Lady Sensitive..
3 Capítulo 1 - The Bottom Of The Well
Notas iniciais
Enfim, vamos ao capitulo:
– Annie querida, olhe pra mim! Quando eu me virar eu quero que você corra muito, a mamãe estará logo atrás de você, não se preocupe. — Disse Alice à pequena Annie enquanto se preparava para se virar.
– Ta.. está certo mamãe.
{Presente}
– Nossa, andamos praticamente a noite inteira e nada de encontramos a Annie, por onde aquela garota se meteu? Espero que ela esteja bem. — fala Angelica já exausta de tanto andar.
– É. Realmente ela parece que desapareceu do colégio, muito estranho. Acho que deveríamos tentar encontrar os meninos e ver se eles à encontraram. — Joana responde, mal se sustentando em pé.
– É, vamos. Se a Annie estiver realmente mal não quero nem pensar no que aqueles aproveitadores irão fazer com ela. — Angelica fala enquanto passa pela porta de saída do auditório.
{...}
– Aaaaaaaaaaaaaaa Felipe, acho que a gente deveria comer antes de procurar mais por ai. Estou morrendo de fome e me recuso a dar um passo sem antes comer alguma coisa. — se queixa Gabriel, se apoiando na pilastra do pátio.
– Deixe de frescura Gabriel, a gente só andou por algumas horas e tem o fato de que a Annie e muito mais importante no momento. Temos que nós esforçar. — fala Felipe dando um murro no ombro do amigo.
– Ai. Não precisa violência. Você viu no que deu a nossa brincadeirinha antes. — Gabriel fala irritado, enquanto terminava de se ajeitar.
– Ta bom, só deixe de tanto drama. Estou sem saco pra isso.
– O.k. Acho melhor irmos.
– É, vamos que eu acho que a Angelica e a Joana à essas alturas já encontraram elas.
"- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa"
– O QUE FOI ISSO?! — pergunta Gabriel dando um pulo.
– Não sei, pareceu um grito. Será que alguém se machucou?
– Annie! — respondem ao mesmo tempo enquanto saem correndo na direção do grito.
{...}
– O que estou fazendo aqui?! Parece a minha casa, quer dizer, minha antiga casa. Está tudo tão escuro. Será um sonho?
Annie começa a andar em direção à um pequeno feixe de luz que emana da porta próxima. Escuta um barulho de alguma coisa quicando é então empurra a porta.
– Aqui.. aqui.. é.. era .. meu quarto! — e se abaixa e pega uma pequena boneca de pano que estava jogando no chão próxima à cama.
Começa a andar e se senta na cama, fazendo com que ela soltasse um ruído abafado, enquanto lágrimas brotavam de seus olhos e inundando sua face.
Ela enxuga as lágrimas e pega uma caixinha de música que estava no criado mudo ao lado da cama. Uma volta, duas voltas, três voltas e ele começa a cantar uma linda melodia enquanto uma pequena bailarina surge de seu centro e começa a dar pequenas voltas. Lágrimas começam a retornar enquanto ela emite um suspiro bem profundo.
Barulhos se aproximam.
– Annie?! Annie querida, você está acordada? — uma linda voz feminina é ouvida através da porta.
Annie estava muito confusa para responder algo, e quando toma coragem para responder a porta começa a se abrir.
– Meu am...
Annie acorda.
{...}
– Você ouviu isso Joana? Tenho certeza que era um grito e era da Annie. — fala Angelica com um tom de preocupação na sua voz.
– É, também tenho. Acho que devemos ir ver o que aconteceu.
– E logo. — apressa em dizer Joana enquanto elas saiam em direção ao pátio externo do colégio.
{...}
– Você está bem?!
– Hmmmmmmmmm... ai ai, meu braço doí. — responde Annie.
– Não é pra menos, você caiu de muito alto, se eu não estivesse pulado logo não sei o que teria acontecido com você. Afinal, me chamo Guilherme.
– Me chamo Annie e não foi minha culpa eu ter caído, foi VOCÊ quem me chamou e por isso eu caí. Ai, meus pulmões doem. — fala Annie.
– Hahaha, peço desculpas, ainda não era pra mim estar andando por aqui. Sou novo é só começo as aulas pela manhã. Estava dando uma volta em volta do colégio agora à noite e vi uma luzes lindas que saíam do lago. Fiquei curioso e cheguei aqui, onde que por coincidência você estava e aconteceu tudo isso. Sobre seu pulmão, acho que você engoliu muita água, mas não se preocupe, acho que não tem mais água. — se explica Guilherme
– Ah certo. Então que dizer que.. que.. você.. fez.. — Annie começa a ficar vermelha
– Ahh! Quanto à isso, sinto muito, não foi minha intenção — Guilherme começa a ficar nervoso
– Ah tudo bem. Não foi sua culpa, se eu soubesse pelo menos nadar...
– Ah! Não se preocupe, aposto que seu pai poderá lhe ensinar um dia.
Os olhos de Annie se enchem de lágrimas.
– Eu.. eu.. não tenho pai.
– Ah sinto muito eu não sabia. Venha, eu lhe ajudo a se levantar. — Guilherme estende a mão para Annie que à pega e se levanta
– Não. Tudo bem, isso é passado. — fala Annie forçando um sorriso.
– Então vamos, acho que a enfermaria está aberta é eles poderão olhar seu braço melhor lá.
– Tá. — foi quando Annie olhou pela primeira vez com atenção para Guilherme e sua feições. Ele realmente é bonito, não, ele é lindo. Cabelos negros como a escuridão lisos com franja, olhos azuis bem claros, alto é bastante forte.
Eles escutam um grito se aproximando.
– EIIIIIIII, ANNIE! — grita Gabriel enquanto se aproximava ofegando com Felipe, Angelica e Joana.
– Seus amigos? — pergunta Guilherme
– Sim, meus melhores amigos. — Annie responde com um enorme sorriso no rosto
– Oi pessoal, onde vocês estavam esse tempo todo? — Annie pergunta
– Bem, estávamos lhe procurando. — responde Felipe com o rosto sério.
– Ohh! Não precisava disso, eu só sair pra dar uma caminhada, só isso. — fala Annie tentando parecer normal é já se esquecendo da dor no braço.
– Aham,sabemos, isso explica a senhora ter saído do quarto com aquela cara e o porque de ter sumido esse tempo todinho. Quem é esse ai? — pergunta Felipe
– Ah, esse e o Guilherme. Bem, foi ele quem me salvou, se não fosse ele, talvez eu não estivesse viva agora! — fala Annie surpresa
– Como assim viva? É porque vocês estão tão molhados assim? — pergunta Felipe
– Bem, aposto que ela poderá nós responder isso é mais coisas quando chegamos no dormitório, né Annie? — pegunta Angelica, olhando primeiro para Annie depois para o Guilherme
– Ah claro. Só preciso passar na enfermaria antes, eu bati o braço em algum lugar quando caí e está doendo muito. Quero pegar algum analgésico para aliviar a dor. — fala Annie
– Então vamos indo, já está bem tarde e não quero que ninguém nós ache aqui, inclusive a bruxa da Margareth! — fala Gabriel
– Certo, certo. Vocês podem ir indo na frente, só irei agradecer e me despedir do Guilherme, já encontro vocês. — fala Annie se virando para o Guilherme
– Ah, claro. Vamos. — fala Angelica se virando e começando a andar na direção da entrada lateral do colégio — Até mais Guilherme, obrigado por salvar a Annie
– Não há de que! Foi um prazer salva-la. Até mais.
Todos começam a se retirar menos Felipe que não parava de encarar o Guilherme.
– Algum problema Felipe? — pergunta Annie impaciente e preocupada com o temperamento dele
– Ah não, é que pensei ter visto algo, mas acho que era apenas imaginação minha. Acho melhor ir indo. — e se virá sem olhar para trás
– Ohhhh! Me desculpe por eles. E que tenho certeza que eles não acharam normal me encontrar com um estranho a essa hora, toda molhada e com o braço machucado. Eles realmente são ótimos amigos. — fala Annie trocando algumas palavras e ficando nervosa novamente
– Não se preocupe. Eles são adoráveis. Aposto que gostaram de mim o mesmo que gostei deles.
– Eu não apostaria nisso.
– kkkkkkkkkkkkkkkk
– kkkkkkkkkkkkkkk
– Adorei conversar com você, principalmente a parte de lhe salvar.
– Ohhhhh — Annie fica mais vermelha que tomate — Eu.. eu não posso me envolver em relacionamentos agora.
– Ah, tudo bem, não sabia que você tinha namorado. — fala Guilherme
– Não é isso. É porque passei por um relacionamento conturbado à algum tempo é não sei se estou pronta para outro.
– Aaa, então é isso. Tudo bem, foi erro meu.
– Não se preocupe, ainda podemos ser amigos.
– Claro, claro, precisarei de alguns mesmo amanha. Odeio primeiro dia de aula, sem conhecer ninguém.
– É. Realmente é terrível, mas não achei você com cara de que tem problemas com amizades.
– Normalmente não, só que estou passando por problemas em casa e não me animo muito em fazer amigos agora.
– É, famílias as vezes são um problema. Bem acho melhor eu ir andando, amanha a gente continua nossa conversa. Meus amigos já estão nervosos com minha demora.
– É, acho melhor não irrita-los eles muito. Nunca se sabe o que eles poderão fazer. Kkkkkkkkkkk
– Kkkkkkkkkk. É, realmente não, até amanha.
– Até.
...
– Pensei que não vinha mais. — fala Angelica
– Aaa, é que ele fala bem é sempre que eu tentava me despedir, ele vinha com mais perguntar e assim demorou. — se explica Annie
– Tudo bem, agora vamos à enfermaria e eu quero saber detalhes de tudo o que você aprontou hoje.
– [risos] Certo. Contarei tudinho assim que chegarmos no dormitório.
– É a gente? Fica como? — pergunta Gabriel apontando para o Felipe
– O que tem vocês? — pergunta Joana
– A gente também quer saber o que aconteceu! — fala Gabriel
– Bem, acho que a conversa só diz respeito a nós meninas. Sinto muito Gabriel. — fala Angelica
– A gente ajudou a procurar o tanto que vocês, tenho certeza que até mais, do que jeito que vocês são cheias de frescura. A gente em a obrigação de saber o que aconteceu com a Annie e porque ela se machucou. — fala Felipe
– Ah, então é isso que você quer saber. — fala Angelica
– Claro, o que mais você pensou que fosse?
– Nada não. Nada não. Acho que você deveria nós contar Annie, também estamos curiosas.
– Certo.
E assim Annie contou a eles até chegarem a enfermaria e logo após ao dormitório. Onde estavam tão exaustas que esqueceram de conversar os detalhes e acabaram pegando as três no sono.
...
PRIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
– Minha nossa, mais ja? Acabei de deitar! Estou mortinha. — se queixa Joana enquanto se prepara para levantar.
– É, realmente estou toda quebrada, ai com queria um banho de espumas e água quente. — fala Angelica ainda toda enrolada em seu edredom.
– Bem, acho que todas nós. — fala Annie saindo do banheiro com uma toalha na cabeça e usando apenas roupão
– E, é pra completar ainda tem aquela abertura idiota que a Sr. Margareth obriga todos à assistirem. — reclama Angelica indo escovar os dentes
– E é sempre a mesma coisa, falando sobre como é importante ter todos aqui presente para mais um semestre e blá blá blá. — fala Joana
– Ela bem que poderia dar um tempo pra gente e se preocupar mais com ela. Ela está com uma pele horrível. — fala Annie enquanto se olhava no espelho
– Bem, acho melhor nós apressarmos, não estou afim de ficar lá na frente e escutar a voz daquela velha louca estriparem meus lindos ouvidos. — fala Angelica
– Verdade, é nem quero sentar perto daquela coisa, chamada Sheilla. Quando mais longe possível, melhor. Concordam? — pergunta Joana
– Sim! Com certeza! — respondem Annie e Angelica
– Pensando bem Annie, você não terminou a história de ontem, vamos, desembuche logo. — fala Angelica saindo do banheiro e se sentando ao lado de Annie na penteadeira
– Bem.. ele é só um amigo e com eu disse me ajudou a sair do lago quando cair. — responde Annie com abaixado
– Não foi o que pareceu. Rolou um clima ali, tenho certeza. Ele beija bem? — pergunta Angelica dando um empurrãozinho na amiga
– Do.. do que você está falando? Ele não me beijou porque quis, eu estava morrendo! É mesmo assim não vi nem senti, estava inconsciente. — fala Annie se levantando e indo até a janela
– Bem, ele é um gato! Isso você não pode negar. É pelo que você nós contou ele irá estudar aqui, melhor ainda. Se você não quiser eu quero. — fala Angelica com um sorriso de provocação no rosto
– Por mim tanto faz. Ele é só um amigo mesmo, e eu não estou afim de relacionamentos por enquanto.
– Bem, a conversa está ótima mais é hora de nós vestimos.
– É, também acho. — responde Joana saindo do banho
{...}
– Eiii, meninas. Aqui! — grita Gabriel do outro lado do corredor, segurando uma enorme cesta cheia de cupons.
Elas se aproximam.
– O que é isso que vocês estão fazendo? — pergunta Joana
– Ah, isso? — pergunta apontando pra cesta — é a cesta do sorteio de retorno as aulas que o colégio faz. Gabriel ficou responsável de levar até o auditório. — responde Felipe
– Certo. Acho bom vocês se apressarem, já está quase na hora de começar é a sr. Margareth odeia atrasos. — fala Angelica
– É, verdade. Vocês virão conosco? — pergunta Gabriel
– Sim, estávamos indo pra lá agorinha mesmo. — fala Annie
– Então vamos. — fala Gabriel saindo na frente
...
– É então.. dormiu bem Annie? O braço está melhor? — pergunta Felipe
– Ah sim, nem senti hoje de manhã, acho que tenha sido apenas uma luxação causada pelo impacto. — responde Annie passando a mão de leve no braço
– Hmm, que bom que não foi nada.
– É, realmente foi ótimo.
...
– Nossa, quanta gente aqui! Nem tinha me dado conta que tinha tanta gente assim no colégio, estava tão vazio. — fala admirada Joana
– É, acho que temos muitos novatos esse semestre. — fala Angelica
– Annie, onde acha melhor a gente sentar? — pergunta Joana
– Hmm, não sei, de preferência bem longe da Sheilla, não quero ouvir as piadinhas dela nem tão cedo. Falar nisso, faz um bom tempo que não há vejo. Noticias? — pergunta Annie
– Verdade, até parece que ela está aprontando. — fala Joana
– Falando na peste, olha ela ali — aponta Angelica
– Sínica como sempre. Quem é aquele ali com ela? — pergunta Annie
– Não sei, está de costas, não consigo visualizar bem. Parece bonitão, olhe os ombros. — fala Angelica
– Ohh, espere ai... — começa a falar Annie quando o menino que está com Sheilla começa a virar e acena para Annie
– Ai meu Deus — Angelica e Joana falam ao mesmo tempo
– É o Guilherme.
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