Notas iniciais
Olar alguém ai?

— Emma –

— Regina! – Grito desesperada ao ver Regina desmaiando em meus braços. Pego ela no colo e fico olhando de um lado para o outro em busca de uma solução e não consigo pensar em nada. Nesse momento vejo um senhor se aproximando, em meu desespero nem paro para analisar de quem se trata. Ele vendo meu desespero e corre ao nosso encontro em nosso auxilio. Ele me ajuda a deitar ela no banco mais próximo que tem ali na praça e eu coloco sua cabeça em meu colo e volto a chamar.

– Regina, acorda! Por favor. Régis, fala comigo.

— Cada vez que eu a chamava e ela não reagia, sentia meu coração pulsar forte, como se mil facas atravessassem meu peito. Eu nunca senti isso na minha vida, é tão desesperador imaginar que ela esta sofrendo, sentindo dor, ou seja o que for. Dá vontade de tomar a dor dela para mim e não deixa-la daquele jeito.

— O que aconteceu? – Pergunta o senhor que nos ajudou e só agora me toco que ele esta nos observando e que se tratava no senhorzinho que cuida da banca de jornal ali da praça, olho para ele e quando vou falar algo ele me faz um sinal com a mão, para que eu esperasse um pouco e então vejo que ele esta falando no celular.

— Olá preciso de uma ambulância no parque do centro, entrada na travessa da quinta avenida.
— Vou escutando ele solicitando socorro e nesse momento me perco observando Regina. Tomo coragem levo uma de minhas mão ao seu rosto.
— O que ela tem? Passou mal ou é doença? – Ele me pergunta e de forma alguma havia me passado isso pela cabeça. Será? Será que a Régis está doente? Nessa hora não consigo conter minhas lágrimas só de pensar nisso.
— Eu... Eu não sei. Ela estava bem e de repente ela desmaiou e vomitou. Quer dizer ela vomitou primeiro e depois ela desmaiou. Ela não acorda, me ajuda, por favor.
— Ei, loirinha se acalma okay?
— Mas ela não acorda, oh Meu Deus... Precisamos acorda-la...
— Ei ... – Ele me chama novamente dessa vez colocando as mãos sobre meus ombros – Se acalme. Já liguei para o resgate okay? Preciso que se concentre nela o resto deixa comigo. Você pode fazer isso? – Ele me diz de forma firme e apenas confirmo com a cabeça.

E volto meus pensamentos sobre a saúde da morena em meus braços. Eu já disse isso, mas, Regina tem um rosto tão bonito. Traços fortes e incisivos. Volto acarinhar-lhe de forma delicada, seu rosto que está tão sereno mesmo nesse momento delicado, ela tem a pele tão macia.

— Vamos eles chegaram! – Diz o senhor da banca e percebo que a ambulância já esta estacionada e a espera de Regina. Os paramédicos logo vieram ao nosso encontro e a pegaram de meu colo e não sei o que deu em mim, quando vi já estava dando ordem a eles.

— Por favor, tenham cuidado! Não a deixem cair, ela é frágil e...
— Ei senhorita, fique tranquila, esse é nosso trabalho. – Ele me responde de forma passível. – Vamos cuidar bem dela, tudo bem? Você que a acompanhará? – Ele me pergunta e só então me toco desse detalhe. Sei que estou cometendo um risco, mas não há tempo para isso e apenas confirmo com a cabeça. Logo entramos na ambulância e seguimos para o hospital.

— Senhorita o celular está tocando.
— O quê? – Pergunto sem entender bem. Tempo depois em que estamos à caminho do hospital, e eu estar mais uma vez hipnotizada olhando Regina sou tirada de meus pensamentos, dessa vez por um dos paramédicos.
— O celular esta tocando.
— Eu não tenho celular... – Tento explicar e ele aponta para a calça de Regina e percebo que é seu celular tocando.
— Atende! Pode ser alguém da família... – Ele me encoraja. Fico encarando-o por um tempo e milhares de coisas passam por minha cabeça nesse momento, mas decido atender.


Ligação On

— Alô – Digo totalmente apavorada por não saber de quem se trata do outro lado da ligação.
— Régis? – Uma voz masculina diz do outro lado.
— Não, aqui é Emma Swan. Quem fala?
— Killian – Ele responde meio incerto, talvez por não saber quem sou eu. E fico em silêncio já sabendo de quem se trata, pois Regina já havia me falado dele e não faço ideia de como dizer a ele sobre sua irmã. – Emma ainda está ai. Eu sou Killian Jones Mills. Sou o irmão dela. Posso falar com ela?
—Sim. Quer dizer não. Olha aconteceu algo com Regina e...
— Ela está bem? – Ele me interrompe e sinto o desespero em sua voz – Me diz onde ela esta! – ele diz tão alto que o paramédico sussurra nossa localização e informo ao irmão de Regina.
— Ela... Ela... Estamos indo para o hospital do centro. Ela... – Tento explicar, mas ele me corta novamente.
— Estou à caminho! – Ele diz e desliga o telefone. Fico alguns segundo encarando o celular. O paramédico apenas me dá um suave aperto em meus ombros me confortando, logo voltando a seu trabalho e eu a segurar a mão de Regina e internamente implorando para que ela acordasse logo.

Ligação Off

– Lado A Lado –– Lado A Lado –

Chegando ao hospital os paramédicos logo retiraram a maca com Regina para adentrarmos o mesmo. Quando cruzamos a entrada do hospital meu coração quase saltou pela boca.

— Emma – Ouvi Regina me chamar a olhei de imediato e mal pude acreditar que ela estava com os olhos abertos, ela tinha um olhar confuso, mas estava acordada o que foi um enorme alívio para meu coração. – Onde estou Emma? O que esta acontecendo? – Ela começou a se desesperar e peguei em uma de suas mãos.
— Calma Rê! Estamos no hospital, você passou mal na praça e trouxemos você para cá. Não se preocupe tudo bem?
— Você só pode vir até aqui senhorita – me disse um dos enfermeiros
— Não – disse firme – Vou entrar com ela.
— Alguém precisar fazer a entrada dela. Vá até a recepção, enquanto isso faremos a triagem com ela.
– Tudo bem – Concordei com o enfermeiro e voltei meu olhar a Regina – Eu já volto tá? – Disse e dei um beijo em sua cabeça, já ia saindo de perto dela quando ouço ela sussurrar.
— Promete? – Regina me pediu com os olhos quase lacrimejando e vi que ela estava um pouco assustada.
— Eu prometo! – Disse olhando fixamente em seus olhos e beijando sua mão, soltando-a em seguida quando voltaram a empurrar a maca.

Vi ela se perder por entre o corredor e portas do hospital e me dirigi até a recepção. Que mesmo eu explicando que eu estava com uma pessoa na emergência que estava sendo triada e que precisava ser atendida de imediato, me deram uma senha e me fizeram esperar por um longo tempo. Depois de quase uma eternidade enfim minha senha piscou no quadro e fui quase que correndo. Expliquei pela quarta vez do que se tratava e começaram a me fazer inúmeras perguntas sobre Regina e só então me toquei de que eu não fazia ideia de quem ela realmente era, nem mesmo seu telefone, ou seu endereço.

— Olha senhorita, já que você não sabe nada sobre ela e nem está com a documentação dela, precisarei dos seus documentos para lhe por como acompanhante da paciente. – Eu paralisei de imediato. Como explicar a recepcionista que eu não tinha um documento e que só sabia meu nome, pois havia uma manta com meu nome quando fui deixada nas ruas?
— Eu... Eu não tenho– Disse sem pensar e ela me olhou com deboche.
— Jura? Você não tem é?
— Não. Quer dizer, eu... – Pensa rápido Emma – eu... eu fui assaltada e levaram minha carteira com toda minha documentação e...
— Nossa que conveniente – Escutei ela resmungar enquanto digitava algo no computador.
— Olha eu vou ter que comunicar meu superiores e... – Fomos interrompidas por um homem que entrou completamente apavorado.

— Senhorita, me desculpe atrapalhar, mas eu soube que minha irmã estava sendo trazida para cá e preciso saber notícias dela, o nome dela é Regina Mills – Ele disse tudo de uma vez.

— Nossa que coincidência, estávamos justamente agora fazendo o cadastro dela, mas sua amiga disse que não sabe nada a respeito dela e muito menos tem documentos para ficar como responsável. – Ela diz tudo com um enorme deboche e o irmão de Regina intercalava o olhar entre nós duas, e conforme ela ia falando ele ficava desconfiado e começou a me olhar de cima a baixo.

— Quem é você?O que estava fazendo com minha irmã? O que você fez com ela?
—O que? Eu não fiz nada. Regina e eu estávamos almoçando e ela passou mal. Ela vomitou e depois desmaiou e chamamos o resgate e aqui estamos.
— E quem é você posso saber?
—Isso não importa agora, o que importa é saber se ela esta bem. Então quanto antes fizermos essa maldita ficha mais rápido ela será atendida. – Eu disse já sem paciência alguma. Estou acostumada com esse tipo de tratamento das pessoas, então como já sei como vai terminar pouco estava me importando contanto que Regina ficasse bem.
— Certo. – O moreno disse já entregando os documentos dele a atendente – Vamos logo com isso. Assim saberemos o que houve com ela e se eu souber de alguma coisa eu acabo com quem fez isso – Ele disse por fim de forma ameaçadora e decidi ir para parte de espera aguardar notícias de Regina.

— Lado A Lado –– Lado A Lado –

Eu andava de um lado para o outro. Me sentava. Assistia quando a televisão estava ligada. Era uma das pouquíssimas vezes que eu assisti televisão em minha vida. Estaria gostando do desenho que passava se não fosse pela situação em que estava. Vi pessoas entrarem e saírem do hospital. Algumas entrarem bem e saírem chorando. Outras entrarem triste e saírem felizes e por fim vi a recepcionista que me atendeu pegar suas coisas e ir embora e só então me toquei que já estava de noite. E resolvi que se ninguém me desse informação, coisa que eu já havia pedido inúmeras vezes, faria por mim mesma e foi o que fiz. Sai andando pelo hospital, lendo as placas. Tentando chegar em algum lugar.

Cheguei em um local que estava escrito oncologia. Vi uma enfermeira vir sentido onde eu estava e decidi entrar em qualquer sala e quase caio derrubando algumas bandejas assim que adentro a porta ao ouvir uma voz.
— Ei, você não deveria estar aqui – me virei para olhar e tive que fazer uma sobreforça para não reagir diante do que meus olhos está presenciando.
— Me desculpe, é que estou procurando por uma amiga.
— tudo bem. Pode entrar se quiser... Se não se assutar muito – A garotinha diz apontando para seu rostinho. Ela tinha duas cicatrizes profundas uma em uma de suas bochenas e outra em seu pescoço, não tinha cabelos e tinha uma aparência bem cansada.
— Só se você não se assustar com a minha– Digo apontando para minha roupas que soa bem velhas e estava completamente sujas a essa altura.
— Combinado – Ela diz e me aproximo e ficamos um tempo em silêncio até que ela me diz algo que quase faz meu coração parar – Ela também está com câncer?
— Não! – digo de imediato, só de pensar nisso me sobe um arrepio pela espinha – Ela passou mal essa tarde e eu não tive mais notícias dela.
— É geralmente não se obtém muitas respostas em um hospital.
— você está aqui há muito tempo?
— Quase minha vida toda – Ela diz com um sorriso triste – A propósito me chamo Candice e você?
— Lindo nome Candice. Me Chamo Emma Swan
— Como Cisne? – Ela pergunta com um lindo e doce sorriso nos lábios.
— Sim. Se bem que estou mais para um patinha feia – Falo isso e ela dá uma gargalhada e me assusto em ver a porta do quarto se abrir.

— Senhorita o que faz aqui? – Vejo que é o mesmo enfermeiro que estava atendendo Regina.
— Eu... Eu bom eu estava procurando... – Comecei a gaguejar sem parar e Candice que me salva
— Ela esta a procura de sua amiga, mas você nunca quer nos informar de nada – ela diz e cruza seus braços em birra e acabo sorrindo com o jeito dela.
— Verei o que posso fazer senhora birrenta – O enfermeiro diz lhe fazendo cócegas – Agora tome seu leite que já esta quase na hora de você dormir. Enquanto isso eu vou informar a senhorita... – Olha para mim – Sobre o estado da amiga dela.
—Tudo bem – Candice concorda – E olha para mim – Tchau Cisne, boa sorte com sua amiga.
— Tchau linda, e boa sorte você também – digo e lhe dou um tchauzinho e sigo o enfermeiro.

— Senhorita...?
— Emma Swan – Resolvo dizer meu nome a ele. Afinal, já tinha dito a Candice.
— Senhorita Swan, sua amiga deu entrada; e descobrimos que ela estava com uma infecção alimentar. Nós a medicamos e demos soro para ela por umas duas horas. Depois fizemos exame de sangue e deixamos ela em observação por mais duas.
— E ela está bem? Posso vê-la? – Pergunto desesperada e ele me olha surpreso.
— A senhorita Mills foi liberada tem cerca de 40 minutos.
— Ela... – Não consigo dizer nada e nem pensar em nada. Regina foi embora e eu nem pude vê-la. Ela nem mesmo perguntou por mim. Sinto meus olhos lacrimejarem e sinto ele por a mão em meu ombro – Sei o que está pensando. Mas, talvez ela pensou que você tivesse se cansado e ido embora. Amanhã liga ou faça uma visita a ela – Ele me aconselha e concordo com a cabeça, dou as costa e decido ir embora dali, precisava pensar um pouco.

— Senhorita Swan – Escuto o enfermeiro me chamar e me viro.
— Candice não sorria cerca de 1 mês. Quando puder faça outra vista a ela, ela vai adorar te ver. – Acabo sorrindo coma informação, concordo positivamente e volto a caminhar com milhares de coisas na cabeça.
Será que Regina não quis me ver? Será que ela pensa que quebrei a promessa e fui embora. eu não sei como farei, mas vou encontrar Regina.

Notas finais
Eae? Sugestões, críticas, elogios, comentários, ponto e vírgulas, reticências, qualquer coisa é bem vinda! Até mais.