Ladybug: a Rebelde da Rádio
10 Colocar à prova
Notas iniciais
Marinette estava no estúdio da Miraculous FM transmitindo seu programa como normalmente fazia. Ela sabia que o colégio estava realmente animado com a competição interescolar e os prêmios chiques, muitos viam a chance de crescer nessa área graças à cobertura da revista Marie Claire que teriam. Por isso, ela compreendia que o concurso interno da rádio não era o melhor se comparado a este:
—Nós recebemos diversas perguntas sobre como funcionaria a competição de fantasias e isso é muito bom porque quer dizer que realmente o evento foi uma aposta certeira. — Ela diz no microfone. — Porém, percebi que vários alunos lamentam a desclassificação, então inscrevemos a Miraculous no concurso, para assim poderem apresentar suas roupas à revista. Foi muito difícil convencer a banca porque não somos um colégio, mas como todos os participantes serão os alunos, acabaram cedendo. Esse é o espírito, façam-se ouvir! Principalmente a minha fã número um.
Em seu carro, Lila escutava o programa sem prestar muita atenção devido ao desprezo que sentia por Ladybug. Porém houve algo que não passou despercebido por ela. A expressão utilizada pela radialista foi a mesma dita por Marinette. Afinal, seriam as duas a mesma pessoa?
Sem perder tempo, foi em direção ao endereço da casa da azulada, para conferir sua presença ali, assim acabaria com a dúvida que corroía seu espírito. Tocou a campainha e tentou atuar da melhor maneira possível
—Oi, Sabine! Eu sou amiga da Marinette e nós combinamos de estudar juntas hoje para a prova de francês, será que ela está?
—Então... — respondeu a mãe — Ela teve um compromisso urgente, disse que logo voltava e infelizmente não sei onde ela foi. Eu estou aprendendo a cozinhar alguns doces, você gostaria de me ajudar enquanto espera ela?
— Não, obrigada. — Tentou soar gentil mesmo repudiando o convite.– Sabe quando ela volta?
— Não sei, não. Desculpe. Mas aviso que passou aqui. — Respondeu Sabine sorrindo.
...
No dia seguinte, Adrien, Lila e Marinette estava novamente ensaiando para o desfile de fantasias. A diferença era que não mais brigavam para serem os representantes da François Dupont, e sim da Miraculous FM. Não havia momento perfeito para encurralar a suposta Ladybug e finalmente a resposta ser revelada.
Enquanto os dois modelos combinavam alguns detalhes de sua performance, Lila fez uma pequena encenação como se estivesse morrendo de sede e implorou horrores por um fresco copo de água.
Gentil como era, Adrien ofereceu-se para pegar. Isso gerou a deixa tão desejada situações para conseguir falar à sós com a outra integrante do grupo:
—Eu estava pensando em dar uma festa na minha casa hoje mais tarde, lá pras sete horas. Sabe, inspirada pela rebelde da rádio. Resolvi chamar a turma inteira, o que inclui você. O que acha? — Lila convidou-a, o horário era exatamente o mesmo em que o programa da Ladybug estaria no ar .
—Eu não posso, tenho compromisso mais tarde. — Marinette respondeu, tentando soar triste por isso.
—Ah, que interessante... São os mesmos de ontem à noite, quando eu passei na sua casa. Sabe que eu poderia jurar que você me falou que estaria em casa com certeza naquele dia?
Ao escutar aquilo, Marinette suou frio. Será que ela suspeitava de seu segredo? Ela tinha muito azar mesmo... De todos que poderiam obter aquela informação, precisava ser justamente aquela pessoa que provavelmente denunciaria sua identidade ao diretor Gabriel e arruinar sua vida acadêmica? Ela estava acabada e só queria ser engolida pelo chão naquele momento.
Tentando controlar o nervosismo, respondeu alguma frase aleatória:
—Eu estava... hã... na gráfica imprimindo o trabalho de história.
—Tem certeza? Será que você não estava na Miraculous estrelando um programa de rádio? — Insinuou Lila. – Eu ouvi o programa de ontem e prestei muita atenção quando a Ladybug mencionou a fã número um dela. Foi o mesmo adjetivo que você me deu mais cedo!
Quando Rossi foi direto ao ponto, o desespero da azulada aumentou. A certeza dela era firme, e consequentemente as ameaças que receberia virariam ações. Bem, se ela iria perder, que ao menos perdesse com honra.
Tentando soar firme, respondeu Lila:
— E o que garante que não foi uma coincidência? Aliás, se você acha que eu sou a Ladybug, por que não conta logo para o diretor Gabriel? Ele baba por você, com certeza acreditaria.
—Eu preciso de provas, ora essa! — Disse ela como se fosse óbvio. — Mas, em breve, irei tê-las. Quando você não aparecer na minha festa.
—Por que está tão interessada nisso mesmo? — Perguntou Marinette, ao ver-se sem saída.
—A Ladybug está roubando toda a atenção por causa do mistério envolvendo a sua identidade. No momento em que for desmascarada, muitos perderão o interesse e tudo voltará a ser como antes. Então as atenção virão para quem realmente merece: eu. — Soou ameaçadora dando um pouco de nojo em Marinette.
Logo depois, Adrien voltou com o copo d’água e a postura de Lila mudou completamente, com o intuito de agradar o rapaz.:
—Oh, Adrien! Você é o meu herói! Vamos continuar os ensaios agora. — Ele concordou e logo foi puxado para um canto recebendo mais orientações.
Marinette ficou para trás, congelada no lugar. Tinha um problema enorme em mãos e não fazia ideia de como resolver.
O medo dominou seu corpo e ela só queria poder gritar para extravasar aquela angústia toda. Ela precisava de muita ajuda se quisesse sair dessa armadilha, e rápido.
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