Lagos Artificiais
28 Vinte e oito
Notas iniciais
Os dias seguintes para Carla não estavam sendo fáceis, percebera sempre ser seguida, mas tentava continuar a vida normalmente. Após sua última aula na academia estava arrumando suas coisas, quando ouviu batidinhas na porta.
— Birkoff? — Sorriu surpresa.
— Passei para ver como você está?
— Entre. (Ele aproximou-se) Estou bem, apesar da falta que sinto deles.
— Sei como é, sinto falta deles também. — Depois de uma breve pausa. — Está de saída?
— Sim.
— Quer beber alguma coisa?
Ela não esperava aquele convite.
— Eu adoraria, mas é que estou tão cansada …
— Tudo bem, deixemos para um outro dia, mas posso te acompanhar até sua casa?
— Ok. — Ela sorriu.
Ela pegou sua bolsa e o resto de suas coisas e Birkoff a acompanhou.
Ao chegarem a entrada da casa.
— Quer entrar? — A perguntou soou mais maliciosa do que intencionara.
Birkoff corou, mas aceitou.
— Deixou a porta aberta?
— Não …
Quando eles entraram a sala estava toda revirada.
— Não Carla, pode ser perigoso.
— Sabemos muito bem quem fez isso.
Ela entrou enfurecida, e toda a casa estava revirada.
— Desgraçado! — Carla praguejou.
Pegou o celular e chamou a polícia.
Depois de alguns minutos, o detetive Woods chegou.
— Carla? Você está bem?
Birkoff ficou desconfortável com a aparente intimidade entre os dois.
— Sim. — Ela respondeu.
— O que aconteceu?
— Não sei, saí para trabalhar como faço diariamente e quando voltei estava tudo assim como está vendo.
— Algo foi roubado?
— Não, todos os objetos de valor e algumas joias que ficam no meu quarto não foram levados.
O detetive a chamou num canto, para que Birkoff não ouvisse a conversa.
— Carla o que está escondendo?
— Nada.
O detetive franziu o cenho.
— Comenta-se por ai, que a Sr.ª Volker fugiu.
— Eu sei, o Volker já esteve aqui procurando por ela, mas eu não tenho nada com isso.
— Hm? Será mesmo? Todos sabem como são amigas.
— Te chamei aqui porque eu sou a vítima, acha que estou inventando?
— Tudo bem, vou registrar a ocorrência, não deveria passar a noite aqui, ficar fora alguns dias até as coisas se acalmarem. — O detetive sugeriu.
— Não posso, tenho que ficar.
— Tudo bem, Carla, sei como é cabeça dura e não vou insistir, me ligue se precisar, ou descobrir se algo está faltando ou qualquer coisa fora do normal acontecer.
Ela assentiu e o levou até a porta. Birkoff olhava de soslaio para o detetive.
— Você confia nele?
— Sim, é um primo distante, longa história.
— Ok, entendi, mas concordo com ele, que pode ser perigoso ficar aqui.
— É isso que o Volker quer e esse gostinho não vou dar.
Ele percebeu como o detetive tinha razão, Carla era bem cabeça dura, teimosa.
— Entendo, mas não vai ficar sozinha.
— Eu entendi bem? — se aproximou dele, deixando-o corado e desconfortável. — Vai dormir comigo?
— Sim, não, digo ... vou dormir – tropeçou nas palavras — Vou dormir na sua casa, se você deixar.
— Sim. (agora é o Birkoff que corre perigo, ela pensou maliciosa) Vamos ver o quarto de hospedes em que situação está e você poderá dormir lá.
— Estou com fome e você?
— Verdade, nem comi nada com toda essa confusão.
— Vou pedir pizza, pode ser?
Ela assentiu e eles caminhavam até o quarto.
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