vou morrer. – A olhei. – É só alguns meses... Eu acho.

– Tá vendo você acha que é só alguns meses, e se seu pai te prender lá por anos? – Ela fez bico.

– Ele não vai me aguentar lá por mais de três meses. – Continuei a olhando.

– Três meses. – Ela choramingou.

– Melhor que três anos.

– E seu pai em?

– O que tem ele?

– Achei que ele ia estar aqui. – Karla deu de ombros.

– Ele foi pra casa... Fazia tempo que não via minha mãe... Você sabe. – Ela riu.

– Eles só se vêem quando seu pai vem?

– Não, minha mãe vai pra lá uma vez por mês... Fica dois ou três dias e volta. – Respondi.

– E se eu for pra lá te ver? – Ela sorriu.

– Só não vale me provocar até a morte... – A encarei.

– E falando em provocar até a morte. – Ela colocou a mão por dentro da minha blusa e passou as unhas do meu peito até o abdômen.

Karla mordeu minha orelha e puxou todo seu cabelo pra trás deixando seu pescoço amostra, ela beijou meu maxilar e passou a língua pelo meu pescoço o mordendo com força em seguida. Passei a língua pelo lóbulo de sua orelha e passei os dentes a fazendo respirar fundo e soltar a respiração no meu pescoço. Ela sentou em cima do meu quadril e rebolou respirei fundo e a olhei, ela mordia o lábio inferior com um olhar provocante, olhei sua blusa que estava desajeitada dando pra ver metade do seu sutiã preto. Passei os dedos pelas suas costas e subi até a nuca a fazendo arrepiar e fechar os olhos. Ela rebolou mais uma vez sobre mim e se inclinou me beijando com intensidade, mergulhei meus dedos em seus cabelos e ela parou o beijo me olhou sorriu e se levantou.

– Desça vez não. – Me levantei e fui atrás dela. Karla riu e entrou no quarto, entrei logo em seguida e fui até ela a imprensando contra a parede. – Não vai mais pra lugar nem um. – Disse a beijando com veracidade.

***

– Eu vou tomar um banho...

– Vai depois. – Pedi a segurando pra ela não ir.

– Tá. – Ela me abraçou e deitou a cabeça no meu peito.

– Vou sentir muita sua falta. – Beijei sua testar.

– Me leva junto? – Ela me olhou com os olhos cheios de lagrimas.

– Eu quero, mas não posso, você não pode, e seu pai não deixaria, eu nem sei como você tá aqui.

– Disse que ia vir cuida de você... Fazer campainha. – Ela riu. – Te controla pra não fazer esforço com o braço.

– A tá que ele acreditou nessa. – Ri da possibilidade. – Seu pai não é burra Karla.

– Mas eu queria vir e não tinha quem que me fizesse mudar de idéia. – Ela passou os dedos pelo meu peito.

– Você é uma pessoa difícil. – Olhei o teto e fechei os olhos.

– Você não quis me deixar ir tomar banho e agora vai dormir? – Karla perguntou brava.

– Aham. – Concordei a fazendo me dar um tapa.

Ela se levantou, abriu uma das portas do guarda roupa e pegou uma das minhas camisas, entrou no banheiro e abriu o chuveiro.

Não demorou muito pra ela volta e se deitar ao meu lado de novo, a olhei e ela me olhava atenta.

– Achei que já tinha dormido.

– Estava te esperando. – Beijei seu rosto.

– Sabe Allan... Eu gostava daquela calcinha, ela ficava bonitinha em mim. – Ela fez bico.

– Você fica melhor sem nada, essas curvinhas que você tem são bem melhores de se apreciar quando tá sem nada...

– Vou sair assim na rua então. – Ela disse séria.

– Não, vai anda assim só quando tiver comigo, e só dentro do meu apartamento. – A abracei.

– Olha essa possessão sobre mim. – Ela me encarou.

– É minha... Mesmo não estando aqui, vai ser sempre minha. – A beijei.

– Mesmo não estando aqui e provavelmente pegando alguma vadia... Eu sei que vai sempre pensar em mim...

– Você é a única que eu quero... – Disse a olhando. – Vou ter que viver no banheiro agora. – Ela deu risada.

– Acho que eu vou viver na frente da TV, sabe vou ver qual é a graça que você acha os filmes que passam a noite.

– Eu daria tudo pra ver isso. – Encarei o teto rindo.

– Quando voltar à gente pode pensar nisso... – Ela disse sem jeito.

– A primeira coisa que eu vou fazer quando voltar, e te colocar contra aquela parede de novo... – Apontei pra parede.

– Não sei se vai da tempo de chegar até ela. – Karla disse rindo

– Então a gente resolve isso na mesa de jantar...

– Mesa de jantar. – Ela mordeu o lábio inferior. – Vou esperar ansiosa por isso.

Ela se aconchegou mais perto de mim e fechou os olhos.

~*~

Acordei no outro dia e olhei pro lado da cama, Karla estava deitada encolhida, me levantei e entrei no banheiro, tirei o curativo que estava em cima dos pontos da cirurgia abri o chuveiro e entrei de baixo dele deixando a água cair sobre mim.

Finalmente havia tudo acabado, agora Karla já podia andar tranquila na rua, eu não levaria mais nem um tiro, não por mais uma semana e meia.

Sai do banheiro com a toalha enrolada na cintura e Karla estava colocando uma calcinha.

– Você arrumou isso a onde? – Perguntei a olhando.

– Você não viu que minha bolsa estava em cima da mesa de jantar né?

– Não.

– Viu. – Ela terminou de colocar a calcinha e saiu do quarto.

Troquei de roupa e fui pra sala.

– Allan eu tô com fome...

– Olha ai nos armários sempre tem algo pra comer. – Avisei.

– Biscoito. – Ela disse animada e veio pra sala se sentando ao meu lado.

– Seu pai não ligou? – Perguntei a olhando.

– uhum. – Ela balançou a cabeça em um sim. – Ele perguntou a onde eu estava e disse que na sua casa, ele ficou bravo e me mandou volta pra casa, eu disse que ia mais tarde ia te ajuda a fazer as malas... Desculpa pra fica com você. – Karla sorriu.

– Vai voltar pro colégio?

– Não vou ficar essa semana me recuperando do meu trauma, quase chorei pro meu pai me deixar ficar que eu não ia agüentar ficar naquela escola sabendo de todos esses acontecimentos e com medo de acontecer de novo... – Ela disse fazendo drama.

– Me deixe ver, mais desculpas? – Perguntei a olhando.

– Aham. – Ela concordou abrindo o pacote de biscoito.

– Então quarta você vai ao aeroporto? – Continuei a olhar.

– Uhum, era pra isso que eu queria ficar, não queria que fosse sem eu me despedir. – Ela disse com um olhar triste.

– Então termina de comer ai que eu preciso arrumar minhas coisas. – Disse ligando a TV.

– Agora tá com presa? – Ela me encarou.

– Amanha é quarta.

Karla fez bico e terminou de comer os biscoitos quieta.

~*~

Entramos no quarto e eu comecei a tirar as roupas que eu iria levar.

– Você nem pensa em levar aquele perfume com você, leva o do seu irmão. – Ela disse brava se sentando na cama.

– Tá bravinha. – Disse rindo e ela tacou um dos travesseiros em mim. – Eu tenho que ir no carro pegar minha mala já volto. – Beijei sua testa e fui buscar a mala.

Desci pelo elevador fui até o carro o olhei aliviado por ter sido o carro de Charles naquela explosão e não o meu, ele tinha dinheiro de sobra pra comprar outro, peguei minha mala e voltei para o meu apartamento.

Karla estava olhando minhas roupas e eu parei sem entender.

– Você usa tanta roupa escura...

– Olha quem fala. – A encarei.

– Você tem um monte de roupa colorida...

– Raramente uso elas, tipo quando não estou em trabalho ou não estou a fim de usar preto. – Disse a olhando.

– Allan isso não é preto é azul marinho... – Ela mostrou uma das camisas.

– Pra mim é preto.

– Homens. – Karla revirou os olhos.

Tirei a roupa suja da mala e coloquei as limpas no lugar. Voltei pro guarda roupa e tive a impressão de que estava faltando roupa em algumas pilhas.

– Tá faltando camisa aqui... – Parei pra pensar e olhei Karla. – Olha com quem que esta com minhas camisas.

– Você que me deixou ficar com elas. – Ela sorriu malandra.

Terminei de arrumar minha mala e Karla ficou me olhando.

– Que foi?

– Não vai me expulsar do seu apartamento não, né? – Ela perguntou ainda me olhando.

– Não. – Fiz uma careta. – Eu não te perguntei, mas você veio pra cá como ontem?

Ela fez sinal pra que eu a seguisse e saio na sacada, fui até ela, e ela me apontou a Mercedes preta ultimo ano parada na frente do prédio.

– Ou era uma Mercedes ou uma BMW igual a sua, então né... – Ela piscou.

– A minha é do ano retrasado provavelmente a que te mostraram era desse ano, eu quero entrar naquele carro, cadê as chaves? – Perguntei saindo da sacada e indo procurar em sua bolsa.

– Allan deixa de ser desesperado. – Ela revirou os olhos.

Tinha um OB, dois espelhos, um estojo de maquiagem, alguns lápis de olhos o celular uma blusa e mais um monte de bugigangas que eu não sabia o que era. Karla tomou a bolsa da minha mão e me entrou a chaves.

– Valeu. – Sai igual um desesperado pela porta do apartamento e fui em direção ao elevador.

Sai do elevador e fui direto pra rua, havia algumas pessoas fora do prédio que ficaram me olhando. Abri a porta do carro e entrei, dava pra sentir o cheiro de novo, era um carro dos sonhos, quem sabe eu conseguiria ganhar um de natal. Sonhar não mata, não é?

– Seu desesperado. – Karla abriu a porta do passageiro e se sentou. – Eu sei que homem gosta de carro, mas não achava que era pra tanto.

– Eu vou ter que trocar de carro quando eu voltar... – Disse olhando o painel do carro todo digital.

– Não sei pra que serve metade desses botões...

– É melhor nem saber, só o que liga o ar condicionado e o que abre o porta malas. – Indiquei com os dedos.

– Já vi que acha que eu sou burra o bastante pra não aprender. – Ela revirou os olhos.

Abri o porta malas e tirei o manual entregando a ela.

– Fica à-vontade pra ler. – Sorri.

– Quer saber, só o ar condicionado e o porta malas tá ótimo. – Karla votou a guardar o manual.

– Olha quando eu voltar eu quero ver ele de novo, e, por favor, não bate ele contra nem um poste ou arvores, ele é novinho... – Respirei fundo.

– Se você tivesse falando de uma criança eu até entenderia, mas um carro Allan? É um carro poxa...

– Eu sei, mas é um carro novo. – Ergui os braços.

– Grande coisa. – Ela revirou os olhos e saiu do carro. – Eu sei que quer dar uma volta então vai lá, só não se esquecer de voltar, tá? – Ela piscou e fechou a porta.

– O tanque tá cheio né? – Perguntei. – Não se esqueceu de abastecer não né?

– Não Allan, meu irmão fez isso antes de eu sair ontem. – Ela saiu entrando no prédio.

A olhei voltando e percebi que ela tinha se trocado e estava sem meia calça, ela andava e a saia pulava dando pra ver sua bunda.

– Porque fazes isso comigo meu Deus? – Perguntei olhando pra cima.

É seria longos tempos sem ver aquela bunda.

Liguei o carro e dei uma volta pelo bairro, carros novos, os únicos que provavelmente que concorriam com eles eram os clássicos...

Estacionei o carro na frente do prédio novamente. Entrei no mesmo e fui pro meu apartamento quando cheguei ao meu andar Karla estava saindo com o celular na mão.

– Você voltou... – Ela disse aliviada.

– Isso era medo...

– Meu pai me ligou ele esta furioso comigo porque não voltei pra casa, quando sai seu voou amanha? – Ela perguntou e o elevador atrás dela se abriu.

– Não tenho idéia. – Curvei a boca. – Mas eu descubro isso ainda hoje e te ligo mais tarde.

– Tá. – Ela me beijou colocando os braços em volta do meu pescoço.

– Agora vai porque seu pai me mata, ainda tenho muito tempo aqui ele pode fazer qualquer coisa comigo. – Disse dando um selinho nela. – Tipo explodir o prédio. – Ela riu.

– Amanha a gente se vê. – Ela me deu mais um selinho.

– Tá. – A puxei de volta e a beijei novamente.

– Tá. – Ela revirou os olhos e entrou no elevador sorrindo.

Notas finais
Hey Coisas fofas da tia keller *-*-* como estão vocês? minha internet tá brincando de queda livre ai é difícil de postar tem que ir na sorte .-. Mas bene, já sentiram que tá no finalzinho né =/ bem no finalzinho depois desse tem mais um capítulo só e SE EU ACHAR QUE VOCÊS MERECEM eu posto os dois capítulos extras =} agora vou responder aos coments n_n ~*~ KikaMarques Tinha uma amiga que é um posso sem fundo de maluquices ¬¬ ai eu pego dela shauhsuahsuahs as vezes surge ideias do ar tambem, mas xa pra la hsuahsuahs ~*~ clara mas chocou pq? D= ~*~ Isa Hale Cullen é um porre mesmo =/ ~*~ GiiGs aaah obrigada >. sei lá me desanimei depois daquela historia toda =/ ~*~ dylan oliver Não ia te responder, mas eu sou legal u_u mãe do Allan é um amor, só parece ser brava hsauhsuahs ~*~ saraMcCann Tá acabando vai parar de amar em brave D= ~*~ Kira Você que tá dizendo isso O.o eu não disse nada hushaushaush espera pra ver u_u só falta mais um capítulo ai eu sinto que vou morrer '-' ~*~ GiBertacini Eu tenho medo dessas ameaças O.o Mas olha eu vou ser legal vou até postar os extras pra vocês u_u *eu acho* eu não ia parar de postar perto do final por isso continuei .-. E se essa sua visão acontecer em um futuro muito distante u_u ~*~ Kramisha pois é plagio De verdade não sinta pena da mãe dela, ela tá colhendo o que plantou '-' ~*~ caroldallan Mas assim, alem de ser plagiada o povo fica do lado de quem plagia '-' e dude é um porre mesmo perdi a inspiração divida pra escrever LFA II *bico* ~*~ paulatays Tu não viu nada *lixando as unhas* ~*~ Então gente vou chorar aqui, muito triste isso só falta um capítulo e *chorando* vou sentir falta de você beijos da tia chorona aqui e até amanha *bubu*