Ladybug e Pequeno Eryk - Heróis de Paris
1 Encontro de Heróis
Notas iniciais
Um ônibus de turismo passeava pelas ruas de Paris. E nele, cinco crianças únicas, mas com aspectos diferentes, miravam seus olhares pela janela, admirados com cada canto da cidade.
— Olha Junior! É a torre de Paris! – Apontou Eryk para o amigo. O Pequeno Eryk era um garoto gordinho de 8 anos, mas que possuía um sorriso muito alegre. Suas roupas tradicionais era uma bermuda azul e uma camiseta vermelha, e sapatos marrons. Cabelo preto, olhos castanhos, o garoto se encantava com cada local novo que conhecia.
— Eita! É bem mais alta olhando de perto. Eu sabia que ela ganhava dos prédios, mas nas fotos não parece isso. – Comentou Junior, seu melhor amigo. Esse tinha a mesma idade do Eryk. Era magro, moreno, cabelos pretos, olhos castanhos e vestia uma camiseta azul e uma bermuda marron e uma alpercata da mesma cor. Junior é o mais engraçado do grupo. E o mais veloz também.
— Já pensou pular dali? – Sugeriu Jeová para os dois amigos. Esse tinha 9 anos de idade. Cabelo marrom, olhos pretos, camiseta verde e uma bermuda jeans preta, da mesma cor que seus sapatos. É o mais bonito entre os três, embora às vezes seja um pouco marrento, fazendo uma careta assustadora de raiva.
— Cê é louco? Seria animal! Não é Eryk? – Responde Junior imaginando a idéia.
— Eu queria fazer isso com um dos meus bonecos. Tipo, enrolava uma sacola nele e usava que nem pára-quedas! – Dizia o pequeno Eryk.
— Ai, esse garotos pensam em cada uma... – Cruzou os braços Jessy, a prima de Eryk. Ela tinha 7 anos mas era a mais inteligente do grupo. Tão inteligente que consegue criar suas próprias invenções como apetrechos, veículos, e outras coisas bem úteis. É considerada uma menina prodígio. Uma autêntica gênia. Sua pele era morena, cabelo curto e olhos pretos, vestia uma blusinha e um shortinho tudo da cor branca, assim como seus sapatos.
— Haha deixa eles, Jessy. Embora é, eu concordo. A Torre Eiffel é um lugar romântico. E não um parquinho para brincar. – Defendeu toda graciosa Luane. Com 8 anos de idade, era a mais bonitinha da turma. Cabelos longos e loiros, olhos azuis, pele branca e um sorriso radiante, a garotinha transbordava charme para onde quer que esteja. É gentil, sincera e divertida a maior parte do tempo. Sem falar da sua fidelidade com seus amigos. Ela vestia um belo vestidinho amarelo como o sol, com uma sapatinha azul para combinar.
— Concordo. Eu por exemplo. Tenho tantas teorias sobre a torre de ferro que me dá vontade de fazer um monte de experimentos e testes nela hehehehehe! – Revela Jessy toda animada.
— E você falando dos garotos. – Luane a encarou de canto, desapontada.
Os cinco jovens aproveitavam o passeio a sua maneira. Até que um carro cai no meio da estrada, fazendo com que o motorista do ônibus feriasse de imediato.
— O que foi isso?! – Pergunta Eryk preocupado por alguém ter se machucado.
Em sua resposta, uma víbora do tamanho de uma pessoa aparece aterrorizando as ruas de Paris, instalando o pânico absoluto.
— SEUS BANDO DE BURROS! ESTÁ NA HORA DA REPLICA ACABAR COM O PEQUENO PASSEIO DE VOCÊÊÊÊÊÊÊZZZ...! – Ameaçou a enorme cobra se alto proclamando de Replica para os turistas. E fazendo jus ao nome, ela se encolhe e várias replicas de si aparecem fechando a rua inteira, fazendo quase todos os turistas do ônibus fugirem para um local seguro.
— Vamos lá, galera! – Chamou Eryk pulando da janela do ônibus encarando a vilã.
— Sim! – Assentiram seus amigos fazendo o mesmo.
— Nada de engarrafamento no transito, sua víbora!
Balançando pelos prédios usando seu ioiô da sorte, a heroína de Paris pousa na frente da vilã, pronta para lutar contra o mal.
— LADYBUG?! Bem na hora! Você tem uma coisinha que eu quero. – Falou a enorme cobra, quando uma borboleta roxa transparente aparece em seu rosto, recebendo o chamado de seu superior.
— É agora, Replica! Traga os Miraculous para mim, e não permita mais nem a entrada e nem a saída desses turistas! – Exigiu Hawk Moth entrando em contato através da borboleta roxa transparente.
— Não se eu puder evitar! – Aparece Chat Noir acabando com cinco dos dezessete clones da Replica com seu bastão.
— Não! – Se irrita a vilã. Voltando a se encolher, ela cria mais dez replicas suas.
— E agora? São muitas delas! – Fala Chat Noir caindo de pé ao lado da Ladybug.
— Alí! O Akuma deve estar no chapéu! Vem! – Ladybug chamou focando sua atenção num pequeno chapeuzinho de aeromoça que a vilã usava.
E enquanto enfrentavam o inimigo, Eryk e seus amigos assistiam a tudo aquilo impressionado.
— Caramba! Quem diria que Paris tinha tanta coisa! – Exclama Eryk se referindo aos heróis e vilões que acabava de ter conhecimento.
— SOCORRO! – Chamando a atenção do garoto, um grito de uma mulher segurando seu bebê um pouco mais longe deles se encontrava encurralada por uma das cobras-clone da Replica.
— Aquela moça está correndo perigo! Vamos! – Chamou Eryk e o restante do grupo o seguiu.
— Saiam daqui! – Gritou Jeová, liberando uma aura verde escura para aumentar sua força física e chutar uma das cobras dali.
— Sente essa! E essa! E essa aqui! – Provocava Junior, usando sua super-velocidade para acertar várias vezes a mesma cobra, como uma rajada de vento azul batendo com bastante força nela.
— Calculando as probabilidades... – Dizia Jessy, ativando seu poder. Seus olhos brilham um branco enquanto seu corpo era tomado por pequenas luzes em formatos de linhas. A morena enxergava apenas cálculos matemáticos, criando uma forma de usar o terreno ao seu favor. – Por aqui! – E finaliza desenhando uma curva em sua frente no ar, usando um carro para amassar com mais algumas replicas.
— Deixem a mamãe e o bebê em paz, ouviram!? – A cada movimento de dança que Luane fazia, três fitas amarelas rodeavam seu corpo, que eram usados para bater em cada clone que aparecia.
— Ainda bem que eu trouxe o meu estilingue! – Eryk agradece aos céus enquanto atirava com o seu estilingue os clones mais afastados, enquanto rapidamente trocava de posição ajeitando o estilingue em sua mão como se estivesse segurando uma faca para bater o elástico do objeto nos clones mais próximos, não errando a mira de nenhum deles.
Quando Ladybug e Chat Noir são arremessados ao mesmo tempo e caem perto dos cinco heróis mirins, eles congelam se deparando com cinco crianças usando poderes, parando a todos com o que estavam fazendo.
— Ih. – Se expressa Eryk olhando para os dois, uma barra de ferro cai mais atrás, os cinco sorrirem sem jeito e ficam sem ação por dois super-heróis estarem prestando atenção neles, criando um clima um tanto bizarro para ambos os lados.
— Eu já me cansei de VOCÊS! – Falou a Replica original ordenando sua copias prosseguirem com o ataque.
— O Akuma! – Lembrou Ladybug caindo na real e Chat Noir já partiu correndo para a ação.
— Deixa comigo! – Usando seu bastão, o super-herói felino faz um balão em volta da vilã, até conseguir acertar seu chapéu, passando para Ladybug.
Assim que ela pegou, ela rasga sem pensar. Uma borboleta negra sai do objeto danificado, fazendo sua heroína sacar seu ioiô.
— Chega de maldade, Akuma.
Girando sua arma como nunca girou, Ladybug lança seu ioiô até a borboleta negra, o capturando com sucesso.
— Te peguei! – Ladybug termina a pegada com o ioiô parando em sua mão.
— Que demais! – Gritou Eryk.
— Tchau, Tchau borboletinha. – E quando a garota abre seu ioiô, no lugar sai uma borboleta branca voando para longe dali, como se nada tivesse acontecido.
— Noooossa...! – Disseram Jessy e Luane em coro, encantadas com a super-heroína.
— MIRACULOUS LADYBUG! – E para finalizar, ela lança seu objeto para o céu, liberando várias joaninhas encantadas que se espalham pela cidade, reparando todo o estrago que a vilã fez durante o ocorrido.
— Nossa...! – As garotas novamente falam juntas impressionadas com as joaninhas mágicas voando bem na frente delas.
Ao mesmo tempo em que isso ocorria, Replica voltava ao normal perdendo a aparência de víbora, não se lembrando de nada após ter se transformado em uma vilã.
— Nossa... o que aconteceu...? – Se pergunta a mulher agora em forma humana, vestida como uma aeromoça.
— Olha! É a tia que estava no nosso avião. – Exclama Junior reconhecendo ela.
— Quem diria que ela era uma vilã. Eu deveria saber. Ela estava tão brava no avião dizendo alguma coisa sobre estar com raiva dos turistas por resolverem viajar justo no dia que era a folga dela ou algo assim. – Supôs Jessy como se tivesse esclarecido tudo.
— Como você sabe disso, Jessy? – Pergunta Luane confusa.
— Escutei ela falando quando fui pro banheiro do avião. – Responde a amiga.
— Zerou! – Ladybug e Chat Noir comemoram a vitória a sua maneira de sempre batendo seus punhos um no outro.
— Nossa! Vocês dois são demais! – Eryk aparece na frente deles interrompendo a comemoração dos dois, empolgado de tanta alegria. Embora não ajudasse Ladybug e Chat Noir que se entreolham confusos com essa situação.
— Hã... Quem é você, para começar? – Curiosa, Ladybug pergunta para Eryk tentando ir direto ao assunto.
— Eu? Eu me chamo Antônio Eryk! Mas podem me chamar só de Eryk! Eu e meus amigos moramos no Brasil, mas estamos aqui em Paris porque um tio do irmão do tio da irmã da tia da Luane mora pra cá. Aí fomos convidados por ela! – Se apresentou Eryk explicando a história para os dois sem de deixar de demonstrar a alegria que sentia por conhecer bem de pertinho dois super-heróis de verdade.
— Espera, vocês são os famosos heróis do norte do Brasil? – Se pronuncia Chat Noir reconhecendo o nome e o rosto de Eryk.
— Conhece eles, Chat Noir? – Ladybug perguntou surpresa.
— Apenas o que eu vi pela internet. – Assim que terminou com a explicação, tanto seu anel quanto o brinco da Ladybug apitaram juntos ameaçando a voltarem a sua forma normal.
— Aaah precisamos ir! Adeus! – Ladybug se despede nervosa dos cinco e os dois heróis correm em direções contrarias um do outro.
— Foi maneiro conhecer vocês! – Chat Noir também se despediu já gritando ao longe.
— Até mais! – Grita Eryk esperando que sua voz alcance os ouvidos de um dos dois pelo menos.
— Puxa vida, viram aquilo! O carinha chegou gritando “gataclismo” e ferrou com uma daquelas cobras! – Dizia Junior empolgado para os amigos.
— E aquela super-heroína fofa!? Ela gritou: “Talismã...!” E um objeto apareceu do nada! – Luane também falou empolgadíssima, sem fazer questão de conter toda a animação.
— Tinha ouvido falar de super-heróis em Paris. Mas achei que era só uma espécie de lenda urbana. – Falou Jessy.
— Mas de onde eles vieram? – Perguntou Jeová curioso.
— Eu não faço idéia. Só sei que eles SÃO DEMAIS! – Gritou Eryk erguendo os punhos super alegre.
Após o ocorrido, tudo volta à normalidade. Apenas a existência de outros heróis em outros cantos do mundo que mudou. Mas fora isso, nada mais extraordinário aparentava acontecer.
— Ah Paris... o palco perfeito para a desordem. Só espero que o livro dos Miraculous esteja mesmo localizado aqui.
Disse uma mulher no topo de um prédio observando a Torre Eiffel, trazendo consigo um plano que acabaria com o mundo.
O encontro de heróis não traria nada de extraordinário, a não ser isso.
Continua...
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