Lagrimas de Sangue

2 Primeiro Capitulo' Parte 1


-- Senhor Beckmen?

-- Sim...? – Disse sentado no canto mais escuro da sela, onde não pegava a luz do sol nem a luz do abajur perto do guarda...

Jonh estava imundo, todo sujo desde a cabeça até seus dedos dos pés. Relaxado como era, não tomava banho desde que o enfiaram no chuveiro a força com uma arma na cabeça, e isso havias sido um tempo atrás...

Posicionou se de pé e abriu um leve sorriso em sua face,uma felicidade de que não sentia a dez anos, depois que foi preso nada mais o fez feliz. O que o faria feliz ali sem aqueles pozinho e pedrinhas que tem la fora?

Com o sorriso em sua face suja ele observava o jovem guarda abrir os enormes cadeados que o prendiam dentro daquela sela nojenta. Depois da eternidade da década ele estava livre. Não via a hora de por os pés para fora daquela cadeia e poder andar livremente por onde quisesse.

John foi preso a dez anos, ele era um traficante de drogas... Foi pego quando um repórter disfarçado comprou umas pedrinhas e filmou tudo... Depois disso, Jonh jurou pela sua vida que iria se vingar... Mas ninguém, nem mesmo si próprio acredita que matara o inocente homem que só esta fazendo o bem para todos...

Jonh não era mau, só aprendeu que aquilo era bom e que dava dinheiro...

Tinha filha e ex-namorada numa casa perto da cidade... Katherine foi sua única paixão verdadeira, ela era bonita e alta, cabelos morenos e olhos escuros, como Jonh era loiro, extremamente loiro e seus olhos era de uma azul água, sua filha Elisa saiu loira com os olhos castanhos... Quando foi preso, a menininha tinha seus quatro anos de idade... Era pequenininha e muito simpática Jonh se dava muito bem com a ex e sempre podia visitar sua filha. Mas depois de preso jamais a viu, estava morrendo de saudades. E na manhã seguinte iria visitá-las... Apesar do tempo ainda se lembrava de onde moravam.

Katherine era uma mulher já adulta e muito bem da vida, gostava sempre de uma boa aventura, por isso não ligava da vida de Jonh...

Aos seus 26 anos de idade, Jonh estava nas ruas novamente... Caminhava sem rumo, observando as ruas sombrias e solitárias. Não era muito tarde a ponto dessa solidão... “Como poderianão haver absolutamente ninguém ali?”Era a pergunta que se fazia Jonh.

Jonh não tinha ninguém além de Katherine e sua filha, era um rapaz abandonado pela família, uma pessoa que raramente fazia amizades...

Na cadeia, depois de pensar muito, Jonh decidiu endireitar sua vida, fazê-la digna de sua existência. Queria dar uma educação decente a Elisa e poder casar-se com a mulher que amava. Sabia que seria difícil largar o vício tão rapidamente, mais ia começar aos poucos. Não iria mais trafegar drogas. Isso estava decidido.

Olhou para os lados, e continuou vendo ninguém mais que ele. Sentou- se num banco ainda encarando as ruas a sua frente, pegou a sacola de pano velha que o delegado havia lhe entregado,deu uma espiadela dentro, onde sabia que estava seus pertences que havia deixado quando foi preso.

Tirou um relógio de pulso, que já estava caduco de tão velho e sem uso. Colocou-o ao seu lado e tirou sua carteira la do fundo da sacola, olhou dentro e só havia sua carteira de identidade, duas moedas, e uma nota de cinco reais.. Colocou no bolso esquerdo do casaco que vestia e tirou um anel de prata, groço e colocou em si.

De que se lembrava não teria mais nada dentro da sacola, mais da mesma forma foi conferir sentiu algo pequeno e duro, era uma chave, tirou e a encarou, não se lembrava de onde ela vinha, guardou no bolso e se levantou.

Olhou novamente para a rua, e decidiu ir ver sua filha, a casa delas não eram tão longe de onde estava.

Caminhou pela rua lentamente, até que lento de mais, o vento estava ficando forte e algumas folhas secar de arvores voavam sem para contra sua direção, a luz do poste em sua frente piscava sem para e a lua cheia o encarava séria. Algumas folhas de jornal voaram a seus pés, ele parou e as encarou. Um impulso o soou pela nuca, fazendo com que pegasse uma folha para dar uma olhada, era a capa do jornal, havia uma casa com um vulto pequeno no fundo, como o de um cachorro, estava escuro, e não dava para enxergar direito.

Sentiu um calafrio doloroso que o fez soltar a folha que encarava, deixando com que o vento levasse o tirando de vista.

-- Oi! – Soou uma voz infantil e feminina atrás do ex presidiário

Virou-se por reflexo e não viu nada. Achava que estava delirando por algum motivo. Mais uma rajada de vendo fez com que se arrepiasse desse alguns passos a frente.

-- Olá! – Exclamou novamente a suave voz que parecia estar vindo de trás de uma arvore.

Recuou um passo e encarou a arvore por alguns segundos que pareciam eternidade.

Caminhou com passos lentos e curtos até a arvore. Chegou perto e não viu nada, chegou mais e mais perto. Nada. Achava que estava realmente louco.

Virou-se decidido ir embora quando uma garota pulou em sua frente. Da arvore ao chão assustando o com a rapidez e agilidade da linda e pequena garotinha.

Recuou três longos passos, pensou em fugir, mas parou e a encarou. A garota o fazia lembrar-se de sua filha quando a deixara na soleira da porta, quando estava sendo carregado por todos aqueles homens que não o deixava se despedir da filha...