Ladybug: a Rebelde da Rádio
6 Dançando
Notas iniciais
A cidade estava cheia de cartazes sobre o programa da Ladybug na Miraculous.
Marinette estava tentando chegar escondida no estúdio, sabia que com toda aquela propaganda, com certeza muitas pessoas estavam espionando a entrada tentando descobrir a identidade da radialista. Ou pelo menos sua amiga Chloé estava.
Toda a sua preocupação se mostrava verdadeira e necessária, já que Chloé realmente estava observando a entrada da sede da rádio na esperança de ver Ladybug entrando.
Ela estava escondida analisando todas as informações que tinha postado no Ladyblog, o blog sobre a Ladybug que tinha feito há alguns dias com a ajuda de Alya.
Ele teve um aumento exponencial de visualizações desde que Ladybug começou a trabalhar na Miraculous, e com colocava todos os dados que tinha sobre a identidade da radialista lá.
Era um blog interativo, então nem todas as postagens eram de sua autoria. Muitas outras pessoas de toda Paris já compartilharam informações lá e Chloé relia aquilo tudo na esperança de treinar seus olhos para focar na Ladybug correta. Afinal, muitas pessoas entrevam no prédio da Miraculous naquele horário.
Havia algumas pessoas que diziam poder identificar a provável aparência de Ladybug só pela voz. Chloé era uma dessas e, junto de muitos outros com essa habilidade, refletia quais seriam as características que alguém com a voz de Ladybug.
Muitos no blog diziam que ela seria uma garota, bem alta, talvez com quase 1,90. Chloé não acreditava neles, achava que ela seria mais baixa, com no máximo 1,70. Ela tentava focar nas garotas mais baixas que passavam pela sede da rádio, porém os comentários no blog sempre diziam para olhar as mais altas.
Por não saber o que procurar, acabou nem reparando em Marinette, que entrava escondida de uma forma muito suspeita. Não importava a altura dela, qualquer um que a visse pensaria nela como Ladybug em potencial.
Porém, não se deve ser injusta com Chloé Borgeois. Afinal, ela levava a história de descobrir quem era Ladybug à sério o suficiente para que, ao se aproximar dela, Marinette já percebesse do que se tratava. Seu foco principal era não ser percebida pela amiga espiã. Ninguém percebeu sua entrada, nem Chloé.
Ela saiu correndo pelo prédio, tomou tanto cuidado para não ser vista que mal conseguiu chegar há tempo do começo. Tikki parecia ter desistido de esperá-la, pois estava lendo um livro enquanto comia alguns salgadinhos. A última tomou um belo susto com a chegada da primeira e, além de perder a página em que estava, derrubou boa parte de seu lanche.
Ao ver Marinette em sua frente, lembrou-se do queria dizer assim que viu toda a propaganda espalhada pela cidade.
—Você viu todos os cartazes pela cidade? — perguntou super animada
—Impossível não ver, estão em todo lugar! — disse como se estivesse revoltada –Minha mãe ligou agora pouco dizendo que me viu no trem, eu falei que estava aqui. Então ela se corrigiu, dizendo que viu uma propaganda enorme do meu programa no trem.
—Estão gastando uma fortuna com propaganda – disse bem animada –Aposto que a audiência está enorme. — ela parecia dar pulinhos -Como se sente agora que é uma celebridade?
—Eu não sou uma celebridade, a Ladybug é. — disse com inveja de si mesma. Ladybug era ela, porém sentia-se como se fosse outra pessoa -Até o Adrien gosta dela... — disse triste por “não ter” o amor de seu amado
—Suponho que goste desse Adrien... — depois que Marinette assentiu, Tikki continuou -Não vejo o problema, então...
—Ah... — Marinette suspirou -É que eu já tinha dificuldade em lutar com a Lila pela atenção dele – Tikki fingiu que sabia quem era Lila para que a garota continuasse –Agora eu tenho que disputar comigo mesma pela sua atenção e parece que estou perdendo... — disse triste
—Não fique assim, olha quantas pessoas mandaram mensagens elogiando você e o programa... — Tikki abriu a página e começou a ler: -“Queremos pausa para dança todos os dias”; “Queremos mais da Ladybug”; “Não tirem nossa música de nós”. Todos gostam de você, há fã clubes da Ladybug por toda Paris! — Tikki estava tão radiante que contaminou Marinette
A garota, inspirada pelas doces palavras, resolveu atender os pedidos e dar mais pausa para dança.
—Eu tive uma ideia! — anunciou com um sorriso no rosto
...
Era hora do recreio no colégio François Dupont. Assim que saíram das salas, os alunos puderam escutar a alta música que soava, parecia vir de fora da escola. Movidos pela curiosidade, rapidamente, os alunos correram para a saída do colégio e viram um caminhão com várias caixas de som e a logo do programa da Ladybug.
Nenhum dos alunos tinha qualquer informação sobre o que acontecia ali, então se deixaram levar pela música e começaram a dançar. Porém havia uma que sabia quem tinha, Alya não hesitou em correr até onde Marinette estava e pergunta-lhe sobre o que ocorria.
—Veja bem, o diretor Gabriel não pode reclamar que estamos atrapalhando a aula. Afinal, é hora do recreio.
Alya estava muito orgulhosa de si por ter uma amiga como a Ladybug e, acima de tudo, estava orgulhosa de Marinette. Ela evoluíra muito desde a garota tímida e agora era a famosa Ladybug.
As duas amigas ficaram ocultas enquanto assistiam a diversão dos outros alunos. Logo Tikki apareceu para sanar as dúvidas do público dançante.
—Olá, pessoal do François Dupont. Aqui é a Tikki, da Miraculous FM. E eu tenho uma mensagem da Ladybug para vocês! — ela deu play em alguma caixa de som e a voz de Marinette saiu pelos autofalantes:
Bem nesse momento, passava Lila. Ela amaldiçoava o quanto a Ladybug estava tomando parte em sua vida: primeiro a música, depois a aula, agora até a pausa! Frustrada, se juntou a Adrien e sua banda.
“Aqui é a Ladybug, com uma surpresa para vocês na hora do intervalo. Muitas pessoas me mandaram mensagens sobre como as pessoas tentam tirar uma das poucas coisas que temos, a música. Isso não nos torna melhores alunos, e não pode punir alguém por relaxar no intervalo. Não é mesmo, diretor Gabriel. Você roubou nossa música, eu vou devolve-la! Agora estamos na pausa, que é a nossa hora!”
Assim que o anúncio acabou, lá estava o diretor querendo parar com toda aquela bagunça. Sem foco, eles nunca ganhariam a competição de fantasias e, consequentemente, sem o anel e os brincos que eram o prêmio... Ao olhar para o lado e ver seu próprio filho dançando na escola, sentiu que falhara em seu papel de educador.
—Isso aqui é propriedade escolar! — disse ele com raiva
—Na verdade, aqui onde estamos é a rua. Propriedade municipal. — respondeu Tikki sorrindo –Quer ver a minha autorização?
—Quero! — Gabriel agarrou o papel esperando que nele tivesse alguma frase para expulsá-la dali. Não havendo, ele foi embora pisando firme de raiva.
Naquele momento, até Sabrina, a companheira de Lila, estava dançando. A segunda estava horrorizada com o comportamento da primeira. Precisava dar um jeito naquilo antes que sofresse uma traição mais séria por causa daquele inseto.
—Aquele inseto nojento contaminou você — alertou com repugnância
—A música até que é legal – Sabrina se defendeu
—Não é não! — Lila disse como quem dá bronca -Vá espalhar mais propaganda para que votem em mim para representar a escola no concurso de fantasias. — expulsou–a, desesperada para livrar-se dela
Assim que findou o recreio, a diretor chamou a atenção de todos os alunos e anunciou:
—Eu quero que saibam que esse fiasco da hora do intervalo foi... — ele procurava a palavra certa –um fiasco! Chegou a hora de toda essa história de Ladybug terminar, está tirando o foca da competição. Quem tiver alguma informação sobre a identidade deve Ladybug, deve me informar imediatamente. Ou posso decidir por medidas disciplinares! Agora, para a aula!
Lila não perdeu tempo em ganhar pontos com o diretor e foi até ele para reforçar seu compromisso:
—Eu também repudiei aquilo no recreio. Posso garantir que caçarei a Ladybug até o fim!
—Não se preocupe, Lila. — tranquilizou Gabriel –A Ladybug é temporária, eu posso dar ordens que durem para sempre. — ele sorria pensando em sua vingança
—Assim como as joias que ganharemos depois da competição? — perguntou Sabrina, animada
—Você pensa em expulsá-la? — até Lila estava um pouco chocada
—Os atos dela desafiaram as minhas regras, ela sofrerá as consequências! — disse determinado
Marinette, que ouvia tudo logo atrás, engoliu em seco e saiu de fininho.
—Só consigo pensar no brilho do prêmio... — dizia Sabrina hipinotizada
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