Lady Of T...
3 Intuição
Notas iniciais
Mas vamos ao capítulo!
A noite chegara escura e imponente, fria como qualquer outra de um típico outono inglês. Na estrada o automóvel negro era pilotado por um homem velho e magro, cujas expressões demonstravam o cansaço de toda uma vida de trabalho duro. No banco de trás uma jovem, dama, de longas madeixas loiras e lisas, olhos acinzentados e que trajava um elegante vestido amarelo com detalhes em renda branco-perolados observava atentamente a paisagem envolta nas trevas noturnas.
- Por favor James, poderia acelerar?
- Desculpe senhorita, mas foi uma ordem de seu tutor para que não exagerasse na velocidade.
- Ma... mas... – Percebendo que seus argumentos não adiantariam a jovem se calou voltando a fitar ás árvores, negras como ébano pela noite, pensando em seu futuro marido Henry.
Sentado em uma poltrona, na biblioteca de sua mansão, Henry lia de modo distante alguns artigos enquanto bebia incansavelmente xícaras e mais xícaras de café. Se estivesse em um de seus dias normais Henry beberia apenas chá, mas hoje era um dia especial Anne sua noiva chegaria se dessa vez tudo desse certo seria para sempre. Apanhou a xícara mais uma vez, assoprando seu conteúdo fumegante e depois com temperatura mais branda sorvendo o conteúdo negro do pequeno receptáculo.
Na estrada o velho senhor notava a impaciência da moça, e tentava em vão acalmá-la.
- Senhorita se me permite dar um conselho, ficar ansiosa não fará bem ao bebê... e creio que Mr. Henry não deseja que isso aconteça...
- É inevitável, mas já que deseja me ajudar James você bem que poderia acelerar o passo não é?
- Não posso, seu tutor ordenou para não me apressar, e para ter cuidado... – Notou a jovem suspirando triste – Mas acredite, se ele não tivesse me alertado, eu voaria para leva-la até o Senhor Henry – Virou-se para trás e sorriu cativante
- Você é o melhor James – Agradeceu a dedicação do empregado com um sorriso largo e meigo.
O homem vira-se para frente e é obrigado a frear repentinamente, uma mulher de cabelos ruivos e cacheados aparecera em sua frente, e aquela freada brusca faz com que o veículo deslize fazendo quase uma volta completa em torno de seu eixo e capotando depois.
- O... o que houve – A jovem tentava suportar a dor em seu corpo, batera a cabeça e notou um líquido quente escorrendo de sua cabeça, sem mais forças caiu ali desmaiada.
Em Sheffield Henry já se sentia sufocado pela impaciência, andava de um lado para o outro por toda extensão de sua farta biblioteca pois agora beber litros de café já não o acalmava.
Tomou o telefone pela mão, e discou o número de Will em poucos minutos o mesmo já estava lá.
- São raras as vezes que me liga assim tão tarde... o que aconteceu Henry? Saudade – Disse sem preocupação aparente.
-Anne está demorando demais – Não deu atenção a piadinha de seu amigo e acentuou sua habitual expressão séria – Mesmo em uma viajem de Londres até Sheffield ela já deveria ter chegado.
- Haha você se preocupa demais – Disse repousando uma mão amigável sobre o ombro de Henry.
- Talvez, mas tenho um mau pressentimento...
- Hmm será que isso não é a preocupação de um futuro pai? O bebe nem nasceu e você já está assim babando nele... – Dizia debochado se jogando no sofá.
- É pode ser... – Henry olhava pela janela tentando jogar sua inquietação por ela, buscando a imagem de sua amada.
Anne acordou atordoada e sua cabeça latejava de maneira constante o cheiro de sangue seco a irritava, sua fronte ardia e levando a mão até ela constatou que um corte causara o sangramento.
Fraca como estava, empenhou-se para abrir a porta da condução e ao conseguir arrastou-se para fora com muita dificuldade, sua visão estava turva e seus músculos doíam o frio do outono fazia com que cada movimento ficasse mais difícil. Com muito esforço colocou-se em pé, espremeu os olhos para melhor enxergar e não avistou seu motorista, caminhou cambaleante às vezes se escorando em árvores nodosas adentrando cada vez mais por entre aquele bosque escuro e gélido, chamando às vezes com a pouca força que lhe sobrara o nome de seu motorista.
Após contornar, uma árvore a donzela encontra o Senhor, mas não em uma situação que alguém gostaria de ver. O desepero toma conta de seu corpo ela quer ajudar, mas o medo a impede. Quer fugir, mas não consegue correr, uma tontura a aflinge e ela somada a dor, frio e a agonia fazem com que Anne caia no chão terroso.
Ela via James ser levantado por uma grotesca figura de aparência feminina, corpo de formas tentadoras para um homem mas sua face era tenebrosa e sua aura era maligna o ódio jorrava de seus poros e faíscas de ira eram visíveis em seus olhos.
- James o que... – Com seu último resquício de força Anne pronunciara essas palavras e agora sua única opção era ficar ali era assistir a morte de um homem que a vira crescer. Assistiu ao último fio de vida de James se esvair nas mãos de um monstro.
- Will o que vamos fazer já passa das 02h00min da manhã e ela não apareceu... – Henry agora permitira que todo seu autocontrole se dissipasse.
- Se acalme, primeiro você vai parar de tomar café – retirou a xícara da mão do amigo — e depois vamos avisar a polícia. – Quem estava sério agora era Willian.
- Mas nós somos a polícia... – Henry quando ficava nervoso tinha tendência para dizer coisas completamente estúpidas
- Então que sorte a nossa! Vamos... – Para a sorte de Henry, Willian tinha tendência a falar coisas estúpidas sempre, o que o tranquilizava.
Em pouco tempo grandes divisões policiais já estavam a par da situação e a procura da moça por todas as estradas que levavam de Londres a Sheffield, para que não houvesse envolvimento emocional preferiram deixar Henry e Willian fora de ação então ambos retornaram a mansão de Henry, aguardando notícias.
Já passava das 05h00min quando alguém bateu a porta de Henry avisando que sua noiva havia sido encontrada. Os dois investigadores foram levados até o local e lá se chocaram com o que viram.
- O que aconteceu aqui? – Willian agora diferente de antes estava sério e com uma postura preocupada, dependendo de como era visto parecia até nervoso.
- Senhor... o corpo foi encontrado aqui apenas com pequenas incisões, morto e seco sem nada por dentro... Literalmente apenas um saco de ossos – O jovem soldado ria pesadamente – A senhorita estava inconsciente quando chegamos estava a uns 10 metros do corpo, com um corte na testa, mas desde que ela acordou apenas grita palavras desconexas...
- Entendo... – E de fato era o que acontecia, Anne estava desesperada era como se ela quisesse falar, mas as palavras corretas tinham fugido e por isso a mensagem parecia incompreensível.
- Mal... o mal... – Anne pronunciava entre lágrimas e soluços. – Mulher... morte – E se agarrava no paletó de Henry em um surto desesperado como se ele pudesse retirar dela as palavras corretas.
- Anne se acalme... –Henry tentava segurá-la mas ela se soltava e andava desesperada procurando algo e voltando então até Henry e pronunciando mais palavras.
- Por favor... mulher, abominável e... e... podre
Will olhava aquilo tudo intrigado até uma voz irritantemente conhecida o tirar de sua linha de raciocínio.
- Ok, já chega. O show acabou... – Joseph estava lá para tornar tudo mais difícil
- Verdade... Acredita... Mulher, grotesca...
- Essa garota está descontrolada... Tirem-na daqui – O desespero nos olhos da jovem era crescente e Henry observava tudo aquilo perdido.
- Não, eu, verdade, James – Ela soluçava e se agarrava agora ao terno de Joseph derramando nele algumas lágrimas... levando um bruto empurrão do oficial
- Tire a mão de mim – Henry não suportara e avançara no policial dando-lhe um soco na face.
- Seu desgraçado – Willian parte para cima dos dois investigadores para apartar uma possível briga, surpreso com a agressividade jamais demonstrada de seu amigo. — toque de novo na minha mulher e quem será levado daqui será eu e direto pra uma cadeia.
- Hum... – Disse com indiferença limpando o filete de sangue que escorria de sua boca – Levem essa louca daqui, agora!
- Não faça isso Joseph vai se arrepender. Ela não está louca Joseph...
- Calado Henry... Andem palermas levem a maluca daqui
Anne esperneava e chorava enquanto homens tentavam coloca-la dentro de uma ambulância.
- Solte-a seu burro ela pode colaborar com as investigações!
Joseph apenas se aproximara e em tom baixo e sínico falara a Henry.
- Uma louca não pode ajudar em nada. Sabe Henry nota-se a falta de sanidade dessa garota desde o momento em que se descobre que ela é noiva de um sujeitinho como você. – Solta um sorriso sínico após olhar para Will – Vamos embora. – Ordena aos demais oficiais.
Segurado por Will henry faz sua última ameaça ao homem.
- Você vai me pagar desgraçado!!!
Notas finais
Reviews com elogios, críticas ou tijoladas na nanica enrolada aki... São sempre bem aceitos XD
Comam todos os vegetais e até a próxima!
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