Laftel

4 Capítulo 3 - A cidade do começo e do fim


Notas iniciais
OEEEEE!!! Promessa cumprida pessoal!! Trouxe pra vocês o próximo capítulo hihihihi! Então... Queria contar pra vocês algumas coisas: Essa fanfic de One Piece é realmente desafiadora, principalmente pelo fato de eu estar escrevendo outra fanfic (de Naruto) ao mesmo tempo. Os estilos diferem muito, então eu preciso passar pra escrita o estilo de história de cada autor. Por isso não estranhem a forma como eu coloco as falas. Usarei muitas letras maiúsculas, muitos pontos de exclamação, interrogação e reticências, assim como no mangá. One Piece é uma história e um mangá muito mais caricato que Naruto, com reações exageradas e bem teatrais. Trazer isso para a escrita é bem difícil, mas eu estou trabalhando para conseguir fazer isso com qualidade! Espero que estejam gostando da história... Boa leitura pessoal o

–SANJI!! ZORO!! ME TIREM DAQUI!!

–Bem-vindo, Zoro!! Mas... chegou atrasado...!!

Estavam todos concentrados nos movimentos do palhaço. Mizuki alcançara os capangas do pirata.

Não vai dar tempo de brigar com esses caras! Vou ter que pular direto pra plataforma...

Os barulhentos notaram a aproximação energética da garota, mas já era tarde demais.

Vou ter que usar aquilo!!

Ao entrar na roda dos arruaceiros, Mizuki ergueu-se no ar num salto, pulando exatamente sobre a cabeça do que se encontrava no meio.

Por favor... Só dessa vez...

Ao dobrar as pernas para tomar impulso, ela sentiu. Algo lhe envolvia as pernas, dando uma força de alavancagem impressionante para seu joelho.

–GYA, HÁ, HÁ, HÁ! APRECIEM DAÍ O ESPETÁCULO! O GRAND FINALE DO SEU QUERIDO CAPITÃO!!

Antes de saltar, Mizuki vislumbrou o palhaço abaixando a espada na direção do pescoço de Luffy.

–NÃO! – ela berrou.

A espada ainda descia. Um ódio imenso transbordou dentro do peito da menina. Sua perna se dobrou ainda mais.

–ZORO! SANJI! USOPP! NAMI! Foi mal... Acho que eu... Morri!

A última frase do Chapéu de Palha foi a gota dágua.

Com um barulho de rasgão, Mizuki se lançou ao céu num único movimento. Enquanto subia, começou a gritar:

–Apenas um aviso pra você:... Eu... DETESTO... PALHAÇOS!!!

O corpo de Mizuki começou a girar e seu pé mirou exatamente no nariz avermelhado do pirata. Entretanto, alguns centésimos de segundo antes de acertar em cheio a cara do infeliz, Mizuki sentiu os cabelos arrepiarem.

Raio!

Um clarão cegou a menina e uma explosão quente atirou-a longe da plataforma.

Droga! Esse raio... Só pode ter sido...

BAM!

O corpo da menina estatelou-se contra o chão da praça. Um grupo de pessoas assustadas rodeou-na. A visão da menina estava repleta de estrelas, e cenas antes da explosão do raio piscavam diante de seus olhos.

Um raio caindo direto na plataforma na hora em que a cabeça do Luffy ia rolar? E a explosão por acaso apenas a atirou longe, sem eletrocultá-la?

Seria coincidência!? Sorte!?

NÃO!

Isso é obra daquele intrometido covarde! Por que veio dar as caras justo aqui em Longuetown? Bem que aquela tempestade estava esquisita...

Mizuki levou as mãos ao rosto e deu leves tapinhas. Os rostos preocupados e receosos que a vigiavam foram aos poucos tomando forma. Quando sua cabeça parou de girar, colocou-se subitamente de pé, causando uma onda de gritinhos.

Merda! Tenho que ir atrás do Luffy!

Levantou-se num pulo e saiu correndo pela multidão. Passou correndo por um grupo de marinheiros que pareciam perdidos, e um deles fixou os olhos em seu rosto.

–O-oi! – ela o ouviu gritar. – É a Mizuki Punhos Leves!

Droga, droga, droga, droga! Me reconheceram!

Logo, um grupo de quatro marinheiros estava correndo em seu encalço.

–PEGUEM A MIZUKI! ELA ESTÁ AQUI TAMBÉM!

Mais marinheiros viraram a cabeça quando ela passou.

Não, não, não! Droga, para onde o Luffy foi? Com certeza já deve estar fugindo daquela cidade!

No meio da corrida, a garota sentiu uma sensação estranha no ar. O vento soprou numa direção, e a pressão baixou. Seu corpo se desequilibrou momentaneamente no rumo da brisa, e ela soube que ele a estava indicando para onde ir.

Numa mistura de relutância e raiva, Mizuki olhou pra trás. Não adiantaria nada seguir na direção certa e levar um exército da marinha junto.

Vou ser obrigada a usar aquilo... Mas eu não queria me expor tanto...

|x|

Luffy e Sanji corriam feito loucos pelas ruas de Longuetown com um bando de marinheiros em seu encalço.

–Aquele marimo de merda! Se ele não nos alcançar, vou chutá-lo até a morte! – esbravejou Sanji.

A chuva começava a engrossar.

Um barulho estranho, parecido com o ronronar de um gato ernome chamou a atenção dos dois piratas que corriam. Pararam derrapando no assoalho de pedra molhado.

–Quem é aquele ali? – perguntou Luffy.

–Mais um? – queixou-se Sanji.

Um marinheiro diferente dos demais se aproximava montado numa moto rodeada de fumaça. Freou silenciosamente e desceu.

–Até que enfim... Luffy Chapéu de Palha.

–E quem é você?! – o novato devolveu.

–Meu nome é Smoker. Sou capitão do Quartel-General da Marinha.

Ele colocou uma perna adiante e ergueu os braços.

–... O CARA QUE NÃO VAI DEIXAR VOCÊ ZARPAR DAQUI!!!

–...???

Os punhos do marinheiro voaram na direção de Luffy, envolvendo-o numa nuvem de fumaça.

–UAAAH!! O que é isso? O que é isso? – esperneou ele.

Sanji avançou.

–SUA...

Ergueu a perna e mirou na cabeça de Smoker.

–...CHAMINÉ AMBULANTE!!!

Entretanto, o cozinheiro foi interrompido no meio do movimento. Seu pé atravessou a cabeça do marinheiro, que se transformou em pura fumaça. Parte do seu rosto materializou-se segundos depois.

–...!!!

–Não tenho tempo pros capangas... – e dizendo isso, Smoker desferiu um poderoso soco na barriga de Sanji, que voou contra uma parede próxima.

–Sanji!! FILHO DA... – Luffy armou um soco. – GOMU GOMU NO... PISTOL!!!

O resultado do soco do Chapéu de Palha foi o mesmo do chute do cozinheiro loiro. Atravessou Smoker sem sequer abalá-lo.

–Você vale trinta milhões de berries?

O novato congelou. Sentiu uma mão se materializando sobre a cabeça enquanto a voz soava em suas costas. Mal teve tempo de se virar e sentiu uma pressão sobre seu chapéu, que empurrou-o contra o chão.

–Uah!! BWEH!

Smoker o imobilizara.

O capitão levou a mão às costas e fechou seus dedos em torno do punho de seu sabre.

–Hunf! Sua sorte acabou, moleque!

Luffy ouviu o fio da espada arranhando a bainha...

|x|

Ufa! Finalmente consegui fugir da Marinha.

Mizuki entrou correndo na rua por onde vento soprava.

Luffy! Por favor...

Virou numa esquina para a esquerda e ergueu os olhos. Ao longe viu o Chapéu de Palha caído no chão, e um marinheiro corpulento o imobilizava.

Droga!

Mizuki ergueu instintivamente os punhos. Abriu a mão direita direcionando a palma para frente, ao mesmo tempo em que cerrava a mão esquerda.

É o maldito do Smoker! Vou ter que mandar ele pelos ares!

Sorriu.

Nem com essa Logia de fumaça vai poder fugir disso aqui...

Preparou o braço destro e aumentou a velocidade.

O capitão da marinha levou a mão até o punho do sabre.

–Hunf! – Mizuki o ouviu bufar. – Sua sorte acabou, moleque!

Parou derrapando há alguns metros dos dois, e Smoker começou a virar a cabeça na direção da menina.

–AIR S-

–Não tão cedo!

Mizuki congelou. Num instante em que piscara, um vulto encapuzado se materializara atrás de Smoker. O capitão virou a cabeça e fixou os olhos no homem que segurava seu punho.

–...!!!?

Mizuki foi capaz de ver um sorriso sob o capuz.

Maldito!

–...Você...!!!

–Quem é? Quem é que ta aí? – Luffy resmungou contra o chão.

–O governo quer a sua cabeça... – começou o capitão do QG da Marinha.

–E o mundo está esperando a nossa resposta! – completou o encapuzado.

Lentamente, o homem misterioso virou a cabeça na direção de Mizuki. Seus olhos se encontraram, e o seu sorriso aumentou. Com um movimento quase imperceptível, o encapuzado levou um dedo à boca e fez um movimento como se dissesse “Shhhh.”

A garota sustentou seu olhar com raiva.

–Pode terminar o resto pra mim, certo? – murmurou para o vento. A voz alcançou os ouvidos da garota.

Relutante, ela assentiu.

Smoker se virou subitamente em sua direção.

–Você também...!

Mizuki não deixou espaço para reação. Alavancou o braço para trás e empurrou o ar com toda a força.

–AIR SHOT!

Uma rajada violenta de vento tomou conta da rua. Smoker foi lançado para longe e Luffy rolou pelo chão de pedra.

O homem encapuzado desaparecera.

A garota se recompôs de seu movimento e correu na direção do Chapéu de Palha. Segurou-o pelo braço e o puxou.

–CORRE LUFFY!!!

O menino tentava se endireitar enquanto Mizuki o puxava, mas assim que ouviu sua voz, virou a cabeça com uma careta e berrou:

–MIZUKI??? O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI???

–Salvando seu couro, idiota! Agora pé na tábua!

Os dois dispararam rua acima. A garota ouviu dois pares de pés logo atrás deles. Luffy virou a cabeça.

–OOOI! Sanji! Zoro!! Vamos nessa!

Os dois aceleraram e os alcançaram.

–Quem é voc... – começou o que tinha cabelo verde, mas o loiro o interrompeu.

–QUEM É ESSA NOBRE DONZELA QUE NOS PRESENTEIA COM SUA AJUDA!? – cantarolou Sanji com uma cara que não agradou a menina.

–Oh, é a Mizuki. – disse Luffy.

–AHOOO! – gritou o mais moreno com cabelo verde. – Será possível que você vai dar em cima em todas as mulheres do planeta!? Para de rebolar e corre, cozinheiro idiota!

–O que você disse, baka marimo!? – desafiou o outro prensando a cara contra a do outro.

–Oh! Lá está o Merry!! – exclamou o Chapéu de Palha apontando para o final da rua.

No final do caminho havia uma mureta que dava para o mar. Lá, um barco do modelo “caravela” lutava para ficar no lugar. Dois vultos se movimentavam freneticamente no convés. Ao se aproximarem, Mizuki ouviu uma voz masculina gritar:

–LUFFY!! RÁPIDO, RÁPIDO!! A CORDA NÃO VAI AGUENTAR!

–Nami-saaaan, chegueei! – cantarolou o que era, aparentemente, o cozinheiro.

–Que toró! – observou brilhantemente Luffy.

–SUBAM LOGO!! NÓS VAM... – uma voz feminina esbravejou sobre o convés, mas parou ao visualizar a menina que acompanhava os três. – Quem é essa aí?

Mizuki seguiu Luffy para o barco. Os outros dois já haviam subido.

–É a Mizuki! – exclamou Luffy, irritado. – Vamos fugir, depois eu explico direito.

A menina subiu, mas uma estranha sensação de estar invadindo um lugar que não era seu tomou conta de seu peito quando colocou os pés na madeira do navio.

Eles correram para puxar as amarras. O cara que brigara com o cozinheiro correu para a puxar a âncora.

Ele vai conseguir sozinho?, pensou Mizuki.

O navio emborcou para a esquerda, rangendo. A garota olhou para cima. Luffy soltava as velas.

–Vamos galera! – berrou a mulher ruiva que perguntara sobre Mizuki. – Para a Grand Line!

Um arrepio correu a espinha da menina.

Grand Line... Eu estava certa. Luffy havia reunido uma tripulação para ir para a Grand Line...

A caravela avançou para o mar agitado.

–Posso ajudar em alguma coisa? – perguntou a menina se aproximando timidamente de um garoto narigudo que brigava com algumas amarras.

Ele parou, olhou para ela e arregalou os olhos.

–Q-q-q-quem é você? – gaguejou ele prensando o corpo contra o mastro principal.

Mizuki suspirou.

–Você não me viu subindo com o Luffy?

Cautelosamente ele relaxou um pouco o corpo.

–Não...

Ela suspirou alto.

–Meu nome é Mizuki...

Subitamente, alguém caiu entre os dois.

–ARGH! Luffy não faz isso!!! Quer me matar do coração!? – reclamou o narigudo colocando a mão no peito teatralmente.

–Hi,hi,hi,hi! – riu o Chapéu de Palha.

A ruiva, o cozinheiro e o moreno de cabelo verde se aproximaram dos três.

–Então, Luffy... Vai explicar quem ela é agora? – perguntou a mulher.

Mizuki se encolheu.

–Ah é! – Luffy parecia ter se esquecido completamente que eles não sabiam quem era a menina que trouxera para o navio. – O nome dela é Mizuki.

–Isso a gente já sabe, aho... – irritou-se o de cabelo verde.

–Ela é minha onee-chan.

Um silêncio aterrador tomou conta dos companheiros do garoto. Mizuki pode ouvir todos os quatro tomando fôlego ao mesmo tempo.

–NEE-CHAAAAAAAN???????

Notas finais
AUSHAUHSUAHSUAHUHSUAHUSHA e aí pessoal!? Já imaginavam que ia acabar assim? O que estão achando!? Críticas? Sugestões? Obrigada pelo apoio de vocês !!! Meus leitores lindos!!! Até o próximo capítulo!!!