Notas iniciais
Cherry: Oie, tudo bem? Batemos as 1000 views pessoal, muito obrigada por tudo ♥ Obrigada a todos que leram e que acompanharam a fanfic até aqui, e esse agradecimento e das duas autoras dessa história de mim e da claradasideias, e temos mais uma coisa para comemorar, atingimos praticamente 2/3 do filme, espero que gostem desse capítulo, escrevemos de todo o coração! —Boa leitura!

Marinette estava em seu quarto tentando aproveitar um pouco de sossego porque a vida de radialista exigia muito dela e às vezes sentia-se exausta de precisar ser tão extrovertida e simpática em seus programas. Porém sua mãe estava animada demais com todos os eventos recentes para deixar de ir parabenizá-la. Ela era sua filha e tinha muito orgulho de suas ações.

—Marinette! Eu não acredito! É sério que indicaram você para representar o colégio como modelo na competição de moda! Isso é incrível! Minha bela filhinha… — Sabine disse animada

—Ah, isso nem é grande coisa… — Marinette fez pouco caso

—Como assim?! Você vai desfilar na passarela!

—Eu não quero desfilar. Além disso, se eu for eleita, o diretor Agreste vai descobrir que eu sou a Ladybug, eu vou ser expulsa do colégio!

— E quem é o Gabriel Agreste na fila do pão? Marinette, as pessoas querem você lá por causa do seu talento e da inspiração que transmite para elas, você defende o que acredita e apenas isso que importa. E se ele ao menos pensar em te expulsar, eu te coloco em outro colégio. Quem não gostaria de ter a Ladybug como aluna? E propaganda gratuita de sua escola no programa de rádio mais escutado de Paris? Você tem que lutar pelo que acredita!

— Eu sei disso, mamãe. Mas mesmo assim uma expulsão de um colégio não vai ser bom pro meu futuro... Não! É melhor eu ficar em casa e deixar para lá essa competição.

—Eu quis dizer que o que importa é lutar pelo que acredita e desfilar na competição! — Disse num tom de ordem que só mães conseguem fazer

—Mas, mamãe...

—Nem mais um pio, minha filhinha vai estar em uma competição de moda! Aí quanta emoção. -Sabine saiu comemorando.

—É.. Parece que perdi a opinião sobre a minha própria vida.

Já esperando o iniciar da aula, os alunos conversavam entre si na sala. De repente, ouviu-se uma voz no rádio de anúncios da sala, interrompendo a música que o mesmo tocava anteriormente:

—Aqui é o diretor Gabriel. — Já foi o bastante para calar boa parte da turma -Eu sei que há controvérsias quanto a identidade de Ladybug, controvérsias essas que não deveriam existir. Mas já que é assim, precisamos reforçar a autoridade na escola e lembrá-los da não existência de privilegiados no François-Dupont. A escola se retirará da competição de fantasias interescolar de Paris. E é bom que ela se revele logo, pois tenho interesse próprio naquele prêmio. Sabem quanto valem aquele par de brincos junto com o anel?! Então a competição estará cancelada até que ela revele sua identidade, se alguém souber alguma pista sobre quem ela é, entre em contato comigo.

Em sua sala, Gabriel não parava de maldizer a radialista. Sabia o quanto os alunos estavam engajados no desfile, portanto sabia que seria o ataque doloroso. Porém, ele mesmo queria o prêmio como quis poucas coisas na vida, o que só aumentava seu ódio por ela. Agora, mais do que nunca, ela era sua inimiga. Ia expulsá-la e garantir que jamais entrasse em outro colégio… O que seria de sua vida no rádio sem um diploma de jornalismo?

O diretor não era o único revoltado. Enquanto a maioria se consumia em dor por ser traído pela Ladybug, Lila era a que mais dedicava seu ódio àquela odiada pelo diretor. Ladybug sempre estragava tudo, não era possível que estragasse a competição também! Não era justo que tivesse tal poder! Ainda mais sua vida, que em nada cruzava com as ideias passadas no programa!

—Adrien? – Chamou-o como sua última esperança -Não há nada que você possa dizer para mudar a cabeça dele? Afinal, você é filho dele…

—Desculpa, Lila… Se ele fez esse pronunciamento sem nem pedir minha opinião, por que ela faria diferença agora? — Respondeu em um misto de tristeza por seu pai agir em sua vida sem perguntar o que ele pensava e por perder a chance de conquistar aquela que tanto admirava: Marinette

No horário do programa, o plano de Gabriel já corria totalmente dentro dos trilhos. Um pequeno protesto em frente ao prédio da Miraculous FM, organizado por ninguém menos que Lila Rossi, havia se formado contra Ladybug. Cartazes coloridos com a escrita “Nos devolvam a competição” ou “Abaixo Ladybug! ” Eram visíveis naquela manifestação. Lila ficava a frente, dizendo o quão importante era que os alunos tivessem espirito esportivo e, portanto, devolvessem a competição para eles e a mesma não parava de falar blasfêmias sobre a radialista.

No meio daquela multidão, se encontravam Marinette e Alya, que no momento se preocupavam em como entrar no prédio, já estava quase na hora da transmissão e a azulada precisava estar lá dentro. Tikki apareceu nas portas de vidro do prédio procurando pela azulada, quando avistou o número de alunos do Dupont que estavam revoltados com a tal “injustiça” ficou surpresa, e se surpreendeu pela própria Ladybug estar lá no meio segurando uma placa escrito “Encorajadora ou vilã? ”.

Ambas se comunicaram por meio de uma linguagem de sinais inventada, diziam tudo, mas ao mesmo tempo nada. Até que a ruiva fez um sinal de que teve uma ideia. Ela pegou um moletom largo e vestiu, o mesmo possuía uma toca, que serviu bem para tapar sua cabeça, ela saiu do prédio tampando o rosto e para ajudar na situação, Alya gritou:

—Olhem lá! Deve ser a Ladybug, vamos atrás dela!

Não demorou nem um segundo para que toda aquela aglomeração fosse atrás de Tikki e Marinette entrasse no prédio sem ninguém a avistar. Até alguns repórteres estavam perto de lá para filmar a identidade da garota que controlava os adolescentes atualmente.

Após adentrar o local, Marinette foi direto para a sua sala, ligou o modulador de voz e entrou no ar:

—Oi, borboletinhas! Sei que não deve estar tudo bem agora, aconteceu muita coisa desde o nosso último contato, né? Quero que me digam o que estão pensando, liguem, mandem mensagens, rabisquem na minha parede, não sejam tímidos.

Temendo o que viria, uma a uma, Marinette liberou as ligações que vinham uma atrás da outra num estouro. Várias pessoas que tinham planejado encontros para o dia do anúncio, várias pessoas que economizaram meses para usar uma roupa bonita enquanto assistia ao desfile da escola, várias pessoas que tinham o sonho de entrar nas artes e na moda e queriam ver o nível de seu talento, várias pessoas que sonhavam em um dia serem modelos… Não houvera um que não a chamou de destruidora de sonhos.

E foram várias ligações desse tipo, pessoas dizendo que era egoísta, que não ligava para ninguém além dela mesma, pessoas falando que nunca mais iriam ouvi-la, entre outras coisas do gênero. Cada ligação foi se acumulando na mente da azulada, fazendo-a perder toda a autoestima que havia construído com a Ladybug, a que fazia ela ter coragem de conversar com Adrien, a que fazia com que ligasse aquele modulador e falasse o que pensava para todos, mas não poderia desistir, não agora! Assim que as ligações terminaram ela continuou a falar:

—Beleza, estão sendo verdadeiros quanto aos seus sentimentos e... – Apareceu mais uma ligação na tela e ela atendeu, se surpreendeu ao ouvir Adrien ali.

—Olha, eu quero que saiba que eu sempre gostei de você e do seu programa e agradeço por tocar a música da banda da qual eu participo, mas...

—Pode continuar a falar...

—Tinha uma garota que estava na minha equipe e no dia da competição eu queria impressionar ela e falar o que sinto. – No mesmo momento Marinette lembrou de Lila, Adrien gostava dela esse tempo todo?

—E-eu lamento...

—Eu também... – Ele desligou a ligação.

—Já percebi que estão nervosos... Bom, eu vou por umas músicas para ouvirem e essa próxima é pra vocês, por serem francos comigo, obrigada! – Ela desligou o microfone e foi até Alya, que a recebeu com um abraço, sabia o quão difícil foi para a amiga ouvir que Adrien gostava de outra, ele tinha que estar irritado, aquela competição era muito importante para o pai dele, mesmo que o próprio tivesse cancelado, nada impedia o loiro de se irritar

Talvez o diretor tivesse ganhado mesmo. Talvez ela devesse revelar-se, aceitar a expulsão e devolver a inscrição da escola na competição que todos queriam participar…

Tikki e Fu não demoraram para aparecer e consolá-la:

—Eles só estão bravos no calor do momento. Logo vão esquecer, afinal você já fez tantas coisas boas como Ladybug. — Comentou o padrasto

—Mas você não ouviu? Eles me odeiam, Fu! Querem minha cabeça em uma bandeja! — Disse desesperada -Eu estraguei tudo! Eu sou horrível…

—Mas você não estragou nada, Marinette! – Disse Tikki, que havia chegado no meio das ligações.- Você só disse verdades que os outros tinham medo de falar. Quem cancelou o evento foi o diretor, se eles quiserem o pescoço de alguém, eles que vão atrás do dele.

—Eu sabia que eles estavam com raiva, mas não esperava essa…

—Sim… Esse diretor está fazendo tudo errado… — resmungou Tikki

—É isso! Errado! — E Marinette pulou de alegria após sua sacada.

—Mari, você tá bem? – Pergunta Alya.

—Errado!

—Miga, cê tá bem mesmo?

—Melhor que nunca, vem comigo, Alya!

Elas tomaram cuidado para não serem vistas por meio das enormes janelas de vidro, precisavam sair do prédio sem serem vistas:

—Eles ainda estão esperando a Ladybug, o que vamos fazer? – Disse Alya.

—Precisamos de uma ajuda profissional, olha lá!

Foi então que viram uma luz no fim do túnel. Uma lanchonete ali perto contratara um garoto fantasiado de gato para fazer propaganda de seu churrasco de gato no espeto. Ele fazia umas dancinhas engraçadas tentando chamar atenção e deu certo já que as duas garotas deram risadinhas e ligaram para o local.

Pouco tempo depois, chega um gato dançante na sede do local com dois espetinhos, ele procura por quem fez o pedido, mas não vê ninguém:

— Espetinhos de gato com 5% de desconto, quem foi que pediu? Olá? Tem alguém aqui?

Subitamente, duas meninas aparecem de seu esconderijo debaixo da mesa:

—Podemos pedir um favor? — Alya perguntou

—Você quer mais molho?

—Não, é outra coisa! Está vendo aquele pessoal lá fora? Temos que sair sem que eles nos vejam!

—Podem contar comigo!

Lila estava dando uma entrevista para a TV News, dizendo o quão cruel foi para ela desistir do concurso, já que estava com o filho de Gabriel Agreste. Quando de repente ela viu uma pessoa doida pulando em uma fantasia de gato, o que fez ela falar:

—O que é aquilo?

Os repórteres logo se aglomeraram em volta da pessoa e perguntaram o que ele achava de Ladybug:

—Tem algo a acrescentar sobre a Ladybug? – Pergunta Nadja de uma TV local.

—Ah, mas é claro que sim! — Disse animado, já começando uma batida legal. --Eu sou o DJ Chat Noir, animando seu dia, olhem como eu danço. – Ele fez com que as câmeras se virassem para o lado oposto pelo qual Marinette e Alya iriam passar e começou a fazer uma dancinha, que incluía mãos para frente e para trás, uma dancinha de Gangnam Style e o clássico Moonwalk do Michael Jackson (Dancinha de Sr. Pombo) e isso foi o suficiente para distrair as pessoas e as câmeras.

Afinal, esse era o único objetivo de se fantasiar daquele modo, isso e incentivar um jovem estilista tímido de que sua peça era boa e poderia ganhar a competição de fantasias. Isto é, se seu pai não cancelasse a inscrição deles…

E isso fez com que Marinette e Alya saíssem do prédio sem serem vistas.

Já Chloe e seu novo parceiro de descobrir quem é a Ladybug não tiveram tanta sorte.

Todo dia, por meio do Ladyblog, ela conhecia novas pessoas tão interessadas em desmascarar a radialista quanto ela. Para uma amizade não surgir dali, seria bem difícil. O problema era o tamanho da exigência dela, assim como a mãe, não aceitava menos que perfeito.

Daquela vez se esconderam no lixo, mesmo que isso fosse estragar sua roupa nova, para tentar pegar no flagra quem quer estivesse entrando para apresentar um programa na rádio. Porém seu parceiro era fraco e não aguentou muito tempo o que chamou de “nojeira”. Ele afirmou ter sentido uma mão humana e quase vomitar, nada do que Chloe disse sobre ser a mão dela surtiu algum efeito. O que foi uma pena, visto que a própria procurada passou ali logo depois do incidente os afastar de lá.

No dia seguinte, a escola inteira pareceu um pouco entristecida, todos estavam mais desanimados que o comum, pois perderam seu objetivo de porquê levantar da cama. Sem a competição, a escola era só ir mal em várias provas, estudar um monte na esperança de recuperar e assistir aulas de física e matemática que era mais desanimadora que o normal para os alunos. Nada que os animasse.

Porém um anúncio nos rádios das salas foi capaz de pôr o sorriso de volta na cara de todo mundo. Era a Ladybug salvando o dia de todo mundo:

—Eu sei que cancelar a inscrição da escola na competição foi muito injusto, porém culpar o diretor Gabriel não ajuda em nada, não é mesmo, borboletinhas? Por isso, depois de pensar muito, nós da Miraculous FM decidimos criar por nós mesmo um concurso de fantasias. Vocês não precisam de fantasias caras, elegantes e sei lá mais o que, podem vir com fantasias todas erradas e malucas. Sejam autorais, mostrem si mesmos em suas roupas, porque gostamos de vocês como são.

Ao começar a escutar, o citado não perdeu por esperar e correu até a sala de transmissão. Era a hora de pegar essa espertinha do ato! Chegando lá, nada. Não havia ninguém falando ao microfone, ele esperou para ver se era alguém escondido, entretanto ninguém se revelou após seu retorno dramático depois de um tempo esperto de espera. Uma tragédia!

Gabriel Agreste não era o único revoltado com mais esse lance, Lila estava uma fera com o enterro oficial da inscrição na competição de fantasias. Ao ver o sorriso na cara de Adrien, não se segurou e explodiu:

—Eu achei que você ficaria mais triste com o cancelamento da participação da escola na competição, afinal, isso era muito importante para o seu pai e estamos inscritos como dupla de modelos para representar a escola.

—Ainda podemos competir na disputa da Miraculous FM!

—Com fantasias erradas, malucas e autorais? Que graça teria ganhar com essas aberrações? Eu queria competir na disputa interescolar, ter a chance de pôr a mãos naquelas joias que são prêmio e o diretor e, mais importante, seu pai tanto fala! Aquela competição é de prestígio, um dos jurados é da revista “Marie Claire”!

Marinette que passava por ali, acabou não se segurando e dizendo algo:

—Por que não fala isso então para a Ladybug? Ela ia adorar ouvir a fã número um dela. — Ao escutar, Adrien teve que fazer muito esforço para não rir, acabou cedendo e rindo sem parar.

A garota só se deu conta do que conseguira fazer depois. Havia finalmente respondido às grosserias que Lila espalhava por aí! Algo que sempre tentou e sempre falhou! Talvez Tikki e Fu tivessem razão, ser Ladybug estava fazendo dela uma pessoa melhor.

Irada, veio a resposta à Marinette:

—Olha, temos que nos concentrar. Não vamos reprovar em moda só porque vocês são dois palhaços! — E saiu pisando forte

—Acho que o bicho pegou… — Disse Adrien divertindo-se e arrancando um sorriso da outra.

Notas finais
Novamente, muito obrigada a todos que acompanham e leem a história ♥ Feliz páscoa para todos ♥ —Obrigada por ler!!! —Beijinhos de cereja ♥