Lagrimas de um Demônio
1 Capítulo 1 - Prologo
Notas iniciais
- Ok, vou repetir a pergunta! Porque está aqui Leandro?
Porque estou aqui? Essa era uma ótima pergunta, uma dá qual não tinha certeza se eu conseguiria encontrar resposta.
- Não posso dar detalhes... — Uma leve pausa para umedecer os lábios. — O senhor me chamaria de louco.
- Leandro, estamos em um hospital psiquiátrico onde o "senhor" veio até mim com uma única frase: "Tenho como pagar então me mantenha a salvo". Lembra-se?
-Claro...
-Bom e isso já faz um mês e a única coisa anormal que cheguei ver acontecer, você jamais em todos os dias que está aqui nem ao menos aparentou precisar de cuidados!
-É por dinheiro eu posso lhe conseguir mais...
-Claro que não. — Ele me interrompeu, dei um longo suspiro, mas consegui me segurar. — Você é jovem deveria seguir com a vida...
-Tá certo doutor, se o senhor esperar na próxima sessão lhe conto tudo!
-Não tenho certeza se posso confiar...
-Terá se quiser saber.
-Ok.
La ia eu novamente sendo carregado de volta para meu "quarto" com um grande desejo de que aquilo parasse, mas este desejo já havia se concretizado o que fazia a angustia e sofrimento aumentarem.
O Doutor Mendes era um homem legal e aparentava ser muito mais jovem do que realmente era, por sua aparência daríamos à ele 30 anos no maximo, porém já estava na faixa dos 55, eu o convenci a me trancar aqui neste manicômio pelo fato de estar muito confuso tento me sentir melhor mais a dificuldade aumenta a cada segundo, as vezes penso que tudo não passou de um sonho, mas nunca vi um sonho perdurar tanto tempo.
Estou aqui a algum tempo, 1 mês, 3 dias, 12 horas e 27 minutos já passando para 28, conto até os milésimos é uma forma de manter minha mente ocupada e tentar não pensar em nada — nada do que me atormenta. Se pergunte o quanto quiser apenas direi que a curiosidade não mata então estará a salvo e mesmo se mata-se nada aconteceria, pois quando morremos tenho certeza que não há nada a nossa espera. Confuso? Imagine eu, não posso dar dois passos que me deparo com loucos e assassinos psicóticos, Doutor Mendes é um guerreiro um verdadeiro exemplo a ser seguido ele já deu alta a alguns destes homens e muito realmente conseguiram superar suas antigas vidas se tornando pessoas realmente habilidosas e sem pecados.
"Pecado" palavra incessante o que realmente é pecado, um quebrar de regras, uma coisa divinamente proibida ou simplesmente uma palavra, não sei, apenas penso que é algo de Deus. Oh Deus aquele que nos protege, que faz juz ao seu precioso templo. Desculpem não entendo o lance divino, tudo que posso fazer é esperar a próxima seção e se nada de anormal ocorrer até lá serei eu o mais feliz e desabafado homem. A próxima seção é apenas daqui a 3 dias e já estou muito ansioso, seria muito bom se continuasse como está...
Antes que pensem coisas erradas a meu respeito eu não sou usuário de drogas — muito embora já tenha experimentado — e também não pensem que sou louco — mesmo eu acreditando que esteja ficando — sou normal assim como você um humano perfeitamente imperfeito e com todos os desgosto e prazeres que podemos ter, mas apenas uma coisa me difere de você, estou aqui por vontade própria, pois minha mente vem me enganando como se houvessem dois de mim — não, não é dupla personalidade — e apenas um deles é humano.
Já estou no meu quarto totalmente branco e com paredes almofadas, nele há apenas uma cama, meus luxos de antigamente agora não me valiam mais nada além de abstinência. Deitei-me na e tirei um longo e gostoso cochilo até chegar a hora dos remédios.
O Doutor não permitiu que me entregassem remédios, porque acredita que não sou louco então gostava de ver as enfermeiras e os enfermeiros passando por todos os lados naquele corredor cheios de quartos. A enfermeira sempre batia na porta com um sorriso no rosto e um olhar amigável enquanto diziam "Bom dia, Sr. Almeida como se sente hoje, vamos tomar seu remédio?" com uma voz que encanta qualquer um, e ao lado da porta escondido onde o paciente não possa velo fica o enfermeiro. As portas daqui tem um pequeno quadrado na altura dos olhos de uma pessoa mediana com um vidro temperado e reforçado quase impossível de se quebrar. O enfermeiro ao lado da porta era somente para este paciente ele crê que pode fugir, no momento que a enfermeira abriu a porta lá vai o Almeida correndo para ataca-la e o enfermeiro segurá-lo pelos braços, era a mesma coisa todos os dias é como assistir um filme varias e varias vezes. Minha vez e ela passa pela janela com o mesmo sorriso dizendo:
- Ainda está aqui Sr. Amaral? – Como disse sempre com um sorriso.
-Claro não espera que eu lhe abandone não é mesmo? – O que posso fazer sou galanteador.
-Sempre a mesma conversa, se você não fosse “doente” eu lhe “pegaria”!
-De acordo com o Doutor eu não sou... – Um sorriso ainda maior surgiu no rosto dela assim como no meu.
- Você faz o dia valer a pena Leandro! Até mais...
-Até... – Eu gostava de falar com ela e mesmo se não estivesse nesta situação jamais daria encima dela por mais louco que eu seja – ou talvez não seja – eu já tenho quem amar, minha querida e doce “Jaqueline Souza”.
Jaqueline é alguém muito especial para mim, mas acho que ela pode estar com outro, também não seria por menos larguei ela para me internar em uma clinica psiquiátrica se fosse eu já teria sumido e a pior parte é que ela nem ao menos sabe onde estou...
O resto do dia foi tão normal quanto é permitido em uma clinica psiquiátrica, este tipo de clinica no geral são calmas, mas o Doutor Mendes atendia apenas em uma clinica para assassinos e unicamente para essa.
Três dias se passaram e lá vamos nós para a próxima seção e desta vez tenho de contar tudo, pois nada de anormal acontecera durante o tempo entre seções.
-Vai me contar tudo agora Leandro? – Ele tinha a mesma cara amigável de sempre.
-Ok Doutor, mas me prometa uma coisa...
-Só dizer o que quer.
-Após ouvir peço que não julgue antes deu terminar, tudo que vivi nos últimos 5 meses foi difícil de se superar e até agora neste momento me sinto inseguro.
-Conte-me o que lhe atormenta... — Novamente o sorriso simpático.
-Ok vou começar...
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