Lady So Divine
5 V. Três
Notas iniciais

As pessoas costumavam chamar a relação deles de indecente.
“Por que raios uma mulher ficaria com dois homens ao mesmo tempo?” ou “Oh meu Deus! Eles estão todos juntos!”
Inicialmente, esse era o impacto que eles causavam nas pessoas, não que se importassem, mas de vez em quando isso era extremamente desconfortável, principalmente quando os mais curiosos perguntavam sobre como era o sexo.
— É fantástico! — Hanji respondia animada, até Levi fazê-la calar a boca com um cascudo, apenas para minutos depois Erwin dar uma risadinha e mimá-la com um beijo na testa, enquanto ela dava a língua para Levi em uma atitude infantil. — Viu? É assim que você tem que me tratar, deveria parar de me bater. O que as pessoas vão achar? Que sou um saco de pancada?
Erwin era mais calmo, ele estava acostumado a ver os dois brigarem, até chegar um ponto que ele simplesmente os separava. Admitia que até se divertia um pouco, porque Levi tinha o temperamento muito curto e a as atitudes de Hanji simplesmente não ajudavam em nada e em questão de minutos, os dois estavam brigando feito crianças.
— Quantas vezes eu já te disse pra não ficar falando sobre isso para outras pessoas? — Levi retrucava ranzinza, uma veia saltando em sua testa, enquanto ela ainda se agarrava a Erwin, parecendo uma criança mimada. — E a culpa é toda sua, Erwin.
— Minha? Por quê? — Erwin ergueu suas estranhas sobrancelhas, esperando pela resposta.
— Porque você a mima demais! Hanji precisa de limites!
— Pare de falar como se eu não estivesse aqui! — ela reclamou. — E eu não sou mais criança, você sabe? Qual é o problema das pessoas saberem sobre o sexo? — Bufou.
— Levi, você não precisa ser tão rígido, deixa ela — Erwin disse com um sorriso tranquilo.
— Uh, então você quer que ela saia falando das porcarias que você fala enquanto transa? — perguntou de mau humor, continuando a andar e sendo seguido pelos outros dois depois de um tempo.
— Bem...
— E você, óculos de merda. Quer fazer as pessoas saberem de como você é barulhenta e — deu uma pausa, franzindo o cenho — que necessita de um pouco mais de peitos, você sabe.
— Eeeeeh, você está sendo mau! — a cientista reclamou. — Erwin, você acha que seria melhor se eu tivesse mais peitos?
— Seus peitos são maravilhosos, querida. — Ele balançou a cabeça afirmativamente.
— Viu só, Levi? Meus peitos são maravilhosos! Se não está satisfeito, deveria ir...
— Eu não disse que queria trocar você.
— Mas...
— Chega. Parem de brigar, pelo amor de Deus! — Erwin fez um expressão séria, fazendo Hanji engolir em seco e um arrepio involuntário percorrer a espinha de Levi. — Façam as pazes!
— Mas... — Hanji e Levi começaram em uníssono.
— Agora — continuou, intangível.
Os três se olharam por um momento e Hanji começou a rir, para depois se aproximar rapidamente de Levi e lhe dar um beijo nos lábios de leve, depois se ergueu na ponta dos pés e beijou Erwin também.
— Desculpe — ela disse.
Levi coçou a bochecha, um pouco desconfortável, mas também pediu desculpas bem baixinho e depois recebeu um aperto nada conveniente de Erwin em seu bumbum.
— Assim que eu gosto — Erwin disse orgulhoso.
— Amo vocês! Sério! — Hanji disse, colocando-se entre os dois e segurando a mão de Erwin do lado esquerdo e a de Levi no lado direito.
— Também amo vocês! — o loiro murmurou, apertando a mão dela e dando um sorriso para Levi.
— Puta que pariu. Eu também, uff — Levi disse a contra gosto.
E no fim, a relação deles seguia em frente, com as brigas, beijos e resmungos.
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