Notas iniciais
Cherry: Oie, peço perdão pela demora para postar, não desistam da história! Pode demorar cem anos, mas sempre terão capítulos novos ( Pelo menos até a história terminar.) —Boa leitura!

Marinette estava junto de Lila e Adrien vendo possíveis ideias para as fantasias do desfile na sala de moda. Eles estavam pensando em seguir uma temática para roupas de época, o que fez desistirem dos esboços de Marinette, que eram com temática de lugares.

Lila tinha feito alguns esboços que agradaram aos outros dois, juntos estavam dando os toques finais. Testavam o mais básico no corpo, para ver como ficava, e depois viam que detalhes ficariam melhores de acordo com o modelo.

Marinette insistiu para não ser a modelo feminina do desfie, por conta de sua enorme timidez. Infelizmente, se não fosse a modelo teria que apresentar o projeto, ou seja, falar na frente de uma enorme plateia, o que estava fora de cogitação e se desfilasse não teria que falar em público, além de que poderia fechar os olhos e fingir estar sozinha.

Depois que Lila prendeu todos os alfinetes nos corpos de Marinette e Adrien, ela repassou as explicações para os passos no desfile. Lila queria impressionar a professora para que suas fantasias fossem escolhidas para serem usadas no concurso de fantasia entre as escolas. Levaria aquelas joias pelas quais o diretor Gabriel insistia que valia a pena lutar, sem contar que se o diretor ficasse feliz com o esforço e gostasse dela, poderia ter uma chance de ficar com Adrien.

—Podemos repassar a coreografia? — Perguntou Adrien. –Acho que ainda não entendi direito... — ele riu nervoso, passando a mão na nuca -Talvez se...

—Não! — Disse Lila autoritária — Faremos do meu jeito! — Os outros dois assentiram, sem muita escolha –Marinette, você deve sair daqui e passar por todo esse pedaço. — Ela apontava para um esquema de palco –Pare nesses pontos para as poses, fique nessas posições aqui. Não me decepcione, tudo deve ser perfeito! – Ela falava séria e sendo intimidadora –Adrien, você vai começar aqui. Logo no início da está na pose e deve esperar a Marinette chegar aqui para se mexer. – O esquema ficava cada vez mais riscado e confuso. –Vamos! — Lila estava em êxtase.

Adrien estava parado no centro da sala em uma posição que fazia-o parecer uma árvore e tantas dobras que seus braços e pernas faziam, mas apesar de tudo isso ele conseguia ficar imóvel. Marinette olhava para ele impressionada com seu equilíbrio, queria ser assim também. Sentia que tropeçaria em uma das saias do vestido no meio do desfile. Estava quase desistindo e quase aceitando o destino de ter que apresentar o projeto.

Era tudo tão confuso e complicado... Todas aquelas voltas, idas e vindas, ela já podia sentir seus pés se embaralhando. Sabia que cairia logo e estragaria todo o trabalho. Os três pegariam recuperação em artes por causa dela e Adrien a odiaria! Se ela não conseguia executar no treino, jamais conseguiria fazê-lo na frente de todos!

O tempo passou, a garota executou todos os passos e quando já estava no final, tudo foi por água a baixo.

Ela fazia algumas curvas em torno de Adrien, parando em momentos estratégicos para fazer as poses. Já Adrien ficava parado no centro imitando uma estátua de cera. Quando ela chegasse no centro, onde ele estava, trocariam de lugar e ela ficaria em uma outra posição enquanto ele desfilava em torno dela.

Quando Marinette estava se preparando para ficar em modo estátua e Adrien começava a andar, ela se desequilibrou em quase caiu em cima de Adrien. Por sorte ele a segurou bem na hora:

—Te peguei! — Marinette atingiu cinquenta tons de vermelho ao estar vivenciando tal cena, ela literalmente estava nos braços de Adrien Agreste! E pior, estava muito perto dele. -Sabe, podíamos fazer isso mais vezes, ficou melhor do que o roteiro da Lila. – Ele pisca e ambos começam a rir. –Queria que seus esboços de roupas típicas fossem usados, mas apesar disso, acho que escolher os esboços de roupas de época da Lila não foi ruim. Este vestido ficou lindo em você. – Se antes a azulada estava em cinquenta tons agora estava com mil tons de vermelho.

—O-obrigada.- Responde a garota meio sem jeito.

Lila via tudo e era impossível não notar o clima que existia entre os dois, com o recalque nível cem ela grita:

—Corta! – A morena puxou Marinette para longe do loiro. –Talvez se você sair daqui e fazer todo o percurso vindo para cá e não parar ao lado do Adrien...

Lila saiu modificando todo o planejado só para evitar a possibilidade daquele evento se repetir. Ela falava em tom calmo, tentando parecer que estava tudo bem, para não levantar suspeitas de que queria evitar aquele tipo de contato entre os dois novamente.

Adrien, que não era bobo, notou a mudança no tom de voz da garota e sabia que aquilo não era do feitio da garota, mas como era lento, não notou o porquê dessa mudança tão repentina.

Outra coisa que o loiro reparou foi a cara de discordância de Marinette, sabia que ela era exageradamente tímida e se a garota tinha algo contra, ela não ia falar. Precisava ajudá-la a se soltar e rápido, antes que aquela mudança fosse permanente:

—Tem algo a dizer Marinette? — Ela permaneceu calada, então lentamente ele se aproximou e sussurrou no ouvido da garota. Você ouve a Ladybug, não é? Deve ouvir, pois estava com uma roupa de joaninha ontem... Pense no que ela diz, é tudo verdade. A vida é correr riscos, e se quer fazer uma mudança é só dizer, se você é contra isso fale... – Ele se afasta voltando ao seu lugar original. -.. Então?

Ela respirou fundo e tenta contestar alguma coisa do que Lila dissera:

—Eu acho que.... – Ela respira mais fundo do que havia respirado antes. – Deveríamos fazer o que estávamos fazendo antes. – Enquanto ela falava, chegava mais perto de Adrien. –Faz parecer como se estivéssemos dançando, tornando o desfile e o concurso algo longe de simplesmente dar notas as roupas, mas sim perceber o esforço do grupo para dar vida a ela, se nós apenas caminharmos pra lá e pra cá, não dá o mesmo efeito – Eles estavam muito próximos agora, desejo estalando no ar.

—Sim, eu também acho. — Disse Adrien quebrando o clima – Desculpa, Lila, são dois contra uma.

—Tudo bem! — Lila bufou de raiva –Precisamos treinar mais para evitar a queda. Quarta-feira, na minha casa, às 19 horas.

—Quarta-feira não posso – Marinette foi rápida em dizer, ao lembrar-se de seu programa –Tenha jantar... Obrigatório... Em família... — Falava em um tom bem claro de desculpas.

—Quinta de manhã então... -Sugeriu, ainda mais irritada.–Pausa pro lanche, logo continuaremos.- Lila pegou algo de sua bolsa para comer, enquanto Adrien e Marinette se sentaram juntos em um canto.

Ambos pegaram garrafinhas água de suas mochilas e nesse ato, Adrien acabou por derrubar um CD, que Marinette pegou para devolver:

—É um CD novo da sua banda, a Kitty Section?

—Sim. Estamos tentando várias coisas novas, é incrível o que dá pra fazer. Na verdade, nesta música, nós... — Logo Lila apareceu e cortou-os.

—Problema de última hora, parece que outro grupo alugou a sala para o próximo horário. — Lila forçava o sorriso –Continuamos na quinta, tchau.

—Eu também tenho que ir! Aula de piano... Tchau Marinette!

Quando os dois vão embora, Marinette se dá conta de que o CD da Kitty Section ainda estava na sua mão. Ela teve uma ideia um tanto quanto mirabolante, pegou o disco e levou consigo.

Mais tarde, naquele mesmo dia, Marinette, que agora era Ladybug, já estava transmitindo sem programa na Miraculous FM. Ela transmitia com um sorriso no rosto, estava animada com sua ideia. Pegou o CD e já colocou na fita de espera para tocar no seu programa:

—Sabe, estou muito grata por todos terem apoiado o meu protesto. Eram tantos com roupas de joaninha! Vi um par de óculos que era o sinônimo de top. Porém, precisamos falar de algo não legal. O diretor Gabriel confisca tudo o que levamos para a aula! — Fala revoltada, mal sabia que um daqueles que a ouviam era o próprio diretor. –Isso não é o pior, o pior é que não parece haver justiça. Alguns parecem imunes. E se não podemos confiar que as leis são justas, o que será da sociedade? Sem falar que a música é um remédio para a alma, algo que nos guia. É onde estávamos e onde estaremos. É quem somos. – Inocentemente ela sorriu. -Não podemos deixar que levem isso para longe de nós! Por isso escolhi essa música hoje, ela fala sobre tentar coisas que achávamos impossíveis. Ela realmente me inspira. Voem escutando Kitty Section, borboletinhas. E amanhã, às 8 horas, parem o que estiverem fazendo e dancem. Se expressem, sejam vocês mesmos, façam a diferença.

Ao escutar a música de sua banda no programa que Ladybug apresentava, Adrien não conteve a surpresa e a felicidade. Além dos membros da banda só Marinette sabia do CD. Se a música já estava tocando lá e tão rápido, só podia querer dizer que a azulada era a Ladybug.

Não! Isso era quase impossível, Marinette era bem tímida, ao contrário da garota que apresentava o programa. Chegava a ser hilário pensar que ambas eram a mesma pessoa, mas não era sobre isso que a música que a banda compôs falava? Sobre enfrentar o impossível? A garota podia ter enfrentado a sua timidez e começado a gravar.

Ele havia descoberto a identidade da garota que ele tanto admirava, Marinette era Ladybug.

Como da outra vez, todos seguiram o pedido de Ladybug. A própria não estar mais feliz de estar sendo escutada, era uma sensação ainda melhor do que o clima animado da sala de aula por todos estarem dançando.

—Está na hora de seguir seu próprio conselho. — Proferiu Alya –Dance e se expresse.

Naquele dia, Adrien quis tirar essa história à limpo. Assim que teve a chance, foi falar com Marinette. Dançando, tentou se aproximar dela quando viu que se levantara e começara a dançar. Ainda mais agora que sabia seu segredo, ele sentia-se muito bem perto dela. Sentia-se ele mesmo.

Lila se recusava a dançar, tinha raiva da Ladybug e de seus ensinamentos. Nem um dos pedidos de Adrien funcionou para fazê-la se mexer. Para sorte ou azar dele, ao ver que Adrien e Marinette estavam dançando perigosamente perto, Lila começou a dançar só para meter-se na frente deles. Quando de repente o rádio da escola é acionado:

—Aqui é o diretor Gabriel Agreste! A escola é um local de disciplina! Não importa o que a Ladybug disse na rádio, vocês não têm autorização de dançar no meio da aula. Quem for pego dançando será suspenso. Precisam de foco para ganharem o grande prêmio, o anel e os brincos, no concurso de fantasias.

Pareceu mágica, toda a escola parou de dançar no mesmo instante.

Já no almoço, Adrien foi atrás de Marinette, era agora ou nunca:

— Mari, a gente pode conversar?

Ela tentou negar, mas Alya literalmente empurrou a melhor amiga para perto dele e saiu correndo:

—É sobre a nossa música.

—Que música?! Pelo que eu me lembro nós não temos uma música! – Ao mesmo que ela estava surpresa, ela estava extremamente confusa.

— Não é isso, a da banda, da Kitty Section. Aquela que Ladybug tocou ontem. — Ele falou, pronto para observar sua reação, que foi uma cara de espanto, bastante suspeito. –Achei que foi incrível ela curtir o nosso som, mas depois me perguntei como ela tinha conseguido a música... Mari, você tem algo a me dizer?

Ele sabia que ela pegara a insinuação e seu comportamento suspeito já a confirmava.

Adrien queria muito dizer que sabia de tudo, todavia ele sabia do esforço da amiga para tentar esconder a sua identidade secreta e notou que não era o certo a fazer. Se era o que ela queria, seu segredo estava à salvo com ele, sua boca seria um túmulo.

—Pode me contar, eu sei que foi você que deu o CD pro seu padrasto dar pra Ladybug tocar na rádio. – Ele não pode evitar de rir quando viu a cara de alívio e o suspiro pesado que a azulada deu ao pesar que ele não havia descoberto.

—Exatamente, fui eu! — Ela ria nervosa -É uma música linda...

—Sim, mas não consigo me reconhecer nela. É como se ouvissem o que toco, mas não me escutassem... É estranho...

—Não é não. — Ela sorriu –Eu entendi a música inteira e aposto que a Ladybug também.

—A Ladybug é incrível. — Não resistiu em elogiá-la

—Sim.... Ela é! – Ela não pode deixar de corar ao ouvir o elogio, mesmo pensando que não era dirigido a ela e sim ao seu alter-ego.

—Sinto que poderia reconhecê-la na rua de tão bem que a conheço na rádio... — soltou no ar –Tenho que ir, tchau, Mari.

—Tchau, Adrien. – Engoliu o seco e foi para a aula.

Notas finais
Esperamos que tenham gostado do capítulo ♥ Comentem o que acharam. —Obrigada por ler! —Beijinhos de cereja ♥