Ladra de Sonhos

2 Capítulo I


Notas iniciais
Mais um cap!

8 anos não acredito que se passaram 8 anos, hoje, dia 7 de junho de 2013, meu aniversario de 13 anos.

Não da pra acreditar que conheço a Zayam a 8 anos, já andamos o mundo inteiro, queria disser que foi tudo a passeio, mas na verdade estamos mesmo era fugindo...

Mesmo assim ainda carrego uma lembrancinha de cada ponto turístico que já vistamos, na verdade tenho uma lembrança de todos os pontos turísticos do mundo.

Se quiser saber como carrego tudo, bem só coloco dentro da mochila que minha avó me dera antes de...morrer.

Ela aparentemente é encantada ou alguma coisa do gênero, da pra por qualquer coisa lá dentro, se quiser guardar um sofá nela, dá, um dia eu ainda vou tentar fazer isso.

Para comemorar meu aniversario eu é Zayam viemos ao meu pais preferido.

Grécia.

Estávamos andando na cidade de Atenas, não importava quantas vezes eu visse aquela cidade eu achava ela cada vez mais incrível.

As pessoas pareciam não notar o lobo gigante que estava passeando no meio da cidade, Zayam agora devia ter pelo menos dois metros e dez do chão ao dorso, achava meio difícil as pessoas não a notarem, sem falar que ela adorava chamar atenção, ficar escondida com ela era uma tarefa totalmente impossível.

O mais estranho era que além de não vela as pessoas ainda desviavam dela, vai entender.

–É então garota.-disse a Zayam, ela me olhou atentamente-quer fazer o que primeiro?

Ela olhou pra todos o lados, olhou pra mim de novo, franziu a testa, ela não era um animal como os outros, Zayam era racional, como todas as pessoas, conseguia pensar, tinha ideias geniais, principalmente quando o assunto era nos tirar de confusão.

Apos anos ao lado dela, aprendi a interpretar seus gestos e expressões, quando ela queria disser algo mais complicado fazia mimica, ela era péssima em mimica.

Zayam lambeu o focinho todo, olhou para um café, ergueu a pata dianteira em direção a ele. Me encarou com um expressão de entendeu ou eu tenho que explicar de novo?

–Pro o café comer!!-Disse, apontando para o café, Zayam fez alguns barulhos estranhos levantou as orelhas e a calda, isso queria disser que ela estava comemorando a hora do café da manhã.

Tadinha, ela merecia comer, havia corrido a noite inteira para chegarmos na Grécia atempo do meu aniversario, para você ter noção ontem estávamos no leste da china.

O café tinha mesas na calçada, sentei em uma mesa mais afastada, Zayam deitou do lado, na verdade ela se jogou no chão.

Comecei a ler o cardápio pra ela, as pessoas da rua olhavam pra mim, com certeza estavam vendo uma adolescente sentada num café falando sozinha ou talvez estivessem vendo outro animal no lugar da Zayam, isso já havia acontecido, uma ver estava em Los Angeles, e uma menininha de uns 7 anos pediu pra tiram foto com o meu pônei, demorei pra entender de que pônei ela estava falando.

Zayam demorou pra escolher, ela ia balançando a cabeça me dizendo se queria ou não, no fim ela escolheu um bolo de chocolate com 3 coberturas deferentes de chocolate. Ela é apaixonada com chocolate, só tem olhos pra ele.

Pedi a moça 10 fatias do tal bolo que a gorda da minha amiguinha queria. Ela obviamente estranhou, já que alem disso eu pedi mais uma fatia de bolo pra mim, só que bolo de baunilha com morando e chocolate. E também pedi um suco de laranja.

A garçonete foi pegar o que eu pedi, ainda com cara de quem estava achando estranho uma menina tão magra quanto eu comer tanto.

–Zayam se você continuar comendo tanto chocolate você vai ficar gorda, entendeu G-O-R-D-A!!!!-disse eu rindo, a Zayam me encarou, deve ter me xingado telepaticamente.

Depois de muitos minutos de espera, a atendente veio até a mesa com muita dificuldade, deixou os pratos com bolo, quase que não couberam naquela mesinha.

Zayam apenas levantou a cabeça e começou a comer seu pedaços de bolo que eram bem grandes, ela simplesmente pegava com aquela língua gigante dela e enfiava na boca, nem dava pra mastigar.

Ficamos ali sentadas por um tempinho, sem fazer nada, apenas olhando as pessoas, ah, como essas pessoas não sabem a sorte que tem de ter uma vida tão normal.

Não sei porque tantas delas querem tanto viver a droga de uma aventura, não entendo mesmo, tá quando eu era pequena, antes de encontra a Zayam, eu sonhava eu viver uma.

Meu sonho foi realizado, mas hoje vejo, que era melhor mesmo ter sido uma pessoa dessas que vive sonhando com coisas imaginarias, vidas em mundos paralelos que nunca se tornaram realidade, sei que isso pode parecer meio frio de minha parte, mas bem, é a mais pura verdade.

Toda vez que fico assim parada olhando pro nada fico meio...melodramática.

Zayam se levantou, ficou me encarando, ela queria ir andando, afinal se fossemos ver todos os lugares que planejamos não podíamos demorar muito, afinal, não era muito seguro ficar em um só lugar por muito tempo...

Chamei a garçonete, pedi a conta, pra me trazer a conta ela não demorou nada. Procurei na minha mochila aquele cartão escrito "Casino Lótus", basicamente esse cartão veio junto com a minha mochila, ele tem limite infinito, não importa quanto eu gaste, olha que eu já comprei uma cobertura em Los Angeles, duas em Nova York, um enorme apartamento em tóquio, um no Rio de Janeiro, um em Vegas, não me juguem e outros lugares em outras partes do mundo, o problema é que geralmente os meus imoveis são destruídos. E se quiser saber como uma menina de 13 anos compra tanta coisa, nem eu entendi direito essa coisa coisa, só sei que quando eu quero que as pessoas acreditem em alguma coisa elas simplesmente acreditam, isso inclui pensar que eu tenho mais de 18.

Depois que ela passou o meu cartãozinho de gente muito rica fomos dar uma voltinha pela cidade, tinha um cronograma de passeio, daria tempo de ver tudo na cidade, se não fosse por uma coisa.

Estávamos saindo tranquilamente do café quando, Zayam começou a rosnar, isso nunca, nunca era um bom sinal, fiquei apostos, olhei pra todos os lados, estava pra pegar a minha espada a qualquer minutos, ou fugir, as vesses essa é uma boa opção.

Por alguns segundo não notei nada de diferente, mas então ouvi um grito estridente de uma águia, um grito tão alto que evadiu as ruas, as pessoas não ouviram, não sei como mas não ouviram.

O pelo de Zayam se arrepiou e ela olhou para o céu, olhei também e... vi aquele animal majestoso voando muito perto do chão, um grifo, nunca vira um, e admito que fiquei impressionada, suas penas eram vermelhas o pelo de leão meio dourado, deviam ter pelo menos 10 metros de uma assa a outra. Fiquei tão distraída com o grifo que nem notei que Zayam estava me cutucando com o focinho.

Seu olhar era de preocupação, aquele bicho podia ser lindo, mas se a presença dele estava preocupando-a, queria disser que ele não era um bom sinal.

Ele pareceu não reparar em nos, isso era bom talvez passássemos despercebidas, mas logo apareceram mais 4 grifos, estes eram um pouco menores que o primeiro, talvez fossem fêmeas, estava quase sugerindo a Zayam que fossemos embora quando notei alguma coisa se debatendo nas patas dianteiras de um dos grifos menores, alguma coisa preta, olhei melhor e vi que era... um menino...

Levei um susto, o pobre garoto estava desesperado, goleava a pata do grifo como ato de desespero mas o animal parecia não notar, ou não ligava.

Eles começaram a se afastar.

–Temos de ir atras deles!-disse eu desesperadamente a Zayam, sua expressão era de surpresa, ela com certeza vira o garoto.

Entendera de primeira, abaixou-se um pouco para que eu pude-se subir na sela, que ficava em seu dorso, subi, e Zayam saiu em disparada, ela devia estar entre 100 e 120 quilômetros por hora, como podem ver minha querida amiga Zayam e rápida, logo alcançamos os grifos, que estavam indo bem devagar, talvez não tivessem presa pra comer o menino, ou sei lá o que eles estavam pensando em fazer com ele.

A poucos quilômetros na nossa frete havia uma montanha, os grifos começaram a subir, com certeza era lá que era o ninho deles.

Não tínhamos muito tempo para salva-lo.

Notas finais
Reviews? :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.