Lady Sensitive..
6 Capítulo 4 - I Will Always Remember You
Notas iniciais
Cheguei cedo hoje, acho que bati o recorder porque precisava contar esse capítulo para vocês. Bem, não o capítulo mais especialmente o final. Tinha ele em mente desde o incio da fic e só agora pude publicar, então boa leitura.
AAAa só lembrando que essa fase e a fase de fillers, muita historia e pouca realidade, então não reclamem quando ver muitos flashbacks por ai, eu expliquei antes, tudo isso é para a historia não acabar muito rápida.
Como o tema do capítulo, que é lindo de morrer, gostaria de vocês escutassem a música à música de mesmo nome enquanto ler o capítulo, porém deixem ela por final, comecem lendo o capítulo com algo como The Climb e depois termine com I Will Always Remember You, ambas da (minha cantora, idola e paixonite) Miley Cyrus.
XOXO
Boa leitura
Dedico esse capítulo à Monique, que começou a ler hoje e está amando.
– Mamãe, cade o papai? — pergunta Annie sentada no sofá assistindo Pica-pau
– Está trabalhando querida, ele já deve estar chegando — fala Aline enquanto terminava a janta
Um barulho ronda o lado de fora da casa, algo como um arranhão bastante agudo.
– Olhe querida, o papai cheg... — Aline se perde no meios das palavras enquanto corre para pegar Annie
{Presente}
“Acho que já está na hora de voltar para o quarto, passei muito tempo fora” pensa Annie ainda sentada em uma das mesas da lanchonete, em seguida se levanta e vai em direção à saída da lanchonete e começa a andar em direção as escadas.
Annie chega ao andar onde o quarto que Guilherme se encontra e quando ela estava presta a bater e interrompida por uma voz muito familiar.
– Annie. – fala Angelica
– Oi Angelica – Annie suspira e se vira em sua direção
– Você se importaria em andar um pouquinho comigo? Vai ser rápido, prometo – fala Angelica e segura na mão de Annie a arrastando em direção da sacada do andar
– Tudo bem, acho que não me importo – fala Annie tentando forçar um sorriso. Angelica devolve fazendo o mesmo
Após caminharem por alguns minutos, chegam à varando ou sacada, como preferir, do hospital. Angelica de posiciona nas grades e fecha os olhos.
– Você ver Annie? – pergunta
– Vejo o que? – fala Annie se aproximando e também se encostando na sacada
– Como o mundo e maravilhoso e lindo – responde Angelica ainda com os olhos fechados e agora com os braços cruzados sobre o peito em forma aconchegante
– Não. Não vejo. Só vejo um mundo malvado, ruim e injusto – responde Annie um pouco triste e encara o vazio
– Não é bem assim Annie. O mundo é maravilhoso, porém é um lugar onde fracos não tem vez – fala Angelica agora encarando Annie
– Como assim? Aonde você quer chegar com isso? – pergunta Annie um pouco incomodada
– Pense Annie. Você se lembra do dia em que nos conhecemos? – pergunta Angelica agora muito séria e olhando profundamente nos olhos de Annie
– Sim... quer dizer, eu lembro, mas e muito vaga a minha lembrança – fala Annie e abaixa a cabeça
– Hmm, imaginei isso – fala Angelica – venha Annie, eu irei lhe ajudar a lembrar – Angelica segura o braço de Annie e o enlaça em seu próprio e a arrasta as cadeiras do outro lado
Flashback ON
– Peço a atenção de todos por favor – fala a sra. Kelly, professora de História – tenho um comunicado à fazer.
Era turma do 7° ano e Annie acabará de chegar no colégio.
– Temos uma aluna nova. Por favor, recebam Annie Dawson. Ela foi transferida do internato Corça di Fiore, de Nulok. Sejam gentis com ela
Annie se aproxima lentamente e com a cabeça abaixada se senta em uma cadeira atrás de Angelica.
Dias se passam, e Annie não conseguiu fazer nenhum amigo.
Annie passou a sofrer bullying, causado tanto por sua timidez quando por ela ser mais bonita do que muitas outras garotas. Annie almoçava sozinha desde o primeiro dia de aula. Ela almoçava em um banco de cimento que ficava na divisória entre o pátio externo e o refeitório, porém passou a ir almoçar no banheiro por causa dos constantes furto de comida e empurrão que era praticamente toda hora.
Annie dormia em um quarto com mais 2 garotas, Natalia e Juliana. Ela eram muito nerds e muitas vezes não notavam que Annie estava ali, ou pelo menos não demonstravam. Todas as tentativas de Annie em se aproximar delas era frustrantes ou nunca acontecia. Annie não se destacava por notas altas e achou que isso influenciou no mal contato com as garotas.
Na hora de tomar banho e utilizar o banheiro para higiene pessoal, Annie esperava que todas as garotas estivessem saído, pois tem certo trauma desde sua antiga escola, onde foi caçoada por não possui seios grandes (coisa que mudou com o passar dos anos). Por tomar banho tarde, passou a acordar tarde e chegar atrasada nas aulas, o que começou a causar ainda mais zoação com ela.
Certo dia ela estava saindo da aula de artes, completamente melada de tinta amarela, pois uma das garotas derramou tinta enquanto Annie pegava uma tela para começar seu trabalho. A garota alegou que foi sem querer, mas o sorriso sínico que se estampou em seu rosto não deixaram duvidas que foi proposital. Annie foi liberada do resto da aula para poder ir se trocar.
Quando chega ao banheiro, Annie pendura seu roupão e começa a retirar a roupa para se banhar quando ouve um barulho de choro vindo de uma das cabines. Ela decide não se importar muito e decide continuar seu banho. Ela liga o chuveiro, passa sabonete no seu corpo deixando a tinta cair sobre seu corpo nu.
Annie termina seu banho, veste o roupão e se dirige a saída, quando percebe que o choro seco ainda continuava. Ela curiosa se aproxima da cabine e tenta escutar mais um pouco. A menina que estava chorando para de repente.
– Q-quem está ai?! – pergunta com uma voz rouca
– Ahhh, não é n-ninguém não. Já estou de saída – fala Annie e apressa os passos para o vestiário
– Espere ai – fala a menina abrindo a porta. Apesar de seu rosto estar todo manchando devido à maquiagem borrada e com os olhos inchados por culpa do choro, ela é muito bonita. Ela era alta, cabelos provavelmente na altura da cintura, lisos e loiros. Olhos castanhos, porém muito claro. Ela se dirige em direção a Annie – Quanto tempo você está ai? – pergunta
– Hmmm, há alguns minutos. Eu só vim tomar um banho, me melei toda de tinta na aula de artes – se explica Annie constrangida
– Sei. Eu não conheço você não? – pergunta a menina
– Acho que sim. Eu estudo na mesma turma que você faz algumas semanas. Sou Annie, Annie Dawson – se apresenta – Prazer.
– Ahhhhh, você é aquela novata que todos mexem – risos – prazer Annie. Olhe, só irei explicar uma vez, se você contar para alguém que eu estava chorando, eu acabo com você. Entendeu?! – pergunta a garota apontando um dedo para o rosto de Annie, que fica vermelha de vergonha
– Entendii. Não se preocupe, minha boca é um tumulo – fala Annie nervosa
– Muito bem. À proposito, meu nome é Angelica – fala a menina enquanto saia do banheiro
“Eu sei”, fala Annie olhando enquanto a menina andava em direção ao corredor. Annie sorri, esse foi um dos primeiros diálogos que teve completo durante todos esses dias desde que chegou aqui.
Dias se passaram e Annie continuou na mesma, sendo incomodada pelas mais velhas, tendo seu lanche roubado e sendo humilhadas na frente da escola toda.
Um dia, Annie estava atrasada novamente para a aula de inglês. Tinha acordado tarde novamente e corria feito louca pelo corredor principal. Quando Annie passava pela sala de música tropeçou nos próprios pés e caiu, escorregando reta e tendo seu material completamente espalhado pelo corredor. Com lágrimas nos olhos e se segurando para não soltar, Annie recolhe coisa por coisa sem a menor pressa, afinal, já tinha perdido a aula mesmo.
Quando estava preste à terminar escuta passos e vozes distantes, “Deve ser a diretora. Se ela me pegar andando pelos corredores assim, irei levar uma advertência e não estou afim de ficar prestando serviços ou detida em uma sala com alunos malucos e psicóticos nem um pouco”, então ela decide correr e se esconder, porém suas opções eram limitadas, tinha apenas a sala de música as suas costas.
Rezando para que não tivesse ninguém na sala, rodou a maçaneta e emburacou na sala na maior velocidade possível. Felizmente encontrou a sala escura e vazia, decidiu então aguardar o sinal para a próxima aula, pelo menos aqui ela não era ignorada nem importunada por ninguém, afinal, não tinha ninguém.
Annie se dirigiu a cadeira mais próxima e sentou. Não se atreveu a acender nenhuma lâmpada.
– O que você está fazendo aqui? – perguntou uma voz feminina e fazendo Annie soltar um grito e dar um pulo da cadeira
– AVÉMARIAMÃEDEDEUS! – reclamou Annie – assim você me mata. Quem está ai? – pergunta Annie
– Urf. Não acredito que nem reconhecer uma voz você seja capaz. Só o modo como você entrou fazendo barulho já sabia quem era – fala a voz
– Hmm, realmente não sei, não assim no escuro. Espere ai, vou acender a lâmpada – e se dirigiu ao interruptor
– Não. Não acenda as lâmpadas, eles nos encontraria facilmente com as luzes acesas. Dias de hoje essa sala costuma não funcionar e ficar o dia inteiro trancada. Provavelmente algum mané deixou ela aberta na noite passada. – falou a menina se aproximando
– ANGELICA! – falou Annie surpresa quando começou a se acostumar com a escuridão
– Não pensei que você iria demorar tanto para notar – fala a menina parecendo irritada
– Calma. Eu só falei com você uma única vez e você estava rouca, pois estava chorando. Queria o que? – tenta se explicar Annie
– Eu não costumo esquecer à voz nem o rosto de pessoas, principalmente importantes – fala Angelica olhando Annie profundamente
– Wow, sou importante? – pergunta Annie arregalando os olhos e abrindo um pequeno sorriso
– É claro que sim, ou você já se esqueceu que foi a primeira e única pessoa nesse colégio que me encontrou chorando? – fala Angelica em tom arrogante
– Ahh – Annie pareceu desapontada – sobre isso, porque estava chorando aquele dia? – pergunta Annie tentando parecer interessada
– Não é da sua conta. Assunto particular, não se intrometa! – fala Angelica e volta para seu posto inicial, sentada em cima do piano
– Eu só queria ajudar – fala Annie
– Tudo bem, não sou arrogante sempre, e que estou passando por problemas é não sei se estou pronta para falar para pessoas ‘estranhas’ – fala Angelica triste
– Ah, não se preocupe com isso. Eu sou uma tonta mesmo – fala Annie forçando um sorriso
– Não acho você uma tonta. Até lhe admiro as vezes. Não é qualquer pessoa que sofre discriminação, é excluída, não tem amigos e vive sendo importunada e ainda consegue sorri. Eu mesma não conseguiria – fala Angelica
– Não é sempre que isso acontece, digo, sorrir – fala Annie
– Eu sei, mas você é forte. Disso eu tenho certeza – fala Angelica sorrindo para Annie
– Não sou não. Se eu fosse forte e não ligasse para o que os outros pensam eu teria um batalhão de amigos e ninguém ligaria para mim, mas não, eu sou fraca. Não consigo arrumar nenhum amigo e eles não me deixam quieta – fala Annie enquanto desabafa, saindo tanto palavras quanto lágrimas
– Uma pessoa não precisa de um batalhão de amigos, mas de um em quem possa confiar sua vida, que acredite em você o tanto quanto você acredita nele – continua Angelica
– E-eu tinha uma amiga na escola antiga, porém fui obrigada a deixa-la. Foi muito difícil, chorei por dia, sabe, ela era aquele tipo de amiga que você podia contar um segredo hoje é confiar, porque ele nunca seria espalhado. Eu confiava nela cegamente. Até quando chegou meu último dia de aula no colégio, eu estava super triste mais tinha colocado na cabeça que não deixaria aquilo estragar meu dia. Era um dia especial, meu último dia no colégio e com a minha melhor amiga. Tinha que aproveitar o máximo. O nome dela é Laís à proposito. Naquele dia eu acordei e não encontrei ela no dormitório, então desci para tomar café da manhã e esperando encontra-la lá. O colégio lá não era muito grande e logo que sai do quarto praticamente todo mundo que passava por mim soltava piadinhas, do tipo muito feias e constrangedoras. Eu não sabia o que estava acontecendo. Continuei descendo até chegar no refeitório, estava lotado como sempre e nesse dia fui alvo de olhares e risos por toda parte, até que localizei a Laís, ela estava sentada em uma mesa no canto com mais 4 meninas que eu não fazia ideia de quem era, eu nunca as tinha visto. Eu me aproximei e perguntei se ela poderia vim comigo, eu tinha um assunto muito sério para falar com ela. Ela simplesmente olhou pra mim e disse que estava ocupada e que se eu quisesse falar com ela, entrasse na fila. Eu sai correndo do refeitório, ainda fui atingida por um hambúrguer nas costas e fui em direção ao banheiro. Aquele dia, a segunda cabine do banheiro da minha escola foi meu lar. Desde aquele dia tenho problemas em me relacionar com estranhos, e à não confiar em ninguém.
Angelica fica em silencio por algum tempo até que decide falar.
– Nossa. Nunca imaginei que você tivesse passado por uma coisa desse tipo, Annie, estou certa? Isso só mostra como você é ainda mais forte do que pensa. Confie em si mesma, você é linda, divertida, legal e não acho que você seja nem um pouco fraca, muito pelo contrário, acho você uma garota muito forte e um exemplo para se seguir – fala Angelica se levantando e indo em encontro a Annie – Venha Annie, vamos enfrentar esse mundo juntas – fala Angelica e passa o braço ao redor dela e começa a puxar ela para fora da sala.
O Sinal toca e o corredor lota, é nesse exato momento em que Annie e Angelica saem da sala de música uma segurando o braço da outra e Annie sorrindo de um canto à outro. Algumas garotas que passam parecem não acreditar que aquela esquisita e estranha da Annie estivesse andando com Angelica. Angelica, uma das mais legais e bonitas garotas do colégio, e que todo mundo queria ser amiga e andar com ela.
Enquanto passavam no corredor e falando de maquiagens, namoro, amizades etc, Joana se aproxima, sua cara no começo e de espanto mais logo sorrir para Annie e passa o braço ao seu redor.
– Seja bem vinda Annie, espero que nos tornemos verdadeiras amigas. – fala Joana com um sorriso enorme no rosto, assim como o de Annie
– Também espero Joana – falou Annie sem acreditar que ela soubesse seu nome
Flashback OFF
– Annie, sabe porque eu quis que você se lembrasse do passado? Especialmente dessa parte do passado? – pergunta Angelica para Annie, que estava sentada na cadeira de balanço e encarava o céu da tarde
– Não muito – fala Annie
– Eu me quis que você se lembrasse do início de nossa amizade Annie, porque é para esses momentos que ela serve. Eu quero que você confie em mim e na Joana sempre, nós conte tudo – fala Angelica em tom calmo, como só ela conseguia fazer
– Eu sei. Eu confio em vocês, eu amo vocês. Vocês são tudo que eu tenho – fala Annie agora encarando Angelica
– Não é isso que parece. Você anda distante, sombria e não tem conversado com a gente. Estamos realmente preocupada com você – fala Angelica agora indo até onde Annie está sentada
– É que tudo isso é novo pra mim, nunca passei por algo do gênero — mente Annie – e não quero que ninguém se machuque por minha causa – fala Annie com lagrimas nos olhos – principalmente o Guilherme
– Annie, olhe para mim – pede Angelica – Você está apaixonada pelo Guilherme?
– Eu... eu... não sei – conclui Annie
– Entendo. – fala Angelica voltando até a sacada
– É que eu nunca senti algo assim, e profundo, machuca mais é bom de certo modo. Não sei o que é – fala Annie sem conseguir encarar Angelica
– Eu sei Annie, eu já estive assim, não se lembra? – fala Angelica
Annie arregala os olhos.
– Você tem razão, não tinha me tocado antes, você já esteve assim, chorava o tempo todo, não parava de falar nele e se afastou de todas nós. Naquela época você estava... apaixonada. Ai meu Deus! Então eu estou... amando? – pergunta Annie em tom incrédulo
– Está mais do que na cara né Annie – fala Angelica com um sorrisinho – Ei Annie, onde você vai?
Nesse momento Annie se levanta com um enorme sorriso e sai correndo.
– Eu tenho que ir, vejo você depois – Annie para e olha para trás – Angelica, obrigada
Angelica fica parada apenas observando enquanto Annie sai correndo, um sorriso se forma no rosto.
– Corra Annie, corra. Não deixe seu amor escapar como eu deixei o meu.
{...}
– Doutor, e ai? Meu filho vai ficar bem? – pergunta Adriana ao doutor enquanto ele fazia a observação de rotina
– Ele no momento não está correndo risco de vida. Agora, tudo depende apenas dele e de sua vontade de viver – explica o Dr.
– Entendo doutor – fala Adriana triste
– Não se preocupe com ele agora Adriana, ele está fora de risco de morte, pelo menos por enquanto. No momento ele está sendo tratado por uma das melhores equipes do país, tudo graças ao colégio onde ele estuda, então eu acho que você devia ir para casa, descansar um pouco. Qualquer coisa o hospital entra em contato com você, e acho que aquela mocinha não irá abandona-lo nem tão cedo. Jovens – sorri o Dr.
– Entendo sua preocupação doutor. Irei pensar à respeito, prometo – fala Adriana
– Bem, agora se me dá licença, tenho que ir ver os outros pacientes, tenha uma boa tarde Adriana – fala o Dr. Enquanto se encaminhava para à saída
Nesse mesmo instante Annie passa correndo e esbarra no Dr.
– Opa, calma ai queridinha! Porque a presa? – pergunta o Dr à Annie
– Desculpe. É que eu preciso fazer isso agora, não pode esperar – fala Annie e entra na sala – Oi dona Adriana, como ele está? – pergunta Annie
– Na mesma querida, e eu já falei que é pra você me chamar apenas de Adriana, sem o dona – sorri Adriana
– Tudo bem. Eu poderia pedir um favor à senh.. à você? – pergunta Annie
– Claro querida. Peça o que quiser, se estiver ao meu alcance eu farei – fala Adriana
– Eu poderia ficar um momento as sós com o Guilherme? Por favor – implora Annie
Adriana fica em silencio por um tempo encarando Guilherme, até que retorna o olhar para Annie e sorri.
– Claro querida. Só não demore muito, senão eu ficarei preocupada – e se retira da sala, deixando apenas Annie e Guilherme totalmente inconsciente
Annie se aproxima da cama e se senta na beirada. Segura na mão dele e começa a falar:
– Guilherme, eu sei que você pode me ouvir. Preste bastante atenção. Eu sei que a gente não se conhece muito bem, mas eu imploro que me escute pelo menos dessa vez. Eu não consigo para de pensar naquela noite em que você me salvou do quase afogamento, principalmente na parte em que eu acordei e você estava me encarando. Aquilo foi surreal. Na verdade eu não consigo para de pensar em você. Ai depois você apareceu no auditório falando intimamente com a Sheilla, aquilo partiu meu coração, no começo eu não sabia o porquê mais assim que você entrou na cozinha e me encarrou com aqueles lindos olhos azuis eu soube que não era amizade que eu nutria por você. Depois você foi esfaqueado e aquilo me destruiu, eu não conseguia me manter longe de você e eu não estava entendo o porquê. Agora eu sei Guilherme, é porque eu estou apaixonada por você. Eu te amo Guilherme – nesse momento Annie não consegue segurar mais as lagrimas – e eu quero lhe salvar do mesmo jeito que você me salvou, então por favor, me escute e acorde. VOCÊ PRECISA ACORDAR
Annie se inclina sobre Guilherme e o beija, um beijo apaixonado, simples e cheio de amor. Annie não pensava ser possível, mais seu beijo começou a ser retribuído. Assustada Annie se afasta e a única coisa que consegue ver são um par de olhos azuis celeste lhe encarando e um sorriso que fazia qualquer pessoa se derreter. Guilherme tinha acordado e estava sorrindo.
Notas finais
Essa era a verdadeira intenção, espero que tenham gostado.
Irei adiantar algumas coisas sobre o próximo capítulo, sem dar spoilers é claro, odeio isso.
Bem, o próximo chegará a tão aguardada historia de vida da Annie, sim, o mistério será enfim, revelado, detalhes por detalhes, por isso não garanto quantas palavras ele será, pode ser 1000 ou 10000, só espero que leiam com amor, ele será muito lindo, por isso não tenho previsão para postar, tenho que pensar em uma historia completa e escrever, o que leva muito tempo. Espero que leiam e estejam amando a fic assim que nem eu. Essa e minha primeira história e não à última. XOXO
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