Lagos Artificiais
8 Oito: The Boat
Notas iniciais
Nikita e Michael
Nikita abriu os olhos vagarosamente, estava fraca, não reconheceu o lugar. Percorreu os olhos pelo ambiente tentando lembrar onde estava e como foi parar ali. Recordou-se do ataque a sua casa, levou a mão no ombro, que doía, estava ferida.
Notou alguém descer a escada íngreme do local apertado, era Michael.
— Como se sente?
Aproximou-se dela.
— Confusa. … Onde estou?
— Está segura aqui.
— O que aconteceu?
— Foi ferida, mas a bala atravessou. Vai ficar bem. Deixe-me ver?
Ela sentou-se na cama. Michael passou a olhar o curativo.
— Não está ruim, mas perdeu muito sangue e precisa descansar.
— Onde aprendeu isso?
Seus olhares se cruzaram e em uma fração de segundo todo o sentimento que tinham despertou.
Ele desviu seus olhos dos dela para o ferimento.
— Foi no exército, era das forças especiais …
— Estamos num barco?
— Sim, de um amigo meu. Vou trazer algo para você comer.
— Michael, o que aconteceu em casa? — Tocou-lhe o braço.
— Foi tudo rápido, mas seu marido irritou muito alguém.
Ela levou sua mão a cabeça, entre os cabelos.
— Ele estava muito confiante ultimamente … Deve ter tomado os negócios de alguém ou algo pior. … Deixa para lá. Quando vamos voltar?
— Quando estiver seguro, deite-se, precisa descansar, volto em alguns minutos.
Ele saiu, subindo as escadas. Nikita se acomodou na cama, pensativa.
…
Michael estava na popa, pilotando o barco, pensando onde ancoraria e pudessem ficar seguros.
— É lindo aqui. … — Admirava a vista.
Nikita o despertou de seus devaneios.
— Não deveria estar aqui, precisa descansar.
— Estou bem. É linda a vista e o mar me faz bem. Me sinto livre aqui, quero aproveitar um pouco.
Ele assentiu. Nikita se afastou, foi até a proa, sentir o vento em seu rosto.
…
Michael estava perdido no tempo, só observando-a. Acabou se rendendo, precisava se aproximar.
Nikita o sentiu chegar, virou-se.
— Aqui é lindo. Sempre sonhei em encontrar um lugar assim.
— Você é linda … — Passou a mão nos cabelos esvoaçantes dela.
Nikita retribuiu com um sorriso.
Michael a tocou em seu rosto, deslizando o dedo delicadamente, ela fechou os olhos com o toque. Seus olhares se cruzaram. Ele deslizou a mão até sua nuca. Se aproximaram, suas bocas se encontraram, suas línguas se tocaram. Se provaram, sentindo o sabor. Aprofundaram o beijo, suas mãos acariciavam o outro. Quando deram por si, estavam na cama entre os lençóis.
Michael tirava a blusa dela, com cuidado.
Nikita desabotoava a camisa, beijando o local de cada botão aberto. Fazendo Michael arrepiar.
Ele a ajudou a se livrar da peça, a tomou em seus braços, beijou seus lábios, e foi descendo até o pescoço.
A fez gemer.
Abriu o sutiã, admirou a visão por alguns segundos, a olhou nos olhos. Michael a deitou.
Passou a beijar os seios, deixando-os intumescidos de excitação. Sugou os mamilos fazendo-a arquear.
Livram-se das últimas peças de roupas que faltavam e se conectaram tornando-se apenas um. Michael a penetrou de vagar e profundamente.
Ambos gemeram.
Sussurravam palavras desconexas. Suas bocas e línguas bailavam no mesmo ritmo que seus corpos, proporcionando prazer. Sussurros e gemidos ecoavam pelo ambiente.
Embalados não só pelo balanço do barco, mas pelo amor, desejo e paixão, chegaram no ápice.
— Michael. — Gritou ao ter seu corpo traspassado por uma onda de prazer que a levou ao céu.
— Kita. — Ele gemeu ao derramar seu líquido em vários jatos.
Vários beijos selavam o momento, enquanto seus corpos trêmulos, quentes e suados desaceleravam. Aninharam-se e exaustos adormeceram.
…
— Quero ficar com você. — Estava com a cabeça repousada em seu peito.
— Não podemos. — Ele sussurrou, enquanto lhe acariciava os cabelos.
— Poderíamos fugir. … — Nikita sugeriu.
Michael ficou em silêncio por alguns minutos.
— Só não entendo, como uma mulher como você, se casa com alguém como Volker.
— Não foi por amor. ... Não foi por escolha. Meu pai estava falindo, e achou que esse casamento fosse a melhor opção. Volker sempre foi rico, poderoso e influente, meu pai achou que se aliando a ele e praticamente me vendendo resolveria seus problemas financeiros.
— Por que não se recusou?
— Eu tinha quinze anos, o que poderia fazer? Mas, em pouco tempo meu pai se arrependeu.
— O que houve com ele?
— Volker o traiu, acabou vendendo a empresa, meu pai ficou sem nada e acabou se suicidando. Continuo casada por causa da minha mãe. Volker a mantêm na única propriedade da família que restou. … (uma lágrima escorreu)
Não quero mais falar sobre isso.
— Me desculpe.
Ficaram aninhados em silencio, trocando carícias.
Michael ficou pensando como gostaria de fugir com ela. Para amá-la e protegê-la. Como queria que ficassem juntos, para sempre.
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