Lady Das Trevas
4 O Sangue de sua mão
Capítulo IV – O sangue de sua mão
Uma brisa fria da meia-noite assobiou passando em sua orelha, quando Bellatrix chegou ao cemitério. Ela estremeceu, envolvendo sua capa firmemente em torno de seu peito. Tudo era negro, exceto um raio de luz, que sorriu no formato da lua crescente. A luz parecia se concentrar em uma lápide particular.
Bellatrix se dirigiu para a pedra. Ela se perguntou se ele poderia fornecer algumas informações a respeito do porque de Voldemort haver escolhido encontrá-la ali, na calada da noite. Ela parou em frente a pedra e leu a inscrição.
Tom Riddle
Ela olhou para a mansão no topo da colina. "Ah, sim", disse ela, "ele era um trouxa, a quem o Senhor do Escuro eliminou mais de 50 anos atrás."
"O trouxa teve o egoísmo de abandonar seu único filho, ele merecia o que ele tem", disse uma voz cruel, atrás de Bellatrix. Ela desviou-se para enfrentar seu mestre.
Ela não pôde deixar de notar o olhar triste no rosto de Voldemort e se perguntou por que ela não o tinha ouvido se aproximando, considerando como eles estavam de pé não mais do que um braço de distância um do outro. Ela nunca soube como o Lorde das Trevas podia se mover tão suavemente.
"Se a mãe do menino não tivesse sido capaz de chegar ao orfanato na época, ele teria nascido morto", disse Voldemort. Ele olhou para Bellatrix, como se estivesse esperando para ver como ela reagiria.
Bellatrix fez uma careta. "Por que eu ligo para o que aconteceu com alguma criança trouxa inútil? — ela disse.
Os olhos de Voldemort se arregalaram e seus músculos faciais se tornaram tensos. — "Porque a criança está diante de você, neste exato momento" — disse ele, e abaixou a cabeça envergonhado.
"Quer dizer que você é ..."
"Correto, eu sou um mestiço."
'Não, você não pode ser... "
"Mas eu sou".
"Você está mentindo!" Bellatrix disse. Ela se afastou de Voldemort como se tivesse puxado uma arma perigosa.
"Bella, você realmente acredita que eu desejo que você me odeie?
Bellatrix parou. Ela não tinha nenhuma maneira de responder a sua pergunta, então respondeu com uma de sua autoria — 'Por que o senhor não me diz primeiro? "
"Eu temia que você fosse me abandonar, se descobrisse" — ele disse – “Eu não teria escolha a não ser matá-la se você se atrevesse a tentar tal ato. Apesar do que, acabar com a sua vida não é mais do que golpear uma mosca, mas a sua paixão, sua lealdade, tornou-a valiosa para mim. As circunstâncias do meu nascimento estão fora do meu controle, Bella. Eu não tenho orgulho de ser filho de um pirralho mimado trouxa. Eu matei ele, mesmo antes de eu atingir a maioridade. Ainda me lembro da noite de sua morte, o que foi uma noite maravilhosa. Após 16 anos, eu provei vingança pela primeira vez. "
A Voz de Voldemort parecia mais e mais insana, Quando ele descreveu a morte de seu pai, "eu tenho prazer em possuir um poder que ele não fez e fiquei impressionado com a quantidade de dano que causei com um encantamento único. Ele caiu no chão, a vida passou de seu corpo miserável. Então, ele estava lá, inerte como o céu à noite. Sua morte me trouxe um sentimento de realização misturado com orgulho. Você sabe qual sentimento, Bella. Você experimentou-o sozinho, eu presumo ".
Bellatrix sorriu avidamente. Voldemort conseguiu chegar em um ponto vital. Mesmo que ele fosse um mestiço de nascimento, o seu ódio contra os trouxas ainda queimava tão brilhantemente como em Bellatrix.
"Eu penso que você pode ", disse ele, voltando-lhe um sorriso quase esperançoso. — "Então agora você entende a minha situação. Quando a profecia nos disse que eu seria limpo de um segredo pelo qual eu me envergonhava, cheguei a uma conclusão simples. Se eu fosse assumir uma posição de poder, eu teria primeiro de se livrar do meu sangue impuro. na profecia também esta implícito que você seria a única a limpar-me. "
"Você quer que eu faça de você um sangue-puro? ' Bellatrix perguntou, nervosamente. Ela ainda não tinha dominado antigo feitiço da Sonserina Salazar, mas ela estava tão determinado quanto sempre para agradar ao seu senhor.
"Normalmente eu não procuraria sua ajuda, mas depois de anos de buscar uma maneira de fazer isso sozinho, minhas experiências ainda nao deram fruto. Se eu não posso me purificar, que escolha eu tenho, então, outro para fazer isso por mim, como a profecia predisse?
Então, a pedido de seu mestre, Bellatrix pré-formada na magia que ela havia aprendido apenas um dia atrás.murmurou as palavras apontando a varinha na direção de seu Mestre, na língua ofídia, exatamente como Nagini lhe ensinou. Uma substância estranha clara surgiu de sua varinha, que tomou a forma de uma serpente. A cobra atacou Voldemort, afundando suas presas em seu peito então enrolada ao redor de seu torso.
O choque no rosto de Belatriz foi espelhado em Voldemort, quando a cabeça da cobra ficou vermelha-escura. Mas a substância clara, que formou o corpo exterior da cobra, não havia mudado. A serpente era mais como um tubo transparente que está sendo preenchido com tinta vermelha. quando a cor tinha viajado para a ponta da cauda da cobra, que Bellatrix finalmente percebeu o que estava acontecendo: a cobra estava bebendo o sangue de Voldemort.
O corpo da cobra se expandiu rapidamente, até que se abriu. Os restos da serpente se desintegrou em nada, deixando para trás apenas o sangue de Voldemort, que cobria o chão à sua volta.
Um fedor suas infiltrou pelas suas narinas, quando uma estranha sensação de sonolência o venceu. Não contente em parecer fraco ou desajeitado, Voldemort lutou contra a vontade de entrar em colapso, mas tropeçou no entanto.
Esperava sentir seu corpo frágil, colidindo com o chão, mas em vez disso, sentiu que Bellatrix o aparava, segurando-o em seus braços. Ela embalou-o, como se fosse um bebê. Nunca antes tinha estado tão depende de ninguém além de si mesmo. Um profundo sentimento de vergonha tomou conta dele, misturado com uma estranha sensação de conforto.
"Bella", ele sussurrou. Ele tremia enquanto falava. Sua voz soava rouca, como se ele fizesse um grande esforço para dizer que uma palavra. Bellatrix olhou para ele, mortificada.
"Não, isso não pode estar acontecendo", ela gritou, com uma voz de puro terror, 'Oh, o que foi que eu fiz?' Os olhos do Senhor das Trevas, que até aquele momento brilhavam com força e determinação, agora refletiam a luta que ele estava passando para viver depois de perder metade de seu sangue. Nada nunca havia horrorizado mais Bellatrix, do que ver seu amado mestre tão fraco e indefeso. Ela desejava ter pensado duas vezes antes de lançar seu feitiço.
Lágrimas rolaram pelo seu rosto,quando ela gentilmente colocou Voldemort sobre a terra fria do cemitério. Não chore, minha Bella. Enquanto ela se ajoelhava ao lado de seu mestre, suas palavras se repetiam mais e mais em sua mente. Deram-lhe a coragem de fazer o que deve ser feito. Ela decidiu curar seu mestre e aliviá-lo da agonia que ela mesma tinha lhe causado.
Com uma faca que ela mantinha no bolso de suas vestes, criou um corte raso na palma da sua própria mão, em seguida, fez um corte idêntico na mão de Voldemort. Ele se contorceu suavemente quando ela fez isso, o que aumentava a dor de Bellatrix.
"Como eu pude deixar isso acontecer ao senhor?" — disse ela. Ela apertou a mão do homem que definhava ao seu lado, os cortes abertos nas palmas das mãos. Um rápido olhar sobre o rosto de Voldemort, revelou como sua vida estava sendo drenada dele, a cada momento que passava. Ela ajustou mais ainda seu aperto, para que o corte em sua mão se alinhasse perfeitamente com o corte feito na mão de Voldemort. Com a mão ilesa, ela voltou a faca para seu bolso e tirou sua varinha. Ela apontou a varinha para o ponto em que suas mãos se encontravam e lançou seu encanto.
O sangue jorrou através do corte em sua mão, mas nem uma gota foi desperdiçada, como o sangue foi direto de sua mão para Voldemort. Embora o feitiço a machucasse, a dor não era nada comparada à dor que Bellatrix tinha experimentado, momentos antes, testemunhando a força de seu mestre vazando longe dele. Agora, o processo estava se revertendo, mas Bellatrix temia que tivesse perdido muito tempo para lançar seu feitiço.
'Não me deixe, mestre " — ela disse – “Eu não sou nada sem o senhor..." — Um profundo silêncio caiu sobre o cemitério.
“Deixar você?” Voldemort disse, com uma pitada de diversão. Sua voz já não soava rouca. Na verdade Voldemort recuperou seu sentido usual de confiança e autoridade, "Eu nunca planejei fazer uma coisa dessas, nem agora, nem nunca. Desde a minha juventude, eu trabalhei para ganhar imortalidade; você ainda duvida eu vou alcançar meu objetivo?
"Claro que não, milorde", disse Bellatrix. Uma sensação morna de alívio correu por ela. "Seu poder é sem fim, mas eu temia que o senhor não sobrevivesse sem o sangue de seu pai.Por favor, me perdoe pelo que eu fiz no senhor esta noite. "
"Por que eu ainda precisaria do sangue de meu pai, quando eu tenho o sangue de alguém muito mais digno? Voldemort levantou-se. Ele passou os dedos pelos cabelos de Bellatrix. Ela sorriu largamente de prazer, e se inclinou em direção a seu mestre. Uma força intangível puxou-a para perto dele.
"Embora você me roubou da minha força momentaneamente, você reabasteceu-me sem demora. Considere-se perdoada” — Voldemort disse, sorrindo com gratidão para ela — "Na verdade eu me sinto mais forte agora, muito mais forte do que eu antes."
"Minha força é sua, senhor.”
Ele tomou-a nos braços, para um beijo cheio de paixão e desejo; parecia que o tempo e o espaço não existiam mais quando Bella fechou os olhos e entrabriu mais os lábios, deixando a língua ávida dele passear por sua boca; brincou com a língua dele, enquanto colocava sua própria na boca dele de volta; naquela dança sensual, os dois suspiraram de prazer, antevendo o que aconteceria depois...
"Prometa-me isso Bella, prometa que você vai ser minha por toda a eternidade, prometa que vai dar a cada parte de si mesma para mim."
"Meu Senhor, eu não faria de nenhuma outra maneira."
Voldemort gentilmente colocou as duas mãos sobre o rosto; olhou dentro de seus olhos e viu a si mesmo; sorriu satisfeito, e olhou-a como se dissesse “o que é o tempo, minha Bella?”. Uma descarga de adrenalina tomou conta dela.
Mas antes de seus lábios se encontrarem novamente, Bellatrix tremeu selvagemente e desmaiou. Ela caiu com a cabeça pressionada contra a bochecha direita de Voldemort. Ele engasgou quando se lembrou de como tinha quase caído inconsciente assim mesmo. Ele se perguntou o que aconteceria com Bellatrix após ter dado tanto do seu sangue. Tinha sua devoção sido tão poderosa para seu próprio bem?
Por que você se importa? Uma voz rosnou de dentro dele. Ela nunca foi nada mais do que o tua serva, porque é que isso importa para você se ela viva ou morra? É verdade, muitas mulheres ele tinha cobiçado em sua juventude, mas Bellatrix era diferente. Ela nunca olhou no rosto encantador de Tom Riddle. Seus rosto ofídico característico e os olhos tão terríveis a haviam cativado. Em outras palavras, Bellatrix adorava a sua maldade, como ninguém jamais o faria.
Ela era preciosa, insubstituível e representou tudo o que ele poderia querer de seus seguidores. Sim, ela não conseguiu recuperar a profecia que ele desejava, mas o que ela tinha adquirido viria a ser a chave para sua vitória. Disso estava certo.
Então ele abraçou seu corpo imóvel, e ouviu o som que esperava, o lento bater do coração de Bellatrix. A tensão elevada. Bellatrix abriu os olhos e sussurrou no ouvido de Voldemort, "Eu sou sua ... meu Senhor. "
Suas palavras encheram a mente de Voldemort com os sonhos de um futuro juntos. Com Bellatrix como a fonte de sua força, sua potência nunca deixaria de crescer. A cada dia que passasse eles se alimentariam das trevas dos outros, até que o seu poder eclipsasse como o sol e a lua. Este foi o futuro que Voldemort criaria com sua Lady Bella ao seu lado; sim, uma lady, a lady das trevas. e ninguém, nem mesmo o menino que sobreviveu, o chamado Escolhido, ousaria bloquear seu caminho.
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