Lady Rin

4 Uma Criança em Perigo


Notas iniciais
Disclaimer: Inuyasha pertence à Rumiko Takahashi (:
Ficwriter: Shiia-chan o/
Spoilers: Capítulo 80 Sesshoumaru e o sequestro de Rin. e Capítulo 81 Naraku despedaçado, e o seu paradeiro? Inuyasha Clássico.
Disclaimer 2: VOCÊ FOI AVISADO DOS SPOILERS! U_Ú Depois não quero neguinho falando merda nos comentários!
Tirando o meu surdo... :D Boa Leitura a todos e Feliz Ano Novo super atrasado! :D

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Nesse tempo, nessa época, a única coisa que te peço é que me prometa que irá tentar, tentar lembrar-se de mim e quando esse dia chegar, pense em mim com ternura e com carinho... Lady Rin.

O vento soprava numa brisa fria e suave, trazia consigo pétalas da árvore de cerejeira do jardim central; os cheiros tão doces e sedutores daquelas fabulosas árvores estavam a desabrochar todo o ambiente de forma sutil, leve e encantador. Naquela situação, era difícil descrever com palavras tudo que eu estava presenciando; de olhos fechados e de braços cruzados eu estava sentado num galho não tão alto daquela magnífica árvore de sakura; usando de todos os meus sentidos para me entrosar na chamada natureza. Era primavera e como em toda primavera há sempre flores, folhas, melodias, cheiros e sensações que transmitem para qualquer ser vivo, seja ele yokai ou humano, uma espécie de alegria e paz; e naquele momento eu estava buscando exatamente aquilo que todos procuravam na primavera.

Eu buscava... Alegria.

Uma alegria que eu realmente não estava encontrando nos últimos dias...

Os exercícios mentais e todos os jogos de lógica não faziam mais efeito sobre toda aquela situação. Não adiantava somente ela decorar em que posição andava a torre ou simplesmente se certificar que a rainha era a peça mais valiosa de todo tabuleiro, nada disso fazia mais efeito... Xadrez ocidental e oriental, qual era mesmo a diferença? – ela sempre perguntava isso. – O formato das peças talvez... – Kagome tentava, certa vez, explicar-lhe. Só que... Do que adiantava os esforços se ela sempre se esquecia de tudo?

O que era preciso fazer para ela recuperar sua tão preciosa memória? Quebrar mais centenas de vasos chineses no meio do caminho sempre com a desculpa de não se lembrar quem é; ou derrubar os talheres no meio da refeição? Realmente certas coisas, naquele castelo, não faziam mais sentido algum.

Todavia, por mais absurda que fosse a situação de Lady Rin, todos ali estavam verdadeiramente empenhados a fazer com que ela ficasse curada, mesmo com os comportamentos bipolares, as mudanças de humor repentinas, os surtos de choros durante a madrugada, tudo... Por mais grave que fosse a situação, eles, seus servos, nunca a abandonariam... E eu... Bem, eu também faria de tudo para não cometer novamente esse erro, pois, eu era o seu guardião, seu protetor, seu pai, seu melhor amigo e acima de tudo eu era seu marido.

E com honra eu me empenharia para conquistá-la; para amá-la; para fazer de tudo por ela...

Esse era o meu propósito.

"Ohayo, Sesshoumaru-sama."

"Kagome?"

"Desculpe-me interromper, mas você viu a Rin-chan? Acho que ela sumiu..."

"Não, não a vi... Que tal procurá-la no outro jardim?"

"Sim, farei isso!"

Por mais doente que Lady Rin estivesse, ela não deixara de ser esperta! Sempre que não gostava dos tratamentos ela fugia, escondia-se entre as árvores e ficava toda encolhida totalmente camuflada para que ninguém pudesse encontrá-la, como se fosse uma criança... Uma criança que ela nunca deixou de ser; mas apesar disso, eu sempre sabia onde ela poderia estar e naquele momento ela estava atrás daquela mesma árvore onde eu estava naquele momento e... Bem, fico me perguntando como Kagome não percebera a presença dela ali.

Sorri de canto, esperando Rin sair de trás da árvore e quando a mesma o fez eu inclinei o meu corpo ficando de cabeça para baixo e somente apoiei-me com o pé direito no galho; aproximei o rosto de Minha Senhora o mais próximo que consegui e beijei a sua testa. Ela, em um susto, arregalou os olhos e colocou as mãozinhas no coração unidas em concha; suas bochechas ficaram levemente ruborizadas e sua respiração falhou por alguns míseros segundos. De fato, aquilo me deixou demasiadamente feliz.

Não fazia o meu tipo demonstrar "sentimentos" em um lugar aberto, porém eu havia gostado do cenário, em outra época, Rin-sama diria que ali era um "lugar romântico". Certamente! Pois, quando beijei sua testa e quando fiquei de cabeça para baixo, as pétalas de sakura começaram a espalhar-se ao redor da gente, dançando e deixando o lugar propício para uma cena junto a ela.

"Sesshoumaru..."

"Tarde boa, Lady Rin. Como se sente hoje?"

Com impulso e agilidade trarei de ficar enfrente a Rin de cabeça para cima, assim ela se sentiria mais confortável para dirigir a palavra a mim. Tentei ajeitar alguns fios do meu cabelo e desviei o olhar do dela, pois a mesma ainda tinha as bochechas avermelhadas como tomate.

"Gomen...", foi a única coisa que ela disse; então a olhei pelo canto do olho e ela estava levemente curvada para frente com a franja cobrindo seus olhos e suas mãos estavam unidas fazendo sua reverência ser muito exagerada. "Eu fugi dos tratamentos de Kagome-sama, hoje não me encontro nada bem."

"Tudo bem.", eu disse.

Ela olhou para mim desconfiava, desfazendo a reverência e ficando mais aliviada. Acho que ela havia pensado que eu haveria de corrigi-la por ter "cabulado" as sessões de tratamento, pelo contrário, eu estava até feliz por isso ter acontecido, só assim para eu ter mais tempo com ela.

"Mas...", ela tentou argumentar.

"Só assim para eu ter mais tempo com você, Lady Rin."

"Desculpa.", ela novamente baixou a cabeça. "Não queria te causar problemas, na verdade eu não queria causar problemas a ninguém, só que eu realmente não consigo mais fazer nada sozinha..."

Eu não respondi e voltei a olhar a árvore de cerejeira por um longo tempo e em consequência disso o silêncio entre nós dois foi perturbador; ela não falava mais nada e eu tão pouco. – suspirei – Aquilo realmente me incomodava!

"Quer que eu continue a história que eu estava contando outro dia?", perguntei ainda meio distraído, olhando as pétalas dançarem no ambiente.

Ela não respondeu o que me deixou preocupado, pois ela realmente estava imóvel ainda com a franja cobrindo seus olhos.

"Se não quiser tudo bem, eu não a forçarei."

Nenhuma resposta veio. Resolvi esperar mais alguns segundos e nada, então a olhei e ela estava segurando fortemente a manga do meu quimono. – Como eu não tinha percebido que ela estava me segurando? – Sua atitude me assustou e então eu pude sentir lágrimas caindo no chão.

"Rin? Você está bem?"

Às vezes, ela surtava como naquele momento e eu já estava até acostumado. Ficando em silêncio, agredindo as pessoas ou simplesmente ficando imóvel. Era assustador no começo, mas depois ficou normal. Já fazia parte da doença.

Eu me soltei dela e coloquei seu pequeno rosto em minhas mãos e elevei seus olhos a fim de se encontrar com os meus. Opaco, sem brilho, sem luz eram os olhos de Rin. Podiam ser castanhos como fossem, mas eles não estavam bonitos, não naquele dia e ainda por cima estavam cheios de lágrimas salgadas.

Pude ler através deles que ela queria dizer algo a mim, mas lhe faltavam palavras; parecia que sua fala havia ido embora assim como sua aprendizagem sobre qualquer linguagem; nunca imaginei que aquilo fosse tão doloroso. Meu coração ficou apertado por vê-la sofrer por dentro, fiquei verdadeiramente abalado quando percebi que a doença agia de forma muito cruel, em seus olhos eu via seu sofrimento...

"Socorro...", ela disse entre um soluço e um sussurro. Depois disso, ela desmaiou em meus abraços.

Os minutos seguintes foram marcados por muita correria no castelo. Muitos médicos corriam até o quarto de Lady Rin; Kagome e Inuyasha apresavam-se para ver o que havia acontecido, Jaken e as empregadas de Rin-sama estavam apreensivos, pois ela realmente não havia voltado do desmaio e eu ainda estava tentando absorver aquele acontecimento; o mundo parecia andar lentamente, era como se eu tivesse sido paralisado por um veneno de uma cascavel, ainda, era surreal.

"Tragam uma toalha molhada, por favor!", berrava um médico já analisando a situação de Rin-sama.

"Sensei, como está a temperatura de Lady Rin?", perguntou Kagome.

"Ela está tento uma convulsão.", disse o Doutor.

Eles falavam entre si como se a minha presença fosse insignificante; era como se eu não existe ali e a prioridade era trazer de volta Lady Rin, de certa forma, era o certo, mas, só que, eu não queria me sentir um inútil. – fechei minhas mãos em punho e vir-me-ei de costas. – eles não precisavam de mim. Isso era mais que lógico.

Sai daquele recinto sem que ninguém percebesse, afinal não precisava de muitos esforços para isso, o resto eu deixaria nas mãos deles, eu sabia que eles conseguiriam trazer Rin de volta.

"Sesshoumaru! Aonde você vai?", perguntou Inuyasha bem a minha frente com os braços cruzados.

"Não é da sua conta, hanyou."

"Baka! Você realmente vai deixar Rin-chan sozinha nesse momento que ela mais precisa?", disse ele estralando os dedos e colocando as garras de fora.

"Não se meta Inuyasha, você não sabe o que se está passando.", falei dando um passo a frente, mas fui impedido por Inuyasha que avançou para cima de mim, mas por sorte desviei rapidamente e o segurei pelo pescoço. "Já disse, não se meta.", apertei mais ainda seu pescoço.

"Realmente não sei o que Rin-chan viu em você... Você é muito...", não deixei que ele terminasse a frase joguei-o contra a parede, pois eu já estava perdendo a paciência.

"Saia da minha frente...", foi a única coisa que falei antes de ouvir um grito.

Os passos apresados sobre o assoalho de madeira eram de alguém que parecia desesperado e que estavam com lágrimas nos olhos, não demorou muito para eu e Inuyasha vermos a dona daquelas lágrimas.

"Lady Rin...", ela parecia não conseguir falar direito. "Lady Rin teve uma parada respiratória..."

"O QUÊ?", eu e Inuyasha dissermos.

Eu não sabia o que era uma parada respiratória, ou um ataque fulminante como Kagome referiu-se momentos depois, mas apesar de não saber o que era eu sentia que era algo nada bom. Demorou um pouco até Kagome recuperar-se e tentar explicar com palavras e gestos o que era uma parada respiratória até que caiu a ficha e entendi que aquilo podia custar a vida de minha princesa.

"Mas não se preocupem, eu e o Sensei, mesmo sem nenhum equipamento apropriado, conseguimos trazê-la de volta, mas ela ainda não está totalmente de volta entendem? Achamos que ela está num sono profundo. Talvez dure em torno de três dias, uma semana, um mês... Depende de como ela reagir aos remédios que demos a ela."

"Entendo.", eu falei saindo da presença deles.

"Sesshoumaru...", ouvi Kagome dizer meu nome.

"Deixa Kagome, ele anda muito abalado com toda essa situação, dê um tempo a ele.", disse Inuyasha.

Voltei para árvore de cerejeira e fiquei lá por um bom tempo, olhando a paisagem e sentindo a tranquilidade que àquela árvore me transmitia.

"Ela estava bem, e de uma para outra acontece isso... Não consigo entender.", falei sozinho com a árvore. Será que eu já estava louco? Falando sozinho com uma árvore?

Realmente eu não entendia tudo isso, ela realmente estava boa! Ela realmente parecia que estava bem e só foi uma febre! Como? Como de uma simples febre ela de repente sofre uma parada respiratória? Eu não conseguia acreditar neles, naquilo, não entrava no meu cérebro que tudo fosse verdade. Não era para ela adoecer, era para ela ficar boa, ficar mais curada do que ela já estava e de repente ela fica mais doente do que nunca... Eu não consigo engolir essa história.

Durante a noite todos se recolheram e ela ficou sozinha em seus aposentos, dormindo tranqüilamente como anjo. Fui até o meu escritório e peguei o livro de capa vermelha, andei pelos corredores mal iluminados e abri a porta de seu aposento, entrei e tranquei. Eu não queria que ninguém me incomodasse.

Rin estava deitada sobre o futon e eu sentei ao seu lado, acariciei seu rosto sereno e abri o livro.

"Onde nós paramos Lady Rin? Ah sim! Foi quando Kagura havia lhe raptado não é verdade?", falei com se ela pudesse me ouvir. "Vejamos, eu havia sentido que o cheiro do vento tinha mudado e que algo de ruim estava prestes a acontecer, logo em seguida Jaken chegou um pouco desesperado contando-me logo que Rin havia sigo sequestrada por Kagura..."

(...) Enquanto Jaken dizia como Rin foi capturada, eu apenas o olhava, confirmando todas as minhas hipóteses de que Jaken realmente é um idiota. Não demorou muito e senti um cheiro diferente no ar, de fato, além de mim e Jaken, estávamos tendo a honra de dividir aquele momento com uma marionete de Naraku.

"Por favor, me escute.", disse Naraku. "Não se preocupe Sesshoumaru-sama, me obedeça e lhe devolverei a garota chamada Rin."

"Você é o Naraku?", perguntou Jaken.

"Naraku... Você. O que você está tramando agora?", perguntei sem dá a mínima para o que ele disse anteriormente.

"Nada de muito especial... Só quero que mate o seu irmão Inuyasha.", ele disse.

Naraku realmente pensava que eu era bobo ou algo assim. Realmente ele achava que eu ia cair em seus joguinhos irracionais e contribuir para sua armação. Não! Eu não gostava daquilo... – o vento soprou e então resolvi inverter aquela situação.

"Humph! Mas você teve todo esse trabalho por uma coisa tão banal.", falei com um sorriso irônico nos lábios. Esperei um pouco e avencei o passo cortando com as minhas garras a cabeça de urso, um tipo de pele que Naraku adorava usar para se proteger.

"Oh! O que é isso?", perguntou Jaken, vendo a pele de urso se transformar em pedra. "É uma marionete?"

"Ele acha que Sesshoumaru será capaz de cumprir as exigências dele por causa de uma garota humana?", falei irritado com tudo aquilo.

"Mas Sesshoumaru-sama, o senhor vai abandonar a Rin?"

Eu não ia abandonar a Rin, mas como Naraku estava realmente achando que capturando a Rin eu iria arranjar guerra, bem isso ele estava muito enganado, até porque eu simplesmente odiava quando pensavam que Rin era meu ponto fraco, já que ela simplesmente não era. – dei as costas a Jaken e fui atrás de Naraku de uma vez por todas para poder lhe arrancar a cabeça, pois eu odeio quando me fazem de idiota.

"Sesshoumaru-sama, o senhor... Aonde o senhor vai?"

Naraku estava tão desesperado que abriu sua barreira e deixou que todos sentissem o seu cheiro desagradável, realmente ele não sabia que tudo aquilo era inútil. Pobre infeliz! Bem, eu também não sabia onde Rin estava, mas eu tinha convicção de que ela estava segura em algum lugar e assim que eu aniquilasse Naraku eu voltaria para buscá-la.

Não demorou muito até eu encontrar o castelo de Naraku. A barreira se desfez eu pude ver com nitidão o castelo. Aos olhos de um humano era impossível ver e ao menos sentir que naquele nada havia um lugar muito bem camuflado por um ser totalmente inferior que era justamente Naraku. Aquele hanyou deixou que eu entrasse fácil em seu campo de batalha, achando mesmo que eu seria uma presa fácil e que eu, Sesshoumaru, iria cooperar com seus planos malignos.

"Eu o convidei para vir aqui, mas não pensei que iria aceitar o meu convite!", disse o hanyou se escondendo atrás das portas do shirou. "É claro que a garota que você procura não se encontra aqui... Afinal de contas ela não seria capaz de respirar na atmosfera densa desse castelo, por enquanto estamos mantendo a garota num local fora daqui... Então não se preocupe."

"Naraku, eu quero que saiba que eu não vim aqui com o propósito de resgatar a Rin."

"Bem, parece que Sesshoumaru-sama não gosta de receber ordens de ninguém. Eu sabia que você não mataria o Inuyasha e nem tentaria encontrar a Rin e sim, viria aqui para me matar primeiro."

"Humph, parece que você quer se vangloriar de ter me atraído até aqui, vamos discutir suas intenções mais tarde...", impaciente com aquela situação elevei minha mão e coloquei minhas garras para fora e estralei os dedos. "Isso se você estiver vivo."

Ele riu debochado de mim, como se eu não fosse capaz de destruí-lo, só que realmente ele não fazia noção de quão forte eu era. E disso eu tinha certeza!

"Sesshoumaru-sama estou honrado que tenha finalmente vindo me visitar, por isso, eu, Naraku, lhe darei uma recepção adequada."

Ele havia de transformado em um verdadeiro monstro. Seu corpo era constituído por partes de yokais e sua forma era totalmente indefinida, salvava somente do seu tronco para cima que ainda mantinha sua aparência humana, mas mesmo assim ainda era desagradável.

"Arg! Um mutuado de pedaços de yokais! Naraku, então essa é a sua forma verdadeira?", perguntei.

"Forma verdadeira? Não! Isso é uma obra-prima em construção!", e com um de seus braços/tentáculos ele tentou me atacar, iniciando ali uma guerra. Desviei, já que era o certo. Eu para um lado e Jaken para outro.

"Então, é a vida de Sesshoumaru que você quer?", perguntei de forma irônica.

Saquei Toukijin e esperei que ele me atacasse; o que não demorou muito; rapidamente saltei e cortei aqueles milhares de pedaços de yokais.

"Naraku, um reles yokai como você não será capaz de encostar um dedo em Sesshoumaru!", ele realmente estava de brincadeira comigo, lançando aqueles ataques fracos e fazendo com que eu o cortasse mais e mais seus pedaços de yokai. Aquele joguinho estava fazendo com que eu perdesse a paciencia!

Depois de um tempo percebi enfim o plano de Naraku e foi justo também quando senti o cheiro de Inuyasha atravessando a barreira de Naraku usando a Tessaiga Vermelha, então, era a minha vez de planejar um contra-ataque.

"Um visitante Naraku? Vou ter que lhe dar os pêsames, apesar dele ter tido o trabalho de vir aqui visitá-lo..." – levantei minha espada e preparei para lançar outro golpe. – "Não chegará a vê-lo vivo. MORRA! – falei lançando um golpe mais forte nele."

Inuyasha estava se aproximando e parecia que a presença dele estava realmente incomodando a Naraku, e isso só me deixava mais satisfeito e pelo visto Kagura não tinha dado um jeito de detê-lo.

"Naraku, você parece muito preocupado com que acontece fora do castelo!"

Como eu já tinha previsto, Naraku queria mesmo os meus poderes de yokai completo, todo e qualquer ataque dele era somente para me distrair, só que Naraku realmente não contava com uma coisa: Tessaiga estava mais forte do que ele podia imaginar. Deixei que aqueles pedaços de yokais me envolvessem a fim de fazer um casulo para me proteger da Ferida do Vento. Eu realmente queria que ele pensasse que poderia me absorver.

Inuyasha, como sempre, impaciente e explosivo, assim que chegou ao local tratou de lançar a Ferida do Vento, Naraku apenas tentou se proteger mais foi totalmente em vão, o golpe foi certeiro e potente quebrando a barreira de Naraku e o despedaçando. Como um mau perdedor que Naraku era, ele tentou atacar Inuyasha, mas sem sucesso e como última saída tentou absorvê-lo, mas também foi em vão.

"FERIDA DO VENTO!"

Impressionado, talvez. Assustado e até nervoso. Esse era o Naraku naquele momento. Aquele momento em que sua "obra-prima" estava sendo destruída pelo ataque violento e forte de Tessaiga. Era como eu suspeitava. Então, assim que a poeira baixou, eu resolvi aparecer. Os pedaços que me encobriam foram ao chão e assim eu acabei saindo ileso daquele golpe.

"Humph, viu só Naraku? Que ironia! Os pedaços do seu corpo que me envolviam serviram de escudo contra Ferida do Vento de Inuyasha..."

"Arg! Caia fora! Quem vai matar o Naraku sou eu!", Inuyasha latiu.

"Ele é minha presa!", falei autoritário.

"Arg! Seu idiota! Pare de me atrapalhar!", Inuyasha latiu novamente.

Apenas ignorei aquele comentário e olhei para Naraku que estava mais preocupado em absorver nós dois. Só que tanto eu quanto Inuyasha estávamos conseguindo nos livrar dos ataques fracos de Naraku, e num golpe de sorte, Inuyasha lançou um ataque contra Naraku que despedaçou mais ainda seu corpo.

"Este é o seu fim."

"Eu já disse que ele é minha presa.", me dirigi ao Naraku mais rápido que Inuyasha.

Assim que lancei outro golpe em Naraku, o mesmo muito ferido soltou miasma para assim se proteger e escapar novamente como um verdadeiro covarde que ele era.

"Sesshoumaru-sama, perdão, mas me retiro por hoje.", disse Naraku escapando mais uma vez sobre sua nuvem de miasma e seus insetos venenosos.

Aquelas palavras, aquele gesto e aquela covardia vinda da parte de Naraku fez crescer em mim a mais pura raiva que jamais senti antes. O fato de eu ter ido até aquele lugar horrível e ter lutado com ele para simplesmente no final fugir era de se dar muito ódio! Minha energia sinistra aumentou, minhas garras ficaram de fora e eu pensei que ia até quebrar o cabo de Toukijin com tamanha força que eu a segurava, meus olhos ficaram rubros e a minha ira só aumentou.

"Seu idiota! Acha realmente que pode escapar de mim?"

"Sesshoumaru-sama... Invés de se transformar e vir atrás de mim, deveria procurar a sua garotinha..."

Naquele momento eu voltei ao normal. Afinal o que tanto Naraku queria com Rin? Ela não estava no castelo e também estava longe dos olhos de Kagura... Com quem que ela estivesse se eu fosse realmente perseguir Naraku ele só daria uma ordem: de matar a Rin.

Ele seqüestrou a Rin para poder me chantagear e fugir. Naraku, você é um ser covarde e desprezível...

O castelo estava destruído e não servia para nada. Então eu tinha que procurar onde mais ou menos Rin estaria e com certeza ela não estaria longe, mas também não tão perto. Eu podia sentir muito levemente o cheiro do monge, da exterminadora e da garota estranha que andava com Inuyasha. Perto da colina num lugar bem alto. Eu também podia sentir um pouco do cheiro de Rin, mas era muito fraco e também estava misturado com outro cheiro.

Conforme eu ia me aproximando a minha vontade de matar alguém só aumentava. Até que cheguei ao local onde estava Rin e mais um garoto que parecia que ia matá-la, provavelmente a comando de Naraku. Ele percebeu minha presença ali e tratou de me enfrentar. Estralei as minhas garras e perguntei a ele se realmente ele queria me enfrentar, pois de fato era muita ousadia e coragem para um garoto humano querer enfrentar um daiyokai como eu.

O clima estava até bom, mas Inuyasha tinha que chegar e interromper as coisas. A garota estranha que acompanhava Inuyasha também chegou ali e pegou Rin no colo, pois ela estava desmaiada.

"Ela está bem, só está desmaiada!", disse a garota.

"Você ouviu o que ela disse, Sesshoumaru. Poupe a vida de Kohaku!"

"Não tente impedir Inuyasha, você só vai perder o seu tempo! O garoto parece querer ser morto por minhas garras de qualquer jeito!"

Aquele garoto estava sendo induzido pelo Naraku para ser morto por mim, acho que era tão óbvio que até Inuyasha percebeu, que, no momento em que Kohaku resolveu me atacar, Inuyasha se meteu e me protegeu, mas eu fui mais rápido e peguei aquele moleque pelo pescoço. – Apertei mais um pouco seu pescoço. Era até engraçado ver a garota estranha e o Inuyasha latindo, pedindo misericórdia pela vida daquele ser desprezível. Só que matar Kohaku significava contribuir para os planos diabólicos de Naraku e a isso eu tinha nojo!

Esse menino... Não sente nem dor e nem medo... Não gosto da expressão desse olhar...

Rin havia acordado do desmaio e o garoto havia fugido na pena de Kagura, Naraku havia desaparecido, realmente, não havia motivos para eu ficar ali...

"Adeus.", Rin levantou-se e voltou a me seguir despedindo-se de Inuyasha e da garota estranha.

Naraku, mais uma vez havia fugido. Só que da próxima vez que eu o encontrasse... Seria para matá-lo. (...)

"No final, o dia estava amanhecendo, Rin havia voltado para meus cuidados e Jaken desaparecido...", eu disse para concluir a história. "Rin-sama, espero que melhore, não quero nem pensar na possibilidade de perdê-la pra morte..."

Eu fechei o livro e levantei-me. Agora, eu tinha que deixar a mente de Lady Rin descansar para que no outro dia ela pudesse acordar e voltasse a sorrir. Destranquei a porta e quando eu ia sair eu senti alguém puxar meu quimono.

"Sesshoumaru-sama... Por que o senhor não matou o Kohaku?"

Ela parecia que estava muito ofegante. Caminhar do futon até a porta para somente me perguntar isso deveria ter sido um grande esforço, fora o susto que ela me dera por ter despertado do nada.

"Lady Rin..."

Sua franja cobria seus olhos e ela estava caindo de joelhos totalmente cansada. Acompanhei o seu ritmo e a abracei. Deitada em meu ombro eu sentia o quanto Rin-san estava doente. Sua pele sem cor e sem sangue. Ela estava fria como cadáver. Seu coração quase não batia e ela estava leve como uma pena.

"Sabe... Sesshoumaru-sama... Eu tive um sonho muito bom...", a voz dela estava baixa e macia como era em sua infância. "Eu sonhei que tinha sido raptada, por uma yokai, mas o Senhor me salvou... Obrigada... Obrigada por me salvar..."

Ela sempre tinha esses devaneiosdo passado e se comportava como se tivesse sete anos ainda. Mas eu não me importava. Está com Lady Rin, já era o suficiente para o meu coração ficar acalentado.

Obrigado Minha Senhora, por me deixar ser o guardião dos seus sonhos...

Notas finais
-Nota da Autora: Olá meus queridos, como vocês estão? *o* Espero que tenham gostado do capítulo. Pois eu amei escrevê-lo, infelizmente a minha linda e amada beta Rayane não pode betar esse capítulo pois ela está muito dodoi, então eu mesma tive que reler e ver se tinha alguma coisa de errada, espero ter visto todos os erros xD hehehehe.
Uma curiosidade eu não sei quanto a vocês, mas eu realmente não lembrava que o Sesshy falava em terceira pessoa! xD Gente é muito fofo ele falando em terceira pessoa! Outro detalhe é que quando vocês forem assistir o episódio 80 e 81, recomendo assistir o 79 - O Plano de Jaken para roubar Tessaiga. Assim vocês sabem como a Rin foi capturada. Eu não quis colocar spoilers desses capítulo porque o Sesshy só aparece umas duas vezes, no começo e no final, então como o Sesshy de Lady Rin iria narrar a história? kkkk'
Bem, é só isso! Eu agradeço de coração os comentários do capítulo anterior e vou pedir encarecidamente que deixem reviews nesse capítulo, claro, se não for pedir muito!
Beijos & Abraços,
Shiia-chan. :*