Notas iniciais
Voltei :) Consegui atualizar a outra FIC então decidi postar esse capítulo, que na verdade já estava pronto rsrs Espero que gostem e muito obrigada pelos comentários isso só nos motiva mais.

— Regina –

— Obrigada! – Digo cortando o silêncio que estava entre nós. Ela me olhou com curiosidade e tratei logo de explicar – Pela flor aquele dia e pelos biscoitos – Digo isso de forma tímida e ela apenas me dá um sorriso e balança a cabeça em concordância. Mas, deixe-me falar um pouco do sorriso dela. Era tão lindo e tão triste ao mesmo tempo. Percebi que fiquei um tempo presa ao seu sorriso e ela sempre me olhando com curiosidade e mais uma vez quebrei o silêncio – Você não é muito de falar, não é? – Perguntei e ela continuava sem dizer nada – Me desculpe eu vou embora, não quero mais lhe atrapalhar – Digo pegando minha jaqueta que eu tinha tirado e quando vou me levantar ela segura meu braço de forma firme, mas tão gentilmente. Eu olho para ela, e ela apontou para o banco em um pedido silencioso para eu ficar. Não sei te dizer o porquê, mas eu senti o coração bater mais forte quando ela mesmo em silêncio quis que eu ficasse.

Eu também queria ficar ali com ela, mesmo que em silêncio olhando a paisagem, as pessoas passando. Era bom estar ali. E mais que isso eu queria muito saber quem ela era, qual era sua história. Então ficamos um pouco mais de tempo ali olhando as coisas.

Aproveitei e resolvi ler a revista com a primeira impressão de Suzane sendo a colunista fixa. Sim, eu gosto de me torturar, só pode. Abri a página e sentei de pernas cruzadas no banco como era de costume eu fazer sentada no sofá de minha casa, coloquei a revista nas minhas pernas e comecei a ler, estava quase terminando a leitura e me assusto com uma voz calma e baixa quase um sussurro, próxima a mim.

— Quão superficiais estão as pessoas hoje em dia? Faz um texto elaborado sobre a beleza da natureza e quão importante manter as árvores para que os seres humanos. Ressalvando a importância dela para a continuação do homem no futuro e esquece-se de ajudar os humanos desse tempo – Ela diz fujo meus olhos um pouco da revista para olha-la e ela estava com um ar calmo sua voz combinava tanto com ela, fico mais uma vez hipnotizada por ela e assim que volto meus olhos para a revista ela fala mais uma vez.

– Ao fim desse texto ninguém se lembra do humano em si, apenas em comprar uma planta rara de uma floricultura que com certeza pagou para esse merchandising todo – Eu escuto tudo atentamente e penso no que ela disse e um estalo vem em minha cabeça. Mas é claro, por isso Suzane conseguiu a reportagem ela deve ter conseguindo o patrocínio a sua coluna e isso a fez ser a primeira escolha, como eu posso ser tão...
– Idiota! – Exclamo em voz alta e quando olho para a artista ela esta com os olhos arregalados para mim e então me toco do que acabo de dizer – Não, me desculpe – Digo em desespero – Eu não disse isso para você. Eu me lembrei de algo no trabalho enquanto você dizia isso
— Por um momento achei que você era uma dessas pessoas – Ela diz de forma descontraída e eu relaxo um pouco.
— Definitivamente não sou – Responde rindo – Regina Mills – Digo estendendo minhas mãos para ela
— Swan, Emma Swan – Ela se apresenta
— Então Senhorita Swan – Digo em tom descontraído – Você é uma ativista?
— Oh, Deus não! – Ela responde sorrindo. E que sorriso – Sou apenas uma realista.
— Gosto mais dos realistas – Confidencio – Acho bonito as pessoas lutar por causas. Mas eu acredito que ativista se...– Tento buscar a palavra certa e ela completa.
— Limita – Ela diz com convicção.
— Exatamente – Digo impressionada geralmente quando toco nesse assunto as pessoas, não entendem o que quero expressar – Quando eles decidem lutar por uma causa, parece que esquecem de todo o resto. Eu acho que mundo não é preto e branco e nem certo e errado.
— Todos têm uma história – Ela completa novamente, e me impressiono mais uma vez.
— Esta roubando meus pensamentos senhorita Swan? – Pergunto rindo e ela sorri de volta – E qual sua história? – Decido aproveitar a deixa e perguntar.
— Bom... – Ela diz e parece pensar um pouco – Acho que você ainda não esta pronta para isso.
— Engana-se Swan, eu nasci pronta – Digo ainda em tom de brincadeira
— Certamente, nasceu – Ela diz de forma misteriosa e fico pensando se essa frase veio em duplo sentindo, mas resolvo deixar passar – E você, qual sua história? – Ela me pergunta e quando vou responder meu celular apita notificando-me de uma nova mensagem e peço a ela para esperar com a mão. Desbloqueio o celular e fico empolgada com o que leio.

— Tenho duas coisas a dizer no momento – Digo a encarando – Na verdade uma pergunta e uma proposta
— Que seria? – Ela pergunta interessada
— Uma, quero saber se você estará aqui novamente?
— Certamente – ela responde com um balançar de cabeça, e não sei te dize o porquê, mas achei esse gesto nela diferente, quase fofo – E a outra? – Pergunta ela me tirando do transe.
— A outra é que infelizmente eu preciso ir agora – Digo fazendo um beicinho e vi que ela ficou um pouco decepcionada e não nego que gostei de ver isso – Então minha proposta é: Que tal nos vermos amanhã aqui nesse mesmo horário e quem sabe respondo a sua pergunta. Combinado? – Pergunto estendendo a minha mão a ela, que parece pensar um pouco, ela fica com uma expressão tão seria como se tivesse realmente pensando. Logo penso de que ela não vai aceitar e então ela pega minha mão.
— Combinado – ela diz de forma gentil. Sua voz era sempre tão calma, me passava tranquilidade em ouvi-la falar.
— Combinado – Repito e me levanto, quando ia me abaixar para pegar minha jaqueta, ela pega primeiro e me ajuda a vestir. – Obrigada – Agradeço e fico pensando em como me despedir dela e não sei bem o que fazer, eu a olho meio sem jeito e ela parece estar da mesma forma então decido estender a mão novamente – Até amanhã, senhorita Swan – Digo lhe sorrindo e ela retribui e responde no mesmo tom.
— Vou contar os minutos, Senhorita Mills – Ela diz e sinto meu rosto esquentar e tenho certeza que ela percebeu, pois logo ela corrigi – Quer dizer... Para saber... Sua... Sua história – Se justifica tropeçando nas palavras e eu apenas sorrio e dou um tchau por cima dos ombros, já de costa para ela.
— Tchau Emma – Digo e vou embora.

Notas finais
Até mais ♥