Lady Sensitive..

10 Capítulo 8 - Best of Me


Notas iniciais
Yoo mina!
Chegou o momento tão esperado, ou não, o penúltimo capítulo
o
:'/
Bem, é isso ai, foi uma história boa e tudo, mas ela tem que chegar no fim algum dia e esse ta chegando, acho que sábado ou domingo, isso vai depender da minha criatividade em desenvolver um final adequado.

Bem, sem mais demoras vou apresentar as músicas:
Primeira música: Best of Me do Sumer 41 e a outra, tambem do Summer é a My Heart Will Go On, eu sei, não é deles, mas eles regravaram e ficou perfeita, escutem.
Nos vemos nos créditos finais.

Um beijo.

Um beijo de verdade. Apaixonado. Simples. Com fogo.

Aquele tipo de beijo.

Guilherme passou a parte do braço direito que ficava mais longe do ferimento ao redor da cintura de Annie e a puxou praticamente para o seu colo. Em seguida, retornou a concentração ao seu beijo.

A língua de Guilherme pediu passagem, que foi concedido por Annie. Não demorou muito até que suas línguas dançassem, formando laços e arrancando suspiro um do outro. Pareciam que tinham feito aquilo a vida toda.

Minutos.

Falta de ar.

Se soltam.

Silêncio.

Olhar.

Beijo novamente.

...

- Me desculpe – fala Guilherme um tanto constrangido

- Não, eu que me desculpo – fala Annie com dificuldade para respirar

Ambos se encaram e caem na gargalhada.

- Você beija bem – elogia Annie

- Você também não é tão ruim assim

O sorriso some do rosto de Guilherme.

- Algum problema? Machuquei você? Ai meu Deus – fala Annie se levantando da beirada da cama

- Não, não é nada disso – fala Guilherme – e que eu tive uma briga com minha mãe antes de você entrar, não foi nem um pouco agradável

- Oh! – expressa Annie

- Sabe, pensei que um dia, poderia perdoar ela, deixar tudo aquilo no passado. Mais não, cada vez que olho pra ela, vejo o que ela fez ao meu pai

- Quer falar comigo sobre isso? – fala Annie agora se levantando e indo até a poltrona ao lado da cama dele

- Sim, acho que sim, acho que posso tentar – fala ele olhando pra baixo

Annie encosta sua mão no seu queixo e o levanta, sem seguida solta-lhe um selinho.

- Então, o que está esperando? – pergunta com um sorrisinho no rosto. Guilherme o retribui

- Meu pai trabalhava em uma indústria de tecido. Era um funcionário comum, e que trabalhava na parte de corte do tecido. E perigoso, mas não era pra ele, ele tinha uma agilidade e habilidade incrível com aquilo, sem contar em sua capacidade de concentração – nesse momento ele para um pouco – Teve um dia em que meu pai tinha trocado de turno com um amigo que tinha que viajar, e iria pegar o turno da noite, ao invés do da tarde, e por isso chegaria mais cedo em casa. Eu estava no colégio nessa hora. E minha mãe o dia todo em casa.

- Ele chegou em casa e abriu a porta. Achou estranho o silencio, minha mãe geralmente ficava assistindo TV ou na cozinha, fazendo a janta. Então foi em direção ao quarto e escutou barulhos, pra ser mais exato, eram gemidos, e vinha do quarto dele. Aproximou, a porta estava entre aberta e quando ele empurrou encontrou minha mãe e o vizinho fazendo sexo. Aquilo foi a goda d’agua. A relação deles já não vinha sendo tão boa, com isso meu pai expulsou minha mãe de casa, naquela mesma tarde, naquele mesmo dia. Jogou tudo o que ela tinha, bem não tudo, apenas as roupas e tudo que fosse de itens pessoal dela, porta à fora, enquanto ela gritava, implorando por perdão. Foi uma loucura. A vizinhança toda olhando.

- Depois que minha mãe saiu, literalmente, meu pai entrou no banheiro e chorou. Aquele choro alto, desesperado. Eu ouvi tudo. Já tinha chegado da escola e estava muito deprimido, não entendia o porquê, mas sabia que eles tinham se separado aquele dia – Guilherme pausa um pouco – Ele chorou por umas meia hora, em seguida saiu do banheiro com um sorriso no rosto e disse que eu ia passar essa noite na casa da tia Meire, porque ele tinha trabalho. Fui sem questionar.

- Antes de sair pra trabalhar, meu pai chegou pra mim e disse que tudo ia dar certo, que a vida da gente iria melhorar, e meu deu um beijo na testa. O último beijo. Meu pai não voltou pra casa – Nesse momento lagrimas escorrem dos olhos azuis céu de Guilherme, lá fora, o sol já havia estava se pondo, quase por completo – Meu pai sofreu um acidente no trabalho. No começo eu não soube o que foi, mas depois eu descobrir. Uma das tesouras havia travado e meu pai no desespero meteu a mão entre elas, para ela soltar. Aconteceu exatamente o contrário, e ao invés de soltar, ela foi puxada mais pra dentro do rolo, e prendeu meu pai – as lagrimas fluem feito o ar no rosto de Guilherme. Annie também chora.

- Lembro que eu não pude ver meu pai depois de morto. Ninguém pode. Disseram que não era coisa pra criança, mas depois eu soube, o rolo onde a tesoura ficou presa o puxou, primeiro seu braço em seguida de tórax e depois a cabeça. Não sobrou nada a não ser carne moída do meu pai – Guilherme agora soluça – Meu pai não teve nem um caixão. Nem um caixão! Você sabe o que é ser enterrado em uma caixa de madeira de 30cm? – Guilherme agora estava histérico – Tudo culpa dela! TUDO CULPA DELA – explode

- Calma, calma – Annie agora estava em pé, ao lado de Guilherme. Ela encosta na beirada da cama e senta, e abraça a cabeça de Guilherme em seu peito e começa a passar a mão, enquanto Guilherme chora – Vai ficar tudo bem

Annie e Guilherme adormecem, enquanto um lindo pôr do sol termina seu trabalho lá fora.

...

- Sabe... eu nunca cometei isso com ninguém – sussurra Guilherme quando percebe que Annie já estava acordada

- Fico feliz em saber que fui a primeira – fala Annie e dar um sorriso

- Eu também – um sorriso verdadeiro

Minutos se passam e Annie e Guilherme permanecem entrelaçados um no outro, apenas em silencio.

- Sabe... – fala Annie – Não acho que eu seja uma boa pessoa pra você

- O q-que? – se surpreende Guilherme – Porque?

- Eu sou uma pessoa horrível, eu... eu... – não consegue achar as palavras suficientes boas para expressar o que está sentindo naquele momento – Se você não consegue perdoar sua mãe, nunca irá me perdoar pelo que eu fiz – conclui

- Como assim Annie? Pode confiar em mim – fala Guilherme e se vira para Annie. Annie se senta na beirada da cama

- Não sei se estou pronta, e muito ruim – fala Annie

- Confie em mim – fala Guilherme

- Guilherme – implora Annie

- Por favor – Guilherme a olha como com quem segurasse um oceano nos olhos

- Eu.. Eu.. – Annie luta com as palavras – Eu matei meus pais

Silencio.

- Acho que é sua vez de me falar sobre isso – fala Guilherme e se ajeita de modo mais confortável na cama

- Eu sei – fala Annie tristemente – Meus pais morreram quando eu tinha 5 anos. Sabe, desde aquele dia eu tenho morado com minha tia. Eu até tive minha avó por algum tempo, mas ela já estava muito velha para cuidar de mim, e 2 anos após a tragédia ela morreu. Sabe, ela quase não suportou ver meu pai morrer.

Morrei com minha tia durante mais ou menos 2 anos. 2 anos que considero os piores momentos de minha vida. Sabe, ela não levava uma vida ruim, só que simplesmente me odiava por eu simplesmente existir. Era muito pequena para conversar com ela sobre isso, mas eu sempre soube, ela me culpava pela morte de meus pais, o que ela tinha razão. Eles só morreram porque eu fui uma tola, burra que só pensei em mim mesma.

Sabe, quando completei 7 anos, eles se cansaram de mim e com o dinheiro deixado pelos meus pais, me mandaram para o meu primeiro colégio interno. Pra você ter uma ideia, nem nas férias eles solicitavam minha presença, e desde aquela época eu vivo neles.

Annie para de falar e viaja no tempo.

- Annie. Annie! – Guilherme à puxa de seus devaneios – Como seus pais morreram?

- Eles foram assassinados em um assalto quando eu tinha 5 anos de idade. Eles só morreram, se é o que quer saber, porque eu não conseguir ficar quieta e esperar assim como minha mãe tinha pedido – o rosto que Annie expressa nesse momento era de dar pena até no coração mais duro do planeta

Guilherme segura a mão de Annie e a puxa, a girando e indo de encontro aos seus lábios.

- Ei. Tenho certeza que não foi sua culpa. Não se preocupe, não precisa me abandonar por uma besteira dessas – Annie sorri

A porta se abre.

Dela sai uma menina.

De cabelos ruivos.

Gênio forte.

Guilherme gela.

Annie ferve.

Sheilla evapora em uma implosão de ódio, surpresa e decepção amorosa.

...

Em algum lugar à alguns quilômetros do hospital onde drama e romance caminhavam lado à lado, uma garota, de cabelos longos e dar cor de âmbar e bastantes acabados caminha por estreitas vielas.

Solitária, acabada, e desesperada. Tinha acabado de cometer furto em uma loja de conveniência. Sem sucesso. Tinha sido descoberta antes de conseguir sair da loja e além de ser ofendida por inúmeros palavrões, muitos desconhecidos até o momento, ainda foi agredida por um pedaço de madeira, do tamanho de sua mão. ‘Nada que eu não tenha merecido’, pensa Danny.

Agora, estava com fome, sem rumo e com apenas 3 dólares no bolso. Estava nas ruas há um dia inteiro e desde então não tinha comido nada nem tinha rumo. Só sabia que não podia conviver mais com a mãe, não depois daquela discursão, e voltar pro colégio estava fora de cogitação. Não conseguiria se manter tranquila naquela ambiente.

Estava começando à escurecer. O caminho ao qual percorria estava se tornando cada vez mais sombrio e perigoso. Infelizmente, quando veio perceber já era tarde demais.

- Ei garota – chama uma voz à qual ela não reconhece à localização – Aqui – e ela se vira em um ângulo de 90° — Está com fome?

O tal homem segurava algo na mão que Danny não identificou de imediato. Junto à ele estava mais duas pessoas. Uma menina, de no máximo 18 anos, pela aparência e um garoto de 14 anos.

Danny ponderou por algum tempo. Estava faminta, porem aquela tinha sido sua melhor oportunidade de conseguir se alimentar durante horas. Ela aceita.

- E-estou – finalmente fala

- Chega aqui – chama o cara. Ele era mais velho, uns 20 e tantos anos. Possuía barba mal feita, cabelo para ser cortado e suas roupas estavam sujas e rasgadas em alguns lugares. Não pareciam velhas nem baratas.

Danny se aproxima e se ajoelha perto dele, de modo que ficou lado à lado com a garota, que parecia estar em outro mundo e nem pareceu notar Danny. O garoto, que estava no lado esquerdo da garota, parecia no mesmo mundo. Danny percebe o que está acontecendo.

- S-sabe, não estou com tanta fome assim – mente – Se eu demorar mais, meus pais ficarão preocupados, acho melhor eu ir – entorna a mentir

- Calma docinho – o homem coloca a mão na perna de Danny, a impedindo de se levantar – Meia hora perdida com um ‘lanchinho’ não fará mal a ninguém – fala ele, dando ênfase em lanchinho.

Danny sente todo seu corpo tremer. De forma alguma terá forças para lutar com ele. Muito menos correr. Está muito fraca. Decide ceder. Esperar. E ver o que acontece.

- Aproposito, me chamo Henrique – fala ele – esses ai são Monica e Ruan, meus ann... sobrinhos – mente

Danny nada responde.

O homem passa cerca de 5 minutos tentando acender uma churrasqueira velha com alguns fósforos antigos, até ter sucesso. Isso é o que clareia a viela estreita e completamente inabitada, sendo essa apenas habitável por ratos e baratas, o que fazem com que Danny estremeça só de pensar.

10 minutos. 30 minutos. 1 hora. Danny se perde em meio ao céu azul marinho e estrelados que se abre em cima de sua cabeça. A falta de lua aquela noite, a faz ter ainda mais medo do ambiente e das companhias.

O ‘jantar’ fica pronto. Na verdade era um pedaço de linguiça velha dentro de um pão quase mofado. Danny não tem muitas opções, sua fome está em nível altíssimo e se não comece tinha medo do que poderia acontecer com ela.

O gosto até que não estava dos piores, ou pelo menos sua fome não à deixou pensar assim. Ela devorou o pão em pouco menos de 2 minutos.

- Tem algo pra beber ai? – pergunta

- Se estar pensando em agua, não. Só tenho isso – e levanta uma garrava transparente com um liquido marrom dentro cheio até a metade

- O que é? – pergunta

- Acho que você mesma deveria descobrir – e a oferece à Danny. Danny à pega e dar um gole. Cospe logo em seguida.

Henrique cai na gargalhada.

- Nunca é fácil na primeira vez – fala ele e estende as mãos pedindo de volta à garrafa

- Não. Até que não é tão ruim – e empurra outro gole, que com muito esforço e um arder de garganta insuportável, desce.

- Ei garota, pega leve ai – Danny agora dava altos goles quase sem parar – Não se deve misturar heroína com muita bebida, faz mal

- Heroína? – Danny salta – Como assim heroína? – pergunta surpresa

- Ora, o que você achou que tinha no pão? E isso que faz com que a fome passa queridinha – explica o homem com um sorriso malicioso no rosto

- Ai meu Deus – e só o que Danny consegue pronunciar antes de começar a se sentir tonta e se desequilibrar

- Eu disse pra você ir com calma – fala Henrique, soltando outra gargalhada alta – Deite ali – e aponta pra um pedaço de um papelão de um metro e meio de comprimento – e descanse

Danny não consegue chegar até o papelão. Desaba ali mesmo, entre o homem e uma churrasqueira que mal conseguia se mantes acessa.

- Opa – e só o que o homem consegue falar e não liga por um bom tempo para Danny.

A noite virá e logo a manhã floresce. Danny permanece imóvel, na mesma posição em que caiu. No mesmo local onde desabou. Inerte. Morta.

- Ei garota – fala Henrique sacudindo Danny – Levanta ai, logo o caminhão do lixo irá passar por aqui e a gente precisa dar o fora antes

Danny permanece imóvel. Gelada.

- Levant... – não consegue terminar a frase que estava se formando. Henrique apenas para e observa. Viaja em seus próprios pensamentos e congela.

Virá Danny, que estava deitada de bruços, e aproxima seu rosto de seu nariz. Nada. Nenhum vento. Nenhuma respiração. Agora segura seu pulso, nada, completamente imóvel e gélido.

Henrique salta para trás e cai sentado. Pasmo. Tinha matado aquela garota.

Ele se dirige aos outros dois, que estavam meio dormindo e o fazem se levantarem e saírem o mais depressa possível, antes que alguém aparecesse.

Danny permanece imóvel. No chão gelado. Morta. Durante 3 dias.

Notas finais
Não fiquem tristes.
Garanto que doeu mais em mim escrevendo do que em vocês.
E horrível você se despedir de um personagem.
Ainda mais quando você está preste de se despedir de todos para sempre.
Enfim, nada a comentar, só peço para aqueles que lerem antes que eu publicar o ultimo capitulo que me falem o que ainda falta ser concluído na fic para que eu não deixe nada para trás. Não irei voltar se eu deixar. Pode ser pelo facebook mesmo.
Então é isso.
XOXO