Lady Sensitive..
9 Capítulo 7 - Not Alone
Notas iniciais
Voltei, com mais um capítulo fofo.
Bem, tenho que confessar, estou muito chateado com vocês.
E é sobre as músicas que posto aqui.
Eu sempre pedi pra vocês escutarem enquanto liam o capítulo, porque o torna muito mais emocional com aquela cena, tanto seja em uma cena de ação quanto de drama.
Não deu certo. Reclamaram que não conseguiu se concentrar.
Ai mudei, coloquei instrumental. Não deu certo. Não sei porque.
Agora, magoou. Não sei mais o que colocar. Acho que o melhor seria tirar, só que como eu já comecei a história com música, gosto de terminar com música, então, vamos fazer um acordo, vocês só escutam no final do capítulo, e tentem lembrar do que aconteceu nele e associar a músicas, geralmente eles co-entrelação.
Bem, é isso. Vou deixar vocês lerem e explicou outra coisa nas notas finais.
Musicas para esse capítulo:
1°- She Falls Asleep (parte 2)
2° - Not Alone
Ambas do McFly
XOXO
- Guiii.. Guilherme! GUILHERME – se espanta Annie e em seguida se lança sobre ele em um abraço apertado
- Ai.. ai Annie, assim você termina de me matar – fala Guilherme com o sorriso mais sínico possível
Annie cora.
- Desculpe
- Estava brincando e a propósito, qual foi aquela do beijo? – pergunta Guilherme retomando seu ‘sorriso-pós-acorde-e-quero-mais’
Annie apenas cora e fica mais vermelha que um tomate
- Amm... hm... e que... – Annie não consegue formar as palavras certas
- Obrigado Annie
- Não se desculpe, sou eu quem devia estar me desculpando, se não fosse por mim, você não estaria nesse estado – fala Annie agora encarando o chão
- Não se sinta culpada, você não teve culpa de ser atacada por aqueles marginais – continua Guilherme
- Não foi bem eu.. eu só estava defendendo uma amiga – fala Annie
- E exatamente isso que faz com que eu goste cada vez mais de você – sussurra Guilherme em um tom suficiente alto para que Annie o ouvisse
- O q-que? – Annie se surpreende
- Nada não – Guilherme também cora
- Tá – conclui Annie e se senta na poltrona ao lado da cama – Não era pra chamar a enfermeira? – pergunta Annie quebrando o gelo
- Era, mas eu gosto dessa privacidade, depois a gente chama, acredito que ainda tem alguma coisa que queira me perguntar, estou certo? – questiona Guilherme
- Não é nada demais, deixa pra lá – fala Annie
- Hm, pra mim pode até ser, mas tem outro significado pra você, né? – questiona Guilherme seriamente – Você quer saber o porquê eu estava conversando com a Sheilla no dia do retorno as aulas, estou certo?
- Bem, não acredito que seja da minha conta – fala secamente Annie
- Até parece – Guilherme sorri – Tudo bem, vou contar mesmo assim, quando eu tinha mais ou menos uns 9 anos de idade, minha família e eu, é claro, nos mudamos pra uma cidadezinha no interior do estado, era quente, agradável e era coberta com plantação de algodão, realmente é uma cidade linda; bem, voltando ao assunto, nos mudamos e eu não conhecia ninguém lá, no começo é claro, eu ficava praticamente todo o dia trancado dentro de casa e sem avançar nem um pouco nas minhas amizades e contatos sociais. As aulas estavam prestem à começar, quando eu à conheci, ela era uma menina mimada, filha de um fazendeiro muito rico e adorava empinar o nariz, praticamente sem encostar os pés no chão...
- Até hoje – sussurra Annie
- Xiu, deixe eu terminar – reclama Guilherme em tom meio irônico – Bem, eu conheci ela da pior forma possível. Minha mãe tinha pedido pra mim levar o almoço do meu pai, ele trabalhava em uma indústria de tecido... – pequena pausa – sabe, a gente nunca foi rico, nem nada disso... – pausa novamente, mais longa um pouco – foi lá que.. que eu perdi meu pai – Guilherme está quase à beira de lagrimas
- Não precisa continuar, eu entendo – insiste Annie
- Não, tudo bem – fala, agora forçando um sorriso e levantando a cabeça – Bem, continuando, eu levava o almoço para meu pai, geralmente era ele quem levava, porém, nesse dia ele esqueceu e minha mãe estava ocupada. O caminho era um pouco longo e por isso eu decidir encurta-lo indo por um beco, entre algumas casas, erro meu. Assim que entrei no beco, notei algo estranho, estava com o ar muito pesado, não sabia o que era. Continuei caminhando e quando estava virando uma curva, avisto sentando 3 caras, um pouco mais velho que eu, provavelmente 12, 13 anos, eles me avistaram logo e começaram a vim em minha direção com um sorriso de malicia nos olhos. Os olhos, bem, isso eu nunca vou esquecer, estavam vermelhos da cor de sangue e pareciam muito exaustos. Eles se aproximaram e perguntaram o que eu levava naquela sacola, eu já tinha congelado encarando eles e não conseguir responder. Um deles se aproximou e puxou a sacola da minha mão e olhou, não ficaram satisfeito e começaram a colocar a culpa em mim, que nem pra levar algo de bom. Jogaram a comida fora. Foi ai que a coisa ficou feia
- Ohh – só isso saiu da boca de Annie
- Eles falaram que iam me dar uma lição por eu andar com porcarias por ai. Dois deles se aproximaram por trás e me seguraram enquanto o outro me encheu de murro, em todo o meu corpo. Quando eles me soltaram, já não tinha mais forças para me manter em pé e desabei de joelhos. Pra minha sorte, antes que eu perdesse a consciência de tanto apanhar, apareceram 2 caras grandes, assim que os meninos avistaram eles, saíram correndo, deixando tudo que eles tinham antes pra trás. Bem, junto a esses 2 caras, que me salvaram de sei lá o quê, tinha uma menina, não muito mais nova que eu, era a Sheilla, que tinha visto tudo de seu quarto, que por sinal ficava em cima do beco e tinha avisado aos seguranças do prédio, que foram me resgatar. Bem, com isso me tornei amigo da Sheilla, bem, não por muito tempo. Seis meses depois do acontecido, aconteceu uma tragédia ainda maior em minha família – Guilherme se silencia
Quer falar sobre isso? – pergunta Annie, após alguns minutos
- Não sei – fala tristemente Guilherme – É complicado, doloroso e não sei se tem importância – conclui
- Tudo bem, quem sabe um dia você não esteja pronto e me conte
- Não, não... eu acho que consigo – nesse exato momento ele é interrompido por sua mãe que entra no quarto
- Annie queri... – ela se perde no meio dessas palavras quando ver Guilherme acordado, e abre um sorriso comunal – GUILHERME MEU FILHO!! – e corre em direção à ele, lhe lançado um abraço, que não é correspondido. Guilherme apenas encara.
- Desculpe Adriana, não queria causa preocupação à senhora – se explica Annie
- Não se preocupe querida, eu só fiquei preocupada. Mas isso já passou, meu filho acordou – fala Adriana completamente emocionada. Guilherme continua sem falar nada.
- Bem, se me dão licença – fala Annie e se retira do quarto
...
- Annie! – chama Gabriel – Como você está? E o Guilherme? – pergunta
- Oi Gabriel, obrigada por perguntar. Ele está bem melhor, acordou quase agora e está com a mãe. Eu particularmente nunca me senti melhor – menti Annie. Além de não se alimentar direito mal tem dormido esses últimos dias
- Vamos lá pra baixo, estão todos lá. Chegaram quase agora – e assim conduz Annie à sala de visitas
- Annie! – exclama Joana e à abraça – Que bom que você veio, aqueles chatos lá, não querem deixar a gente subir – e aponta pra recepção – bem, tudo certo, já que você veio
Do outro lado da poltrona maior Angelica apenas sorri, aquele típico sorriso de amigos, que só eles entendem e Annie o retribui com um mentalmente ‘depois te conto’.
- Eaew Annie – cumprimenta Felipe e também lhe dar um abraço – pronta pra voltar pro colégio? – pergunta em tom irônico
- Ai meu Deus, esqueci completamente do colégio. E ai, como anda as coisas lá? – pergunta Annie e se senta entre Angelica e Joana na poltrona maior
- Bem, você fala atualmente ou desde que tudo aconteceu? – pergunta Felipe
- Hmm, desde o começo mesmo
- Bem, vejamos... assim que tiraram você e o Guilherme do colégio aquela tarde, o colégio virou uma loucura só, era só o que comentavam em todos os lugares, me encheram de perguntas e isso estava um saco. Bem, ai a coordenação tentou controlar o ambiente, porém sem muito sucesso. No outro dia chegou lá uns caras em dois carrões pretos, todo de terno e grava e com algumas maletas, acho que era do conselho tutelar – Annie concorda
- Sim, deve ter sido eles, eles mandaram um psicólogo e um advogado pra falar comigo depois do ocorrido
- Bem, no outro dia, só sei que a Sr. Margaret estava uma louca completa, gritando, xingando, principalmente por telefone. Acho que ela estava tentando abafar o caso pra imprensa. Depois disso as coisas foram se acalmando mais, porem o clima anda muito tenso
- Hmm, e a Danniely? – pergunta Annie, deixando alguns surpresos
- Não sabemos, vimos ela ontem, porém ela sumiu depois – fala Angelica
- Como assim sumiu? – continua à perguntar Annie
- Ninguém sabe, ela estava toda estranha, com uma cara inchada e olhos vermelhos, sem contar em sua aparecia, parecia que tinha pego a primeira roupa do guarda-roupas e vestido e o cabelo completamente bagunçado – continua Angelica – depois disso, ninguém a viu mais, acho que os pais dela vieram busca-la ou sei lá o que
- Afinal, qual e o mistério por trás dessa menina? – questiona Felipe
- Boa pergunta – fala Annie – Bem, e os marginais que fizeram isso? Ainda estão estudando lá?
- É claro que não Annie. No outro dia a polícia teve lá, antes do conselho tutelar e queria saber quem tinha sido o culpado, ninguém sabia. No final da tarde, quando você deu o testemunho, eles voltaram lá e levou todos pra interrogatório, o mais velho, acho que o líder, ficou, boatos que irão mandar ele para um reformatório e os outros retornaram para pegar seus pertences acompanhado dos pais, eles irão ser julgado por ser cumplices, mas não ficarão presos, se isso for possível é claro, eles são de menor. No máximo, serviço comunitário eu acho – conclui Felipe
- Ohh – as únicas palavras que Annie conseguiu pronunciar
- Annie, está todo mundo esperando por você lá no colégio – fala Angelica e lhe abraça de lado, ainda sentada
- Eu sei – Annie começa a chorar – e que e tão difícil, vocês não fazem ideia
- Annie, a gente entende, é por isso que estamos nos esforçando e lhe dando espaço. Tem certas coisas que temos que enfrentar sozinhos, e esse é um deles, amigos nessas horas, só serve pra apoiar, não tem muitas coisas que a gente possa fazer, mas a gente entende a sua dor, o seu sofrimento e sempre que se sentir cheia, divida a carga com a gente, a gente aguenta – fala Angelica enquanto colocava a cabeça de Annie em seu colo
- Obrigada. À todos
...
- Guilherme, o que foi meu filho? Você está bem? – pergunta Adriana
- Não é da sua conta – fala grossamente Guilherme – afinal, o que você veio fazer aqui? Me ver sofrer e passar isso na minha cara ainda mais? – explode Guilherme
- Não seja ridículo meu filho – fala Adriana se aproximando do filho – Você sabe que eu o amo e que sempre estarei aqui quando você precisar. Quantas vezes eu terei que lhe pedir desculpa por tudo o que aconteceu? Não foi minha culpa – tenta se explicar Adriana
Adriana levanta a mão e tenta tocar o rosto de Guilherme, que à repele com um tapa e logo após um grito.
- AAAA – grita Guilherme
- Não se esforce querido, assim você irá abrir os pontos – fala Adriana preocupada
- Antes abrir todos os pontos do meu corpo do que deixar você me tocar – fala secamente
Adriana chora.
- E tem mais, poderia fazer o favor de se retirar daqui, sua presença está me incomodando e eu estava no meio de uma conversa com a Annie
Adriana nada fala. Apenas olha pra Guilherme com os olhos molhados e saí, antes de abrir a porta, olha pra trás e sussurra:
- Eu sinto muito.
Com a porta já fechada, e sozinho por algum tempo, Guilherme chora, um choro de tristeza não de dor, tentando expelir de seu corpo todo aquele sentimento guardado durante anos, aquela magoa pelo que sua mãe o fez passar, pelo que sua mãe o fez. Aquela dor guardada em sete chaves no fundo de seu peito, a qual ele insiste em afundar mais a cada dia.
Lágrimas de tristeza.
A porta se abre.
Uma menina de cabelos da cor de pêssego entra.
Ela o ver chorar.
Ele sorri.
Um suspiro.
Passos.
Um desejo.
Ela.
- Estou apaixonado por você – ele fala
Notas finais
Eu sei.
Bem, foi curto porque eu não quero acabar tudo em mais um capítulo, então, estou tentando alongar ele pelo menos pra mais dois.
Sobre a música, a hora de escutar e agora.
Sobre a fic, sem dia de novo capítulo, mas será essa semana.
Sobre a história, não pense que tudo terminará em um mar de rosas, fica à dica.
Sobre os mistérios restantes, tentarei esclarecer todos no próximo capítulo.
Então é isso.
Até.
XOXo
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