Lady Sensitive..

8 Capítulo 6 - Once Upon a Time [Final]


Notas iniciais
Olá, desculpem me a demora, e que esse foi um capitulo muito difícil de ser construido, principalmente o final. Prometo que os próximos virão com mais frequência, então vamos ao capitulo, não irei me alongar muito hoje.

Não recomendarei musicas hoje, pelo fato de que esse não precisa de musicas para ser um capítulo ruim ou não, isso quem faz e você.
No próximo, retornarei com a musicas.
XOXO

~leiam as notas finais o/

Dedico esse capítulo ao meu amor, que incrivelmente tem os mesmos gostos que eu (muitos pelo menos), me entende, me escuta e que acompanha a fic assim que eu publico, então, um beijo no seu coração e muitas felicidades. (ela saberá de quem estou falando)
P.s.: Desculpem-se pela quantidade de palavras, e que eu tinha avisado que esses dois capítulos, seriam meios que uma história dentro de uma história e eu queria muito que ficasse bem claro a história, e rica em detalhes.

Parte 3 — A gravidez

Se passaram exatamente 2 anos e meio desde que Aline e Matheus se casaram. Esse tempo todo foi marcado por lindos momentos de amor e por lembranças que nunca irão se apagar daqueles dois corações apaixonados.

Aline agora trabalhava em uma joalheria enquanto Matheus fazia pequenas peças na cidade em que eles viviam. Não ganhavam o suficiente para enricar porem ganhava o suficiente para viver e ter uma vida confortável, marcada por viagens quando necessárias e à lazer, sem contar com a poupança que veem mantendo para futuramente comprar uma casa própria e aumentar a família.

...

Aline e Matheus estavam sentados no sofá assistindo uma minissérie. Aline estava entrelaçada no peito de Matheus de forma que formassem um só.

– Amor, estive pensando, não acha que este na hora de aumentar a nossa família não? – perguntou Matheus em tom sereno

– Hãn? – se surpreende Aline com a pergunta – Você está referindo à um... bebê? – pergunta Aline virando a cabeça para encarar Matheus que estava com os olhos profundos e virados em direção à tevê

– É, você sabe... eu venho pensando nisso há algum tempo e acho que já está na hora – fala Matheus agora encarando sorridente Aline

– Eu sei amor, eu também quero mas olhe bem a nossa situação: ainda estamos com o sonho de comprarmos uma casa própria, até quando iremos viver nesse cafofo aqui, que já foi da minha avó? E tem também o fato de estabilizarmos a economia da família, se compramos uma casa agora não sobrará nada pra investimos no nosso bebê – fala Aline muito séria

– Eu sei, amor, foi só uma ideia, não se preocupe, dará tudo certo – fala Matheus um pouco deprimido mas logo disfarça e agarra Aline para um abraço de urso e lhe beija

– Quem sabe um cachorrinho? Ou uma plantinha? – fala Aline em tom irônico que logo e recebido por Matheus e ambos embolam no sofá rindo

...

Passaram alguns meses desde que a proposta de aumentar a família foi discutida e em todo esse tempo, Aline e Matheus compraram uma casa maior e com mais dois quartos. Não era uma casa luxuosa mais era uma casa bonita por dentro e por fora, típica casa de classe média alta, que era o que eles estavam se tornando agora.

Matheus tinha recebido uma proposta para encenar uma peça famosa e não pensou duas vezes, porem nesse tempo em que estaria ensaiando e apresentando, seria um tempo de alto afastamento de Aline, já que teria que dedicar tempo total à ela e essa era um tipo de peça que necessitava viagens as vezes muitos longas.

Aline pareceu não gostar muito da ideia, mas isso significava melhoria econômica para ambos. E assim se passaram 3 longos e tristes meses.

Quando Matheus voltou pra casa foi marcado por um período de intensas brigas e serias acusações da parte de Aline à Matheus de traição, que logo foi apenas mais um motivo para aumentar a discursão entre os dois. Ambos estavam à beira da separação.

Passaram-se alguns dias desde que eles começaram a brigar e o clima só tendia a piorar, se não fosse por uma terrível mudança nos planos do casal. Quando Matheus voltou pra casa, pouco antes das brigas começarem, eles tiveram uma intensa e linda noite de amor, mal sabiam eles que algo magico e lindo estava aconteceria após aquilo. Aline estava gravida.

– Matheus – chama Aline no meio da noite, ela não tinha conseguido pregar os olhos a noite inteira – Matheus – insiste Aline agora balançando Matheus e sentando na cama

– Ãn? O que foi Aline? – pergunta Matheus mal abrindo os olhos

– Minha menstruação está atrasada – fala Aline acendendo o abajur que se localizava ao lado direito de sua cabeceira

– O que?! – fala Matheus e se levanta com tudo

– Minha menstruação está atrasada. Eu acho que estou... – Aline não teve tempo de terminar a frase

– GRAVIDA!!! AI MEU DEUS – fala Matheus e agarra Aline em um abraço terno e cheio de alegria

– É, gravida – Aline retribui o abraço enquanto pequenas lagrimas de alegria escorrem por seu rosto, junto à um enorme sorriso

E assim se passaram lindos e maravilhosos 9 meses, sem nenhuma briga, apenas amor entre os dois e muito mais amor aquela criança que estava sendo gerada no ventre daquela mulher.

Parte 4 – A infância

Annie. Esse foi o nome da criança que nasceu no dia 23 de novembro de 1997. Foi o dia mais feliz para Aline e Matheus.

Annie cresceu aos poucos, assim como a maturidade e o jeito de cuidar de Aline que à cada dia se tornava uma mãe cada vez melhor.

Annie teve seu primeiro aniversário, foi uma festa pequena porém marcante no coração de cada um, assim como aquela música que insiste em lhe acompanhar em toda a sua vida.

O primeiro dentinho, as primeiras palavras, os primeiros passos. Tudo marcado para sempre no coração de Aline e Matheus que presenciaram cada momento de incrível crescimento e evolução de Annie, uma doce, mimada e linda criança.

...

Era uma manhã de inverno, Matheus já tinha saído para o trabalho e Aline arrumava a pequena Annie para seu primeiro dia de aula. Com apenas seus dois aninhos.

– Mamãe, tá doendo. Eu não quero fazer isso! – reclamava Annie enquanto a mãe apertava a mochila nas suas costas.

– Querida, não temos opção. Tudo ficará bem, mamãe promete que nada de ruim acontecerá com a princesa da mamãe, agora deixe eu terminar de lhe arrumar – Aline falava para a pequena Annie enquanto vestia um casaco e colocava um par de luvas em suas mãos.

– Eu sei, mas Annie não quer ir – reclamava Annie

– Querida, você precisa, a mamãe promete que ficará o tempo todo com você, certo? – falava Aline tentando acalmar Annie que estava começando a chorar

– T-tá – falou Annie entre soluços.

Aline realmente ficou a maior parte do tempo com Annie no colégio, enquanto ela se acostumava com o novo ambiente e se enturmava. Impressionantemente, Annie parecia a mais madura de sua turma, apesar de que a maioria era um pouco mais velha que ela.

Enquanto Annie insistia em juntar duas peças de lego pelo lado contrário, Aline foi se afastando sem que Annie percebesse. A partir daquele dia, Annie nunca mais teve problemas em socialização nem com colégio. Muito pelo contrário, ia alegremente todos os dias.

...

Aline preparava a janta enquanto Annie, passava por uma fase um tanto rebelde aos seus três anos de idade.

– Mamãe, cadê o papai? — pergunta Annie sentada no sofá assistindo Pica-pau

– Está trabalhando querida, ele já deve estar chegando — fala Aline enquanto terminava a janta

Um barulho ronda o lado de fora da casa, algo como um arranhão bastante agudo.

– Olhe querida, o papai cheg... — Aline se perde no meios das palavras enquanto corre para pegar Annie, que sai em disparada até a porta

– Annie espere, não é o papai – aquele barulho definitivamente não era de um ser humano

– Papa.. am? – Annie se pega olhando pra baixo, para um branco, fofo e lindo cachorrinho. Annie não pensa duas vezes e o agarra entre os dedos pequeninos, levando ele em direção ao peito. Era um poodle.

– Annie querida, solte esse cachorro, ele pode ter doenças e lhe morder – fala Aline enquanto se aproximava de Annie

– Morde não mamãe. Annie quer!! Annie quer!! – insistia Annie se segurando cada vez mais ao cachorro que tinha achado uma posição um tanto agradável e se enroscava nos braços de Annie

– Querida... tudo bem. Ele pode ficar até seu pai chegar, ai ele decidirá o que irá fazer com ele, certo? – fala Aline calmamente para a pequena Annie que sorri de canto à canto

– Tá mamãe – fala Annie e adentra à casa com o cachorro ainda grudado em seus peitos – ele irá se chamar Happy, né Happy?

Aline apenas observa, se pegando soltando um sorriso inocente enquanto acompanha as desventura da filha. Foi um dia longo. E o cachorro acabou ficando, após uma intensa e dramática crise de choro de Annie, pelo visto, ela herdou o famoso e maravilho dom da família.

...

Annie agora tinha 4 anos. Era sua primeira apresentação oficial desde que se juntou ao grupo de ballet à 2 anos atrás.

– Mãe, eu não consigo – fala Annie à Aline nos bastidores enquanto sua mãe dava os últimos retoques em sua maquiagem

– Querida, você consegue. Você vem treinando há tanto tempo e nunca esteve preparada, mas olhe bem, você está pronta. Agora, suba lá e arrase – fala Aline segurando o rosto de Annie

– T-tá – fala Annie

– 5 Minutos e começamos – avisa a professora de Ballet

– Tudo bem querida? – confere Aline

– Estou sim mamãe – fala Annie e força um sorriso

– Então suba lá e mostre de quem você é filha – fala Aline e dar um beijo na testa da filha – eu e o papai estaremos lhe esperando lá embaixo, não se preocupe, estaremos sempre aqui – e assim Aline se retira

Annie ainda muito nervosa se encaminha para a trás das cortinas e se prepara para entrar no palco assim que essas forem abaixadas. Pouco menos de 2 minutos e começa a apresentação. Naquele dia, aquela noite, ao som de Mozart e Sarah Brightman, com a música Time To Say Goodbye e na encenação de Giselle, Annie se sentiu a pessoa mais poderosa do mundo.

Parte 5 – O Adeus

Annie estava com 5 anos, era uma criança alegre, assim como muitas da sua idade e se divertia cada vez mais em suas aventuras.

Era uma linda tarde de verão, em plena sexta feira e Annie parecia muito aborrecida com alguma coisa.

– O que foi querida? – perguntou Aline à Annie que parecia muito chateada sentada na cadeira da mesa com a cabeça apoiada em suas mãos

– A vovó disse que vinha me ensinar a fazer biscoitos hoje e nem apareceu – fala Annie fazendo biquinho e olhando pro lado

– Querida, tenho certeza que a vovó não pode vim porque aconteceu algo muito urgente com ela – tenta explicar Aline – eu tenho certeza que ela virá quando poder – completa Aline

– Tá – fala Annie ainda triste

– Que doce meu amor? Tem de morango aqui, tenho certeza que irá fazer você se sentir melhor – fala Aline

– Doce, doce. — pedia Annie sentada na cadeira da mesa enquanto Aline colocava doce de mamão em uma tigela para ela.

– Calma meu amor, já estou colocando – falava Aline enquanto entregava a tigela a Annie, mal sabia ela que seria sua última refeição.

...

Eles haviam comprado uma casa em um bairro mais nobre havia pouco tempo. A casa era, sem dúvidas, uma bela casa. Em sua frente tinha um muro coberta com grandes pedras de granito e acompanhada de um portão de alumínio. A área que se estendia até a porta de entrada era marcada por um lindo jardim de roseiras e capim, seguido à sua esquerda por uma passagem de pedra que seguia até a garagem. A porta da frete ficava na outra extremidade. Era uma casa linda e com andar duplo, sendo a suíte do casal em um andar ainda mais superior com apenas janelas de vidros o rodeando. Uma casa que certamente chama à atenção de qualquer pessoa. Mal sabiam eles, que ao comprarem aquela casa, um terrível agouro cercaria sua família de uma forma trágica.

Passaram-se alguns minutos até que tudo aconteceu, foi muito rápido.

Annie estava colocando sua tigela na pia quando escuta um barulho a chamou à atenção. Eram passos do lado de fora da casa. Annie curiosa vai até a janela que ficava para o jardim e estranhou o que viu. 5 homens vestidos de preto e carregando armas em sua cintura. Annie grita.

Aline que estava assistindo na sala ao lado, corre para saber o que está acontecendo e se assusta com a presença. Annie já havia gritado, mas parecia que eles não haviam notado a presença de ninguém dentro da casa ainda.

– Annie querida, olhe pra mim! Quando eu me virar eu quero que você corra muito, a mamãe estará logo atrás de você, não se preocupe. — Disse Alice à pequena Annie enquanto se preparava para se virar.

– Ta.. está certo mamãe – conclui Annie

Aline se vira e Annie corre, em direção as escadas, enquanto Aline se vira e vai até a sala de visitas e corre para o telefone. Mudo. Provavelmente quem estava invadindo a casa já tinha preparado tudo.

Aline decide que o melhor a se fazer e ir pra onde Annie está e se esconder o máximo possível, sem temer o pior, e assim sobe as escadas correndo e tomando o maior cuidado para não chamar atenção ou ser notada. Quando finalmente chega no primeiro andar encontra Annie com a cabeça baixa e encostada na parede em uma perfeita sincronia de contar até 10 e recomeçar tudo de novo. Aline agarra Annie pelos braços e se dirige à suíte, a trancando com chave e empurrando o móvel de roupas, que estava na parede ao lado, até a porta, como uma segunda barreira.

– Mamãe – fala Annie – cadê o Happy? – pergunta Annie com a cara de choro

– Xii querida, ele ficara bem – fala Aline e se enrosca em Annie, agora com o coração apertado, nervosa e segurando as lagrimas, não queria parecer fraca diante da filha, muito menos em uma situação como essa.

Barulho. Passos. Barulho novamente, dessa vez de algo quebrando. E vozes. Tudo isso influencia para que o estado de terror de Annie só piore e entre em estado de desespero. Choro abafado, seguido de olhos vidrados e mãos no ouvido. Aline não sabe o que fazer.

Em meio a cena de desespero, um tiro. Aline congela. Quem será que levou o tiro? Matheus? Não pode ser, ele não chegaria cedo em casa, não hoje, ele passará o dia todo ensaiando, então quem? Se pergunta Aline, agora entrando em estado de pânico. Gritos com palavras incompreensíveis rodam o andar de baixo.

Minutos agoniantes se passam até que vozes se aproximam do quarto e da porta. Aline percebe e faz com que Annie fique quieta e em silencio, aconteça o que acontecer. Vozes se intensificam ao lado de fora até que ‘bum’, esse foi o som de algo se chocando contra a porta, provavelmente um corpo, pelo som. ‘Bum’, novamente e de novo, até que Aline escuta

– Deixa que eu resolvo isso seu panaca – fala uma voz masculina e muito rouca do lado de trás da porta

– O que você pensa que vai fazer Miguel? Já não basta o tiro que você deu lá embaixo naquele cachorro idiota – fala outra voz, agora menos grave, porem masculina. O coração de Aline congela, então aquele tiro foi... isso significa que o Happy está... morto. Annie continua em seu frenesi balançar e provavelmente não ouviu o que foi dito – não acha que fez barulho de mais não? E se alguém escuta e resolve chamar a polícia? – continua

– Deixe de ser idiota e saia da frente – continua o cara da voz rouca

– Não, tenho certeza que há outro modo de entrar nesse quarto sem ser por essa porta idiota – fala o segundo cara

– E é? Então nos conte como Einstein – pressiona o cara da voz rouca

– Bem, as paredes são feitas com vidros né? Então, se a gente apenas quebrasse? – pergunta

– Ooh idiota, esses vidros são mais grossos do que uma parede normal provavelmente, isso se não for blindado, levaria anos pra quebrar algo assim e não temos esse tem... – esse foi perdido no meios de sua fala pois um barulho no andar de baixo chamou a atenção, era um carro.

Vozes e pessoas descendo as escadas. Foram esses os barulhos que Aline registou antes de observar pela sacada que a tarde já tinha ido embora e agora um carro estava parado no portão de sua casa. Não qualquer carro, mas o carro do Matheus.

Aline gela e fica sem ação. O que irá acontecer com Matheus? Meu Deus.

...

Matheus enfim havia chegado em casa. Não esperava ter que sair tão cedo, mas o cansaço o venceu, pra ele, naquele dia tão terrível.

Chegou era por volta de 6 da tarde. Encontrou a casa completamente escura. Achou estranho, porem irrelevante. Parou o carro na frente da garagem e apertou o botão para o portão abrir. Nada aconteceu. Decidiu tentar manualmente, e assim a porta abriu.

Com o carro já guardado, desce e se dirige à porta de entrada. Está aberta e a casa completamente escura. ‘Algo estranho está acontecendo’ deduz Matheus. Ele tenta o interruptor, esse não acende, provavelmente queda de energia ou problema na fonte, ou algo ainda pior em que não se daria ao luxo de pensar, não agora.

Matheus começa a andar, em meio ao escuro e a luz do sol que ia se pondo lá fora. Decide tentar o primeiro andar e verificar o que está acontecendo, quando escuta um barulho de passos e rapidamente se locomove para trás da escada. São duas pessoas. Dois homens. E estão armados.

...

Aline decide que é hora de agir. De alguma forma precisa avisar Matheus que a casa foi invadida antes que algo de ruim aconteça com ele. Ela se dirige a Annie.

– Querida – sussurra – Mamãe precisa ir falar com o papai, você promete a mamãe que ficara escondida até que eu volte? – pergunta Aline em tom sério, porem aparentemente calmo.

Annie não fala, apenas gesticula com a cabeça um ‘sim’. Então, Aline pega ela e a caminha em direção ao guarda-roupa, abre-o e a coloca sentada em cima de alguma calças baixas.

– Mamãe volta já – e sem entender bem o motivo, provavelmente a pressão que estava passando, deixa uma lagrima escorrer enquanto se inclinava para beijar a testa de Annie.

Aline vai até a porta e encosta o ouvido. Nada. E isso que escuta, então, lentamente, gira a chave e depois a outra trava. Agora tinha chegado a parte mais difícil, tirar o móvel de lá. Ela pega uma toalha e a estende ao lado da cômoda, agora com toda sua força o levanta e empurra a ponta da toalha para embaixo dos pés da cômoda, que se apoia em meio à uma semi curva. Então, se dirige a outra extremidade da toalha e começa a puxar, fazendo a cômoda se mover com muito menos barulho.

Quando a cômoda abre passagem suficiente para que Aline passe, ela para, se aproxima da porta e gira o trinco. Nada. Ninguém.

Começa então a descer as escadas e percebe que há uma maior concentração de pessoas na sala de estar. E ai que gela. Matheus está jogado ao chão completamente surrado. Sua roupa está rasgada e em algumas partes amarrotadas. Seus lábios estourados e sangrando, assim como seu nariz. Seu olho direito mal se mantem aberto e ele não parece em condições de se mexer. Pelo que Aline observa, provavelmente os 5 homens que o cercam, o atacou de uma só vez.

Foi logo após isso que tudo aconteceu como um flash de luz. Aline estava se preparando para correr para a porta da frente e pedir ajuda, quando não percebe aquele pequeno vulto e inocente que passou por ela e se dirigiu a sala, com o rosto assim como seus atos, totalmente vagos.

Por instinto, Aline supôs, um dos caras que antes estava concentrado em chutar e pisar em Matheus olha para trás e ver algo. Provavelmente pensou ser uma ameaça, pois rapidamente saca sua arma e a mira na direção de Annie, assim disparando-a.

– NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! — esse foi o último grito que Alice deu, enquanto se debruçava sobre a pequena Annie que estava assustada demais para correr e o tiro lhe atingia o peito. Matheus arfa.

Aline foi atingida na barriga. A força do impacto contra a arma, lhe causou uma dor nunca antes sentida, porém, que foi logo passando. Enquanto se mantinha consciente e abraçada em um eterno abraço de concha em Annie, ela sussurra suas últimas palavras, a qual Annie nunca irá esquecer.

– Querida, mamãe lhe ama muito – começa a tossir e a chorar, Annie está apenas em choque e não entende o que está acontecendo – espero realmente que você sobreviva a isso e seja uma linda e gentil menina, pela mamãe, Ok? – e aos poucos e com um sorriso eterno no rosto, Aline foi se despendido da vida, e consequentemente de sua linda família, a qual muitos invejavam. Aline morre.

Matheus grita. Grita muito. Annie não consegue se mexer e o cara que atirou agora estava levando mais gritos. E um pandemônio se forma na sala de estar da família Dawson.

Matheus em seu último impulso e já desesperado, tenta se levantar. Ninguém o impede, pra ser mais exato, nem notam, estão muito ocupados discutindo o que acaba de acontecer. Lentamente ele se arrasta até Annie, que estava completamente inundada com o sangue de sua mãe, que tinha dado sua vida para protege-la.

– Querida, corra – essas foram as últimas palavras que Matheus pronunciou a Annie, que sem entender nada, saiu correndo em direção a saída.

Matheus então se aproxima de um centro de canto, onde se localizava um prato de ferro, e o segura, com o que resta de sua força e força de vontade e o arremessa na cabeça de um dos caras que não parava de gritar. Quando os outros percebem o que aconteceu, as coisas ficam feias.

– O QUE VOCÊ PENSA QUE FEZ?! – exclama um, o maior e de voz mais grave

– Vamos mata-lo, a merda já está feita mesma, assim podemos sair o mais rápido possível daqui – exclama um menor, porem com tom de autoridade

– NÃO! – não somos assassinos, lembra? – exclama outro

– Ei, cadê a menina? – pergunta o quarto que estava com a arma que tinha sido a morte de Aline

– Não sei, não importa – exclamou o grandão – vamos dar o fora daqui – e se dirige a saída

– Tá, já estou indo – sorri o menor e espera atentamente os outros saírem.

Assim que todos estão um pouco longe e bastantes entretidos em como sair daquela casa sem serem notados, ou pelo menos, não tanto mais, escuta-se um barulho.

Um. Dois. Três. Tiros.

Matheus está nesse momento caindo de joelho, enquanto os tiros, que acertaram respectivamente, o peito, o pulmão e o braço faz seu estrago. Matheus, sem saber o motivo sorrir. Não se sabe se é porque cumpriu sua missão aqui, se é porque irá encontrar em breve seu amor ou se é porque a dor está realmente indo embora. Mas ele sorri. Um riso misturado com as últimas lagrimas destinadas a pequena Annie e a todo seu futuro, ao futuro que seus pais deram a vida para ele ter. Que ela seja grande, maior do que eles foram, e que um dia, mas muito distante, ela venha os encontrar em seu paraíso eterno e contar a eles tudo o que ela passou e teve que aguentar. O primeiro beijo, o primeiro amor, o primeiro filho, o primeiro neto e o primeiro sentimento: amor. Conte tudo a eles, Matheus esperará pacientemente, isso ele tem certeza.

E foi com esses pensamentos que o ator em ascensão deus adeus à uma vida promiscua e linda.

...

Annie foi encontrada vagando na praça completamente encharcada de sangue por um dos vizinhos que já tinha notado algo estranho na casa dos Dawson e tinha chamado a polícia. Infelizmente quando esses chegaram, já era tarde demais, Aline e Matheus tinham sido mortos a poucos minutos antes e os bandidos fugiram, com o carro de Matheus, o qual foi encontrado 2 dias depois em um matagal, completamente abandonado.

Annie foi levada para a casa da tia, onde viveu por um bom tempo, até ser mandada para um colégio interno e consequentemente outro, futuramente, onde esse seria palco de uma de suas aventuras de maior potencial.

Annie sobrevive a isso com apenas 2 memorias daquele dia: a primeira são as últimas palavras de sua mãe a segunda, apesar de nunca ter contado a ninguém, e que ela é a culpada pelas mortes deles.

Notas finais
Desculpe-se pelos erros, não tenho tempo de betar.
Então, foi isso, chegou fim de um mistério e enfim, podemos voltar a nossa adorável e fofa história.
Não posso garantir quando postarei, mas me dedicarei a ele muito.

Estou começando uma nova fic, de uma olhadinha lá, se gostar, leia, ela será atualizada muito pouco, até que essa esteja acabada (o que infelizmente não demorar muito).
XOXO. Até o próximo capitulo.