Lagos Artificiais
10 Dez
Volker precisava de uma nova governanta e começou a fazer uma seleção, avaliava pessoalmente as candidatas, em busca de alguém de confiança.
Foi a vez de uma jovem, bem arrumada ser entrevistada, entrou no escritório.
— Pode entrar.
— Kate Quinn. — Se apresenta sorridente.
— É um prazer. — Disse Volker.
Fez sinal para que sentasse e iniciou-se a entrevista.
…
— De todas as candidatas você é a mais qualificada.
— Eu fico lisonjeada e não se arrependerá de me contratar.
— Assim espero. Preciso não só de uma governanta, mas que seja discreta e que possa confiar.
— Sim, pode contar comigo e tudo o que eu ouvir ou ver morrerá comigo.
— Está contratada.
Quinn assentiu e agradeceu. Seu patrão lhe chamara a atenção, o ar misterioso dele lhe intrigara e atraíra.
Ele ligou para Walter, que mostrou a casa a Sta Quinn e depois seus aposentos.
Ela estava deslumbrada com tanto luxo. A casa é linda e impecavelmente arrumada.
— O que achou? — Perguntou Walter, gentilmente.
— Acho que vou me dar bem aqui. — Sorriu.
Kate com certeza tinha planos para seu futuro e acabando de conhecer Volker, o incluiu neles.
Ela imediatamente começou a executar sua função.
…
Na sala apresentou-se a sua nova patroa, Nikita.
— Seja bem-vinda, Kate.
— Obrigada Sra Volker.
— Nikita, todos me chama assim.
— Tudo bem, Nikita. Uma pena ter vindo para cá, nessas circunstancias, mas … me parece que achei meu lugar … para trabalhar.
— É, a vida continua e fique à vontade.
Ela assentiu e despediu-se, deixando-a sozinha com o chefe de segurança. Quinn percebeu que algo acontecia entre os dois (a tensão entre eles era evidente), e jurou a si mesma que descobriria.
Michael e Nikita
Ela olhou em volta, estavam a sós e se aproximou.
— Tem me evitado, Michael?
— Sim.
Nikita sentiu seu coração doer.
— Não fique assim. Não estou te evitando porque esqueci o que aconteceu entre nós. É que estou numa posição difícil. Seu marido, veio até mim agradecer e me ofereceu dinheiro. O que acha que ele faria se descobrisse que dormi com sua esposa?
— Eu sei, eu sei. Não é fácil para mim também. Só não quero que fiquemos longe.
— Quer brincar com fogo?
Ela revirou os olhos e se afastou, se jogando no sofá.
— Não me importo. Prefiro morrer do que continuar com essa dor dentro de mim. Estou cansada de estar viva sem poder viver.
— Não diga isso.
— Por quê?
— Porque não consigo mais viver sem você.
Ela levantou-se surpresa, ficando próximo a ele.
— Eu nunca vou te entender, Michael.
O tocou, do ombro até o peito.
Se olharam, ela mordeu o lábio.
— Aqui não, Nikita.
— Ah! — Suspirou. — Tudo bem.
Michael, inesperadamente, segurou a mão dela e beijou em seguida.
— Eu vou dar um jeito de ficarmos juntos.
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