Notas iniciais
Amores, que saudadesssss. Desculpe a demora em atualizar, mas estava numa correria só.

Os dias seguintes para Carla não estavam sendo fáceis, percebera sempre ser seguida, mas tentava continuar a vida normalmente. Após sua última aula na academia estava arrumando suas coisas, quando ouviu batidinhas na porta.

— Birkoff? — Sorriu surpresa.

— Passei para ver como você está?

— Entre. (Ele aproximou-se) Estou bem, apesar da falta que sinto deles.

— Sei como é, sinto falta deles também. — Depois de uma breve pausa. — Está de saída?

— Sim.

— Quer beber alguma coisa?

Ela não esperava aquele convite.

— Eu adoraria, mas é que estou tão cansada …

— Tudo bem, deixemos para um outro dia, mas posso te acompanhar até sua casa?

— Ok. — Ela sorriu.

Ela pegou sua bolsa e o resto de suas coisas e Birkoff a acompanhou.



Ao chegarem a entrada da casa.

— Quer entrar? — A perguntou soou mais maliciosa do que intencionara.

Birkoff corou, mas aceitou.

— Deixou a porta aberta?

— Não …

Quando eles entraram a sala estava toda revirada.

— Não Carla, pode ser perigoso.

— Sabemos muito bem quem fez isso.

Ela entrou enfurecida, e toda a casa estava revirada.

— Desgraçado! — Carla praguejou.

Pegou o celular e chamou a polícia.

Depois de alguns minutos, o detetive Woods chegou.

— Carla? Você está bem?

Birkoff ficou desconfortável com a aparente intimidade entre os dois.

— Sim. — Ela respondeu.

— O que aconteceu?

— Não sei, saí para trabalhar como faço diariamente e quando voltei estava tudo assim como está vendo.

— Algo foi roubado?

— Não, todos os objetos de valor e algumas joias que ficam no meu quarto não foram levados.

O detetive a chamou num canto, para que Birkoff não ouvisse a conversa.

— Carla o que está escondendo?

— Nada.

O detetive franziu o cenho.

— Comenta-se por ai, que a Sr.ª Volker fugiu.

— Eu sei, o Volker já esteve aqui procurando por ela, mas eu não tenho nada com isso.

— Hm? Será mesmo? Todos sabem como são amigas.

— Te chamei aqui porque eu sou a vítima, acha que estou inventando?

— Tudo bem, vou registrar a ocorrência, não deveria passar a noite aqui, ficar fora alguns dias até as coisas se acalmarem. — O detetive sugeriu.

— Não posso, tenho que ficar.

— Tudo bem, Carla, sei como é cabeça dura e não vou insistir, me ligue se precisar, ou descobrir se algo está faltando ou qualquer coisa fora do normal acontecer.

Ela assentiu e o levou até a porta. Birkoff olhava de soslaio para o detetive.

— Você confia nele?

— Sim, é um primo distante, longa história.

— Ok, entendi, mas concordo com ele, que pode ser perigoso ficar aqui.

— É isso que o Volker quer e esse gostinho não vou dar.

Ele percebeu como o detetive tinha razão, Carla era bem cabeça dura, teimosa.

— Entendo, mas não vai ficar sozinha.

— Eu entendi bem? — se aproximou dele, deixando-o corado e desconfortável. — Vai dormir comigo?

— Sim, não, digo ... vou dormir – tropeçou nas palavras — Vou dormir na sua casa, se você deixar.

— Sim. (agora é o Birkoff que corre perigo, ela pensou maliciosa) Vamos ver o quarto de hospedes em que situação está e você poderá dormir lá.

— Estou com fome e você?

— Verdade, nem comi nada com toda essa confusão.

— Vou pedir pizza, pode ser?

Ela assentiu e eles caminhavam até o quarto.